domingo, 2 de novembro de 2014

Alckmin dá uma de lobo em pele de cordeiro

 

30 out 2014/3 Comentários/ Blog do Zé equipedoblog /Por Equipe do Blog

Agora, passada a reeleição em que se beneficiou do silêncio que impôs à SABESP e ao governo do Estado como um todo, numa verdadeira censura para que não se falasse da grave crise da falta de água no Estado – no que teve a cumplicidade da mídia – o governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB) dá uma de lobo em pele de cordeiro e diz que aceita o apoio do governo federal para solucionar o problema.

Mas, só ontem, 25 dias depois de reeleger-se e cinco dias após o candidato tucano a presidente, Aécio Neves, ser derrotado, ele aceitou falar do assunto e aceitou a ajuda da presidenta Dilma Rousseff, oferecida bem antes e recusada por ele. Um escárnio para com a população que enfrenta o problema desde o início do ano, que só agora Alckmin revele tudo isso e indique que vai tratar da questão. Antes fugia do assunto e quando inevitável, negava que haja racionamento e rodízio de água no Estado.

Mas, na prática, Alckmin agora responsabiliza o governo federal pelo que é culpa sua (e dos governos tucanos pela falta de água), quando exige que a Agência Nacional de Água (ANA) desobrigue São Paulo de manter uma vazão mínima de água para energia na represa de Jaguari e faz um pleito “simples” !!!:  quer o fim do PIS- COFINS que a SABESP recolhe dizendo que são R$ 680 milhões que a empresa paga desses tributos à União.

Tucanos não investiram mas distribuíram bilhões em lucros da SABESP privatizada

E Alckmin esquece os bilhões que ele e o tucanato distribuíram em lucros e dividendos para os sócios privados  da SABESP privatizada – com ações em Bolsa, inclusive em Nova York – em vez de investirem em obras e medidas preventivas no sistema de abastecimento do Estado, como vem sendo sugerido por técnicos e especialistas há cinco anos. Elas, isso é simples e indiscutível, teriam evitado toda essa crise de água que São Paulo vive com gravíssimas consequências econômicas e sociais, principalmente na saúde pública e no bem estar de milhões de paulistas e paulistanos.

Agora – só agora, passada a eleição, um ano depois do agravamento da crise, 5 anos após ter recebido os primeiros alertas sobre ela – Alckmin diz que vai pedir à presidenta Dilma, primeiro o fim dos impostos, depois dinheiro para obras contra falta d´água. E só o faz depois que a presidenta revela publicamente que ele recusou ajuda federal e verbas. E que recusou até as emergenciais para enfrentar a crise. Tudo para que a questão não fosse tratada, sequer levantada durante sua campanha da reeleição.

Parece brincadeira! E é, apesar da seriedade do problema e das gravíssimas consequências sociais e econômicas da crise. Enfim, é como governo tucano irresponsável enfrenta problema dessa dimensão!

Uma aliança para fiscalizar e propor soluções

Positivo nessa história é que ontem, na capital paulista, mais de 30 grupos de ambientalistas e ONGs formaram a Aliança Pela Água, uma coalizão criada para discutir propostas para enfrentar a crise e oferecer soluções aos governos. Uma das primeiras iniciativas do grupo é entregar ao poder público uma lista com ações consideradas prioritárias para lidar com a falta d’água. A coalizão defende a adoção de multa para quem desperdiçar água, campanhas educativas, incentivo à redução de consumo e divulgação dos locais onde ocorre racionamento de água não-oficial. A longo prazo, o grupo defende programas de reúso de água, reflorestamento e despoluição dos rios urbanos.

“O primeiro passo é admitir que temos um problema, que há uma crise e que a situação da água é muito grave e está longe de se resolver” defendeu a coordenadora da Aliança, Marussia Whately, do Instituto Sócio Ambiental (ISA). “Começamos a última estação seca, em abril, só com o sistema Cantareira comprometido. Se as coisas continuarem como estão, vamos entrar na próxima estação seca com várias represas com níveis baixos”, completou Marussia Whately.

Além do ISA, também fazem parte da Aliança, dentre outras, organizações como SOS Mata Atlântica, WWF, Greenpeace, The Nature Conservancy, Rede Nossa São Paulo e Instituto de Pesquisas Ecológicas.

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