sábado, 26 de novembro de 2011

IBGE lança mapa de espécies ameaçadas de extinção

 

Entre as espécies relacionadas no mapa recém divulgado, há 69 mamíferos, 20 répteis e 16 anfíbios

Dando início às atividades da Semana do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, nesta sexta-feira, o Mapa da Fauna Ameaçada de Extinção - Mamíferos, Répteis e Anfíbios. Segundo o mais recente levantamento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), 105 espécies e subespécies destes animais estão sob ameaça de extinção, ou seja, podem sumir do mapa do Brasil.

Em 2006, o IBGE já havia lançado o mapa das aves ameaçadas. Ainda neste ano, deverá publicar outro, retratando ao todo 130 espécies e subespécies de insetos e demais invertebrados terrestres sob risco de extinção. Em 2008, está prevista a publicação de um quarto mapa, de peixes e invertebrados aquáticos.

Entre as espécies relacionadas no mapa recém divulgado, há 69 mamíferos, 20 répteis e 16 anfíbios. Alguns são bastante conhecidos da população em geral, como a baleia-azul, o mico-leão-de-cara-preta, o mico-leão-preto, o macaco-prego-de-peito-amarelo, o rato-candango, o peixe-boi-marinho, a jibóia-de-cropan, a jararaca-de-alcatrazes, a tartaruga-de-couro.

O caso mais sério de todos, segundo o levantamento, é o da Phrynomedusa fimbriata, popularmente conhecida apenas como perereca, que antes era encontrada em Paranapiacaba, subdistrito da cidade de Santo André, no ABC Paulista, região da serra do Mar, e hoje já se encontra totalmente extinta.

O mapa, que mostra a distribuição geográfica por estado dos animais ameaçados, seus nomes científicos e populares e as categorias de ameaça em que se encontram (alta, média ou baixa), pode ser encontrado no site do IBGE .

Segundo o instituto, a devastação da cobertura vegetal e as formas de extrativismo são, ao lado da caça predatória, os fatores que mais contribuem para o extermínio da fauna brasileira, um dos nossos mais valiosos bens naturais, culturais e econômicos.

"Ao divulgar espacialmente o estado atual de preservação da fauna, o IBGE contribui para o estabelecimento de programas de recuperação das espécies ameaçadas e para despertar a consciência ambiental", diz o insituto.

Os estudos sobre as espécies animais sob risco de extinção vêm sendo realizados pelo instituto desde o fim dos anos 1980, fundamentalmente com base nas listas oficiais do Ibama e complementados por informações levantadas em diferentes instituições de pesquisas e na literatura especializada. Os estudos produzem informações que são armazenadas no banco de dados dos cadastros de fauna, que, por sua vez, geram os mapas.

A mais recente lista divulgada pelo Ibama, em 2003, que excluia apenas os peixes e invertebrados aquáticos, indicava a existência de 394 espécies e subespécies de animais ameaçados; em 1989, eram 220 espécies em perigo, o que significa um incremento de cerca de 80%.

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