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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Brasil247: Pesquisa Quaest: maioria dos brasileiros diz que Bolsonaro está preso por seus próprios atos – e não por perseguição

Levantamento mostra que apenas 21% veem “perseguição política” do STF, enquanto 51% afirmam que o ex-presidente “merece estar preso”

Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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247 – A maioria dos brasileiros (52%) avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso em regime fechado — em uma sala da Superintendência da Polícia Federal — por consequência direta de atos praticados por ele próprio ou por seus familiares. Apenas 21% acreditam que a prisão ocorreu por “perseguição política” do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes.

Os dados são de uma pesquisa Genial/Quaest realizada em dezembro com 2.004 entrevistados e foram divulgados na coluna de Mônica Bergamo.

Motivos apontados para a prisão

Entre os 52% que responsabilizam Bolsonaro e sua família pelo desfecho, a percepção predominante é de que a prisão decorreu de condutas que teriam agravado a situação do ex-presidente e levado à adoção de uma medida mais dura.

Dentro desse grupo, 32% afirmam que Bolsonaro foi preso porque “danificou a tornozeleira eletrônica” que utilizava quando estava em prisão domiciliar. Outros 16% apontam “risco de fuga para o exterior”. Já 4% acreditam que ele foi encarcerado porque seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), organizava uma vigília nas proximidades do condomínio onde o ex-presidente morava — razão que teria sido apresentada oficialmente para justificar a prisão.

A divisão entre bolsonaristas e o restante do país

O levantamento também indica que a tese de “perseguição política” é minoritária no conjunto da população, mas aparece como dominante entre os entrevistados que se declaram bolsonaristas. Nesse segmento, 52% dizem acreditar que o ex-presidente foi preso por perseguição do STF.

Mesmo entre os apoiadores mais fiéis, porém, há uma parcela expressiva que discorda: 18% afirmam que Bolsonaro está preso porque violou a tornozeleira eletrônica. A pesquisa ainda mostra que os bolsonaristas são os que menos acreditam na hipótese de tentativa de fuga: apenas 2% enxergam risco de que ele buscasse sair do país, contra 16% no total da amostra.

“Merece estar preso”: maioria considera a prisão justa

Outro dado que chama atenção é a percepção sobre a legitimidade da prisão. Segundo a Genial/Quaest, 51% dos entrevistados dizem acreditar que Bolsonaro “merece estar preso”.

O índice varia de forma drástica de acordo com a preferência política: entre eleitores petistas, o percentual sobe para 91%, enquanto entre bolsonaristas cai para apenas 4%. O contraste reforça a intensidade da polarização em torno do destino do ex-presidente e do papel das instituições no caso.

Efeito político: maioria vê Bolsonaro mais fraco

A pesquisa também mediu o impacto político da prisão. Para 56% dos brasileiros, Bolsonaro ficou “mais fraco” depois de ser preso. O resultado sugere que uma parte significativa do eleitorado interpreta a detenção como fator de desgaste e perda de força política, com possíveis repercussões no futuro do bolsonarismo.

Ao mesmo tempo, o fato de a narrativa de “perseguição” persistir como visão majoritária entre bolsonaristas indica que o episódio tende a seguir como elemento central de mobilização do grupo, ainda que não encontre eco na maioria do país.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/pesquisa-quaest-maioria-dos-brasileiros-diz-que-bolsonaro-esta-preso-por-seus-proprios-atos-e-nao-por-perseguicao

Brasil247: Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar


Com geração de empregos, valorização do salário mínimo e alívio tributário, políticas públicas recolocam o trabalho no centro da economia brasileira

Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar (Foto: ABR)

Em meio a um cenário mundial adverso, marcado por juros elevados, desaceleração econômica global e incertezas geopolíticas, o Brasil segue produzindo um dado que deveria ocupar o centro do debate público: trabalho. Segundo o último Caged divulgado esta semana, o país criou 85.864 empregos formais em novembro, resultado acima das expectativas do mercado. No acumulado de janeiro a novembro, são quase 1,9 milhão de novas vagas com carteira assinada. Não é pouco. É política pública trazendo resultados objetivos.

Há quem se apresse em destacar a desaceleração frente a 2024. Mas essa leitura isolada ignora o essencial: o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, o desemprego caiu para 5,2% — a menor taxa da série histórica — e o saldo permanece robusto, mesmo sob juros altos que restringem a atividade econômica produtiva, estimulando a especulação. Como bem pontuou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o resultado de 2025 “não é desprezível”. Ao contrário, é positivo e revela resiliência.

Esse desempenho não nasce do acaso. Ele é fruto de uma orientação clara do governo do presidente Lula: colocar o emprego e a renda no centro da estratégia econômica. A reconstrução de políticas industriais, o fortalecimento do crédito produtivo, os investimentos públicos e a retomada do diálogo com trabalhadores e empresários criaram um ambiente mais favorável à geração de vagas formais.

Ao mesmo tempo, o trabalho não é tratado apenas como número, mas como dignidade. A valorização real do salário mínimo, retomada neste governo, devolve poder de compra aos trabalhadores, aquece o mercado interno e reduz desigualdades históricas. Cada real a mais no mínimo circula na economia, impulsiona pequenos negócios e fortalece municípios inteiros.

Nesse mesmo sentido, a política liderada pelo presidente Lula, sob a gerência do ministro Fernando Haddad, de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução para quem recebe dessa faixa até R$ 7.350,00, representa um alívio concreto no orçamento das famílias. Não é discurso: é dinheiro no bolso de quem trabalha. É justiça tributária aplicada à vida real.

Claro que os desafios persistem. O próprio ministro Marinho aponta corretamente o impacto dos juros elevados sobre o ritmo da economia. Mas, mesmo com esse freio, o Brasil segue criando empregos e mantendo resultados positivos. Isso diz muito sobre a consistência do projeto em curso.

O que os dados mostram, sem retórica excessiva, é simples: o Brasil voltou a funcionar para quem vive do trabalho. Emprego, salário valorizado e menos imposto para quem ganha menos não são slogans — são escolhas políticas. E, goste-se ou não delas, os números indicam que estão dando resultado.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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Fonte: https://www.brasil247.com/blog/emprego-renda-e-dignidade-o-brasil-que-volta-a-funcionar

Brasil247: China sinaliza que não vai ceder espaço aos EUA na América Latina

 Documento de política de Pequim indica que a disputa por influência no “quintal” de Washington deve se intensificar

Bandeiras dos EUA e da China em foto de ilustração - 10/04/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

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247 – A China deixou claro que pretende manter e ampliar sua presença na América Latina, mesmo diante da tentativa dos Estados Unidos de recuperar protagonismo na região. A mensagem aparece em um documento de política externa divulgado por Pequim e analisado por especialistas como um prenúncio de maior rivalidade entre as duas potências no continente.

A avaliação foi publicada pelo The Wall Street Journal, que destaca como o novo posicionamento chinês surge em resposta indireta ao endurecimento estratégico do governo Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, que vem associando a América Latina a uma prioridade de segurança nacional e reafirmando a intenção de “restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.

Documento chinês aponta “mudança no equilíbrio de poder”

Pouco depois de o governo Trump divulgar sua estratégia de segurança nacional — com referências à necessidade de conter “competidores não hemisféricos” — Pequim publicou um documento de 6.700 palavras sobre América Latina e Caribe, o primeiro do tipo em quase uma década.

O texto afirma que “a China sempre permaneceu em solidariedade com o Sul Global, incluindo América Latina e Caribe”, e sustenta que uma “mudança significativa está ocorrendo no equilíbrio internacional de poder”, formulação associada ao discurso do presidente Xi Jinping de que a era da supremacia global dos EUA estaria em declínio.

Analistas ouvidos pelo jornal veem o documento como uma sinalização calculada de que Pequim não pretende recuar em um espaço que Washington historicamente considera sua zona de influência.

Pequim acompanha cada “frente” aberta por Trump no continente

Segundo a reportagem, a China aparece como contraponto em praticamente todas as frentes latino-americanas em que o governo Trump tenta projetar força — da tentativa de enfraquecer o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, à pressão sobre o Panamá em torno do controle e da influência no Canal do Panamá.

O Center for Strategic and International Studies (CSIS) avalia que “a competição entre grandes potências na região mal começou” e que o documento chinês demonstra a intenção de aprofundar vínculos diplomáticos e econômicos para se consolidar como alternativa aos EUA.

A estratégia chinesa combina investimentos em infraestrutura, expansão do comércio e acesso a matérias-primas estratégicas — como minerais críticos e energia — ao mesmo tempo em que diplomatas de Pequim atuam diretamente com elites políticas e atores regionais.

“Não dar um centímetro”: a fórmula de Pequim

O CSIS observa que o avanço chinês não é apenas simbólico: Pequim já afirma ter 24 signatários na região ligados à Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto antes de 2017 não havia nenhum. A China também teria deslocado os EUA como principal parceiro comercial de vários países latino-americanos.

Nesse contexto, o analista Ryan Berg, coautor do estudo do CSIS, resumiu a postura chinesa de maneira direta:

 “A estratégia da China é basicamente não dar um centímetro”

A frase sintetiza o sentido do documento: Pequim quer manter o ritmo de expansão e não aceitar limitações impostas por Washington.

Venezuela vira teste de prioridades e da aliança “para todas as estações”

A reportagem afirma que a Venezuela se tornou um dos primeiros testes concretos da retórica chinesa. Pequim reivindica uma “parceria estratégica para todas as estações” com Caracas e tem reagido ao aumento da pressão militar e econômica dos EUA.

O jornal relata que a China condenou como “hegemonia ilegal” e “bullying unilateral” o fortalecimento militar americano ao redor da Venezuela, citando episódios como a interceptação de navios petroleiros acusados de contornar sanções e transportar petróleo também para a China.

No Conselho de Segurança da ONU, o vice-representante permanente da China, Sun Lei, fez um pronunciamento contundente em defesa de Caracas:

 “Nós nos opomos a qualquer movimento que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU e infrinja a soberania e a segurança de outros países”

Apesar do tom duro, o próprio jornal observa que a tendência é de que o apoio chinês se mantenha sobretudo no plano retórico, sem medidas que elevem o risco de confronto militar direto com os EUA.

Sinais militares e preocupação com “pontos de apoio estratégico”

Mesmo assim, a reportagem destaca que Pequim tem emitido sinais simbólicos que ultrapassam o campo econômico. A mídia estatal chinesa exibiu recentemente uma simulação de guerra no Hemisfério Ocidental, com forças “vermelhas” enfrentando forças “azuis” nas proximidades de Cuba e do México.

Para Leland Lazarus, consultor de risco baseado em Miami e ex-diplomata americano, tais sinais reforçam que as ambições chinesas já não são apenas comerciais. Ele disse que Washington teme a criação de uma rede global de “pontos de apoio estratégico”, que poderia transformar portos em hubs logísticos militares, incluindo uma possível estrutura em Cuba.

O jornal menciona ainda que, em relatório anual não sigiloso ao Congresso, o Departamento de Defesa dos EUA citou Cuba como o único país das Américas onde a China pode ter considerado instalar uma base militar. Segundo o documento, Pequim também avançou por meio de “soft power” e ajuda tecnológica — como apoio ao lançamento de satélites.

Panamá expõe a disputa direta entre Washington e Pequim

A disputa mais sensível, porém, ocorre no Panamá. O país tornou-se peça central no discurso do governo Trump, que afirma haver influência excessiva de Pequim no entorno do canal e chegou a defender a retomada do controle americano sobre a área.

Sob pressão, o Panamá anunciou que se retiraria da Iniciativa Cinturão e Rota e se afastou de eventos liderados por Xi. Ainda assim, o episódio dos portos do canal mostra como a disputa é complexa. O jornal relata que Trump comemorou um acordo anunciado em março em que um grupo apoiado pela BlackRock compraria o controle de portos operados por uma empresa de Hong Kong desde 1996 — considerado um dos sinais mais claros de presença chinesa.

Mas, segundo a reportagem, Pequim reagiu pressionando para que o acordo fosse reestruturado e o controle acabasse migrando para a Cosco, gigante estatal chinesa do setor de navegação.

Em outro gesto simbólico, o prefeito de uma cidade vizinha ao canal determinou a demolição de um parque da amizade construído pela China, o que provocou irritação na embaixada chinesa.

Taiwan no centro: prioridade máxima da política chinesa

O documento chinês deixa explícita uma prioridade central para Pequim: romper os vínculos remanescentes entre países latino-americanos e Taiwan. A América Latina abriga sete dos 12 governos do mundo que ainda mantêm relações diplomáticas com a ilha — entre eles Guatemala, Paraguai e Haiti.

Segundo o texto citado na reportagem, Pequim promete benefícios não detalhados a países que aceitem o princípio de “uma só China”. Alguns governos já mudaram sua posição nos últimos anos, incluindo o próprio Panamá.

Mas a disputa permanece aberta. O jornal lembra que Honduras recentemente elegeu Nasry Asfura, candidato apoiado por Trump, que criticou a decisão de 2023 de estabelecer relações com Pequim e afirmou que consideraria restaurar vínculos com Taiwan.

Trump retoma a lógica da Doutrina Monroe — e dá munição retórica a Pequim

Ainda que a estratégia de segurança nacional do governo Trump não cite a China nominalmente ao delinear uma espécie de “Corolário Trump” da Doutrina Monroe, o jornal afirma que o alvo é evidente. O texto fala de “custos ocultos” da assistência estrangeira, mencionando riscos como espionagem, armadilhas da dívida e vulnerabilidades cibernéticas.

A estratégia também afirma que os EUA querem se tornar “o parceiro de primeira escolha” na região.

Para Lazarus, esse tipo de retórica neocolonial oferece a Pequim um trunfo narrativo:

 A China estaria “tentando traçar um contraste forte com o renascimento da Doutrina Monroe por Trump”, e a linguagem usada por Washington seria um “presente narrativo” para Pequim

Disputa deve crescer e redesenhar alianças regionais

O quadro descrito pelo The Wall Street Journal indica que o tabuleiro latino-americano deve se tornar um dos principais espaços de competição geopolítica no novo ciclo de rivalidade entre EUA e China. Pequim amplia presença econômica e diplomática, enquanto Washington, sob Trump, tenta reafirmar seu domínio histórico — agora com um discurso de segurança mais explícito e, por vezes, agressivo.

O documento chinês e as reações americanas sugerem que a disputa pelo futuro da América Latina tende a se intensificar, com impacto direto sobre infraestrutura, comércio, mineração, energia, alianças estratégicas e até a própria estabilidade política regional.

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Fonte: https://www.brasil247.com/sul-global/china-sinaliza-que-nao-vai-ceder-espaco-aos-eua-na-america-latina

Brasil 247: Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela

 

Presidente defende que ataques à América do Sul não sejam tolerados e condiciona reação à gravidade dos danos

Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (26/06/2023))
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repassou orientações a auxiliares próximos sobre como o Brasil deve se posicionar diante das ameaças do governo dos Estados Unidos de realizar ações militares contra a Venezuela. As diretrizes foram dadas durante as férias do chefe do Executivo no Rio de Janeiro e envolvem a defesa explícita da soberania dos países da América do Sul. No entendimento de Lula, investidas externas contra o continente sul-americano não podem ser tratadas como episódios aceitáveis nas relações internacionais. As informações são da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Diretrizes presidenciais em meio à tensão regional

As orientações foram confirmadas pelo ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Segundo ele, o posicionamento do governo brasileiro segue um princípio já conhecido, mas admite variações conforme a gravidade dos acontecimentos. “As instruções são as mesmas: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados. Mas o grau da reação depende dos fatos e dos danos humanos e materiais”, afirmou Amorim.

O papel do Brasil diante de ações externas

No entorno do presidente, a avaliação é de que o Brasil deve atuar com firmeza diplomática, preservando a estabilidade regional e evitando a escalada de conflitos. A orientação reforça o compromisso histórico da política externa brasileira com a solução pacífica de controvérsias e com o respeito à soberania dos países vizinhos.

Anúncio dos EUA e repercussão internacional

A preocupação do Planalto aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, no dia 29 de dezembro, a realização de uma primeira ação contra o território venezuelano. De acordo com a imprensa estadunidense, a operação teria sido conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA) e envolvido o uso de drones. Segundo essas publicações, o alvo teria sido um porto que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, seria utilizado por um grupo ligado ao tráfico de drogas.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-orienta-planalto-sobre-ameacas-dos-eua-a-venezuela

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

BOQUIABERTO: GUILHERME BOULOS VAI ALÉM E FAZ ANÁLISE PODEROSA SOBRE LULA...

Grifo meu: Esta entrevista vale a pena assistir esta entrevista.

Brasil247: Banco Master: ação do TCU visa evitar delação de Vorcaro

 

Processo sigiloso que apura conduta do Banco Central pode ser usado para enfraquecer investigações e blindar políticos ligados ao ex-banqueiro

Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master (Foto: Divulgação)

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247 – Um processo mantido sob sigilo no TCU (Tribunal de Contas da União) tornou-se, nos bastidores de Brasília, um elemento central na disputa em torno do caso Banco Master e pode acabar funcionando como instrumento para reduzir o risco de uma futura delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O procedimento, relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus, apura falhas e omissões do Banco Central na condução do processo que culminou na liquidação do Master, decretada em novembro passado.

A movimentação foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo, que ouviu ministros e técnicos do tribunal, além de pessoas envolvidas no caso, sob condição de anonimato. Segundo os relatos, a estratégia em curso teria duas camadas: de um lado, questionar no TCU a legalidade e a consistência do procedimento administrativo do Banco Central; de outro, usar esse questionamento para enfraquecer a continuidade de um eventual processo criminal. Nesse cenário, a possibilidade de delação de Vorcaro, temida por figuras influentes com vínculos com o ex-banqueiro, ficaria mais distante.

Sigilo e disputa interna sobre o alcance do tribunal

Integrantes do TCU avaliam que a corte tem respaldo legal para investigar a atuação do Banco Central, mas há forte divergência interna sobre até onde o tribunal pode ir, especialmente no ponto mais controverso: a possibilidade de interferir no ato que liquidou o Banco Master. A visão técnica predominante é que o TCU pode realizar uma análise de “segunda ordem”, ou seja, verificar se o regulador agiu dentro de suas competências e se sua decisão atende a critérios como razoabilidade e proporcionalidade.

Nesse tipo de análise, não caberia ao TCU substituir o Banco Central na avaliação prudencial sobre qual seria a melhor decisão regulatória para o sistema financeiro. Ainda assim, a apuração pode produzir um efeito político e jurídico relevante, especialmente se apontar falhas no procedimento do BC — o que, para a defesa de Vorcaro, serviria como argumento para questionar a validade de atos administrativos e tentar impedir que eles sustentem medidas criminais.

O foco da defesa: anular o processo do BC, não necessariamente a liquidação

Relatos colhidos pela reportagem indicam que a prioridade da defesa do ex-banqueiro, neste momento, é buscar no TCU a nulidade do processo conduzido pelo Banco Central no caso Master — e não, obrigatoriamente, reverter a liquidação em si. A lógica seria simples: mesmo sem derrubar formalmente a liquidação, uma decisão que reconheça irregularidades na tramitação do caso no BC poderia abrir margem para enfraquecer as decisões da autarquia e sustentar que o processo criminal não deveria prosseguir.

É nesse ponto que o caso ganha uma dimensão ainda mais explosiva: segundo fontes ouvidas, afastar o risco de uma futura delação de Vorcaro seria um dos objetivos indiretos da estratégia. A eventual colaboração premiada do ex-banqueiro é vista como ameaça por políticos e autoridades que mantinham ligação com ele.

Pressões políticas sobre o relator e o perfil de Jhonatan de Jesus

O processo é relatado pelo ministro Jhonatan de Jesus, que chegou ao TCU em 2023 por indicação do centrão e é descrito por integrantes do tribunal como um ministro mais político do que técnico. Vorcaro, por sua vez, construiu nos últimos anos uma relação próxima com lideranças desse mesmo campo político, o que, segundo pessoas envolvidas no caso e colegas do TCU, teria ampliado a pressão sobre o relator.

Jhonatan foi deputado federal por Roraima e líder do Republicanos na Câmara — partido do deputado Hugo Motta (PB). Sua indicação ao tribunal, segundo a reportagem, resultou do acordo político firmado na reeleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara: o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), não disputou o cargo, e o partido foi contemplado com uma vaga no TCU.

Procurada, a assessoria do tribunal informou à Folha que o ministro não costuma falar com a imprensa. A defesa de Vorcaro também foi contatada, mas não respondeu.

Bastidores do julgamento e avaliação de votos no plenário

Apesar da polêmica sobre o alcance do poder do TCU para interferir no caso, a avaliação de ministros considerados mais influentes é que hoje não há votos suficientes para aprovar uma reversão da liquidação do Banco Master. Esse entendimento, porém, não se estenderia automaticamente a uma eventual responsabilização do Banco Central e de integrantes da autarquia, campo em que a corte de contas poderia avançar com maior segurança jurídica.

Um ministro do TCU, ouvido pela reportagem, lembrou que o tribunal já condenou dirigentes do Banco Central em episódios anteriores. O caso citado envolve a mudança do sistema cambial em 1999, quando foram condenados o então presidente do BC Francisco Lopes e os ex-diretores Demósthenes Madureira de Pinho Neto e Cláudio Mauch, além do banco FonteCindam.

Banco Central entrega documentos e julgamento deve ficar para janeiro

O caso teve novo avanço nesta segunda-feira (29), quando o Banco Central encaminhou documentação com esclarecimentos solicitados pelo relator. A resposta foi juntada aos autos e agora será analisada pela unidade técnica responsável pela fiscalização do sistema bancário. Depois dessa etapa, o processo sobe ao gabinete de Jhonatan de Jesus para exame.

Se o relator decidir conceder uma medida cautelar — decisão urgente e provisória —, a tendência é que o caso só seja levado ao plenário após o recesso de fim de ano. Segundo a reportagem, essa foi a sinalização transmitida pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rego, a interlocutores na própria segunda-feira (29). A expectativa é de que eventual julgamento ocorra apenas em meados de janeiro.

Acusação bilionária e ofensiva jurídica de Vorcaro

Daniel Vorcaro é acusado de fraude de R$ 12,2 bilhões contra o sistema financeiro e contratou um grupo poderoso de advogados. Segundo a reportagem, a defesa tem abastecido o TCU com informações e sustenta que o Banco Central estaria usando o liquidante do Master como canal para obter dados internos da instituição e responder aos questionamentos feitos pelo tribunal.

Enquanto o caso se arrasta sob sigilo, o processo no TCU vai se consolidando como um ativo estratégico. Se a corte reconhecer falhas relevantes na atuação do Banco Central, isso pode não apenas colocar em xeque parte da condução do caso Master, como também fornecer munição para frear desdobramentos criminais. Em Brasília, onde política e sistema de Justiça frequentemente se misturam, o temor que ronda o episódio permanece: a hipótese de uma delação premiada de Vorcaro, com potencial de atingir figuras influentes, ainda é uma sombra que muitos preferem afastar antes que ganhe forma.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/banco-master-acao-do-tcu-visa-evitar-delacao-de-vorcaro

domingo, 28 de dezembro de 2025

Brasil247: Lula 3 fecha terceiro ano de mudanças históricas contra injustiças seculares

 

Brasília (DF) - 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto

Brasília (DF) - 18/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto

A injeção de R$ 28 bilhões na economia a partir da isenção do IR é o ponto de partida promissor para que 2026 continue o ciclo virtuoso de desenvolvimento

Ao encerrar o ano de 2025, o Brasil se vê diante de um cenário transformador que desautoriza qualquer ceticismo sobre a possibilidade de se governar para a maioria, mesmo sem uma maioria automática no Congresso Nacional.

A vitória mais tangível e imediata para as famílias foi o combate ao custo de vida. O compromisso assumido no início do ano de tornar a cesta básica mais acessível saiu do discurso e entrou na prática, com pesquisas oficiais registrando quedas significativas no preço dos alimentos em 22 das 27 capitais do país. Itens essenciais como o tomate, o arroz e a batata tiveram reduções expressivas, aliviando diretamente o orçamento doméstico e confirmando que políticas públicas direcionadas para a segurança alimentar geram resultados concretos. Essa vitória interna foi complementada por uma conquista na esfera internacional, com o presidente Lula demonstrando liderança ao conduzir pessoalmente o diálogo que neutralizou a ameaça do chamado "tarifaço" estadunidense. Sua atuação direta resultou não apenas na remoção de tarifas punitivas sobre produtos brasileiros, como o café e a carne, mas também na abertura de um canal diplomático que vem sendo utilizado para discutir outras barreiras, incluindo as sanções da Lei Magnitsky.

Contudo, a conquista que verdadeiramente marca um ponto de inflexão histórica é a sanção da lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até cinco mil reais por mês e concede descontos para rendas de até R$ 7.350. Mais do que um simples ajuste técnico, esta medida abre caminho para corrigir, afinal, uma distorção secular da injustiça tributária brasileira, que por décadas sobrecarregou o trabalho assalariado e poupou grandes fortunas. O impacto é profundo: cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados, com 10 milhões deixando de pagar o tributo completamente. Para uma pessoa que recebe R$ 4.800, por exemplo, a economia anual será de quase R$ 4 mil, um alívio que equivale a um décimo quarto salário.

É fundamental ressaltar que essa e outras conquistas monumentais não foram fruto de uma conjuntura política fácil, mas de uma construção pacientemente articulada, com avanços e atrasos, pela liderança do Planalto e da Fazenda em meio a um Congresso inicialmente indiferente ou oposto a ela. A proposta do Imposto de Renda, enviada pelo governo ao Congresso em março, foi aprovada por unanimidade tanto na Câmara quanto no Senado. Para esse consenso amplo, colaborou a iminência do ano eleitoral. O desfecho demonstrou a capacidade de diálogo do governo e a força de uma ideia cuja justiça é evidente: a de que os 140 mil contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil anuais devem contribuir com uma alíquota mínima para que milhões de trabalhadores possam ter mais dignidade. A medida é fiscalmente responsável, pois a compensação virá dessas rendas mais altas, sem prejudicar os serviços públicos ou a saúde das contas do governo.

O avanço na justiça tributária é a peça-chave de um projeto maior e bem-sucedido de redistribuição de renda e combate às desigualdades, que se desdobra também em ações concretas de segurança e infraestrutura. No campo da segurança pública, a histórica Operação Carbono Oculto, considerada a maior já deflagrada no país contra o crime organizado, desmantelou um esquema bilionário do PCC que movimentava cerca de R$ 52 bilhões e sonegava impostos estimados em R$ 8,67 bilhões entre 2020 e 2024. Foi a primeira vez em que o alvo das autoridades atacou os financiadores e operadores do crime na Faria Lima, ou seja, no sistema bancário, o chamado andar de cima, que canaliza e esquenta os recursos do crime organizado, principalmente o tráfico.

O sucesso dessa operação integrada, que envolveu múltiplas forças policiais e agências federais sem registrar mortes, serviu de modelo e impulso para uma reforma estrutural: a PEC da Segurança Pública. Inspirada no modelo do SUS, a proposta visa constitucionalizar um sistema único que padronize informações e garanta financiamento estável para o combate ao crime em todo o país, tendo sua admissibilidade já aprovada na Câmara dos Deputados.

Paralelamente, o governo deu continuidade a obras fundamentais para o desenvolvimento nacional, com destaque para o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Em 2025, foram investidos R$ 2 bilhões nessa que é a maior obra de infraestrutura hídrica do mundo, beneficiando diretamente 12 milhões de pessoas no Nordeste e garantindo segurança hídrica para populações historicamente castigadas pela seca. A entrega de adutoras, barragens e sistemas de dessalinização mostra um compromisso concreto com o futuro da região.

Portanto, ao revisitar os compromissos do início de 2025, fica claro que o ano se encerra com um saldo positivo e transformador. A promessa de atacar o custo de vida foi cumprida com a queda dos preços dos alimentos e a bem-sucedida diplomacia comercial. A promessa de promover justiça tributária foi cumprida com uma reforma no Imposto de Renda que prioriza quem mais precisa. A promessa de um Estado mais seguro e integrado avança com a PEC da Segurança e a luta implacável contra o crime organizado. E, acima de tudo, a promessa de governar para todos, com preferência pelos mais necessitados, foi validada por resultados concretos que estão mudando a vida das pessoas. Em um contexto político desafiador, o governo mostrou que é possível construir amplos consensos em torno de pautas que elevam o patamar civilizatório do país. A injeção de R$ 28 bilhões na economia a partir da isenção do IR, dinheiro que circulará no comércio, na indústria e no serviço, é o ponto de partida promissor para que 2026 continue este ciclo virtuoso de desenvolvimento com distribuição de renda, segurança e infraestrutura. O caminho traçado está correto e os frutos, agora visíveis, animam o movimento de reeleição do presidente Lula para um quarto mandato.

O ano que está por começar será crucial para as entregas de obras e programas que estão em andamento em inúmeras áreas. O Novo PAC entregará infraestruturas ainda maiores que o original. O Mais Médicos Especialidades reduzirá acúmulos de décadas nas demandas de saúde dos brasileiros. O ímpeto se repete também na educação, na proteção ao meio ambiente, sempre com foco no benefício palpável aos mais pobres. A conclusão virtuosa dessas entregas merece atenção detalhada. Ela deve estar integrada ao acompanhamento minucioso de todas as promessas feitas no início como marca de uma gestão racional e responsável dos recursos da sociedade.

Da percepção dessas conquistas vem também, ao final deste ano, a melhora da aprovação do governo e a liderança do presidente Lula em todos os cenários das pesquisas de intenção de voto para 2026. Por todas as razões, será o ano mais difícil, quando o planejamento e o trabalho acumulado terão que se materializar como benefício aos olhos de todos.

Fonte:  

Brasil247: Governo Lula adota jornada 5x2 para trabalhadores do Planalto

 

Mudança ocorre em meio à articulação do campo progressista para transformar o fim da escala 6x1em pauta central nas eleições de 2026

Lula (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Otávio Rosso avatar
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247 - O governo federal anunciou nesta terça-feira (23) a adoção da escala de trabalho 5x2 para os funcionários terceirizados que atuam no Palácio do Planalto. A medida garante folgas aos sábados e domingos para trabalhadores das áreas de limpeza, copa e jardinagem e insere a Presidência da República no centro do debate nacional sobre o fim da escala 6x1, tema que vem ganhando força no campo progressista.

Houve um acordo com as empresas terceirizadas responsáveis pelos serviços no Planalto para assegurar dois dias consecutivos de descanso semanal. A notícia foi originalmente publicada pelo portal Terra, que destacou o caráter político da decisão em um momento de crescente mobilização em torno da pauta trabalhista.

No vídeo divulgado no Instagram, o governo enfatiza o impacto da mudança na rotina dos trabalhadores. “O sábado agora é dia de descanso, de casa, de aproveitar a vida e a família. Essa comemoração ainda não é de todo o Brasil. Mas pode e tem que ser em breve”, diz a narração exibida na publicação oficial.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 começou a ganhar visibilidade nacional a partir de iniciativas do PSOL. Um dos principais impulsionadores do tema foi Rick Azevedo, eleito vereador no Rio de Janeiro com a defesa da mudança como eixo central de sua campanha. Em 2024, a proposta passou a contar também com o apoio da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), ampliando o alcance do debate no Congresso Nacional.

Embora tenha incorporado a pauta em um momento posterior, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) refuta a avaliação de que tenha chegado atrasado à discussão. No início deste mês, o Senado Federal aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata diretamente da reorganização da jornada de trabalho no país.

O texto da PEC prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas, estabelece o limite máximo de oito horas diárias e autoriza a organização do trabalho em até cinco dias por semana, sem redução salarial. A adoção da escala 5x2 para terceirizados do Planalto passa, assim, a ser apresentada como um exemplo prático dentro de um debate mais amplo sobre direitos trabalhistas e qualidade de vida no Brasil.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/governo-lula-adota-jornada-5x2-para-trabalhadores-do-planalto