sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Eduardo Cunha é oposição, diz José Guimarães

Eduardo Cunha é oposição, diz José Guimarães

Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br

Vice-presidente do PT, José Guimarães (CE) afirmou nesta quinta-feira (13) que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é oposição e não pode ser apoiado para ocupar a cadeira de presidente da Câmara.
Cunha já é apresentado como candidato à Presidência da Casa, mas sofre resistência de petistas por sua atuação no 'blocão', que tem trabalhado contra o governo.
Em reunião da bancada do PT na Câmara, Guimarães foi questionado por um jornalista sobre a possibilidade de o partido encampar a candidatura do peemedebista. "O Cunha é oposição", respondeu, acenando negativamente com a cabeça.
O parlamentar defende alternativas ao nome de Cunha, mesmo que o PT abra mão de fazer uma indicação própria.
"Se o PMDB oferecer uma alternativa, o PT pode negociar", disse, sem opinar sobre um possível nome do PMDB que agradaria sua bancada. Outra opção, segundo ele, seria um acordo para que PT e PMDB ocupem a vaga por dois anos cada.
PT adia anúncio de candidato para a presidência da Câmara
Mesmo com decisão do deputado Marco Maia (PT-RS) de retirar seu nome da disputa pela presidência da Câmara, o PT adiou o anúncio do candidato da legenda na eleição que acontece no início de fevereiro do próximo ano. Segundo os petistas, não houve consenso em torno de um nome e, antes de definir, o partido irá procurar outras legendas para tentar solidificar a candidatura. Maior bancada da Casa, o PT enfrenta problema com a forte candidatura do principal aliado na Casa, o PMDB, que lançou o nome do Eduardo Cunha (RJ).
O PT fez hoje reunião da bancada com ministros do governo Dilma Rousseff para discutir a conjuntura política e a sucessão na Câmara. Quatro nomes foram citados ontem pelos petistas. O mais forte é Arlindo Chinaglia (PT-SP). Também foram lembrados os nomes de José Guimarães (CE) e do ex-ministro Patrus Ananias (MG). O nome de Marco Maia também não foi descartado, já que muitos consideraram a carta que ele enviou aos companheiros um sinal de que não concorrerá se não houve um consenso em torno de seu nome.
O governo não descarta apoiar um nome de fora do partido se ele reunir mais apoios para derrotar Eduardo Cunha (RJ) e a hipótese também foi levantada por deputados petistas na reunião de hoje, desde que o nome seja forte o suficiente para evitar a eleição de Cunha. O principal objetivo do PT é evitar a eleição de Cunha. Para o PT, apesar de ser o líder do principal partido aliado, Cunha liderou rebeliões contra votações de interesse do governo e não é confiável.
O deputado Marco Maia (PT-RS) retirou seu nome da disputa pela presidência da Câmara. Assim, o partido tem agora apenas um postulante ao cargo, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Maia enviou uma carta aos companheiros de bancada que estão reunidos, nesta quinta-feira, com ministros do governo Dilma Rousseff. Ele não compareceu porque caiu de moto e machucou o braço.
Deputados do PT afirmaram que Maia retirou seu nome porque não reunia apoio suficiente. O governo não descarta apoiar um nome de fora do partido se ele reunir mais apoios para derrotar o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ). A eleição para a presidência da Câmara acontece no dia 1º de fevereiro.
Ao chegar ao encontro, o presidente do PT, Rui Falcão, minimizou a disputa com Eduardo Cunha:
— É um processo natural, em outros momentos houve disputa pela presidência da Câmara. Não é nervosa, não é tensão. É um processo natural na disputa de espaço, na busca de espaços de poder.
Como maior bancada da Casa, o PT quer a presidência, mas o PMDB na Câmara antecipou-se e lançou a candidatura do atual líder da bancada, Eduardo Cunha (RJ).
A candidatura de Cunha é forte porque é um deputado da base, mas também identificado como alguém capaz de garantir a independência do Legislativo frente ao governo Dilma Rousseff. Na semana passada o líder do PT na Câmara,deputado Vicentinho (SP), anunciou que o partido vai apresentar um candidato.
Estão presentes no encontro da bancada petista os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência). O seminário foi aberto por Vicentinho. O líder do PMDB no Senado, Humberto Costa (PE) também falou aos deputados atuais e novatos.
* Com informações do O Globo e do Estadão

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