quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Petistas lamentam ideologização do debate sobre programa

 

O líder da Bancada do PT, deputado José Guimarães (PT-CE), lamentou ontem, ao se pronunciar na comissão geral da Câmara que debateu o Programa Mais Médico, a “carga” de preconceito e de ideologização de muitos dos opositores do programa. “Não dá para discutir essa matéria com tamanho preconceito. Eu ouvi discursos aqui que nem se referiram ao conteúdo do Programa Mais Médicos. É só enfrentamento ideológico contra o governo”, lamentou.
Ao fazer esse apelo, Guimarães se referiu aos discursos proferidos pelo líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), e pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes. Ambos são contra o programa, principalmente à contratação de médicos estrangeiros.
Guimarães lembrou que o presidente do Simers se opõe à contratação de médicos estrangeiros para atuar no Brasil, mas tem dois filhos que cursaram medicina em Cuba. “Será que esses dois médicos formados em Cuba não têm preparo para atender a população brasileira? Será que foi só o exame do Revalida que fez com que esses médicos tivessem capacidade e condições para atender à população do Rio Grande do Sul? Por que essa carga de preconceito?”, questionou o líder.
De acordo com o petista, apesar dos opositores, a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff vai revolucionar o setor de saúde do País. “O Programa Mais Médicos é uma verdadeira revolução, porque vai levar médicos para atender as regiões periféricas e as cidades do interior”, finalizou.
O deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da medida provisória (MP 621/13) que cria o Mais Médicos, lamentou o fato de o debate focar apenas a questão do provimento de médicos em áreas onde esses profissionais não se fazem presente. “Estamos com preconceito, com racismo, com descompromisso com a sociedade brasileira, quando não topamos debater se é essencial ou não levar médicos para comunidades sem acesso aos serviços de saúde, porque, sequer, é possível fixar um médico”, observou.
De acordo com Rogério Carvalho, o “governo está propondo um caminho emergencial, legítimo, porque leva médicos para essas comunidades”. Para o deputado, o governo “ousou” e agiu com “determinação” e “coragem” ao pautar esse tema no Congresso Nacional e na sociedade brasileira.

Fonte: Liderança do PT na Câmara

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