segunda-feira, 25 de junho de 2012

Incertezas persistentes hoje, acabam nos prejudicando no futuro

 

As coligações proporcionais em Sobral que já se arrastam a mais de um mês pelo fato de alguns partidos terem um grande potencial eleitoral e outros um potencial muito pequeno. Essa discrepância é fruto de uma série de fatores. Vejamos alguns: A falta de educação política da maioria dos eleitores sobralenses; a falta de ética nos processos eleitorais; muita exposição na Mídia, daqueles que estão no poder; um curto tempo de campanha que impossibilita que candidatos novos sejam expostos através dos meios de comunicação, sendo inclusive até impedido por lei que isto aconteça. É como (e talvez seja) se fosse uma forma de impedir que surjam novas lideranças. Pois bem, isto tudo faz com que hajam medos de parte a parte na hora das definições. Os pequenos tem medo de que os votos conseguidos pela coligação não cheguem para eleger mais alguém além dos privilegiados que já estão no mandato, impossibilitando a eleição de algum quadro do partido menor. Os grandes tem medo de admitir partido pequeno que apresenta poucos nomes para a composição, que poderia tirar a vaga de algum medalhão. Portanto, esses medos de cada um atingir seus objetivos, acabam abrindo uma brecha para que algum figurão que se acha dono da batata preta, se sinta no direito de intervir e resolver a maneira deles os impasses. Os partidos, se achando sem forças para resistir essas interferências, acabam deixando passar a oportunidade de avançar na qualificação do desempenho parlamentar da nossa Câmara de Vereadores e quem vai perder no final, será a coletividade, que na sua santa ignorância, acha ainda que os chefes políticos são quem devem resolver estas coisas por eles mesmos. Não sabem eles que, quanto mais longe eles estiverem das decisões desses processos, mais eles perderão em qualidade de vida. Ou seja, vão perder na saúde, na educação, na segurança e na geração de renda. É hora das pessoas de bem, das lideranças da sociedade organizada, tomarem parte nas decisões para diminuírem as incertezas futuras.

Por Jacinto Pereira

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