segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Biquíni e sua evolução desde 1946

 

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Prestes a completar 66 anos, o biquíni continua mais atual do que nunca. Com modelos cada vez mais versáteis e incrementados, a vestimenta é uma verdadeira paixão nacional.
Prova disso é que os modelos made in Brasil são sinônimos de sofisticação e bom gosto. Além do corte peculiar das calcinhas mais cavadas que valorizam o bumbum, os tecidos e estamparias fazem sucesso no exterior, dando lucro a indústria de moda praia nacional. O biquíni surgiu depois da segunda guerra mundial e aqui no Brasil começou a fazer sucesso a partir da década de 50. No entanto, o boom aconteceu mesmo na década de 80. Foi nessa época que surgiram os modelos fio dental, cortininha, tomara-que-caia, pois a evolução das peças acompanha a história da moda.

Se você observar os primeiros modelos, eram mais comportados, porque os costumes da época eram assim. Apesar disso, as peças provocaram uma verdadeira revolução no que se refere à liberdade feminina.

Na década de popularização das peças, multiplicaram-se também modelos e estamparias. A história do biquíni se confunde muito com a história da moda. Se você observar na década de 80, que estourou a moda jeans, havia biquínis também jeans, o que mostra exatamente isso que estou dizendo.

Transformaram-se os modelos a ponto de a peça deixar de ser peça exclusiva da moda praia. Alguns modelos estão tão sofisticados que podem ser como complemento de uma produção.
Alguns biquínis são tão sofisticados que podem ser usados à noite e até para ir a uma balada. O biquíni está na rua e também na festa. Apesar da versatilidade das peças, a indústria de moda praia está com espaço prestes a saturar.

Essa é uma área muito pequena para criação e tudo o que pode ser incrementado já foi utilizado. Mudaram tecidos, cortes e agora acessórios.

clip_image004Em Mossoró, os modelos mais disputados continuam sendo a cortininha e o fio dental. Os cortininhas são preferência porque deixam um bronze bonito. Já, para ficar na moda, os mais procurados são aqueles com pedrarias, que servem também para serem usados como tops.

O maiô   é uma peça única de roupa de banho usada por mulheres. Antecedeu o biquíni e foi utilizado por um tempo razoavelmente curto frente à história das roupas.

Até o início do Século XIX as mulheres não tinham o costume de ir à praia. Somente no início do século XIX surgiu a necessidade de se criar um traje específico para o banho em piscinas e praias. Os primeiros trajes especiais para a praia surgiram no século 19 e eram tão grandes quanto as roupas do dia-a-dia.

Nas décadas de 20 e 30 a roupa de natação padrão, tanto de homens quanto de mulheres, usada em competições era uma peça única, em algodão, vestindo as pessoas do pescoço aos joelhos. A menor roupa que as mulheres podiam e tinham coragem de usar eram maiôs grandões, que pareciam ter um shortinho por cima. Nos anos 30, começou a ser mais comum se mostrar na praia: pernas de fora eram permitidas e as mais jovens foram as primeiras a adotar com naturalidade.

CRONOLOGIA DO BIQUÍNI

clip_image006DÉCADA DE 40

O primeiro biquíni foi apresentado ao público parisiense em 26 de junho de 1946. A roupa era considerada tão escandalosa que nenhuma modelo topou vesti-lo em público. A solução foi apelar para a stripper francesa Micheline Bernardini. A peça feita de algodão com estamparia que lembrava um jornal.

DÉCADA DE 50clip_image008

Peça começa a entrar no Brasil, usado principalmente por vedetes do teatro como Elvira Pagã e Virgínia Lane. A atriz Brigitte Bardot, em 1956, ajudou a popularizar a peça quando usou um modelo xadrez de babado. O traje continuou a causar frison na Europa porque mexia diretamente com os costumes. A Igreja Católica proibiu o uso da peça na Itália, Espanha e Portugal.

DÉCADA DE 60

No Brasil, o biquíni é taxado de indecente e chegou a ser proibido pelo presidente Jânio Quadros em 1961. Nessa época a modelo Helô Pinheiro ficou eternizada na música Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que se inspiraram ao vê-la de biquíni pela praia de Ipanema. O fio Lycra® possibilitou peças em tecidos mais leves e de secagem rápida.

DÉCADA DE 70

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Peça começa a cair no gosto das brasileiras, sobretudo das cariocas. Foi a década do surgimento do modelo tanga. Vestida numa peça como essa, a modelo Leila Diniz foi à praia grávida de 7 meses usando um minúsculo biquíni em Ipanema. A imagem se tornou símbolo da liberação feminina no país.

DÉCADA DE 80

Década de popularização do biquíni no Brasil. Surgem modelos cada vez mais provocantes como o fio-dental, asa-delta, enroladinho, adesivo e cortininha. Seguindo o boom do jeans, surgem modelos também nessa malharia.

DÉCADA DE 90

Biquínis viram moda e passam a ditar regras na praia. Peça passa a exigir acompanhamentos de cangas, saídas de praia, chapéu, bolsas coloridas e chinelo. O lacinho para fora do short virou febre e o biquíni Made in Brazil faz sucesso no exterior.

clip_image012DÉCADA DE 2010

Há mais inovações de materiais que de modelagens. Alguns modelos são capazes de levantar os seios e o bumbum. Os tecidos tecnológicos secam rapidamente, impedem a proliferação de bactérias e protegem contra os raios ultravioletas. Destaque também para os acessórios, que misturam o rústico, como cordas e macramês, com pedras e brilhos sofisticados, transformando-se em uma extensão da produção feminina. Roupa de praia pode ser usada também a noite e até na balada.

Fonte: www.JornaldeFato.com/ Mossoró, 22/01/2012.

Dr. Lima

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