terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Coreaú - famílias ainda vivem em área de risco

As famílias que moram as margens do Rio Coreaú ainda aguardam por ajuda da Prefeitura Municipal para deixar aquela área que é considerada de risco pela Defesa Civil. No ano passado, dezenas de famílias tiveram que abandonar suas casas e passarem para abrigos até que a situação voltasse à normalidade. Este ano, a situação parece que não será diferente se comparada com a vivida em anos anteriores. Mesmo estando no mês de janeiro, as chuvas que caíram no município já são motivos de preocupação para esses moradores.
O morador Francisco Lima de Araújo, 23 anos, uma das vítimas das cheias do ano passado, disse que sua casa foi fotografada por uma equipe da Defesa Civil. “Após o inverno do ano passado, homens da Defesa Civil vieram aqui e fizeram várias perguntas a mim e fotografaram a minha casa. Eles me disseram que era para eu ganhar uma casa nova, mas isso nunca aconteceu”, disse o morador que vive “de biscate” junto com esposa e dois filhos.
Francisca Melo Santos Silva, 28 anos, é outra que aguarda ajuda dos órgãos públicos. Ela disse que não prometeram casa, mas disseram que iam recuperar sua moradia. “Vivo aqui não é porque eu queira, mas porque não tenho condições de morar noutro lugar. As paredes estão ficando mole, e a ajuda não chega. Estou preocupada com a situação”, disse Francisca Melo, que mora na Rua Padre Salviano Brandão. Para o catador de lixo, Marcondes Jorge Capistrano, 33 anos, que mora há mais de 12 anos às margens do rio, todo ano quando o inverno é “bom” a situação de dificuldades é idêntica.

Por Wilson Gomes

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