terça-feira, 30 de maio de 2017

Temer reincide na obstrução à Justiça


Agência Brasil
Investigado na Operação Lava Jato, com autorização do STF, sob suspeita de corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa, o que nunca antes aconteceu na história do Brasil, Temer reincide na obstrução à Justiça e no uso de seu cargo para obter benefícios pessoais.
Aliás, ele não vê nada de errado nisso, como declarou na entrevista exclusiva a Joesley Batista, nos porões do Palácio do Jaburu, que faria jus ao Prêmio Esso de 2017, quando definiu como "bobagem sem consequência" o episódio em que seu irmão camarada Geddel Vieira Lima pressionou o ministro da Cultura para liberar uma obra em Salvador onde comprou apartamento.
Há um evidente divórcio litigioso entre os princípios de Temer e os adotados pela maioria da população e consagrados na constituição brasileira.
O fato inegável é que Temer, embora estudioso da constituição, tem um espírito de ditador, mas lhe falta carisma e coragem. Bem que ele gostaria de ser.
Agora deu mais uma prova de que vai fazer de tudo para obstruir a sua investigação, ao trocar o ministro da Transparência pelo da Justiça e vice-versa. O que sói acontecer num governo com déficit de ambos – transparência e justiça.
Deu na vista que a causa da queda de Serraglio foi a sua incapacidade de proteger Temer da Lava Jato. (Não foi porque será delatado na Operação Carne Fraca, Temer não dá importância a isso.)
E o papel do seu substituto é um só: estabelecer pontes com as instituições nas quais o presidente está sendo investigado para melar ou adiar ao máximo o Temergate.
Antes de ser empossado, Torquato Jardim saiu falando a torto e a direito (mais torto que direito) e entregou de bandeja à nação que a missão de que Temer o encarregou está mais para livrá-lo do braço longo da lei do que fazer prevalecer a lei.
Sabemos que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, respeitando o princípio da independência dos Poderes, não pode interferir no Poder Judiciário; no entanto, uma das credenciais do novo ministro é o seu "bom relacionamento" com os ministros do TSE e do STF.
E ele já cogita cortar a cabeça do diretor da PF que comanda a Operação Lava Jato.
É verdade que um presidente investigado por suspeita de corrupção, obstrução de Justiça e formação de organização criminosa precisa mais de um advogado que de um ministro, mas, ao nomear alguém com o perfil de Torquato Jardim sua intenção indisfarçável é obstruir a investigação contra ele.
http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/298505/Temer-reincide-na-obstru%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0-Justi%C3%A7a.htm

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