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domingo, 21 de outubro de 2018

Bolsonaro ameaça: “Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos”


por Redação — publicado 21/10/2018 18h23

Em vídeo exibido a apoiadores em São Paulo, o presidenciável do PSL também criticou a mídia

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Tânia Rego/Agência Brasil

Bolsonaro ameaça: "Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos"

Bolsonaro atacou a "imprensa vendida"

Em vídeo exibido em um telão na Avenida Paulista durante ato a favor de sua candidatura, Jair Bolsonaro voltou a usar termos bélicos contra os opositores. O candidato do PSL prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse País” e criticou a “imprensa vendida”.

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Citou em particular a Folha de S. Paulo, que trouxe à tona a denúncia de que empresários financiaram a disseminação de notícias falsas contra o petista Fernando Haddad. A prática guarda indícios de caixa 2, crime que poderia levar à impugnação da chapa do deputado.

“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Em retribuição, seus apoiadores gritavam “Fora, PT”.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/bolsonaro-ameaca-201cvamos-varrer-do-mapa-esses-bandidos-vermelhos201d

Bolsonaro ameaça seus opositores: ou vão para fora ou serão presos


Carta Capital - Em vídeo exibido em um telão na Avenida Paulista durante ato a favor de sua candidatura, Jair Bolsonaro voltou a usar termos bélicos contra os opositores. O candidato do PSL prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse País” e criticou a “imprensa vendida”.

“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Em retribuição, seus apoiadores gritavam “Fora, PT”.

Leia na íntegra na Carta Capital

Abaixo, o tweet de Boulos:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/372782/Bolsonaro-amea%C3%A7a-seus-opositores-ou-v%C3%A3o-para-fora-ou-ser%C3%A3o-presos.htm

Altman: centro direita tenta transformar o PT num novo PSDB

21ª Reunião Extraordinária do CBH-Acaraú em Sobral


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Cruz. Aconteceu, dia 18 de outubro, no auditório da Gerencia Regional da COGERH-Sobral, Parque de Exposição José Passos Dias, a 21ª Reunião Extraordinária do CBH- Acaraú com a seguinte pauta: Leitura e aprovação da ata da última reunião; Informes; Processo de Renovação do CBH; Reunião da Comissão Gestora do Açude Acaraú Mirim; ENCOB e Reunião com o Governador; Demanda do Açude Arrebita; Promotoria Pública; Capacitação para os membros do Comitê; Plano de Saneamento Municipal; Tendência do Clima para 2019 – FUNCEME; Acompanhamento da Operação do Vale: Açudes Paulo Sarasate, Edson Queiroz e do Sistema Jaibaras – Taquara; Aprovação e formação da Câmara Temática de Operação do Vale; Encaminhamentos e Encerramento.

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O Presidente do CBH-Acaraú João Marcelo fez a abertura da Assembleia, com a acolhida e agradeceu a presença de todos os membros do Comitê presentes. Fez uma breve exposição sobre o XX ENCOB que aconteceu de 20 a 24 de agosto, em Florianópolis, com o tema: “Os Comitês de Bacias Hidrográficas e o Futuro da Água” e apresentou a pauta da reunião que aconteceu com o Governador do Ceará Camilo Santana e os representantes das 12 Bacias Hidrográficas do Estado.

Kamylle Prado da COGERG-Sobral apresentou o Edital de Convocação para a Renovação do Plenário do Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú para o quatriênio 2019-2022 e pediu para que todos os membros do comitê fizessem a divulgação e contatos com as instituições de sua região. Kamylle informou que serão realizados quatro Encontros Regionais nos Municípios de Nova Russas, dia 22 de novembro; Varjota, dia 22 de janeiro; Sobral, dia 13 de fevereiro e Marco, dia 27 de fevereiro. Só poderão disputar uma vaga no comitê quem participar de, pelo menos, um destes encontros. O Congresso de Renovação do Comitê está marcado para o dia 9 de abril no Município de Sobral.

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O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú é constituído por 40 instituições membros, sendo 12 vagas para Sociedade Civil, 12 vagas para usuários de água, 8 vagas para o poder público municipal e 8 vagas para o poder público estadual e federal. Também, foi informado que dias 13 e 14 de novembro, haverá uma capacitação para os membros do Comitê de Bacia do Acaraú que será realizada em Meruoca.

A Meteorologista e Supervisora do Núcleo de Meteorologia da FUNCEME Meiry Sakamoto apresentou as tendências para a quadra invernosa de 2019 com foco na temperatura das águas do Pacífico e Atlântico. Mas, como se trata de projeções simuladas, não há nada definido, embora, os indicativos é de que haja a presença do El Nino. O prognóstico oficial da FUNCEME vai sair em janeiro de 2018, quando o Oceano Atlântico apresenta uma configuração mais definida. Também foi apresentado um histórico, dos estudos desde a década de 50 do Século passado, sobre o El Niño. clip_image008

Adriano, da Empresa GDA, apresentou um trabalho de mapeamento que está sendo realizado na BH-Acaraú com o uso de drones, que muito irá contribuir para um melhor acompanhamento dos trabalhos que a COGERH faz nesta bacia.

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Patrícia da COGERH-Sobral apresentou os resultados da Operação do Vale.

Dr. Lima

Membro do CBH-Acaraú

Presidente da FAC

Analistas: países emergentes acumulam ouro temendo colapso do dólar


Barras de ouro


© Sputnik / Vitaliy Bezrukih

Economia

08:50 21.10.2018(atualizado 08:51 21.10.2018) URL curta

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Países de todo o mundo aumentam suas reservas de ouro à medida que está crescendo a incerteza sobre o futuro do sistema baseado no dólar, provocada pelas guerras comerciais e política agressiva de Washington, revelaram vários analistas ao RT.

'É hora de nos preocuparmos com as maiores economias'

"Em um futuro próximo, podemos assistir a grandes mudanças nas regras do jogo", disse Mikhail Maschenko, analista da rede social para investidores eToro, que lembrou que no início do ano os países em desenvolvimento "foram os primeiros a sentir o pânico dos investidores ".

"Se uma crise na América Latina e no Sul da Ásia não surpreende ninguém, agora é hora de nos preocuparmos com as maiores economias do mundo", alertou o analista.

Notas de euro, dólares americanos e de Hong Kong, libras e yuan chinês

© REUTERS / Jason Lee

Economista americano prevê desvalorização drástica do dólar em 2024

Para ele, "a política agressiva" dos EUA dos últimos anos forçou alguns países a "procurar uma alternativa ao dólar e repor suas reservas de ouro", enquanto preocupações com o futuro da economia global são "um incentivo adicional" para essas compras. Além disso, "muitos questionam o protecionismo de Donald Trump", acrescentou o especialista.

'A única alternativa'

Denis Lisitsyn, analista da empresa FinIst, partilha a mesma opinião e enumerou uma série de sinais do possível colapso do sistema financeiro global encabeçado pelo dólar norte-americano. Entre esses índices estão a emissão descontrolada de dinheiro em diferentes países, aumento das taxas de juros nos EUA, guerras comerciais, aumento rápido dos preços da energia, tensões geopolíticas na Síria e no Iraque ou a guerra no Iêmen.

Nota de cinco dólares em chamas

CC BY 2.0 / Mike Poresky / Fogo

Goldman Sachs: sanções estadunidenses minam papel do dólar como moeda de reserva

Nestas circunstâncias, "muitos países estão comprando ouro antecipadamente" porque entendem "que o papel-moeda é constantemente consumido pela inflação, o preço das ações cairá drasticamente em caso de crise e depósitos no estrangeiro podem ser arrestados, confiscados ou congelados", explicou o financista.

A Hungria, a Polônia, a Rússia, a China, a Índia, a Turquia e a Arábia Saudita estão acumulando suas reservas de ouro, disse por sua vez Vladimir Rozhankovsky, especialista do Centro Financeiro Internacional.

Segundo ele, existem "poucas alternativas aos títulos do Tesouro dos EUA" em termos de volume e liquidez de mercado, mas "os países mais prudentes querem aumentar suas reservas" e o ouro é de fato "a única" opção.

Apoio em tempos de crise

Mark Goihman, analista da empresa TeleTrade, também destaca que o preço do ouro geralmente aumenta durante os períodos de crise e pode servir como apoio adicional para a moeda nacional.

Dólar e rublo

© Sputnik / Aleksandr Demianchuk

Pode rejeição do dólar proteger economia russa?

Além disso, "muitos países, particularmente a China e a Rússia, estão se voltando para o ouro em oposição à dependência do domínio do dólar", ao mesmo tempo "reduzindo os ativos em dólar em suas reservas", apontou ele.

Lisitsyn lembrou que essa tendência se observa não apenas na China e na Rússia. A Alemanha, por sua vez, repatriou mais de 300 toneladas de ouro e a Holanda fez regressar cerca de 100 toneladas de lingotes. A Turquia comprou 187 toneladas no ano passado e também retirou o ouro da Reserva Federal dos EUA, enquanto o Irã usou o metal precioso para estabilizar sua economia.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018102112488636-colapso-dolar-ouro-reservas-china-russia/

Rússia responderia à saída americana do INF inclusive por via militar, diz vice-ministro


Dois submarinos nucleares russos perto de ponte-cais (foto de arquivo)


© Sputnik / Vitaly Ankov

Rússia

06:58 21.10.2018(atualizado 06:59 21.10.2018) URL curta

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Se os EUA continuarem a sair dos acordos bilaterais unilateralmente, a Rússia empreenderá medidas de resposta, inclusive de caráter militar, disse à Sputnik o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou que sairia do Tratado INF (Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário), assinado com a parte soviética em 1987, acusando ainda Moscou de violar o documento.

"A questão é grave demais para ser resolvida através de uma polêmica pública. Se os norte-americanos continuarem a agir de modo tão grosseiro e brutal, como já vimos em várias situações, se eles continuarem a sair de tratados, diferentes acordos e mecanismos unilateralmente […] não nos restará nada mais que empreender medidas de resposta, inclusive do caráter técnico militar. Mas não queríamos chegar a esse ponto", comentou.

Ele observou que o caráter grosseiro da política externa estadunidense vem provocando protestos em muitos países e em vastos círculos da comunidade internacional.

"É com preocupação e condenação que consideramos as novas tentativas norte-americanas de chantagear a Rússia e para que ela faça concessões no campo da segurança e estabilidade estratégica internacionais. A parte russa reiterou repetidas vezes que o lado estadunidense não tem nenhuns fundamentos para acusar a Rússia de violar o tratado", adiantou o vice-ministro.

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma sessão da Assembleia Geral, em Nova York, em 26 de setembro de 2018

© AP Photo/ Evan Vucci

EUA deixam acordo nuclear com a Rússia pois sonham com mundo unipolar, diz fonte

Datado de 1987, o Tratado INF previa a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, nucleares ou convencionais, cujo alcance estivesse entre 500 e 5.500 quilômetros.

Além disso, o acordo permite a qualquer uma das partes inspecionar as instalações militares da outra. De fato, o acordo tem prazo indeterminado, mas qualquer das partes pode rompê-lo caso apresente provas sólidas de violação. Os Estados Unidos e a Rússia já se acusaram repetidamente de violar o tratado.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em dezembro que os Estados Unidos se retiraram de fato do tratado quando implantaram sistemas de lançamento de mísseis na Romênia. Desde então, nas palavras do mandatário russo, o país tem insistido na narrativa de apresentar a Rússia como violadora do tratado e usar isso como pretexto para se retirar do acordo.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018102112488263-russia-eua-tratado-inf-armas-nucleares/

O mundo inteiro grita, mas o gado brasileiro segue feliz para o matadouro

Divulgação

Os jornais franceses, os intelectuais americanos, os roqueiros britânicos e os acadêmicos argentinos concordam: Bolsonaro é um mal a ser evitado. Apesar do alerta uníssono, vindo dos quatro cantos do planeta, o processo eleitoral brasileiro se torna mais dramático a cada nova pesquisa, que indica o fortalecimento do candidato do ódio. É como um pesadelo de que não podemos acordar. Enquanto o mundo clama pela civilidade, a população brasileira, orgulhosa, opta pela violência de um discurso malfadado e caminha rumo ao obscurantismo. A redoma de medo e ignorância que fomenta o mal precisa ser rompida. O brasileiro precisa enxergar o erro que está cometendo, a tempo de evitar o mal maior: sua destruição como sociedade democrática.

Poucas vezes uma ameaça a nível mundial foi tão clara. Bolsonaro conseguiu unir uma lista de críticos que vai do ícone pop Madona ao Papa Francisco, da atriz canadense Ellen Page à Marine Le pen e do clube futebolístico Barcelona ao cineasta Walter Salles. Mas uma parcela enorme da sociedade prefere, de forma aterradora, desacreditar tudo e todos, para, de maneira ufanista e idiota, recitar mentiras inventadas, mal e porcamente, por fanáticos em uma rede de troca de mensagens. É o caminho da ignorância sendo escolhido por uma nação sob o desespero de todas as demais, que lamentam a marcha fúnebre e contínua de nosso gado rumo ao matadouro.

Seguindo um movimento similar da classe média alemã, que abraçou o nazismo na década de 1930, os eleitores brasileiros dão as costas para a razão para admirar um líder popular que representa o ódio. Já é possível ver, a olho nu, o sangue na mão de todo brasileiro que, em campanha voluntária, coloca seus dedos em formato de armas, sorridente nos comícios. É a vitória do mal em uma live do Facebook. O triunfo da barbárie, em HD, direto de seu smartphone.

À resistência, resta resistir. Não se dar por vencido nesse teatro dos absurdos e jogar o jogo no papel que lhe cabe. Tentar nas ruas e nas redes sociais reverter voto a voto e usar o tempo restante de campanha para promover uma colossal e inédita virada rumo à vitória, por mais improvável que ela pareça. Pois, para a maioria de nós, a questão agora é de vida ou morte. A nossa vida, no caso.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/guilhermecoutinho/372331/O-mundo-inteiro-grita-mas-o-gado-brasileiro-segue-feliz-para-o-matadouro.htm?fbclid=IwAR2JLQxR_o8_FnKTqO1Ouid3DT49NEbpekit9RTndEdz2kxvyz-b8Re_yrY#.W8Zh4r9I88s.twitter

A Justiça virou sócia da manipulação, diz Fernando Brito sobre o bolsolão


Roberto Jayme/Ascom/TSE

Fernando Brito, no Tijolaço - Diz o insuspeito site do qual eu não cito o nome mas mereceria chamar-se O Bolsonarista , replicado pelo Estadão - diz que "a abertura da ação de investigação eleitoral contra Jair Bolsonaro pelo ministro Jorge Mussi, do TSE, foi uma jogada pensada, discutida previamente com os demais ministros.

Mussi abriu a ação para evitar a chiadeira dos petistas e dos "juristas simpatizantes".

"Ao mesmo tempo [em que abria a ação], ele negou as medidas cautelares – praticamente inviabilizando a produção de provas para instruir a ação. Como o PT não dispõe de documentos para amparar a investigação, precisava obtê-los por meio de busca e apreensão nas agências de envio de mensagens em massa pelo WhatsApp, suspeitas de terem participado da empreitada, e pela quebra de sigilo telefônico e digital."

Confirma o que diz a Folha ao informar que a questão foi objeto de "conversas de ministros do TSE" e que teriam resolvido "não fazer marola" e que não caberia promover "diligências extravagantes".

D. Raquel Dodge mandou e a PF abriu também inquérito.

Mas um inquérito genérico, com mensagens falsas de todos os candidatos. Igualando o gesto de qualquer grupo que possa estar fazendo isso com um esquema milionário, pago por empresas, para atingir mais de 100 milhões de pessoas.

Ou seja, é, até agora, tudo coisa "para inglês ver" e, portanto, cúmplice da manipulação dos sentimentos dos brasileiros.

Acha que fica com um "salvo conduto" contra o autoritarismo, ao qual, amanhã, estará lambendo ainda mais as botas

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/372751/A-Justi%C3%A7a-virou-s%C3%B3cia-da-manipula%C3%A7%C3%A3o-diz-Fernando-Brito-sobre-o-bolsol%C3%A3o.htm

O coiso odeia liberdade de expressão

Greenwald denuncia ameaças de Edir Macedo

SERGIO MORAES

A provável ascensão ao poder do extremista de direita Jair Bolsonaro já está gerando um clima no qual jornalistas que criticam a ele, ou ao seu movimento, – incluindo jornalistas que reportam para o Intercept – estão sendo expostos a uma campanha agressiva de investigações pessoais, tentativas de intimidações e escrutínios perniciosas de membros de nossas famílias

21 de Outubro de 2018 às 07:27 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

Por Glenn Greenwald – A PROVÁVEL ASCENSÃO ao poder do extremista de direita Jair Bolsonaro já está gerando um clima no qual jornalistas que criticam a ele, ou ao seu movimento, – incluindo jornalistas que reportam para o Intercept – estão sendo expostos a uma campanha agressiva de investigações pessoais, tentativas de intimidações e escrutínios perniciosas de membros de nossas famílias.

Esses ataques estão sendo orquestrados pelos meios de comunicação de propriedade do pastor evangélico bilionário e afogado em escândalos, Edir Macedo, que agora é um defensor explícito de Bolsonaro. O vasto império de mídia de Macedo – que inclui a segunda maior emissora de TV do país (Record), portais online (R7) e outras agências de notícias – está sendo usado para punir e retaliar jornalistas pelo crime de denunciar criticamente Jair Bolsonaro, seu movimento e as empresas de Macedo.

No sábado passado, o Intercept publicou uma denúncia sobre como jornalistas dentro do R7, um enorme portal on-line de propriedade de Macedo, são “reféns” de sua agenda, impedidos de publicar matérias negativas sobre Bolsonaro e completamente forçados a sacrificar sua integridade jornalística a serviço da agenda política extremista de Macedo. O artigo, escrito por Leandro Demori para o Intercept, baseado em relatos de jornalistas anônimos desesperados do R7, viralizou, tornando-se rapidamente um dos nossos artigos mais lidos esse ano. Na quinta-feira, após a reportagem, a chefe de redação de longa data do principal programa de notícias da TV Record, Luciana Barcellos, pediu demissão.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/372737/Greenwald-denuncia-amea%C3%A7as-de-Edir-Macedo.htm

Kotscho questiona: o que Bolsonaro fez na vida para ser presidente?


Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o “Mito”, o candidato fake, informa o jornalista.

Antes de sair para votar no próximo domingo, o eleitorado brasileiro poderia se fazer esta singela pergunta aí do título.

Pensem, por exemplo, em duas ou três coisas que ele tenha produzido em seus 28 anos como deputado federal ou nos anos em que serviu o Exército.

Não se tem notícia de nada que possa ter melhorado a vida dos brasileiros.

Qualquer cidadão brasileiro com mais de 35 anos pode ser candidato a presidente, claro, mas quando ele comunicou a seus colegas da bancada da bala que entraria em campanha, ainda no início de 2015, ninguém o levou a sério.

Parecia apenas mais uma bravata do deputado do baixo clero, que só chamava a atenção do plenário por seus discursos de ódio contra o PT e os movimentos sociais identitários (mulheres, negros, índios, gays) representados no parlamento.

Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o “Mito”, o candidato fake.

Assim que começaram a ser divulgadas as primeiras pesquisas presidenciais, seu nome já aparecia em segundo lugar, com cerca de metade das intenções de voto do ex-presidente Lula, empatado com a eterna candidata Marina Silva.

Não se dava muita bola para aquele tipo excêntrico e beligerante, achando que era só fogo de palha de eleitores em busca de uma “novidade”, um cavalo paraguaio destinado a guardar lugar para algum outro candidato de direita mais competitivo.

Mas o tempo passou, este candidato do establishment não se viabilizava, e a Justiça tratou de processar, condenar e prender Lula, até cassar definitivamente sua candidatura.

Sem Lula no páreo, o capitão reformado assumiu logo a liderança nas pesquisas, mas todos diziam que isso iria mudar assim que começasse o horário da propaganda eleitoral, em que ele só teria 8 segundos.

Estabilizado na faixa dos 20 pontos nas pesquisas, Bolsonaro jogou parado, sem apresentar qualquer projeto ou programa de governo, nem dizer o que pretendia fazer com o país caso fosse eleito, além de varrer o PT do mapa.

Aí aconteceu o episódio da facada em Juiz de Fora, o capitão passou de algoz a vítima, e dominou o noticiário político por várias semanas, enquanto o PT trocava Lula por Haddad, que logo subiria para o segundo lugar nas pesquisas.

Era tudo o que Bolsonaro precisava para não expor ao distinto público o seu absoluto despreparo para tratar de qualquer assunto de interesse nacional.

Com a velha política desmantelada pela Lava Jato, ele se apresentava como o candidato “fora do sistema”, embora fizesse parte dele por quase três décadas, a maior parte do tempo como deputado do PP de Paulo Maluf.

Agora ninguém se lembra disso porque ele é apresentado como o santo guerreiro “contra a corrupção”.

Seus anônimos colaboradores, um pequeno staff formado por três filhos, um advogado e um economista, chamado de “Posto Ipiranga”, aquele que tem todas as respostas, saíram então em busca de um partido de aluguel e, depois de namorar com vários, fixou-se no nanico PSL, tão desconhecido do grande público quanto o próprio candidato.

Depois de fracassar em várias tentativas para arrumar um vice civil, o capitão foi esnobado até pela pomba gira Janaína Paschoia, que acabaria eleita deputada estadual pelo PSL, com votação recorde.

Por falta de outras alternativas, o capitão só conseguiu arrumar um general de vice, certo Hamilton Mourão, o mesmo que já nos tinha ameaçado com uma intervenção militar pouco tempo antes.

A essa altura, porém, Bolsonaro poderia falar ou fazer o que bem quisesse, porque já tinha sido adotado pelo mercado e por setores da mídia, que desistiram dos outros nomes de direita anti-PT, por absoluta inviabilidade eleitoral.

Bolsonaro tornou-se então o único nome que sobrou para evitar a volta do PT ao poder.

E assim ele surfou no antipetismo até o final do primeiro turno, já beirando os 40% nas pesquisas.

No dia da eleição, subiu como um foguete, enquanto os votos eram apurados e, por pouco, não liquidou a fatura no primeiro turno.

Só agora ficamos sabendo como se deu a multiplicação dos votos das milícias bolsonaristas que, na esteira do capitão, elegeram um monte de cacarecos reacionários até outro dia anônimos.

A grande indústria de fake news montada pela guerrilha virtual, revelada esta semana pela repórter Patrícia Campos Mello, na Folha, foi uma verdadeira operação de guerra montada por um estado maior ainda misterioso, que apareceu na reta final da campanha do primeiro turno.

De nada adianta agora denunciar a manobra à Justiça Eleitoral, porque o estrago já estava feito por crimes continuados.

É jogo jogado, como costumam dizer os que defendem a velha máxima de que os fins justificam os meios.

Quem não gostou, que vá se queixar ao bispo, desde que não seja Edir Macedo, pois este já fechou o apoio incondicional da sua igreja midiática ao capitão.

Nosso Judiciário analógico, com toda sua pompa feita de ritos e rituais, agora vai levar anos para investigar o que aconteceu nesta guerra cibernética, para dar seu veredito quando o governo eleito, provavelmente,  já estiver terminando.

Depois de Jânio Quadros e Fernando Collor, é bem provável que o Brasil eleja mais um salvador da pátria amalucado, sobre quem a maioria do eleitorado pouco sabe, nem quer saber, porque o importante agora é derrotar o professor Fernando Haddad e tudo o que ele representa na luta pela emancipação do povo brasileiro.

Não por acaso, a chapa militar ganhou nesta reta final o apoio ostensivo do vetusto Estadão, em fase terminal, o mesmo jornal que apoiou Jânio, o homem da vassoura, o golpe militar de 1964 e a candidatura do “caçador de marajás”, em 1989, para impedir a vitória de Lula ou de Brizola.

Se alguém souber o que o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro fez na vida para ser eleito nosso presidente da República, por favor, me diga. Ou pergunte no “Posto Ipiranga”.

Mas tem que ser logo, porque agora só faltam 8 dias para o Brasil eleger seu destino.

Vida que segue.https://www.balaiodokotscho.com.br/2018/10/20/o-que-bolsonaro-fez-na-vida-para-querer-ser-presidente-da-republica/