quinta-feira, 22 de julho de 2010

Moradores apoiam Macaraú

O Distrito de Macaraú, localizado no Município de Santa Quitéria, é um dos que estão na lista para se emancipar. A disputa é com o Distrito Lisieux que também quer se desmembrar de Santa Quitéria. Os dois terão que entrar em consenso pela emancipação e escolha da sede para o novo Município, como mostrou o Caderno Regional, edição do último domingo. "Se Lisieux tem suas potencialidades, Macaraú também tem!", desabafa o comerciante José Eriberto Goes, que mantém, em pleno funcionamento, um restaurante na praça da Igreja de Nossa Senhora Santana.

Ele conta que morou por um bom tempo no Rio de Janeiro, e que voltou para sua terra natal em 1992, atraído pela perspectiva de um novo progresso. Hoje, quem movimenta seu estabelecimento são os operários que trabalham na construção de uma rodovia, que dará um novo aspecto o local. A estrada ligará Macaraú a principal via de acesso, a CE 183, distante aproximadamente 2km.

Além desta rodovia, o Distrito de Macaraú está a todo vapor com novas obras. São avenidas, posto de combustível e, futuramente, restauração da igreja principal, além da construção de calçadas padronizadas, que serão ornamentadas com pedras portuguesas.

Apoio dos moradores

Ao chegar na cidade, é possível perceber a vontade dos moradores em ver o local emancipado. O presidente da Associação de Emancipação do Distrito, Francisco Charles Mesquita, conta que os dois distritos, juntamente com Malhada Grande e Trapiá, tinham interesse em se desmembrar de Santa Quitéria e que uma decisão já havia sido tomada: a de que Macaraú seria sede do novo município.

"Preferimos deixar que a população escolhesse. Se é dela o direito de decidir pela emancipação, nada melhor que votar também quem deve abrigar a sede do futuro município", disse Carlos Melquíades, um dos líderes do movimento e dono de um balneário em Macaraú.

A decisão de se tornar independente tem um motivo a mais. Macaraú perdeu muito com a redução do número de vereadores, na Câmara Municipal. "Eu já fui vereador por 20 anos, vice-prefeito durante quatro anos, e sei das dificuldades que é trazer investimento para um distrito como Macaraú", disse Raimundo Nestor Farias, que reside no local.

Enquanto cada morador tem uma história para contar sobre o distrito, Carlos Melquíades fazia questão de enumerar os prédios e serviços públicos existentes em Macaraú.

Obras

"Temos mercado público, fábrica de cerâmica e de confecção, colégio, posto de saúde, dos Correios, e da Cagece; metalúrgica, salão paroquial e creche, entre outros. Por último, está sendo realizada a construção de um posto de combustível", contou Carlos Melquíades.

De acordo com o historiador Raimundo Girão, "pela Lei nº 4.750, de 26 de janeiro de 1959, recebeu este distrito a categoria de Município, mas este não logrou efeito em virtude de disposição da Lei nº 8.339, de 14 de dezembro de 1965".

Administração

Após este retorno a condição de distrito, passou a funcionar em Macaraú a Subprefeitura, local onde eram tomadas as decisões políticas e administrativas referentes ao distrito, que era o único do Município de Santa Quitéria a ter este privilégio, de contar com a unidade administrativa no local.

Esta subprefeitura funcionou entre os anos de 1950 até o ano de 1979, tendo a frente da administração dez subprefeitos. A subprefeitura teria direito a 15% do que era arrecadado para ser diretamente aplicado em Macaraú, sem a intervenção de Santa Quitéria.

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