sábado, 11 de maio de 2013

Lançamento do livro João Pedro Teixeira: um mártir do latifúndio, do jornalista Nonato Nunes.

 

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Em sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, sob a presidência do deputado Frei Anastácio e com o comparecimento de vários segmentos da sociedade paraibana, inclusive representações de entidades políticas e culturais, foi lançado o livro João Pedro Teixeira: um mártir do latifúndio, do jornalista Nonato Nunes.

Num trabalho de dedicada pesquisa , esta obra retrata todo o drama da luta do líder camponês João Pedro Teixeira, com especial destaque para o seu brutal assassinato ocorrido no dia 3 de abril de 1962, no qual se comprovou o conluio do latifúndio com policiais militares .

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Presença emocionante foi, decerto, a de Elizabeth Teixeira, viúva do líder morto, que em vigoroso discurso afirmou que ainda não foi realizada a reforma agrária no país, tão sonhada por João Pedro Teixeira. Usando da palavra, o ex-deputado Assis Lemos disse : A luta dos camponeses pelos seus básicos direitos foi de enormes desafios em que muitos companheiros perderam a liberdade e a vida .

Com um pronunciamento de ampla repercussão pela análise que fez das lutas camponesas na América Latina, destacadamente no século XX, o escritor Agassiz Almeida, deputado estadual em 1962, salientou: O que praticaram os criminosos da história? De Che Guevara fizeram um mito; de Carlos Lamarca um herói, e de João Pedro Teixeira um mártir.

Lancemos um olhar retrospectivo nos cinquenta anos atrás. Como viviam milhões de camponeses nos rincões rurais da América Latina, especialmente nas várzeas férteis do Nordeste ? Mergulhados na mais infame miséria; rebanho humano sem esperança e desprovido dos mínimos direitos. Existem na vida dos povos tragédias que marcaram os rumos da história. O assassinato de João Pedro Teixeira despertou a nação para as lutas e os direitos dos camponeses, abafados por quatro séculos de latifúndio.

O que os mártires da liberdade e dos direitos democráticos nos legaram? Que as conquistas dos povos por liberdade e justiça são alcançadas com sangue suor e lágrimas.

Encerrando, afirmou Agassiz Almeida: Cada um de nós carrega a sua pedra para a construção da catedral da história.

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