segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Damares desrespeita a Constituição e diz que PMs têm direito de fazer greve


Participando em evento da ONU em Genebra (Suíça), a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos declarou que os policiais militares têm o direito de fazer greve, o que é expressamente proibido pela Constituição

24 de fevereiro de 2020, 10:52 h Atualizado em 24 de fevereiro de 2020, 16:19

(Foto: ABr | Reprodução)


247 - Em entrevista ao jornalista Jamil Chade, depois de discursar no Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta segunda-feira (24), em Genebra, a ministra Damares Alves (da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) disse que os policiais militares têm direito a fazer greve.

"Todo mundo tem direito à greve. As categorias têm direito à greve", insistiu. "O que eu percebi é que os policiais no Ceará estão no limite", afirmou Damares ao jornalista.

Mas a Constituição proíbe greve de policiais militares e o STF  (Supremo Tribunal Federal), em decisão de 2017, estendeu o veto a agentes das polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal e Corpo de Bombeiros.

"Só que o direito à greve também respeite o direito à vida, o direito à proteção, o direito de ir e vir. Só isso que estou querendo que eles [PMs amotinados no Ceará] observem", acrescentou Damares.

Ao ser questionada novamente sobre o direito de policiais fazerem greve, a ministra respondeu: "Nós temos leis que regulam a greve no Brasil. Agora, as pessoas questionam, mas as forças de segurança têm direito à greve? Direito à greve é direito à greve", insistiu.

Mais tarde, ela respondeu à reportagem pelo Twitter, postando frases genéricas e reforçando o que já havia dito a Jamil Chade. "Defendendo motim? Eu? Quanta mentira. Defendo o direito de ir e vir da população. O direito à segurança. A não violência contra policiais. E o direito de trabalhadores de reivindicar em melhores salários. Frases soltas não resumem meus posicionamentos", postou.

Damares Alves

@DamaresAlves

Defendendo motim? Eu? Quanta mentira.
Defendo o direito de ir e vir da população. O direito à segurança.
A não violência contra policiais.
E o direito de trabalhadores de reivindicar em melhores salários.
Frases soltas não resumem meus posicionamentos.

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14:16 - 24 de fev de 2020 · Geneva, Switzerland

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