terça-feira, 31 de julho de 2012

Márcio Thomaz Bastos deixa defesa de Carlinhos Cachoeira

 

Embora tardiamente, esse ilustre magistrado tomou uma decisão que há muito tempo era esperada por milhões de brasileiros. Principalmente por aqueles que têm o bom senso de repudiar a ação de juristas a serviço da criminalidade, de modo especial nos casos em que a culpabilidade do investigado é praticamente certa.

Eis aí um imperdível exemplo para a classe dos advogados, com destinação preferencial aos que fazem ponto em porta de delegacias. Atualmente, essa nociva fatia de profissionais do Direito vem prestando um enorme desserviço à sociedade e à categoria e são encontrados aos montões em todos os municípios do País.

Cachoeira é acusado de liderar esquema de jogos ilegais e foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal, durante as investigações da Operação Monte Carlo. Nessa segunda-feira, a noiva do contraventor, Andressa Mendonça, foi detida acusada de tentar chantagear o juiz federal responsável pelo julgamento do processo que envolve Cachoeira na Justiça de Goiás.

Ao jornal Folha de S.Paulo, uma das advogadas integrantes da equipe, Dora Cavalcanti, afirmou que o acordo era participar da defesa até a audiência da semana passada. Na ocasião, o contraventor se recusou a responder as perguntas do juiz Alderico dos Santos. Durante o seu depoimento, usou o tempo de defesa para fazer declarações de amor a Andressa Mendonça, que acompanhava o depoimento na primeira fileira.

Durante o tempo em que comandou a defesa, Márcio Thomaz Bastos fez repetidos pedidos para libertar o contraventor e tentou anular as provas obtidas contra o cliente. O advogado também o acompanhou na ida à CPI que investiga as relações do grupo do contraventor com agentes públicos. Na ocasião, Cachoeira também ficou em silêncio. (Estadão)

Do Blog do Artemísio da Costa

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