terça-feira, 15 de maio de 2012

Lula agradece Prêmio das Quatro Liberdades entregue na Holanda

 

 

 

 

 

 

 

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu, em um vídeo de oito minutos, a entrega do Four Freedoms Awards (em português, “Prêmio Internacional das Quatro Liberdades 2012), homenagem a ele concedida pela fundação holandesa Roosevelt Stichting. O ex-presidente está seguindo recomendações médicas e ainda deve evitar viagens internacionais. Por isso, o prêmio foi entregue a Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que esteve neste sábado (12) em Middelburg, na Holanda.

Estavam presentes à cerimônia a rainha Beatrix e o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte.

Lula ganhou o prêmio, segundo a fundação, por “ter demonstrado ao longo de toda a sua vida um compromisso com a justiça social e econômica, e por ter contribuído para promover um clima de paz e conciliação entre as nações do mundo”.

A Roosevelt Stichting também afirma que Lula é uma inspiração à comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”.

Em sua fala, Lula lembrou que, na raiz do Prêmio das Quatro Liberdades está o pronunciamento histórico do ex-presidente americano Franklin Delano Roosevelt, “um dos grandes democratas da nossa era”. A expressão “Quatro Liberdades” se refere a um discurso proferido em 1941 no Congresso Americano por Franklin Roosevelt. Na ocasião, o presidente dos EUA disse que um mundo seguro necessitava de quatro tipos de liberdade: de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores.

”Ao enunciar as quatro liberdades, Roosevelt revela uma compreensão justa das relações entre os níveis da vida em sociedade, pois ele parte do plano mental e espiritual para chegar aos fundamentos econômicos e políticos”, disse o ex-presidente Lula.

Lula refere-se às duas primeiras liberdades, a de opinião e expressão e a de culto, como liberdades análogas à cúpula de um edifício, “devendo assegurar a todos o direito de pensar e crer. Mas para levantar-se bem alto, o edifício deve contar com sólidos alicerces”. Esses alicerces, segundo Lula, seriam as duas outras liberdades, chamadas “liberdades de base”, a liberdade das privações e a liberdade dos temores. “Estas devem assegurar uma vida digna a todos, acima da penúria, garantindo uma participação justa nos bens materiais”.

O ex-presidente termina sua fala dizendo-se otimista com o futuro. “Quando hoje olho ao meu redor e vejo que, nos quatro cantos do mundo, há nesse momento milhões e milhões de homens e mulheres que não se deixam dobrar pela opressão e pelas dificuldades, sinto-me reconfortado. Tenho motivos para encarar o futuro com otimismo” e encerra com uma citação de Goethe: ““Só merece a liberdade e a vida quem luta por elas cada dia”.

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