segunda-feira, 27 de maio de 2013

ACM bate o martelo: Aécio não é mais seu candidato

 

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Ex-líder do DEM na Câmara Federal deixa claro que eleger o amigo presidente da República não é mais seu projeto pessoal, conforme ele afirmou após apuração das urnas em 2010; ACM Neto critica a "antecipação" do debate eleitoral, sem apontar os responsáveis, e diz que não descarta apoiar nenhum candidato; inclusive a presidente Dilma Rousseff; "Quando eu digo ninguém, é ninguém"

27 de Maio de 2013 às 10:31

Bahia 247

Depois de não participar da convenção do PSDB há duas semanas, da qual o senador mineiro Aécio Neves saiu eleito presidente do partido e pré-candidato a presidente da República em 2014, o prefeito ACM Neto, do DEM, deixa claro agora que eleger o amigo chefe da nação não é mais seu projeto pessoal, conforme ele afirmou após apuração das urnas em 2010.

Em entrevista ao site Bahia Notícias, o ex-líder do DEM na Câmara Federal deu brecha à possibilidade de apoiar a presidente Dilma Rousseff na tentativa de reeleição.

ACM criticou a "antecipação" do debate eleitoral, sem apontar os responsáveis, e disse que não descarta conversar com qualquer que seja o candidato. Inclusive a presidente Dilma. "Quando eu digo ninguém, é ninguém".

O prefeito também diz que não há qualquer possibilidade de ser candidato a governador da Bahia ano que vem. Abaixo trechos da entrevista e aqui a leitura completa no Bahia Notícias.

Bahia Notícias – Vários aliados políticos seus dizem que o senhor seria o melhor nome e, inclusive, apontam pesquisas feitas no interior que comprovariam a tese. O deputado estadual Elmar Nascimento, líder da oposição na Assembleia Legislativa e um dos formadores do MD, fala que o senhor diz que permaneceria prefeito por uma vontade do povo, mas que o próprio povo mostraria, em pesquisas, que gostaria de ver ACM Neto como governador.

ACM – O fato é que essa hipótese não existe. Repito que o meu dever e a minha responsabilidade com Salvador é muito grande. Eu fui eleito em um momento de grande expectativa das pessoas. Não estou fazendo aqui um governo para jogar para a torcida. Podia estar fazendo um governo para jogar para a torcida. Podia estar fazendo um governo sem a preocupação de ajustar o orçamento, por exemplo. Podia estar fazendo um governo com várias medidas populistas, o que me permitiria chegar no ano que vem popularmente muito bem. Não. O meu caminho não é esse. O meu caminho é o de enfrentar dificuldades, de enfrentar as resistências, de comprar desgaste, até de perder popularidade para fazer o que tem que ser feito e colher o resultado disso no futuro.

Quem o senhor acha, então, que seria o candidato da oposição para disputar o governo ano que vem?

Eu acho que é cedo para falar. Eu tenho dedicado muito pouco tempo para falar sobre política. Hoje eu estou muito assoberbado pela agenda administrativa e não tenho nem tido tempo para conversar com os meus colegas deputados, amigos e tal. Não tenho tido tempo para isso e há essa compreensão do mundo político de que eu realmente tenho que estar dedicado e concentrado nas coisas de Salvador. Agora eu acho que é cedo para especular. Eu acho que qualquer conversa sobre 2014 só vai começar a acontecer de maneira mais consistente a partir do fim do ano e início do próximo. Qualquer opinião que eu dê nesse momento sobre nomes, se eu entrar na fulanização, eu posso correr o risco de excluir alguém que seja uma alternativa concreta lá na frente. Este é o momento de eu me preocupar em governar a cidade.

Mas, para a Presidência da República, todo mundo sabe da sua relação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e os nomes estão postos. O senhor correria o risco de não apoiar Aécio em detrimento de uma candidatura à reeleição de Dilma Rousseff (PT) ou mesmo um projeto alternativo de Marina Silva ou Eduardo Campos (PSB)?

Bom, primeiro eu acho que é cedo para dizer que o cenário está definido. Pode ser que o cenário não esteja definido. Segundo ponto, há uma precipitação muito grande, uma antecipação, da eleição federal. Agora, eu, a priori, estou aberto a conversar com todo mundo. Eu acho que a política é feita de conversas. Não descarto a hipótese de dialogar com nenhuma das correntes que se colocarem como postulantes ao cargo de presidente da República. Evidentemente que eu tenho uma história, eu tenho amigos e eu tenho um ambiente político no qual me forjei. Tudo isso vai ser pesado, mas eu não posso me negar a conversar com ninguém.

Até mesmo Dilma Rousseff e o PT?

Quando eu digo 'com ninguém', é com ninguém.

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