terça-feira, 1 de julho de 2014

C R Ô N I C A RADIOAMADORÍSTICA 01.07.2014

 

CW, O ÂMAGO DO RADIOAMADORISMO

Atendendo a uma solicitação do colega de João Pessoa-Pb, o Lira, PR7 TW, aquí vai mais uma crônica sobre o tema Radiotelegrafia ou CW dentro do Radioamadorismo Internacional.

Aqueles que não estejam familiarizados com o radioamadorismo e, mesmo , aos novatos, os que nele se iniciam, umas quantas perguntas podem ocorrer: “ Que é radioamadorismo?, “ Como nasceu ele?”, “Como se desenvolveu?”, “ A que nível atingiu, em nosso planeta?”.

Ora, isso tudo acima é um prelúdio para que nós possamos entender a importância do CW para o radioamador e aprendermos a gostar dessa modalidade de transmissão tão usada e tão apregoada pelo mundo todo.

Os primeiros radioamadores foram contemporâneos do Padre Landell de Moura , inventor do rádio, na Itália(Marconi), França, Inglaterra e Estados Unidos. Tão logo o êxito das experiências do sábio brasileiro Landell de Moura chegaram à fase final, a igreja ( o Vaticano) proibiu as experiências do Padre Landell de Moura aqui no Brasil, sendo imediatamente todos os escritos dele, materiais e montagens enviados para a Itália para que esse país, através de um interessado em eletrônica, Marconi, ganhasse os louros da vitória da invenção do rádio. No entanto todos nós sabemos, e isso ficou comprovado, pois por sorte Landell de Moura patenteou o invento nos Estados Unidos e todos nós conhecemos esse documento que até os dias de hoje pode ser visto por qualquer pessoa.

Marconi pegou tudo já pronto e aperfeiçoou o invento usando o seu laboratório ELECTRA, montado num iate, continuando o ciclo prático das radiocomunicações já testadas por Landell de Moura, dois anos antes. A notícia do grande evento correu célere pelo mundo. De par com a descoberta vinham as linhas gerais do invento: o transmissor que contava com um dínamo, uma bobina indutora, um centelhador, uma bobina induzida à antena; o receptor que se compunha de um variômetro, cristal de galena, auriculares, tudo também conectado à antena..

Jornais e revistas ilustradas publicaram esquemas e fotografias desses ancestrais da televisão e do sonar de nossos dias. Surgiram , então, os curiosos, movidos pelo desejo de ver, em sua própria casa, como funcionava o” o telégrafo sem fio de Marconi “. O Código Morse seria fácil de aprender, e transmissor e receptor não ofereciam dificuldades insuperáveis. E assim nasceu o radioamadorismo, totalmente comprometido com o CW, que foi por muito tempo, não só utilizado por radioamadores, mas por empresas comerciais( como JORNAL O POVO no Ceará, comandada por Wagner, PT7 WBR, ainda hoje radioamador atuante em Fortaleza), instituições públicas como RVC( Rede Viação Cearense, ou Rede Ferroviária em todo o Brasil( foi na Estação de Trem de Patos-Pb, onde eu comecei a aprender telegrafia por “pancada seca”, delegacias de Polícia em todo o Brasil ( foi na de Patos-Pb, onde eu aprendi radiotelegrafia), Reitorias das Universidades de todo o Brasil, como a do Ceará, comandada por PT7 VLI, o Silveira, ainda hoje radioamador atuante, e assim por diante.

Portanto, Senhores, não pode mas de maneira nenhuma, dicotomizar CW do verdadeiro radioamadorismo, nem nunca deixarmos de exigir que um candidato a radioamador seja isento da importante prova de admissão ao radioamadorismo, que é o CW, a essência do radioamadorismo mundial, o fermento, o agente catalisador, que fez o radioamadorismo crescer!

PT 7 V O I S I D N E I

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