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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mantega: criação de empregos e cortes públicos serão prioridade

Por Redação Yahoo! Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na tarde desta quarta-feira (24) que a meta dos próximos quatro anos é gerar mais empregos e garantir o contínuo crescimento da economia através do corte de gastos públicos.

"Essa foi a prioridade de Lula e continuará sendo do novo governo", afirmou. As declarações foram dadas em entrevista coletiva concedida pela nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff.

Em seu discurso, o ministro assegurou que o Banco Central terá autonomia para atingir as metas de inflação estabelecidas pelo governo para 2011 e 2012, em 4,5% ao ano. "O BC tem competência e autonomia para isso", afirmou.

Em um tom austero, o ministro afirmou que 2011 será um ano de consolidação fiscal e de contenção das despesas de custeio. Ele alertou, no entanto, que esse processo corre risco se forem aprovadas propostas de aumentos de gastos, como a PEC 300, do reajuste dos policiais; o aumento do salário dos servidores do Judiciário; o reajuste maior para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo e o aumento do mínimo em 2011 acima do previsto.

Segundo Mantega, para ser sustentado, o crescimento econômico deve ser apoiado na solidez fiscal e no superávit primário para reduzir a dívida pública. Por isso, o objetivo é que até 2014 a relação dívida/PIB caia de 41% para 30%.

A futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou em seu discurso que a prioridade do ministério é "fazer mais com menos". Ela destacou, ainda, a importância do planejamento na obtenção de resultados nas áreas sociais, de segurança e infraestrutura. "Certamente vamos canalizar a maior parte dos recursos disponíveis para as prioridades já apontadas pela presidente", afirmou.

Indicado para substituir Henrique Meirelles no Banco Central, Alexandre Tombini afirmou que Dilma lhe assegurou total autonomia na autoridade monetária. Caso seja confirmado no cargo - a sua nomeação depende de aprovação no Senado - Tombini garantiu que a prioridade do BC será o controle da inflação. "Eu entendo o sistema de metas como um dos tripés da estabilidade econômica", afirmou.

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