quinta-feira, 10 de junho de 2010

Acusados de tortura a editor de jornal de Juazeiro trabalham na segurança do prefeito

A Polícia do município de Juazeiro do Norte, localizado no Sul do Estado, começa a desvendar o caso do editor do jornal que foi raptado e torturado no dia 20 de maio. O delegado responsável pela 20º Distrito Policial da cidade, Levi Gonçalves Leal, revelou, na tarde desta quarta-feira (9), os nomes dos três envolvidos no crime e disse que não há dúvidas que eles são os responsáveis pela ação.

Entre os autores, estão os guardas municipais Cícero Facundo Sampaio e Regilânio Pageu dos Santos. O terceiro acusado, identificado como Ademilton Alves Vieira, se diz amigo dos dois primeiros. Cícero e Regilânio trabalham também na segurança pessoal do prefeito de Juazeiro, Manoel Santana. Todos negam ter participado do crime.

Durante entrevista, o delegado disse ainda que existem mais outras três pessoas suspeitas a serem apresentadas: um ’suspeito da autoria intelectual’ (o mandante) e dois ’suspeitos materiais’ (aqueles que praticaram a ação).

Até o momento, 31 testemunhas já prestaram esclarecimentos. Até o final do inquérito, que deve terminar no próximo dia 20, outras 19 pessoas ainda devem ser ouvidas.

Segundo o delegado, a Polícia chegou aos acusados através de investigações. “Um celular encontrado dentro do carro usado no rapto da vítima foi peça chave para chegar aos três detidos”, disse Levi. A prisão preventiva deles ainda será solicitada.

Editor continua acusando o prefeito

O editor do jornal, Gilvan Luis, continua achando que o mandante do atentado foi o prefeito de Juazeiro. A vítima disse que está bem de saúde e acompanha as investigações.

Hoje à tarde, houve um protesto em frente à praça da Prefeitura. Durante o movimento, dezenas de manifestantes cobraram justiça e disseram que não vão ficar calados até o caso ser solucionado totalmente.

Redação Jangadeiro Online

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