quarta-feira, 14 de março de 2012

Deputados adiam votação da Lei da Copa e podem tirar álcool do Mundial

Texto do projeto de lei que dá garantias à Fifa tinha votação prevista nesta quarta-feira

iG São Paulo

Os líderes da base aliada do governo chegaram a um acordo para adiar a votação da Lei Geral da Copa para a próxima semana. Eles também decidiram retirar do texto qualquer referência à bebidas alcoólicas. A permissão para venda de cervejas durante o torneio é uma exigência da Fifa e foi incluída no texto do projeto de lei pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Segundo o líder do PT, deputado Jilmar Tatto (SP), o governo brasileiro não assumiu compromisso com a Fifa de liberar as bebidas. “Compete aos deputados decidir sobre o assunto”, disse o parlamentar.


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O novo atraso na votação e a ameaça para retirara a permissão para bebidas alcoólicas acontece justamente na semana em que a presidenta Dilma Rousseff irá receber o número 1 da Fifa, Joseph Blatter, em Brasília. O encontro na sexta-feira será para aparar arestas após uma crise entre a entidade e o Governo Federal, depois que o secretário-geral Jérôme Valcke afirmou que o Brasil precisava de um “chute no traseiro”, para acelerar a organização do Mundial, inclusive a aprovação da Lei Geral da Copa.

A declaração levou o ministro do Esporte a vetar Valcke como interlocutor da Fifa com o Brasil. Após pedidos de desculpas da entidade, o Planalto já admite voltar a falar com o dirigente. Porém, ele não estará no encontro da próxima sexta-feira em Brasília.

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A Fifa gostaria que a Lei Geral da Copa tivesse sido aprovada ainda em 2011. O último prazo dado pela entidade era a entrada em vigor da lei até o final de março, o que tampouco deverá acontecer.

Na última terça-feira, os deputados aprovaram o texto do projeto de lei após dois atrasos na comissão especial da Câmara de Deputados. O conjunto de garantias à Fifa tem pontos polêmicos como a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante o mundial, além da restrição ao direito a meia-entrada para idosos. Maiores de 60 anos, por exemplo, não poderão exercer o direito em entradas mais baratas, destinadas a estudantes e beneficiários do Bolsa-Família.

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