quarta-feira, 25 de março de 2009

Morrinhos faz arrastão contra a dengue

A Prefeitura de Morrinhos, em parceria com o Governo do Estado e integrantes de vários segmentos da sociedade civil, que compõem o Comitê de Combate à Dengue, entre os quais as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, iniciaram, no bairro São Luiz e imediações, um grande “arrastão” de mobilização da comunidade sobre os riscos da dengue. A mobilização, coordenada pelas Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, é resultado de uma ação efetiva de combate ao aumento de pessoas com a dengue nos diversos bairros nos últimos meses.

Agentes de endemias iniciaram a campanha realizando um extenso trabalho de conscientização da população do bairro sobre os riscos da doença e formas de prevenção, além de detectar e destruir criadouros. Um dos locais considerados críticos foi um depósito de material reciclado, onde os agentes encontraram vários focos do mosquito.

Alertado sobre o mal que estava causando a comunidade o proprietário do depósito tentou justificar a situação dizendo que nunca recebeu, desde quando instalou o depósito, há cerca de dez anos, a visita de agentes de combate ao mosquito. “Estou aqui para colaborar, mas devo dizer para os senhores que nunca veio aqui ninguém para acabar com os focos desses mosquitos”, disse.

O secretário municipal de saúde, Antônio Élder Arcanjo, informou, pouco antes do início de uma caminhada pelas principais ruas do bairro São Luiz, que o objetivo do trabalho é atingir todos os bairros da cidade, e que escolheu aquele logradouro como ponto de partida da campanha devido ao alto índice de casos de dengue naquela área, onde mora mais de 500 famílias. “Tivemos 98 casos suspeitos de dengue, que estão sendo avaliados. Quatro casos já foram confirmados somente este ano, que representa 2,2% de incidência. O nosso objetivo é, até o final do inverno, chegar a menos de 1%”, disse Élder Arcanjo, acrescentando que a campanha não visa “apenas pedir ao morador que olhe a casa do vizinho em busca de criadouros da doença, mas que investigue, principalmente, sua própria casa”.

Por Wilson Gomes

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