sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Merkel bolivariana? Alemanha aprova cotas para mulheres nas cúpulas das grandes empresas

 

Merkel bolivariana? Alemanha aprova cotas para mulheres nas cúpulas das grandes empresas

 

“Não podemos nos permitir renunciar à competência das mulheres”, afirmou a chanceler Ângela Merkel diante do parlamento; a medida já foi criticada por setores empresariais do país. Como seria a grita se fosse adotada no Brasil?

Por Redação* | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na última terça-feira (25), coalizão da chanceler alemã Ângela Merkel aprovou a criação de cotas para mulheres nas cúpulas das grandes empresas do país. De acordo com a norma, que poderá valer a partir de 2016, 30% dos membros dos conselhos fiscais dessas corporações deverão ser compostos por pessoas do sexo feminino.

“Não podemos nos permitir renunciar à competência das mulheres”, afirmou Merkel ontem (26), diante do parlamento (Bundestag), durante o debate geral dos orçamentos de 2015, depois que o consenso foi alcançado no dia anterior pelas lideranças de sua coalizão - Horts Seehofer, líder da União Social-Cristã da Baviera; Sigmar Gabriel, do Partido Social-Democrata (SPD); além da própria chanceler, chefe da União Democrata-Cristã (CDU).

“Esta lei é um passo importante rumo à igualdade, porque introduzirá, além disso, uma mudança cultural no mundo laboral”, declarou a ministra da Família e da Mulher, a social-democrata Manuela Schwesig, defensora ferrenha da medida. Já Merkel, até pouco tempo, era contra a proposta – ela preferia a inserção “natural e gradual” das mulheres no mundo empresarial alemão. A chefe de Estado teria mudado de ideia ao ver que, nos últimos anos, a representatividade feminina permaneceu baixa neste campo.

A cota para mulheres tem ainda um importante passo rumo à implantação. Em 11 de dezembro, será analisada pelo Conselho de Ministros de Merkel, que poderá impor sanções às empresas cujos conselhos fiscais não alcançarem a porcentagem proposta.

A Federação de Associações de Empresários (BDA) e alguns consórcios que cotam no DAX30 (o conjunto de 30 companhias abertas de melhor performance financeira da Alemanha) já teceram críticas à medida. Caso fosse adotada no Brasil, não é difícil imaginar que a recepção à ideia teria uma dimensão, no mínimo, semelhante.

*Com informações da Agência EFE

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