quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Portaria do Ibama ameaça porto do Acaraú

A economia da cidade de Acaraú-CE, vem basicamente da pesca de crustáceos, segundo a prefeitura municipal cerca de 85% dos moradores dependem da pesca, são 400 embarcações e mais de 2 mil pescadores cadastrados na Colônia de Pescadores do município.O IBAMA abriu esse ano uma portaria, onde por lei a pesca da Lagosta deverá ser parada no período de 30 de novembro, adiantando 30 dias conforme a antiga lei. Após 24 dias no mar um barco pesqueiro trouxe apenas 100 kg de lagosta, prejuízo que segundo os pescadores é causado pelo único modo legal de pesca, feita com a utilização do mazoa, com isso os pescadores ficam desmotivados.O empresário José Benedito Gonçalves, informou que o problema na pesca da lagosta, está sendo a utilização do mazoa, para colocar um barco 30 dias no mar, temos um gasto de aproximadamente 30 mil reais. A crise internacional influência nas exportações, 60% da pesca lagosteira vai para os Estados Unidos da América, o preço do kg é de 42 reais, então não dependemos apenas da nossa pesca, mas também da economia de outro país. Após os barcos atracarem no porto as lagostas vão direto para a industria, onde passarão por um triagem de pesos e medidas. No primeiro momento as lagostas são lavadas e medidas para certificar que estão nos padrões internacionais, depois disso com o auxílio de uma tesoura são tiradas cuidadosamente as vísceras. A limpeza do canal, é um dos processos que servi para saber se há algo irregular na retirada das vísceras, em seguida acontece mais uma lavagem, com isso vem à classificação da lagosta, entre médias e grandes. A pesagem unitária é o processo mais demorado, com todas as lagostas pesadas ela passa para a “esteira de enrolamento”, levadas para o frigorífico, com a temperatura de -35º C. Após 24 horas no frigorífico, ocorre a repesagem, e depois elas são estocadas em uma câmara de -18ºC até a saída para exportação. (Canal 13).

Por Wilson Gomes

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