quinta-feira, 24 de maio de 2012

Qual a necessidade da pesquisa arqueológica?

 

O poder público deve pensar a pesquisa arqueológica como uma grande possibilidade de se conhecer mais ainda a história de Fortaleza

O caso envolvendo o licenciamento ambiental e o embargo das obras do Acquario do Ceará levantou o debate sobre a necessidade de realização de pesquisas arqueológicas quando da elaboração dos Estudos de Impacto Ambiental, bem como sobre o potencial arqueológico de nossa cidade.

Pode-se afirmar que elas são necessárias não apenas por motivos legais, mas, sobretudo, pela motivação de que temos que proteger o patrimônio cultural, uma vez que é referência da memória de nosso povo. Como menciona Vitor Oliveira Jorge, “sem memória não há pessoa, não há projeto, não há sentido de comunidade - só máquinas delirantes e egoístas, monstros em que tememos transformar-nos”.

Fortaleza é sim uma cidade histórica e com grande potencial arqueológico a ser explorado. Em relação às obrigações legais, importa destacar que o patrimônio arqueológico é protegido em nosso País desde o ano de 1937, quando foi editado o decreto-lei 25/37 (Lei do Tombamento), e que, ao longo dos tempos, teve sua proteção incrementada por diversos instrumentos.

OP/OPINIÃO/21/MAIO/2012

Um comentário:

  1. Não só Fortaleza deve ter estudos sistemáticos, também todos os outros municípios que tem uma ocupação muito anterior ao processo colonial, pós século XVI. Mas a superintendente do escritório do IPHAN deve ficar atenta em publicar, ou gerar formas de acesso a estudos realizados. O que tem se percebido, que parece existir algo acontecendo, quando há um volume grande de rejeição a estudos, necessário é ver o que acontece realmente, apurar. Caso isso não se resolva, as obras cearenses vão parar... essa não é a intenção da arqueologia.

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