sábado, 23 de novembro de 2013

Taxa de desemprego é a menor para o mês de outubro, aponta IBGE

Taxa de desemprego é a menor para o mês de outubro, aponta IBGE

A taxa média de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas manteve em outubro tendência de estabilidade e ficou em 5,2%, próxima tanto da de setembro (5,4%) como de outubro do ano passado (5,3%). Foi a menor para esse mês na série histórica, iniciada em 2002. Também é a mais baixa do ano, segundo os dados divulgados ontem, pelo IBGE.
O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) elogiou os resultados. “Podemos dizer que o governo brasileiro está no caminho certo na sua atitude em relação à economia. O mundo todo está em crise, em recessão, no mundo todo o desemprego cresce. E no Brasil temos taxa de desemprego que nunca houve neste País”, disse o petista.
O total de desocupados foi estimado em 1,270 milhão, 58 mil a menos do que em setembro (-4,4%) e 44 mil a menos na comparação com outubro de 2012 (-3,3%). O número de ocupados (23,279 milhões) ficou praticamente estável, 0,4% acima no mês (acréscimo de 85 mil) e 0,4% abaixo em 12 meses (87 mil a menos).
A economia tem criado menos vagas, mas o ritmo mais fraco de entrada de pessoas no mercado de trabalho também ajuda a segurar a taxa de desemprego. A população economicamente ativa (PEA) praticamente não saiu do lugar de setembro para outubro, com variação de 0,1% (27 mil a mais). Em 12 meses, recua 0,5% (menos 130 mil).
Consideradas as médias anuais, de janeiro a outubro, a de 2013 também é a menor da série: 5,6%, um pouco abaixo de igual período de 2012 (5,7%). Com exceção do período 2008-2009, as taxas de desemprego vêm caindo nos dez últimos anos.
Também em menor ritmo, o emprego formal mantém tendência de crescimento. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 11,875 milhões no mês passado, praticamente sem variação (0,5%) ante setembro. Na comparação anual, cresce 3,6%, o correspondente a 414 mil postos de trabalho a mais.
Os empregados sem carteira (2,143 milhões em outubro) caem 2,7% no mês (menos 59 mil) e 12,6% em 12 meses (308 mil a menos). Em relação a outubro de 2012, a participação dos sem carteira no total dos ocupados caiu de 10,5% para 9,2%, enquanto a dos com carteira aumentou de 49,1% para 51%.
O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.917,30) também foi considerado estável pelo IBGE, em relação a setembro (-0,1%). Em 12 meses, cresce 1,8%. A massa de rendimentos, estimada em R$ 45,1 bilhões, fica estável no mês e sobe 1,4% na comparação com outubro de 2012.
Ante  outubro do ano passado, o emprego fica estável, segundo análise do IBGE, na maioria dos setores: variações de -2,4% na indústria (menos 89 mil vagas), -4% na construção civil (menos 75 mil), 1% no comércio (mais 42 mil), 1,5% nos serviços prestados a empresas (mais 55 mil), 3,1% em educação, saúde e administração pública (mais 122 mil) e -0,9% em outros serviços (-36 mil). Em serviços domésticos, cai 8,4%, com 127 mil trabalhadores a menos.

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