quarta-feira, 11 de junho de 2008

PRESIDENTE LULA DÁ POSSE A PIMENTEL


Teresa Cardoso / Agência Senado


"Um dia depois de o presidente do Senado, Garibaldi Alves, declarar que os Poderes da República são harmônicos entre si e um não pode tratar o outro como inferior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que "a autonomia do Legislativo não permite que o Executivo seja chefe de ninguém".
Lula fez o comentário no Palácio do Planalto, ao discursar na cerimônia de posse do deputado José Pimentel (PT-CE) no Ministério da Previdência, nesta quarta-feira (11). O parlamentar assumiu a vaga de José Marinho, que deixou o governo para disputar a prefeitura de São Bernardo (SP). Num tom bem-humorado, o presidente da República disse que agora é chefe de Pimentel.
- Quero agradecer a Marinho pelos bons e grandes serviços prestados ao Brasil e à Previdência Social. E dizer ao Pimentel que, a partir de agora, ele será chamado de ministro. Ele sabe que, quer queira quer não, agora eu sou o seu chefe. Não é como quando você era deputado, porque a autonomia do Legislativo não permite que o Executivo seja chefe de ninguém. Boa sorte e que Deus o ajude.
Em outra referência ao Legislativo, o presidente Lula disse que faria um discurso breve porque não queria impedir os parlamentares de participarem da votação do projeto que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo destinado a substituir a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), previsto para ser votado nesta quarta-feira, na Câmara dos Deputados.
- Este ato tem que ser bem rápido porque tem votação na Câmara, e bem importante, e os deputados estão muito interessados em votar - afirmou Lula, provocando risos na platéia.
Numa cerimônia em que estavam presentes os presidentes do Senado e da Câmara, Arlindo Chinaglia, além de várias autoridades, o presidente da República se disse convencido de que o Brasil precisa de uma nova reforma da Previdência, mas com efeito para as gerações futuras. Em sua opinião, pelas dificuldades intrínsecas de aprovação de um projeto desses, melhor seria fazer uma reforma para vigorar daqui a 30 anos".


Por Wilson Gomes

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