domingo, 11 de maio de 2014

Prefeitura aumenta o piso salarial do magistério em mais de 15%

 

Com medida, piso dos profissionais do município passa a ser um dos maiores do País, de acordo com a CNTE. Restante dos profissionais também terá reajuste de 13,43%. Prefeitura anunciou ainda concurso para 3,5 mil vagas de professores

De Secretaria Executiva de Comunicação

O prefeito Fernando Haddad encaminhou à Câmara Municipal no início da tarde desta sexta-feira (9) o projeto de lei que eleva em 15,38% o piso salarial dos professores, gestores e quadro de apoio à Educação da Rede Municipal da cidade de São Paulo.
Com a medida, o município passará a pagar, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), um dos maiores pisos salariais da categoria do Brasil. O reajuste proposto eleva, por exemplo, o piso dos professores de nível superior com jornada semanal de 40 horas/aula de R$ 2.600 para R$ 3.000. Com o reajuste do piso, no fim de carreira, após 25 anos, o profissional pode atingir rendimentos de quase R$ 9.000.
Desde 2011, cerca de 20 mil professores que recebem somente o piso salarial não vinham tendo aumento dos rendimentos, mas apenas os benefícios de incorporação de partes de abonos concedidos em anos anteriores.
“Esse reajuste tem rebatimento em toda a carreira do professor, já que o reajuste que está sendo dado, após 25 anos de trabalho, uma professora da rede municipal de Educação estará recebendo em torno R$ 8.000. Então, a carreira em São Paulo passa a ser uma das mais atraentes do Brasil”, explicou o prefeito Haddad.
Além da elevação do piso, todos os outros demais profissionais da Educação, incluindo os 28,5 mil aposentados ou inativos, também terão reajuste e receberão aumento de 13,43% nos salários. De acordo com o secretário municipal da Educação, César Callegari, somado ao reajuste de 10,19% dado a categoria no ano passado, esse aumento representa o esforço da Prefeitura pela valorização dos profissionais. A elevação do piso e o reajuste dado a toda categoria representam um aumento de R$ 622 milhões na folha de pagamento somente neste ano.
“É um esforço grande que tem exatamente a preocupação de valorizar também a remuneração dos profissionais do magistério e da Educação”, disse o secretário Callegari.
Concurso
Além do reajuste do piso e aumento para os educadores, o prefeito Fernando Haddad anunciou ainda a realização de um concurso para a seleção de 3.500 novos professores para atuarem na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I. As inscrições estão previstas para começar no dia 26 deste mês e vão até 12 de junho. A previsão é que após a realização das provas, a convocação dos aprovados seja iniciada até o fim do ano.
“É uma boa notícia para a cidade de São Paulo que a Educação passa a ter um dos melhores salários iniciais do País, uma das melhores carreiras do Brasil com salário final de R$ 8.800 e um concurso que será aberto no final do mês para que a gente possa contratar os melhores profissionais disponíveis que queiram servir a causa da Educação”, disse Haddad.
Callegari afirmou que o concurso serve não somente para cobrir os profissionais que se aposentaram ou evadiram da rede, mas principalmente, por conta da expansão no número de unidades escolares que a Prefeitura tem planejado. De acordo com o Programa de Metas 2013-2016, estão previstos a criação de 20 novos Centros Educacionais Unificados (CEU), 243 Centros de Educação Infantil (CEI) e 65 Escolas de Educação Infantil (EMEI).
“Tudo isso é para que possamos diminuir o déficit de profissionais que herdamos. Quando chegamos no ano passado, havia uma falta em alguns lugares crônicos e outros agudas de professores. Nossa tentativa permanente é que não haja falta de professores em nenhuma região da cidade”, disse Callegari.
Mais Educação
Lançado em agosto do ano passado, o Programa Mais Educação São Paulo começou a ser aplicado na rede neste ano letivo, após passar por consulta pública e debate com professores e profissionais. O eixo central do programa é justamente a valorização dos educadores. Além de ter acabado com a aprovação automática, ter instituído provas bimestrais, lição de casa e notas em boletim, o programa também é composto pela formação dos professores.
Atualmente, 31 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) estão oferecendo cursos de licenciatura e especialização gratuitos para professores da cidade, com mais de 6.000 vagas abertas nos CEUs somente neste ano.  “Quando pensamos em valorizar o magistério é valorizar a remuneração, a carreira, mas também a formação dos educadores”, disse Callegari.

Fonte: http://www.capital.sp.gov.br/portal/noticia/2235#ad-image-0

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