quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brasil reduz à metade a taxa de mortalidade materna

O número de mulheres que morreram durante a gravidez ou até 42 dias depois do parto caiu pela metade no Brasil, nas últimas décadas, informa estudo da Organização Mundial da Saúde. Entre 1990 e 2008, a taxa no Brasil foi reduzida de 120 para 58 mortes por 100 mil nascimentos. A OMS observa, no entanto, que o ritmo de redução atual, de 4% ao ano, em média, é insuficiente para que o Brasil cumpra a meta do milênio da ONU relacionada à mortalidade materna, que é reduzir a taxa em 75% até 2015.

    O estudo não investigou as causas da redução da mortalidade, mas a OMS observa que identificou no Brasil, nas últimas décadas, mais investimentos, acesso maior ao sistema de saúde e mais igualdade entre gêneros.

    A pesquisa revela que, em âmbito mundial, os casos de mortalidade materna foram reduzidos de 546.000, em 1990, para 358.000, em 2008. A redução, classificada pela OMS como notável e encorajadora, foi de 34%. Mas aproximadamente mil mulheres morrem, a cada dia, em consequência de problemas relacionados à gestação.

    A redução da mortalidade materna é considerada importante para garantir o cumprimento de outros objetivos do milênio, como a redução da mortalidade infantil e a adesão de crianças ao ensino primário.

Brasília confidencial

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