quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

PML denuncia atentado da oposição à democracia

 

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"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília; de acordo com PML, a oposição mobilizou "arruaceiros para impedir o Congresso de exercer sua soberania para debater e votar proposta de Dilma sobre orçamento"; na prática, tentativas de cassar prerrogativas do Legislativo lembram golpes de Estado e assaltos fascistas ao poder; PML condenou também a atitude de Aécio Neves, que, segundo ele, se afastou das instituições democráticas

3 de Dezembro de 2014 às 07:26

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, avalia que a oposição, liderada pelo PSDB, promoveu ontem um atentado contra a democracia.

"Sem votos para impedir uma provável vitória do governo na proposta de eliminar o superávit primário nas contas de 2014, a oposição produziu ontem uma cena preocupante do ponto de vista da democracia", diz ele. "Mobilizando arruaceiros profissionais e voluntários da baderna, engajados numa dessas ONGs cujo nome parece inspirado em entidades de exilados cubanos da Flórida, parlamentares oposicionistas criaram um ambiente de violência e tumulto nas galerias do Congresso. No final de uma jornada de tensão, conflito e violência, conseguiram impedir que a maioria dos parlamentares presentes cumprissem seu dever constitucional mais elementar: votar, soberanamente, com os votos recebidos do eleitorado, na proposta que julgassem melhor."

A cena, diz ele, lembrou golpes de estado do passado. "Os brasileiros não têm boa memória daqueles momentos em que deputados e senadores foram impedidos cumprir suas obrigações. Na maioria das vezes, foram cenas que antecederam golpes de Estado. A diferença é que isso costumava ocorrer com a presença intimidadora de soldados pelo Congresso e arredores, numa paisagem ilustrada por tanques e baionetas. Ontem, a coreografia era outra. Lembrava os clássicos assaltos ao poder, de origem fascista, com vocação para atacar instituições democráticas."

PML condena também a atitude de Aécio Neves. "Presente a casa poucos dias depois de ter afirmado que perdeu a eleição para uma “organização criminosa”, Aécio Neves saiu em defesa da baderna. Disse, conforme relato da Folha de S. Paulo: “A população brasileira acordou. As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. E algumas querem vir [ao Congresso]. Nós vamos fechar as galerias?” Com essa postura, o candidato presidencial do PSDB dá um novo passo para se afastar das instituições democráticas."

Leia a íntegra em "Como nos golpes de Estado"

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