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sábado, 14 de março de 2009

Vendas do comércio surpreendem e voltam a crescer após três meses de queda



As vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a crescer em janeiro, surpreendendo muitos analistas e interrompendo uma sequência de três meses de queda. A alta foi de 1,4% em janeiro sobre dezembro, puxada pelo mercado de automóveis. Em relação a janeiro do ano passado, as vendas no primeiro mês deste foram 6% maiores; nesse tipo de comparação, o setor de "hipermercados, supermercados, bebidas e fumo" deu a maior contribuição para o aumento, subindo 7% no período.
Já nos 12 meses encerrados em janeiro, o crescimento foi de 8,7% em relação ao período imediatamente anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números positivos foram surpresa para analistas consultados pela agência de informações Reuters, que esperavam queda de 0,2% na comparação com o mês anterior e de alta de 3,9% sobre o mesmo período do ano passado.
Para o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), o aumento das vendas do comércio varejista não é surpresa, mas reflete o acerto das medidas adotadas pelo governo diante do cenário de crise mundial. Ele rebate as análises precipitadas de setores da oposição e do mercado.
"Quando empresários colocaram um freio na produção, em dezembro, houve críticas, mas não houve impacto no comércio varejista porque a população continuou comprando. No entanto, aqueles que torcem contra os resultados positivos para o país aproveitaram para maximizar as dificuldades. Agora, devem reconhecer os resultados claros da continuidade de crescimento", disse.
Veículos – O volume de vendas cresceu em sete dos dez grupos de produtos pesquisados. O de "veículos e motos, partes e peças" teve um aumento de 11,1% nas vendas em janeiro. O de "livros, jornais, revistas e papelaria" obteve alta de 7,6%, seguido por "móveis e eletrodomésticos" (7,1%).
O IBGE acrescentou que a receita nominal do comércio varejista avançou 2,1% em janeiro sobre dezembro e 11,9% na comparação com igual mês do ano passado. Segundo o líder Cândido Vaccarezza, o crescimento do varejo terá repercussão também no crescimento industrial. "A expectativa é que o Brasil se mantenha à frente dos demais países no fortalecimento de sua economia nesse momento de dificuldade", disse.


Postado por: Jacinto Pereira

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