quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cúpula do G20: EUA e Inglaterra pretendem pressionar Putin em relação a direitos LGBT

Foto: Casa Branca

Cameron (E) anunciou que irá se reunir com o presidente russo sobre o assunto, enquanto Obama deve se encontrar com ativistas LGBT | Foto: Casa Branca

Da Redação

O presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico David Cameron deixaram claro que irão pedir explicações a Vladimir Putin sobre o tratamento discriminatório de homossexuais na Rússia, durante a cúpula do G20, que será realizada no país nessa semana. Cameron anunciou que pretende conversar com o presidente russo sobre uma lei recente que bane “propagandas” de relações não-heterossexuais. Nesta terça-feira (4), cerca de mil pessoas se reuniram em Londres para o protesto Love Rússia, Hate Homophobia (Ame a Rússia, Odeie a Homofobia).

Obama convidou militantes de direitos humanos russos, incluindo ativistas LGBTs, para se reunirem com ele durante a cúpula. O convite veio após o presidente norte-americano ter cancelado uma reunião com Putin em Moscou devido ao asilo temporário que a Rússia concedeu a Edward Snowden, em agosto. Os dois líderes não marcaram uma reunião particular durante a cúpula do G20, que acontecerá em São Petersburgo.

O presidente russo afirmou, em uma entrevista a Associated Press transmitida pelo canal estatal do país nesta quarta-feira (4), que os gays não são discriminados na Rússia, e afirmou que atletas que vão ao país para as Olimpíadas de Inverno não serão enquadrados na lei da propaganda caso expressem apoio pela causa LGBT. “Nós temos relações absolutamente normais e eu não vejo nada fora do comum aqui”, disse Putin.

Ele ainda disse que a Rússia ama o compositor Tchaikovsky, mesmo que ele tenha sido homossexual. “Para falar a verdade, nós não o amamos por isso, mas ele era um ótimo músico e nós todos amamos sua música”, declarou. Putin também se ofereceu a se encontrar membros da comunidade gay e lésbica caso eles peçam por uma reunião.

O ativista Igor Kotchetkov, da Rede LGBT da Rússia, disse que essa oferta não o exime de seu fracasso em proteger os direitos dos cidadãos. Ele e outros militantes irão se reunir com Obama em um hotel perto do aeroporto de São Petersburgo. Kotchetkov afirmou que pretende pedir por diálogos direitos entre o presidente norte-americano e o russo sobre os direitos gays no país.

“O Putin disse que não há problema com a discriminação contra gays. Alguém precisa convencê-lo de que o oposto é a verdade”, declarou. Após a entrevista, o também ativista Nikolai Alekseev postou no Twitter um pedido para se encontrar com Putin e disse que iria entrar com um pedido oficial, de acordo com a agência estatal de notícias russa.

Com informações do The Guardian

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