sábado, 4 de março de 2017

Me dá um dinheiro aí. Mas não de caixa 2


Temer e Aécio devem se achar os sujeitos mais espertos do mundo.
No mundo real, alguém acredita que quem pede dinheiro pode fazer exigências?
Ou seja, você pede um dinheiro a alguém porque está duro e avisa: olha, quero tudo em notas de 10.
Ou então: só aceito o dinheiro se você provar que vem de fonte limpa.
A diferença entre o modus operandi deles e o de Dilma e Lula já está clara.
Dilma e Lula jamais pediram dinheiro a empreiteiros.
Temer e Aécio sempre pediram dinheiro a empreiteiros.
Pedir dinheiro é uma atitude decisiva e que ajuda a entender um enredo.
No DOI-Codi, a primeira pergunta que o interrogador fazia a um preso recém-chegado era "você conhece Fulano"?
Se o preso respondesse que sim já estava enrolado: conhecer, no DOI-Codi, queria dizer "conhecer politicamente". Ou seja, fazer parte do seu grupo político. Era a confissão de participação em grupo subversivo.
No interrogatório de Lula no aeroporto de Congonhas seus interrogadores perguntaram várias vezes se ele "pedia" dinheiro para o Instituto Lula. Lula sempre respondeu que não. Ele sabia que se admitisse ter pedido já estaria incorrendo em ilícito.
Temer e Aécio, ao contrário, se orgulham em confessar que pediram pessoalmente milhões à Odebrecht (só à Odebrecht?) e querem nos convencer que exigiram de que forma queriam receber a bufunfa: "olha, quero dinheiro limpo, viu, nada de caixa 2". E foram atendidos imediatamente, sabe-se lá porque.
E ficam indignados se alguém perguntar: mas, vem cá, a pessoa oficialmente encarregada de pedir contribuições oficiais de campanha não é o tesoureiro do partido? Ou o tesoureiro da campanha?
http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/283293/Me-d%C3%A1-um-dinheiro-a%C3%AD-Mas-n%C3%A3o-de-caixa-2.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário