sábado, 3 de janeiro de 2009

O uso da camisinha não é hábito

Embora há mais de duas décadas o uso da camisinha venha sendo apontado pelo Ministério da Saúde (MS) como o mecanismo mais eficiente para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), os brasileiros ainda não fizeram dessa prática um hábito. Como o uso do produto implica numa mudança de comportamento, a adoção permanente dos preservativos ainda parece longe de ser atingida.Para o infectologista e diretor do Hospital São José, Anastácio Queiroz, a sociedade ainda não despertou para a situação e continua com comportamento inadequado. Os adolescentes, por exemplo, pensam que não podem ter algum problema na sua primeira vez e fazem sexo sem a camisinha; os adultos insistem nas relações com muitos parceiros e, as pessoas com mais de 50 anos de idade, como passaram muitos anos fazendo sexo sem proteção e sem ter problemas relacionados com isso, continuam sem utilizar. Resultado: DSTs.Não bastasse isso, acrescenta ele, os pais e as escolas permanecem ignorando que quanto mais cedo as orientações sobre o comportamento sexual seguro começarem, maiores as possibilidade de sucesso na adoção de atitudes corretas. “Quanto mais tempo se passa com um costume, mais arraigado fica e, consequentemente, mais difícil de combater”, diz. (Diario do nordeste).

Por Wilson Gomes

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