domingo, 8 de julho de 2012

Semana de combate às drogas


Numa iniciativa do COMAD (conselho municipal sobre drogas) de Jaú (SP)
tivemos a semana de combate às drogas, que aconteceu no período de 25 a 29
de junho passado. Considero que o evento foi um sucesso e serviu como
pontapé inicial para outras iniciativas em relação à prevenção do uso de
substâncias entorpecentes em nossa cidade. Todos sabem que o álcool e
outras drogas são responsáveis diretos pelo crescente aumento da violência
doméstica, acidentes de trânsito e criminalidade em geral. As drogas
favorecem a resolução dos conflitos de forma violenta, mas não basta
termos conhecimento disto. Precisamos de atitudes concretas para combater
o problema que assola o país. Drogas como o crack já assumiram caráter
epidêmico. E o que vamos fazer? Esperar que o governo apresente a solução
para um problema que muitas vezes começa dentro dos nossos próprios lares?
A prevenção às drogas deve se iniciar dentro de casa. Mas, como, se na
maioria dos lares a bebida é consumida com regularidade, de forma natural,
e normalmente associada a momentos festivos e alegres? Faz tempo que o
álcool contribui para a desolação familiar, o crime, a contenda, o
ridículo e a humilhação. Quem convive com um alcoolista entende bem o que
estou afirmando. A bebida já desgraçou vários lares, pôs fim a uma série
de casamentos, levou muitas pessoas a total ruína. Inúmeros são os
prejuízos causados pelo álcool, que é o maior responsável por mortes no
trânsito. Olhando para os nossos presídios, o que vemos? A maioria dos
encarcerados relacionados direta ou indiretamente à venda ou ao consumo de
substâncias entorpecentes.
Será que não está na hora de fazermos alguma coisa para mudar o cenário
atual? Adianta prantear depois que o filho está envolvido até o pescoço
com a venda ou o uso de drogas? Não seria melhor investir na prevenção, na
informação, no cultivo de valores morais e éticos dentro da família e da
própria sociedade? A mídia vende a imagem da felicidade no “ter”; possuir
bens materiais e prazer imediato, porém o dia a dia mostra que isso é
ilusório. Poucas pessoas conseguem enriquecer licitamente, porque tal é
fruto do trabalho honesto e regular. A gente semeia, aduba, molha, poda e
colhe. Não é um processo rápido, mas resultado de um investimento pessoal
intenso.
Educar filhos é igual. Não basta parir; dar de comer e beber. É preciso
ensinar valores; mostrar o que é certo e o que é errado; guiar com
orientações e muita informação. Não podemos simplesmente entregá-los nas
mãos do inimigo. Precisamos lutar, mas com um trabalho de base. Nada
adianta colocar um livro nas mãos de quem não aprendeu a ler, pois não
conseguirá compreender as palavras ou o sentido de uma frase. Nossas
crianças e jovens precisam aprender a dizer “não” às drogas, mas sabendo o
que estão fazendo.
O exemplo tem de vir dos pais em primeiro lugar. Não adianta pedir ao
filho para não beber se se bebe ou não usar drogas se se usa. Já atendi
pais em meu consultório solicitando ajuda para o filho deixar a cocaína,
porém pedindo que eu concordasse dele continuar usando maconha. Isso é
ridículo! Todo mundo sabe que a maconha é a porta de entrada para outras
drogas mais potentes. Ela não é inofensiva como muitos avaliam. Vamos nos
informar mais e melhor. Vamos nos engajar nessa luta contra as drogas.
Busque maiores informações através do endereço eletrônico:
comadjau@gmail.com . Se tiver condições e se identificar com a causa pode
também fazer a sua doação através de depósito no Banco do Brasil, agência
0027-2, c/c 63005-X. Cada qual fazendo a sua parte encontraremos uma
solução!
Maria Regina Canhos Vicentin (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é
escritora.
Acesse e divulgue o site da autora: www.mariaregina.com.br.

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