segunda-feira, 3 de maio de 2010

Gravidez precoce traz riscos a adolescentes - Jovem mãe perde trabalho e estudo

M.R. tem apenas 17anos, e já está tendo que viver uma outra realidade: a de ser mãe. O filho que chegou recentemente ainda não encontrou um lar. O espaço que ela ocupava na casa de sua mãe já era bastante apertado, pois a pequena morada num bairro da periferia deste município já abrigava 12 pessoas. "Na minha cama de casal dorme os quatro filhos menores. Não existe mais espaço para ninguém, meu sonho é morar numa casa maior, que ofereça um conforto melhor", disse a avó do bebê.

Enquanto o sonho não chega, o mais novo integrante da família está vivendo na casa de uma das tias, que também encontrou dificuldade para acomodar o sobrinho. O pai, um músico da cidade, tem duas vezes a idade da garota, e ainda não quis assumir a paternidade, apesar de saber que o filho é seu. "No começo ele queria que eu tomasse medicamento para abortar, o que recusei, pois jamais teria a coragem de assassinar um filho meu", disse M.R., que reclama a falta de assistência por parte da Prefeitura. "Tive a minha gravidez toda acompanhada por uma agente de saúde, mas a minha condição de saúde me afastou de receber qualquer assistência dos programas mantidos pela Ação Social", reclama a mãe adolescente.

Antes da gravidez, a jovem adolescente disse que trabalhava e estudava. No primeiro mês de gestação, perdeu o trabalho numa lanchonete, ficando desempregada antes mesmo do filho nascer. Teve que abandonar os estudos.

Dupla tarefa

"A vida torna-se ainda mais difícil para a adolescente grávida que estuda e trabalha. Igualmente, essa situação não difere com relação ao jovem adolescente que se torna pai: ele se vê envolvido na dupla tarefa de lidar com as transformações próprias da adolescência e as da paternidade, que requerem trabalho, estudo, educação do filho e cuidados com a esposa ou companheira", disse Lily Cristino, primeira-dama do município e que coordena projetos de ação social.

Ela detsca que Sobral mantém dois programas voltados para dar assistências a esses casos: "O trevo de Quatro Folhas" e o "Flor de Mandacaru", sendo este último com ações voltadas a gravidez precoce que busca oferecer diálogo, segurança, afeto e auxílio tanto aos adolescentes envolvidos quanto à criança que foi gerada para que se desenvolvam saudavelmente.

"A proposta foi criar um espaço de escuta e discussão sobre a saúde do adolescente e do jovem", diz Lily Cristino.

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