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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Durmam com esse barulho de ecologistas desinformados sobre o volor do petróleo para a humanidade atual!

 

 

por Jacinto Pereira

Todo mundo que se diz ambientalista e ecológico, é contra os combustíveis fósseis e muitos são contra a extração de petróleo. Toda vez que alguém fala desse ouro negro, enfatiza só os combustíveis. Porém, se acabar com a exploração do petróleo, como é que vão construir os veículos que usarão outros combustíveis? Se não existir mais derivados do petróleo para construir as inúmeras peças desses veículos e de todos os outros equipamentos que usamos no nosso cotidiano, além de todas as embalagens que as indústrias usam para os seus bilhões de produtos, que materiais usarão para substituir esse ouro negro? Se tentarem substituir os produtos citados acima por matéria prima provenientes da madeira ou de pedra, os ambientalistas iriam querer proibir para não danificar a Natureza. Acho que muitos desses defensores da não exploração do petróleo, ainda não entenderam que toda essa ignorância a respeito das milhões de utilidade do petróleo para sociedade humana de hoje, servem mesmo é para serem manipulados e usados pelos bilionários para convencerem os governos dos países pobres e em desenvolvimento para não explorarem suas reservas minerais em favor de seu povo e de sua soberania e deixem toda essa riqueza nas mãos desses bilionários e trilionários e venham comprar tudo isso desses abutres das riquezas naturais desse nosso lindo planeta.

Giro das Onze | EUA romovem Xandão: série de atques alçam Moraes a perso...

Agência Brasil: Entenda como funcionará Pix por aproximação


Oferta da ferramenta será obrigatória a partir desta sexta
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 27/02/2025 - 08:34
Brasília
Brasília (DF), 16/01/2025 - Aplicativo bancário para pagamento financeiro em pix. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil
A partir desta sexta-feira (28), as instituições financeiras serão obrigadas a oferecer mais uma modalidade de transferência via Pix que dispensa a necessidade de digitar a senha bancária. A oferta do Pix por aproximação passa a ser obrigatória, neste momento apenas para celulares Android.

Com a funcionalidade, basta o cliente encostar o celular na maquininha de cartão e fazer o Pix por meio da tecnologia Near Field Communication (NFC). Nas compras pela internet, o Pix será concluído com apenas um clique, sem a necessidade de captar o Código QR ou usar a função Copia e Cola do Pix. O processo será executado dentro do site da empresa vendedora.

O valor máximo por transação será R$ 500. O cliente poderá diminuir o limite por operação e criar um valor máximo por dia para essa modalidade do Pix.

O procedimento é semelhante ao utilizado com cartões de crédito e de débito, cujos pagamentos por aproximação têm se expandido no país. Em setembro do ano passado, 65% dos pagamentos presenciais foram feitos por aproximação, por cartões ou outros dispositivos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Até agora, o Pix por aproximação estava em fase de testes. Entre os bancos e instituições de pagamento que testavam a tecnologia estão Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, C6, Itaú, PicPay e Santander. Um total de 12 marcas de maquininhas firmaram parceria com o Google para estender o pagamento por aproximação ao Pix: Azulzinha, Bin, Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago, Pagbank, Rede (que pertence ao Itaú), Safra Pay, Sicredi, Stone e Sumup.

Com a obrigatoriedade da oferta, todas as instituições financeiras associadas ao open finance, que envolve o compartilhamento de dados entre elas, terão de estar no Google Pay (carteira digital do Google) e ofertar o Pix por aproximação. Isso ocorre porque, até o momento, apenas o Google Pay está cadastrado no Banco Central (BC) como iniciadora de pagamento.

Como a Apple Pay e a Samsung Pay não estão registradas no BC, o Pix por aproximação estará disponível apenas para os dispositivos móveis do sistema Android, que usam o Google Pay. Pelo menos dois bancos, Bradesco e Banco do Brasil, oferecem a tecnologia dentro de seus aplicativos. A expectativa é que outros bancos passem a oferecer a funcionalidade em seus aplicativos a partir desta sexta.

Como habilitar o celular e o Google Pay

•    Habilitar a tecnologia NFC no celular, na abas “Configurações” e, em seguida, “Conexões” ou “Dispositivos conectados;

•    Abrir o aplicativo Carteira do Google;

•    Clicar em “Adicionar à carteira”, na parte inferior do aplicativo;

•    Clicar em “Cartão de pagamento”;

•    Clicar em “Novo cartão de débito ou de crédito”;

•    Seguir as demais instruções.

Como usar o Pix por aproximação com carteira digital

•    Com a conta bancária associada ao Google Pay, pedir o pagamento via Pix ao estabelecimento com maquinhas que ofereçam a tecnologia;

•    Aproximar o celular desbloqueado do Código QR exibido na maquininha;

•    Confirmar a transação na tela do celular;

•    Confirmar a proteção cadastrada no celular – impressão digital, reconhecimento facial, senha do celular ou chave de segurança;

•    Transação concluída.

Como usar o Pix por aproximação no aplicativo do banco

•    Abrir o aplicativo do banco e escolher a opção “Pix por aproximação”;

•    Aproximar o celular do Código QR exibido na maquininha;

•    Seguir as demais instruções do aplicativo;

•    Procedimento pode variar conforme a instituição financeira. No Banco do Brasil, o aplicativo pedirá a senha bancária para transações acima de R$ 200.

Sputnik Brasil: Não somos mais colônia: Moraes defende soberania nacional em meio a embate com EUA

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército. Brasília (DF), 22 de agosto de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 27.02.2025

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se defendeu nesta quinta-feira (27) das ofensivas do governo norte-americano à Justiça brasileira. Nesta semana uma comissão da Câmara dos Estados Unidos aprovou um projeto para barrar sua entrada no país.
 
"Deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e, com coragem, estamos construindo uma república cada vez melhor. […] Sem coação ou sem hierarquia entre estratos, e com respeito à autodeterminação dos povos e igualdade entre os países", declarou Moraes, acrescentando ainda um agradecimento ao ministro Flávio Dino, que se manifestou publicamente em sua defesa.

Além do projeto, Moraes também foi acionado pela Justiça dos EUA pela rede social Rumble, que tem ligações com as empresas do presidente norte-americano, Donald Trump.

As declarações do ministro, proferidas durante sessão do tribunal, faziam menção ao aniversário de 73 anos da primeira reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) na sede em Nova York.
O presidente do TSE ministro Alexandre de Moraes durante reunião para tratar dos atos antidemocráticos que estão ocorrendo, 29 de janeiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2025
Notícias do Brasil
Rumble e empresa de Trump acionam Justiça dos EUA contra Moraes
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes norte-americana aprovou nessa quarta-feira (26) o projeto de lei que impede a entrada nos Estados Unidos de autoridades estrangeiras acusadas de violar a liberdade de expressão.
Entre as justificativas para a medida citadas no texto está a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que recentemente foi responsável por decisões judiciais que determinaram bloqueios no Brasil de redes sociais como Rumble e X (antigo Twitter) por descumprimento de ordens da Corte. Caso seja aprovada, a lei também permite a deportação da autoridade.
A proposta agora segue para votação em plenário e, na prática, pode barrar a entrada do ministro brasileiro no país. Durante a votação foram exibidos, inclusive, vídeos de pessoas investigadas no Brasil por tentativa de golpe de Estado durante os atos de 8 de janeiro de 2023. O grupo afirma sofrer perseguição no país e, também, censura.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20250227/nao-somos-mais-colonia-moraes-defende-soberania-nacional-em-meio-a-embate-com-eua-video-38690639.html

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Sputnik Brasil: DNA do BRICS: 'queremos uma governança global mais representativa', diz sherpa brasileiro

 

O Ministro Mauro Vieira participa da Primeira Reunião de Sherpas da presidência brasileira do BRICS. Fevereiro de 2025. - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2025

Durante coletiva ao final do segundo dia da 1ª Reunião de Sherpas do BRICS, Mauricio Lyrio, embaixador e sherpa brasileiro do grupo, destacou pontos que vêm sendo discutidos na reunião e afirmou que momento é de "mais multilateralismo".
De acordo Lyrio, foram discutidas neste segundo dia propostas relacionadas à saúde, mudanças climáticas e economia. Entre as pautas, foram debatidas a criação de uma parceria para erradicação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais e doenças negligenciadas, o que, segundo o sherpa, é uma das "mais altas prioridades da presidência brasileira do BRICS para este ano".
A proposta visa melhorar as condições de saúde em países em desenvolvimento, destacando a relevância da ação conjunta para combater problemas de saúde que afetam as populações mais vulneráveis.
Bandeiras dos países-membros do BRICS durante a 15ª cúpula do agrupamento, em Joanesburgo, na África do Sul - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2025
Panorama internacional
Trump vai ter que negociar com o BRICS a decadência dos EUA, afirma analista
Outro tema de grande relevância foi a Inteligência Artificial (IA), com amplo apoio para que o BRICS trabalhe por uma governança global e inclusiva, com a Organização das Nações Unidas (ONU) no centro dessa discussão. Lyrio defendeu que a IA deve ser tratada como um "tema de governança global, mas inclusiva e não dividida e fragmentada", ressaltando a importância de um esforço coletivo para evitar a fragmentação do setor.
 
"Queremos uma governança global mais representativa e mais forte", arrematou Lyrio.
 
O sherpa também falou sobre um novo modelo de governança do BRICS, que prevê a rotação da presidência dos países-membros de acordo com a ordem alfabética dos nomes em inglês, incluindo os novos membros, a partir de 2029. Essa proposta, ainda em estágio embrionário, visa garantir uma maior inclusão e representatividade entre os participantes do grupo.
O embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores do Brasil - Sputnik Brasil, 1920, 22.01.2025
Notícias do Brasil
Brasil anuncia novo sherpa do país no BRICS
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou 6 eixos principais para a presidência do Brasil do BRICS, que foram unanimemente aprovados.
1) O Brasil vai promover a reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança;
2) A parte brasileira considera a cooperação em saúde como maior urgência do Sul Global;
3) Os países do BRICS devem contribuir para o aprimoramento do sistema monetário e financeiro internacional;
4) A associação aponta a urgência da crise climática;
5) A presidência brasileira entende a necessidade de enfrentar os desafios éticos, sociais e econômicos da IA;
6) O Brasil vai defender o aumento da institucionalidade do BRICS.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20250226/dna-do-brics-queremos-uma-governanca-global-mais-representativa-diz-sherpa-brasileiro-38677729.html

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

A China lançou um transporte de nova geração que está chocando o mundo!

Sputnik Brasil: Governo federal inicia obras do Reator Multipropósito Brasileiro, voltado para tecnologia nuclear

Maquete das instalações do Reator Multipropósito Brasileiro, em Iperó (SP) - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2025

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) iniciou nesta segunda-feira (24) as obras de infraestrutura do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), na cidade de Iperó, interior de São Paulo.
O espaço terá centros de pesquisa para aplicações da tecnologia nuclear e visa impulsionar o desenvolvimento do setor nuclear e garantir a autossuficiência do Brasil na produção de radioisótopos, usados na fabricação de fármacos para tratamento do câncer.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o RMB promete ser o maior centro de tecnologia nuclear do Brasil, com pesquisas de desenvolvimento de combustíveis nucleares e materiais utilizados em reatores, viabilizando a qualificação de combustíveis para propulsão nuclear, reatores das centrais nucleares brasileiras e novas tecnologias, como os pequenos reatores modulares (SMR).
As aplicações do futuro reator de pesquisa nuclear abrangem diversas áreas, como da saúde, indústria, agricultura e do meio ambiente.
Instalações da usina de Angra 2, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis. Rio de Janeiro, 21 de junho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 02.12.2024
Notícias do Brasil
Brasil e empresa russa negociam parceria para produção de reatores nucleares
As pesquisas também vão incluir aplicações em nanotecnologia, biologia estrutural e outras áreas científicas.
Esta é a primeira vez que projetos na área de ciência e tecnologia entram nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), sendo R$ 300 milhões destinados para o RMB em 2024. Além disso, o RMB está dentro do eixo 8 de Programas de Apoio a Projetos Nacionais Estratégicos.
Até 2026, a previsão do MCTI é de aporte total de R$ 926 milhões, com recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
O projeto foi no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), é coordenado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e conta com a colaboração de diversas instituições, incluindo a Fundação Patria, Amazul, Invap (Argentina), Intertechne (Brasil), Walm, Tractebel e, mais recentemente, a Schunck (Brasil).
A CNEN é uma autarquia vinculada ao MCTI, cuja missão é garantir o uso seguro e pacífico da energia nuclear, promovendo o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao bem-estar da população.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20250224/governo-federal-inicia-obras-do-reator-multiproposito-brasileiro-voltado-para-tecnologia-nuclear-38650670.html

Agência Brasil: Prioridades do Brics no Brasil serão paz e meio ambiente, diz Lula


Presidente esteve hoje em reunião de negociações em Brasília
Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 26/02/2025 - 14:24
Brasília (DF), 26/02/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da sessão especial de abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do BRICS, no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que as ações dos países do Brics visam reduzir as assimetrias nas relações internacionais. Para Lula, as prioridades do Brasil na presidência do bloco servirão para avançar em agendas já amplamente discutidas, como a paz e a preservação do meio ambiente, e propor debates sobre novos desafios, como a inteligência artificial.

“Neste momento de crise, nossa responsabilidade histórica é buscar soluções construtivas e equilibradas”, disse. “Os Brics também continuarão a ser peça chave para que os ideais da Agenda 2030, do Acordo de Paris e do Pacto para o Futuro possam ser cumpridos. A presidência brasileira vai reforçar a vocação do bloco como espaço de diversidade e diálogo em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétricas”, reforçou.

As declarações de Lula foram feitas em participação de sessão da Primeira Reunião de Sherpas da Presidência Brasileira do Brics, bloco de 11 países liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento em Braília serviu para apresentar as prioridades brasileiras no comando do grupo, que são:

  • cooperação em saúde global;
  • financiamento de ações de combate à mudança do clima;
  • comércio, investimento e finanças;
  • uso de moedas locai em operações financeiras;
  • governança da inteligência artificial;
  • desenvolvimento institucional do Brics.
Brasília (DF), 26/02/2025 - O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participam da sessão especial de abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do BRICS, no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 26/02/2025 - Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e presidente Lula participam da sessão especial de abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do Brics - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Urgências

Para Lula, a cooperação em saúde é uma das maiores urgências do Sul Global. Ele destacou que será lançado um mecanismo de defesa da saúde mundial e lembrou que as experiências anteriores, como a pandemia de covid-19, devem resultar em ensinamentos para os países.

“A pobreza, a falta de acesso a serviços básicos e a exclusão social são o terreno fértil para doenças como tuberculose, malária e dengue e outras que, juntas, ameaçam cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas no mundo. Durante a nossa presidência pretendemos lançar uma parceria para a eliminação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais negligenciadas”, afirmou Lula.

“A ausência de acordo em torno do tratado sobre pandemias, mesmo após o covid-19 e a pandemia mpox, atesta a falta de coesão da comunidade internacional diante de graves ameaças. Sabotar os trabalhos da Organização Mundial da Saúde [OMS] é um erro com sérias consequências”, ressaltou.

Além da saúde, Lula comentou brevemente sobre cada uma das prioridades do Brasil no Brics, entre elas o uso de moedas locais em operações financeiras relacionadas ao comércio e investimentos dos países-membros do grupo. O objetivo é reduzir os custos de operações comerciais-financeiras das nações em desenvolvimento.

“A atual escalada protecionista na área de comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica. Aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”, garantiu.

O presidente ainda ressaltou que, ao mesmo tempo em a inteligência artificial oferece oportunidades extraordinárias, também traz desafios éticos, sociais e econômicos. Nesse sentido o Brasil está propondo a Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento.

“Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital é uma responsabilidade compartilhada”, disse Lula.

Para o presidente, o Brics “precisa tomar para si” a tarefa de recolocar o Estado no centro dos debates para uma governança “justa e equitativa” dessa tecnologia, sob o amparo das Nações Unidas.

“Qualquer tentativa de desenvolvimento econômico hoje passa pela inteligência artificial. Não podemos permitir que a distribuição desigual dessa tecnologia deixe o Sul Global à margem”, afirmou.

Brasília (DF), 26/02/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da sessão especial de abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do BRICS, no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 26/02/2025 - Reunião de sherpas no Itamaraty- Marcelo Camargo/Agência Brasil

Negociações

Os sherpas são os negociadores enviados pelos países integrantes do Brics com a responsabilidade de conduzir as discussões que culminarão com a Cúpula de Líderes, agendada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro . A reunião de sherpas é presidida pelo embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e sherpa do Brasil no Brics.

Na sessão especial com o presidente Lula, além dos representantes de países-membros do Brics - Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, participaram embaixadores de países parceiros - Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

Agência Brasil: Caixa fecha dezembro com saldo de R$ 832,1 bi em crédito imobiliário


Valor é 13,5% superior ao atingido no mesmo período em 2023
Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 26/02/2025 - 14:12
Prédio da Caixa Econômica Federal
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa encerrou o mês de dezembro de 2024 com saldo de R$ 832,1 bilhões na carteira de crédito imobiliário. O valor atingido é 13,5% maior do que o patamar de dezembro de 2023, conforme salientado em balanço divulgado nesta quarta-feira (26), na capital paulista.

A análise de todo o ano de 2024 indica que as contratações de crédito imobiliário somaram R$ 223,6 bilhões, total 20,6% superior ao de 2023. A marca alcançada no ano passado é recorde. Ao todo, a Caixa financiou 803,4 mil imóveis, permitindo que 3,2 milhões de pessoas adquirissem a casa própria.

Outro resultado destacado pela Caixa foi o da poupança, indicador capaz de ampliar a percepção sobre aspectos como a forma com que os brasileiros estão lidando com o dinheiro e se têm conseguido economizar. Em dezembro de 2024, os depósitos na poupança aumentaram 7,5%, gerando saldo de R$ 385,4 bilhões.

O balanço apresentado pela instituição revela que o total de crédito consignado naquele mês foi de R$ 101,5 bilhões. Uma das discussões atuais é a oferta dessa opção a trabalhadores da iniciativa privada, já disponível para funcionários públicos e aposentados.

O presidente da Caixa, Carlos Vieira Fernandes, ressaltou que, a princípio, há 40 milhões de pessoas habilitadas para obter aprovação na linha e que a modalidade é importante também porque reduz custos de operação. "Estamos só aguardando a regulamentação", afirmou.

Brasília, (DF) – 16/01/2024 – Presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira, participa do programa A Voz do Brasil. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa - Valter Campanato/Agência Brasil

Fernandes comemorou o desempenho da instituição financeira e fez colocações sobre a guinada digital do banco. Segundo ele, a fase, no momento, é de remanejamento de agências, algo que está sendo feito gradualmente, conforme demandas identificadas.

Ele disse que o plano é de apenas redistribuir unidades em locais com mais clientes e não perder de vista a vocação social do banco, que é ponte para atendimentos de beneficiários de programas do governo federal. Apenas em 2024, R$ 404,1 bilhões foram pagos a pessoas neles cadastrados, sendo R$ 163,3 bilhões somente do Bolsa Família e R$ 5,6 bilhões a estudantes inscritos no Pé-de-Meia. 

"Vamos até crescer um pouco", assegurou Fernandes, quando questionado sobre as perspectivas de expansão da Caixa em 2025.

Agência Brasil: Vendas do Tesouro Direto têm recorde com R$ 8,76 bi em investimentos


Dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 26/02/2025 - 12:33
Dinheiro, Real Moeda brasileira
© José Cruz/Agência Brasil
As vendas de títulos do Tesouro Direto somaram R$ 8,763 bilhões em janeiro deste ano, o maior valor da série histórica do programa, de acordo com o Tesouro Nacional. Já os resgates totalizaram R$ 7,181 bilhões, sendo R$ 3,113 bilhões relativos às recompras (resgates antecipados) e R$ 4,067 bilhões aos vencimentos, quando o prazo do título acaba, e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Assim, as emissões líquidas de títulos atingiram R$ 1,583 bilhão no mês passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à Taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – que corresponderam a 44,1%. Já os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) tiveram participação de 30,1% nas vendas, enquanto os prefixados – com juros definidos no momento da emissão – representaram 25,9%.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Selic, utilizada pelo Banco Central para conter a inflação. A taxa está em 13,25% ao ano e, com a expectativa de novas altas, os papéis continuam atrativos. Os títulos corrigidos pela inflação também têm atraído os investidores em razão da expectativa de alta do IPCA nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 159,9 bilhões no fim de janeiro, com aumento de 1,9%, na comparação com o mês anterior (R$ 156,9 bilhões), e de 22,9% em relação a janeiro do ano passado (R$ 130,1 bilhões).

Investidores

Quanto ao número de investidores, 449.329 novos participantes cadastraram-se no programa no mês passado. O número de investidores atingiu 31.493.170, alta de 15% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos – com operações em aberto – chegou a 3.010.879, aumento de 19,2% em 12 meses. No mês, houve redução de 3.042 investidores ativos.

A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que corresponderam a 78,1% do total de 989.581 operações ocorridas em janeiro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 56%. O valor médio por operação foi de R$ 8.855,67.

Os investidores têm preferido papéis de curto prazo. As vendas de títulos com prazo de até cinco anos representaram 73,3%. Já aquelas com prazo de cinco a dez anos são 4,8% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo chegaram a 21,8% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos.

Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

 

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Brasil de Fato: Dois anos de Lula 3: balanço de um governo ‘encalacrado’

 
Leonardo Fernandes

A virada do ano marca o começo da segunda metade do terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022 por uma frente ampla de partidos que derrotou o bolsonarismo nas urnas e, sabe-se agora, sobreviveu a uma tentativa de golpe coordenada por militares de alta patente.  

O governo Lula 3 encerra a primeira metade de seu mandato com algumas vitórias, tendo conseguido, ainda no primeiro ano, acabar com a política do teto de gastos, a partir da aprovação do novo arcabouço fiscal, além da aprovação da primeira etapa da reforma tributária, que afeta os impostos sobre o consumo, e sua regulamentação em 2024. E o principal, na avaliação do cientista político Valério Arcary: a retomada efetiva de políticas e programas que haviam sido paralisados pela gestão anterior.   

“Tivemos a retomada de políticas públicas em diferentes áreas que são progressivas. Nós estamos falando da manutenção das cotas no sistema de ensino público e secundário do Brasil, nas universidades, nos institutos federais. Nós estamos falando de um reposicionamento do Ibama na fiscalização das queimadas, da intervenção da Polícia Federal nos territórios Yanomami, da defesa das câmeras para as polícias militares na área da segurança pública, estamos falando de políticas que remetem a reestruturação do sistema de assistência social. Houve uma virada de página em relação ao que foram os quatro anos quase apocalípticos de Bolsonaro”, analisa Arcary. 

Do ponto de vista social, no primeiro ano de governo, a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil, segundo o Relatório das Nações Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial (SOFI 2024), divulgada no mês de julho, o que levou o país a estar mais próximo de sair do Mapa da Fome, dez anos depois de haver realizado o mesmo feito. Em números absolutos, 14,7 milhões deixaram de passar fome no país em 2023. A insegurança alimentar severa, que afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões, passando de 8% para 1,2% da população. 

Em entrevista ao Brasil de Fato, em outubro de 2024, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, falou sobre os resultados da área que coordena. “Nós tiramos 24,4 milhões da fome. Tivemos a redução da extrema pobreza para o mais baixo nível da história, que significa alcançar o mais baixo índice de desigualdade medido pelo índice Gini, que alcançou 0,490. E por quê? Porque melhorou a renda. A renda de todas as pessoas cresceu 11,5% e a renda dos mais pobres cresceu 38,6%”, declarou o ministro.  

A melhora na renda dos brasileiros, associada à nova política fiscal, teve impacto sobre o nível de crescimento da economia. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu acima dos 3% nos dois últimos anos, superando as previsões agentes do mercado financeiro. No entanto, para Arcary, o cerne do problema ainda não foi superado: a imensa brecha de desigualdade que persiste na sociedade brasileira e alta concentração da renda.

“Nós estamos vendo um país que tem aquecimento, que tem uma capacidade produtiva maior, que conseguiu garantir uma pequena flutuação positiva do consumo, mas no qual as condições de vida para a imensa maioria da população são de uma enorme, de uma terrível precariedade. E, neste contexto, é preciso ter uma visão muito crítica e dizer: só isso não basta”, defende. 

A taxa de ocupação dos brasileiros também tem sido comemorada pela atual gestão da economia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil no terceiro trimestre de 2024 foi de 6,2%, o menor patamar desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). No entanto, Arcary chama a atenção para o alto nível de informalidade entre os trabalhadores brasileiros.  

“A vantagem estrutural do capitalismo brasileiro é a abundância de oferta de mão de obra, e quando se abre um período de reaquecimento da economia, existe expansão de emprego com carteira assinada. São 38 milhões de carteiras, embora grande maioria desses empregos sejam empregos de muito baixa remuneração. Mas ao mesmo tempo, há uma expansão da informalidade. Nós já temos 40 milhões, no mínimo, de pessoas que estão na informalidade”, analisa.  

Reforma Agrária paralisada

O economista e dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, faz críticas em relação à pauta agrária no governo Lula 3. Segundo ele, a agenda da reforma agrária está “paralisada”, sem que o governo tenha feito uma só desapropriação nos últimos dois anos. O dirigente sem terra afirma que o governo está “encalacrado”.  

“O governo Lula é um governo ‘encalacrado’. Ou seja, mesmo que tenha vontade política de ajudar os pobres, não consegue”, disse Stedile. “A reforma agrária está parada, não houve nenhuma desapropriação em dois anos. Há boa vontade para resolver no ano que vem, tudo bem, há boa vontade. Mas o balanço é negativo”, afirmou o dirigente em uma atividade do MST em São Paulo, no começo de dezembro.

O MST tem manifestado publicamente insatisfação com a condução do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, e cobra do governo uma mudança de rumo para atender às reivindicações dos trabalhadores sem terra. Segundo o movimento, existe um passivo de pelo menos 65 mil famílias vivendo em acampamentos, à espera da regularização dos territórios. “Queremos o assentamento das 65 mil famílias do MST. Nós não aceitamos nada menor do que isso”, declarou outro dirigente nacional do movimento, João Paulo Rodrigues.  

O MST também defende a retomada dos investimentos no Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), a recomposição orçamentária do Incra e a continuidade do programa Desenrola Rural, que já está na primeira fase de execução.  

Em resposta às críticas, Teixeira disse estar tranquilo, e fez o anúncio de medidas que, segundo ele, “vão ao encontro de integrantes da Contag [Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura] e de todos os trabalhadores do campo no Brasil”, afirmou o ministro, que atribuiu os ruídos a problemas na comunicação do ministério.    


‘Estamos putos da cara com a incompetência do governo’, declarou João Pedro Stedile / Priscila Ramos/MST

Sobre a demora no anúncio das medidas, o ministro se defendeu. “Toda reconstrução é demorada, porque você tem que retirar aquele entulho que impedia esses programas de avançarem. Construíram uma montanha para impedir que o MDA voltasse e a gente teve que terraplanar, tivemos que tirar esse entulho da frente para agora fazermos essa grande entrega, que deveria ter sido feita antes. Por que que ela não foi feita antes? Porque, na nossa opinião, quem deveria fazê-la era o presidente Lula e ele teve um problema grave de saúde, que é de conhecimento público.”

Entre os anúncios, o chefe do MDA prometeu a desapropriação de cinco áreas onde estão instalados acampamentos do MST. O movimento chegou a pressionar para que os decretos fossem assinados pelo presidente Lula antes do Natal, o que não aconteceu.

Veneno

Outro ponto de tensão entre o governo e os movimentos populares é o tema dos agrotóxicos. O próprio presidente Lula fez declarações defendendo a redução do uso desses produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. “Não é possível que 80% dos agrotóxicos proibidos na Alemanha possam ser vendidos aqui no Brasil, como se a gente fosse uma republiqueta de bananas”, disse o presidente durante uma reunião entre os chefes dos Três Poderes, em setembro.

No entanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem posição contrária à do presidente. Servidores do Mapa tem ocupado espaços institucionais em defesa dos agrotóxicos e contrários a qualquer mudança na política de uso desses produtos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), o Brasil é o maior consumidor de insumos químicos, superando Estados Unidos e China juntos.  

A recusa do Ministério da Agricultura em aderir ao Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) foi o motivo de sucessivos adiamentos do lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que acabou sendo lançado em outubro sem o conteúdo do Pronara.

Um relatório da Receita Federal divulgado em novembro revelou que as empresas do mercado de agrotóxicos receberam, entre janeiro e agosto de 2024, mais de R$ 21 bilhões em renúncia fiscal. Esses privilégios tributários ao mercado dos agrotóxicos são objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553, no Supremo Tribunal Federal (STF), movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que questiona as isenções concedidas ao setor. O Psol argumenta que, além de representarem um rombo para os cofres públicos, as renúncias fiscais geram custos sociais e econômicos ao Estado e ao povo brasileiro por serem produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente.  

Na contramão, o Congresso Nacional incluiu no texto do projeto que regulamenta a reforma tributária a concessão de 60% de desconto nos tributos desse setor. “Durante todo o processo de tramitação da reforma na Câmara, depois do Senado, a gente tentou que os agrotóxicos fossem retirados dessa categoria de isenção de 60%, por considerar que não são produtos essenciais à produção agrícola e que não têm influência relevante no preço dos alimentos”, relatou o integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Alan Tygel. “Se o objetivo era baratear o preço dos alimentos, que é um objeto muito importante, isso tem que ser feito com a taxação dos alimentos, e não de uma cadeia produtiva que, além de atuar na produção também vai gerar a poluição para o meio ambiente danos à saúde”, declarou.  

Denúncias nos Ministérios

Em 6 de setembro, uma denúncia grave de assédio sexual derrubou o então ministro dos Direitos Humanos (MDH), Sílvio Almeida. Almeida foi acusado de assediar uma colega de Esplanada, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, inaugurando a primeira crise interna na Esplanada dos Ministérios. Embora tenha negado as acusações, o ministro foi exonerado do cargo. “Não é possível a continuidade no governo, porque o governo não vai fazer jus ao seu discurso, à sua defesa das mulheres com alguém que esteja sendo acusado de assédio”, disse, à época, o presidente da República, pouco antes de decidir pela demissão de Almeida. 

Em substituição, Lula nomeou a educadora e então deputada estadual de Minas Gerais, Macaé Evaristo (PT), que teve a missão de lidar com essas e outras denúncias de assédio por servidores da pasta. “A ideia é que possamos fazer todo o procedimento necessário, garantindo os direitos das pessoas denunciantes, bem como o amplo e pleno direito de defesa”, declarou a nova ministra, ao assumir o ministério.

Ainda em setembro, o Brasil de Fato revelou uma série de denúncias contra o Secretário Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente, Claudio Augusto Vieira da Silva. Os relatos descreviam um ambiente hostil de trabalho no MDH e uma série de situações de assédio moral contra servidoras da pasta. Após a publicidade dos casos, a ministra demitiu o secretário.   

‘Lulodependência’ 

O último mês do ano foi cheio de emoções. Depois de idas e vindas, o governo apresentou um pacote de medidas de ajuste fiscal, para cumprir a meta estabelecida pelo arcabouço. Ao mesmo tempo, o imbróglio sobre a liberação das emendas parlamentares a partir da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender os repasses, azedaram a relação com o governo.

Com a ameaça dos deputados de rejeitarem o pacote fiscal, o próprio presidente Lula teve que entrar em ação e articular com as lideranças do Congresso a aprovação da medida. Em meio às negociações, Lula teve que se ausentar de Brasília para realizar um procedimento médico para retirar um coágulo de sangue no crânio, o que evidenciou, durante o processo, mais uma fragilidade do governo.

João Paulo Rodrigues critica a extrema dependência do governo em relação ao presidente. “A impressão é que nós temos três grandes núcleos dirigentes desse governo: o Luiz, o Inácio e o Lula, ou seja, não temos outras figuras”, criticou. “Agora, por exemplo, que o presidente teve que ser hospitalizado, ou quando Lula faz uma viagem, você não tem um núcleo com poder decisório sobre o conjunto do sistema da República”. 

Para Arcary, essa dependência é resultado de uma estratégia falha de articulação. “Esta ‘lulodependência’, na verdade, é uma renúncia à iniciativa política e que se apoia numa estratégia que até o momento se demonstrou insuficiente, que é a ideia de que é possível, através de negociações permanentes com o centrão, isolar a extrema-direita e enfraquecer o Bolsonaro; e ao mesmo tempo garantir a governabilidade a partir de sucessivos pactos”, argumenta o cientista político. “Quem está na ofensiva não é o governo Lula, é a classe dominante, que exige do governo todo poder a Haddad e ajuste fiscal profundo. Esta combinação de sonambulismo e hibernação política deixa o governo encurralado como se estivesse refém da Faria Lima”, analisa. 


Última reunião ministerial de 2024, realizada no dia 20 de dezembro, no Palácio do Alvorada, em Brasília. / Ricardo Stuckert / PR

A cientista política Joyce Luz também identifica uma fragilidade do governo ao concentrar poderes no presidente. “Em todas as negociações que precisou a maior intervenção do poder excessivo, você teve que ter a figura do Lula fazendo esse papel de articulação”. No entanto, Luz atribui a dificuldade de articulação política do governo a um perfil claramente de conservador e de direita do Congresso Nacional, “difícil de agradar”. A cientista social é pessimista sobre uma melhora nas relações com o Legislativo a partir de uma eventual reforma ministerial. “Até acredito que a gente possa tentar mudar [de ministro] da articulação política do governo, mas eu pergunto: quem é que agrada ao Legislativo?”, questiona.  

2025 vem aí 

Embora membros do governo neguem a articulação por uma reforma ministerial no começo de 2025, interlocutores do presidente afirmam que ela deve acontecer. Além de Teixeira, outro Paulo, o Pimenta, tem sido alvo de críticas internas e externas. O próprio presidente Lula teceu críticas públicas à estratégia de comunicação do governo. “Há um erro no governo na questão da comunicação e eu sou obrigado a fazer as correções necessárias para que a gente não reclame que não está se comunicando bem”, declarou o presidente em um evento da Fundação Perseu Abramo, em dezembro, em Brasília. 

Quem deve assumir um cargo no governo em 2025 é a atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que deixa a direção do partido no meio do ano que vem. Desde sua posse, Lula tem afirmado o desejo de que a atual deputada federal ocupe um cargo no governo. Outras trocas têm sido especuladas, como na Secretaria Geral da Presidência, hoje comandada pelo ministro Márcio Macedo, na Defesa, chefiada por José Múcio Monteiro, além do Ministério das Relações Institucionais (MRI), responsável pela articulação política do governo, que tem Alexandre Padilha como ministro.   

Mudanças certas são as que ocorrerão nas presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, com a eleição das novas mesas diretoras logo após a volta do recesso parlamentar. Joyce Luz considera que a saída de Arthur Lira (Progressistas-AL) da presidência da Câmara é positiva e pode ajudar a distensionar a relação entre Executivo e Legislativo. “Com a eleição de outro presidente da Câmara, eu acredito que se estabilize um pouco essa relação e desarticule a concentração de poder que o Lira construiu nos últimos quatro anos”.  

Até o momento, o nome de Hugo Motta (Republicanos-PB) tem se mantido como favorito, contando com apoio do governo e do Centrão. Já no Senado, o nome do ex-presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), é o favorito, que também deve contar com votos de governistas e oposição. 

Já Arcary é cético em relação à melhora das relações institucionais. “Eu penso que as relações do governo com o Congresso Nacional vão ficar mais tensas, assim como devem ficar mais tensas as relações com a classe dominante”, avalia o cientista político, que rejeita a estratégia defendida e adotada por setores de esquerda de se aproximar do centro político como forma de ampliar sua capilaridade política.  

“A tática de giro ao centro é uma tática suicida. Ela admite que há uma hegemonia política hoje no Brasil da extrema direita, e procura um atalho para não fazer a luta ideológica. Cabe à esquerda enfrentar a luta de valores, a luta de projeto”. Por outro lado, Arcary defende que o governo se engaje na campanha contra a anistia aos golpistas, como forma de promover uma mobilização social capaz de derrotar de uma vez por todas o neofascismo à brasileira.  

“É preciso que, a partir do governo, que é um instrumento de luta, se construa uma campanha pelo ‘Sem Anistia’. 2025 vai estar atravessado por um desafio histórico e o Lula se verá diante do seu destino. O legado principal de Lula neste momento é a luta para derrotar a extrema direita. Esse é o papel que ele ocupa na história”, afirma Arcary. “Há uma oportunidade, e quando as oportunidades são sacrificadas o custo nos anos seguintes é muito elevado”, conclui o analista. 

Fonte:  https://www.brasildefato.com.br/2025/01/04/dois-anos-de-lula-3-balanco-de-um-governo-encalacrado/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Vermelho.org.br: Lula parabeniza Friedrich Merz e reforça parceria entre Brasil e Alemanha


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabeniza Friedrich Merz pela vitória na Alemanha e destaca a parceria entre os dois países em temas globais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabeniza Friedrich Merz pela vitória na Alemanha e destaca a parceria entre os dois países em temas globais. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou nesta segunda-feira (24) o líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, pela vitória nas eleições parlamentares da Alemanha. Em comunicado oficial, Lula ressaltou a longa tradição de cooperação entre os dois países e defendeu a continuidade da parceria em temas estratégicos, como governança global, multilateralismo e desenvolvimento sustentável.

“A Alemanha é um país amigo e parceiro crucial do Brasil na defesa da democracia e do multilateralismo, na promoção do desenvolvimento sustentável e na proteção dos direitos humanos”, afirmou o presidente brasileiro.

Ele também destacou que a relação entre os dois países deve avançar em agendas como a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia e a realização da COP-30, que ocorrerá no Brasil em 2025.

“A implementação do Acordo entre o Mercosul e a União Europeia e a realização da COP 30 no Brasil são caminhos facilitadores desse processo”, disse Lula.

A troca de cumprimentos sinaliza a intenção do governo brasileiro de manter laços próximos com Berlim, apesar da mudança na liderança alemã. Lula enfatizou que os dois países continuarão ampliando convergências e explorando complementaridades para fortalecer suas posições no cenário internacional.

A relação entre Brasil e Alemanha tem sido marcada por diálogos frequentes sobre pautas ambientais e econômicas. No governo Scholz, a Alemanha anunciou investimentos para a preservação da Amazônia e apoiou o retorno do Brasil ao protagonismo diplomático. A expectativa agora é que, sob Merz, as negociações bilaterais se mantenham estáveis e produtivas.

Fonte:  https://vermelho.org.br/2025/02/24/711513/

Agência Brasil: Brasil condena Israel por remoção de 40 mil palestinos na Cisjordânia


Israelenses usam tanques para desalojar palestinos
Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 24/02/2025 - 10:39

Egyptian military vehicles hold a position, near the Rafah border crossing between Egypt and the Gaza Strip, amid a ceasefire between Israel and Hamas, in Rafah, Egypt January 19, 2025. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
© REUTERS/Mohamed Abd El Ghany/Proibida reprodução

O governo brasileiro expressou preocupação e condenou o uso de tanques em operações militares de Israel na Cisjordânia que determinaram a remoção forçada de 40 mil palestinos.

Pela primeira vez em 20 anos, o exército israelense usou tanques para desalojar palestinos nos territórios ocupados da Cisjordânia.

“O governo brasileiro expressa forte preocupação com a intensificação, nas últimas semanas, de operações militares israelenses nos campos de refugiados de Jenin, Tulkarm e Nur Al-Shams, no Norte da Cisjordânia, e condena o recente emprego de tanques e a ocupação militar”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Nesse domingo (23), Israel conduziu nova operação militar na Cisjordânia. “Nesse contexto, [o governo brasileiro] deplora a remoção forçada de cerca de 40 mil moradores daqueles campos, em violação ao direito internacional e ao direito internacional humanitário”, completou o Itamaraty.

O Brasil pediu ainda que a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) possa manter suas atividades na região e lembrou que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) da Organização das Nações Unidas (ONU) já considerou ilegal a presença israelense nos territórios palestinos.

Proibição

O governo israelense informou que proibiu a UNRWA de atuar nesses locais, que acusa de “apoio ao terrorismo”. As autoridades de Tel Aviv afirmam ainda que não permitirão o retorno dos palestinos expulsos de suas casas.  

“Não permitiremos o retorno dos moradores e não permitiremos que o terror retorne e floresça”, disse, nesse domingo, o ministro da Defesa, Israel Katz. O governo de Tel-Aviv alega que as ações são para combater o terrorismo.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, que controla parte da Cisjordânia, afirmou que Israel busca anexar os territórios palestinos.

“O Ministério vê esses acontecimentos - incluindo as declarações de Katz, o envio de tanques e a intimidação deliberada de civis indefesos - como uma grave escalada na Cisjordânia e uma tentativa flagrante de consolidar o genocídio e o deslocamento forçado contra nosso povo desarmado”, diz a representação palestina da Cisjordânia, que ainda pede que a comunidade internacional intervenha.

A remoção forçada de civis é considerada crime, segundo o direito internacional, conforme define a Convenção de Genebra. Também é considerada crime internacional a aquisição de territórios por meio da guerra, conforme estabelece a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).