quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vereadores choram na Câmara Municipal de Fortaleza

Em um dia marcado por homenagem e primeiro pronunciamento sobrou emoção no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, no fim da manhã desta quarta-feira (2). O experiente vereador Carlos Mesquita (PMDB) e o estreante Eron Moreira (PV) se emocionaram durante os seus discursos.

Carlos Mesquita não conteve as lágrimas durante a apresentação de um vídeo sobre as obras do ex-prefeito Juraci Magalhães, em memória aos dois anos de morte do ex-prefeito. Em 10 minutos de edição, Mesquita mostrou a construção dos sete terminais de ônibus do transporte integrado da Capital, a ampliação do IJF, o alargamento de avenidas e a construção de novas vias, além do prédio da própria Câmara Municipal e outras importantes obras.

Oposição e situação acabaram percebendo o vídeo como uma afronta aos seis anos de gestão da prefeita Luizianne Lins.

“Imaginem como estaria Fortaleza, atualmente, se não fossem as obras deixadas por Juraci Magalhães”, desafiou o líder da oposição, vereador Plácido Filho (PDT). “A prefeita Luizianne Lins não sai às ruas com receio da reação da população, que está cansada de tantas mentiras. A cidade está um caos. Não houve um planejamento de gestão e os serviços prestados pela Prefeitura maltratam a população”, completou o líder da oposição.

“Juraci Magalhães passou 14 anos no poder, enquanto a prefeita Luizianne Lins só está com seis anos. Não podemos comparar o que um fez com o que o outro está fazendo”, defendeu o vereador Tomaz Holanda (PMN).

Já o vereador e oftalmologista Eron Moreira destacou a contribuição de Juraci Magalhães para Fortaleza e disse que estava assumindo a cadeira deixada por Roberto Mesquita (eleito deputado estadual) na condição de “independente”. “Vou defender os interesses da população, seja em discurso de oposição ou de situação”, comentou.

Eron Moreira se emocionou em seu primeiro pronunciamento, ao lembrar o envolvimento de sua família na última eleição municipal. O vereador também destacou a participação dos suplentes, diante do coeficiente eleitoral. “São colegas que merecem o nosso respeito. Eu mesmo sou suplente e gostaria de assim ser lembrado”.

Sobre as lágrimas, ele justificou: “A minha esposa Soraia disse que eu tivesse cuidado para não me emocionar em meu primeiro discurso. Mas depois que eu vi o Carlos Mesquita chorando, não me preocupei com isso”, brincou.

 

Eliomar de Lima

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