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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O Globo: plataforma antecipa produção. Mas o pré-sal não era “patrimônio inútil”?

Por Fernando Brito
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Uma semana depois de ter deixado a Baía da Guanabara, no mesmo dia em que O Globo chamava o pré-sal de “patrimônio inútil”, o navio-plataforma Cidade de Maricá já está no Campo de Lula e, por ironia, é o próprio jornal dos Marinho que noticia que sua produção será antecipada em relação ao esperado:
A Petrobras conseguiu acelerar os trabalhos e vai antecipar em três meses a entrada em produção do navio-­plataforma (FPSO) Cidade de Maricá no pré-­sal na Bacia de Santos. A companhia informou que a unidade já está sendo ancorada no campo de Lula na (área de Lula Alto). O Cidade de Maricá deverá entrar em produção no primeiro trimestre de 2016, antecipando a previsão anterior que era até fins do primeiro semestre.
Entrar em produção, no caso de um navio destes, é começar um processo gradativo de engajamento de diversos poços, que leva meses para poder operar com segurança cada um dos poços extratores de petróleo e injetores de gás e água, para criar pressão e retirar o óleo dos depósitos rochosos.
E entrar em produção plena, para Cidade de Maricá significa aumentar em mais de 5% a produção de petróleo no Brasil. Com o navio gêmeo Saquarema, que ocupou seu lugar na terminação no Estaleiro Brasa, em Niterói, como 12%, ao final de 2016.
Fica a pergunta intrigante: se, como diz o jornal, “alguns preços de referência de petróleo bateram US$ 37, acima do custo de produção no pré-sal, calculado em junho pela Petrobras entre US$ 40 e US$ 57”, por que a Petrobras estaria “antecipando a produção” do Cidade de Maricá.? Para “antecipar os prejuízos”?
Por uma razão muito simples. O custo de extração do petróleo no campo de Lula – e em boa parte do pré-sal – é de US$ 9 dólares o barril. Isso é o custo operacional. O custo de exploração, que envolve a amortização do investimento feito, os impostos, royalties ( Lula ainda não é um campo do sistema de partilha) e outras obrigações, talvez, seja o dobro.
Ainda assim, compensador.
O Globo agarra-se em números estimados no início da exploração do pré-sal, quando ainda não se tinha ideia do potencial daqueles campos e na ideia de que será eterna a depressão dos preços do petróleo.
E, sobretudo, quando não se podia dimensionar o que o aprendizado da Petrobras , operadora única do pré-sal, poderia gerar de redução de custos. Ali, no campo de Lula, a perfuração de poços no pré-sal nos campos de Lula durava 126 dias, em 2010; 60 dias em 2013 e, hoje, nem 50.
Como um poço custa, para ser perfurado, cerca de US$ 1 milhão por dia – só uma sonda de águas ultraprofundas tem um aluguel de US$ 500 mil diários – dá para ter uma ideia do que isso representa.
Como são várias centenas de poços, uma ideia mais avantajada ainda. US$ 70 bilhões na construção de poços exploratórios e de desenvolvimento da produção no Brasil, na segunda metade desta década.
A perfuração de poços é praticamente metade dos gastos da área de exploração e produção da empresa.
O Globo se embaralha nas próprias pernas. Tenta nos convencer que as uvas estão verdes.
Os vendilhões da pátria, há muitos anos, usam o mesmo discurso: o Brasil não vale nada…
Tanto vale que eles nunca o entregam para seu povo.
http://tijolaco.com.br/blog/o-globo-plataforma-antecipa-producao-mas-o-pre-sal-nao-era-patrimonio-inutil/

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PT quer alíquota de 40% do IR para os muito ricos

: 29 de Dezembro de 2015 às 07:19
247 – O Partido dos Trabalhadores vai pressionar a presidente Dilma Rousseff a mudar sua política econômica. Em uma nota divulgada nesta segunda-feira 28, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, defendeu que o governo deve se concentrar em uma nova pauta nos próximos meses e pediu "ousadia" para devolver à população "a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo".
Entre as medidas já definidas pelo partido que serão cobradas do governo Dilma, conforme noticia nesta terça a colunista Natuza Nery, do Painel, está a mudança da tabela no Imposto de Renda. A ideia é que haja uma faixa nova, com alíquota de 40%, para os que ganham mais de R$ 100 mil por mês, e isenção para quem ganha até R$ 3.800. De acordo com cálculos do PT, o ganho para os cofres públicos seria de R$ 80 bilhões.
O PT também defende outra medida que atinge os mais ricos: a criação de um imposto semelhante ao IPVA cobrado sobre o uso de jatinhos e helicópteros. E cobra um plano nacional de defesa do emprego. Os dirigentes petistas alertam o Planalto que militantes saíram às ruas no último dia 16 para defender o projeto de partido, não o governo Dilma. Uma forma de avisar que a base de apoio do governo está ameaçada.
O partido é contra o ajuste fiscal implementado pelo ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, substituído por Nelson Barbosa. Apesar de Barbosa ter feito um discurso em defesa da continuidade das medidas do ajuste, o PT afirmou na nota de ontem ter confiança no novo ministro, assim como em Valdir Simão, que passou a comandar o ministério do Planejamento.
Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/211274/PT-quer-alíquota-de-40-do-IR-para-os-muito-ricos.htm

Aécio envenenou o ambiente e Cunha se aproveitou

: Em balanço na véspera do Natal, colunista Janio de Freitas diz que Dilma Rousseff vai passar a festa menos ruim do que poderia prever há um mês; já Aécio Neves, constata que ele “trouxe, difundiu e incentivou o componente odiento, de esgares, de ameaças destruidoras, de passagem da política de pessoas furiosas para a fúria sem política contra pessoas”; segundo ele, o tucano “fez o envenenamento do ambiente” e quem aproveitou foi Eduardo Cunha
24 de Dezembro de 2015 às 06:27
247 - Em um balanço na véspera do Natal, colunista Janio de Freitas diz que Dilma Rousseff vai passar a festa menos ruim do que poderia prever há um mês. “ Apesar de Dilma e Levy, com ou sem Dilma e Barbosa, a economia brasileira se arranjará mais depressa, até por si mesma, do que o pântano da política se deixará drenar”, constata.
Ele afirma que do lado da oposição, Aécio Neves “trouxe, difundiu e incentivou o componente odiento, de esgares, de ameaças destruidoras, de passagem da política de pessoas furiosas para a fúria sem política contra pessoas”.
Segundo ele, o tucano “fez o envenenamento do ambiente” e quem aproveitou foi Eduardo Cunha. “Uma prova de que foram no mínimo paralelos, quando não enlaçados por projetos de resultados semelhantes, é que o PSDB de Aécio e Cunha encerram um ano e começam outro de volta à aliança fraterna, domesticamente íntimos, a planejarem juntos os ardis convenientes a um e ao outro”, acrescenta (leia aqui).
Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/210840/Janio-Aécio-envenenou-o-ambiente-e-Cunha-se-aproveitou.htm

Se a oposição disse que o BNDES está quebrado, como está pagando dividendos?

BNDES pagará R$ 3,34 bi em dividendos à União

: Data: 11/08/2011   
Editoria: Novo Portal Valor
Reporter: Mariane Goldberg
Local: Rio de Janeiro, RJ
Pauta: Fotos para o Novo Portal Valor - Novo Site
Setor: Finaceiro
Personagem: Predio do BNDES na Avenida Chile, 100
Tags: Banco Nacional de Desenv 29 de Dezembro de 2015 às 10:47
(Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pagará à União 3,34 bilhões de reais em dividendos intermediários e/ou juros sobre capital próprio, segundo publicação no Diário Oficial da União nesta terça-feira.
O pagamento, que deverá ser feito até 30 de dezembro, refere-se ao resultado do BNDES apurado no primeiro semestre de 2015. A autorização vem após governo federal buscar recursos para fechar as contas deste ano.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/211301/BNDES-pagará-R$-334-bi-em-dividendos-à-União.htm

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Documentos revelam que Eduardo Cunha omitiu contas no exterior

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, encerrará 2015 sendo atacado por vários lados – do Planalto às ruas, do PMDB à Polícia Federal. A ofensiva mais recente partiu da Procuradoria-Geral da República em conjunto com o Banco Central (BC). Documentos em posse dos procuradores da Operação Lava Jato e obtidos por ÉPOCA revelam que o parlamentar e sua mulher, Cláudia Cruz, estão sendo investigados por suspeitas de crime de evasão de divisas, de omissão de informações e por atrapalhar a apuração dos processos e inquéritos em curso contra eles. Esses novos elementos deverão reforçar o pedido da procuradoria para o afastamento de Cunha da presidência da Câmara no início do próximo ano e fundamentaram a instauração de um processo administrativo no Banco Central – que analisará, inclusive, as novas contas do parlamentar no exterior. Daqui em diante, a artilharia em direção a Cunha, como revela o material, será cada vez mais pesada.
Eduardo Cunha  (Foto: Adriano Machado)CERCADO
O deputado Eduardo Cunha. O documento do Banco Central (abaixo) embasa a abertura de um processo administrativo (Foto: Adriano Machado)
Logo após o presidente da Câmara dar uma série de entrevistas na primeira quinzena de novembro, confirmando a existência de seus recursos no exterior, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um ofício questionando o Banco Central sobre as medidas tomadas pela instituição diante das declarações do parlamentar. A partir daí, foi feito um vasto levantamento na base de dados de capitais no exterior entre dezembro de 2001 e dezembro de 2014. O departamento econômico do Banco Central constatou, então, “a ausência de declaração para quaisquer desses períodos”. No dia 18 de novembro, a autoridade monetária enviou uma notificação para Cunha e sua mulher pedindo esclarecimentos em 15 dias sobre seus bens detidos fora do Brasil e para que justificassem também a falta de registro desses recursos no sistema do Banco Central. No dia 3 de dezembro, os advogados de Cunha responderam à autoridade monetária, dizendo que o objeto de investigação é o mesmo do inquérito em trâmite no Supremo Tribunal Federal, ao qual não tiveram acesso integral, o que inviabilizaria qualquer resposta.
Documento do BC acusa Cunha de omitir contas no exterior (Foto: Reprodução/Época)CERCADO
O documento do Banco Central embasa a abertura de um processo administrativo (Foto: Reprodução/Época)
Em 18 de dezembro, o procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, enviou um relatório duro à Procuradoria-Geral da República. Ele diz no documento que o presidente da Câmara se omitiu “por 14 anos do dever de declarar ao BCB os valores de bens ou diretos existentes fora do território nacional”. Além de destacar os US$ 4 milhões identificados num trust na Suíça, a autoridade monetária também chama a atenção para uma nova conta no Israel Discount Bank, que seria utilizada pelo parlamentar para receber propinas de contratos do FI-FGTS, conforme revelou ÉPOCA em 16 de dezembro.
A Resolução 3.854 do Banco Central prevê que todo brasileiro residente que tiver uma quantia igual ou superior a US$ 100 mil depositada no exterior precisa declarar o dinheiro anualmente. Trata-se de procedimento obrigatório a qualquer cidadão – isso inclui o presidente da Câmara dos Deputados. No âmbito administrativo, a não declaração implica multa de R$ 125 mil a R$ 250 mil.
Confira os documentos na íntegra
O Banco Central pediu esclarecimentos a Eduardo Cunha sobre seus bens no exterior
Isaac Ferreira diz, em seu texto, que Cunha agiu com “deslealdade processual” ao se negar a responder a notificação do Banco Central. A atitude entra no rol de manobras do peemedebista para criar empecilhos na apuração de atos impróprios atribuídos a ele, sobretudo depois que suas contas mantidas na Suíça foram reveladas pelo Ministério Público do país europeu. O procurador do BC embasa sua argumentação no fato de Cunha ter tido acesso à cópia integral da investigação criminal conduzida no Supremo desde o dia 21 de outubro deste ano e que, em posse desses documentos, poderia ter prestado esclarecimentos sobre suas contas ao Banco Central antes da notificação expedida pela autoridade, em 24 de novembro. O parlamentar, na visão do BC, teria procedido com “reprovável subterfúgio destinado a embaraçar as investigações”. “A atitude arredia do Sr. Eduardo Cosentino da Cunha revela desapreço e, até mesmo, singular menosprezo institucional ao BCB”, escreve Isaac Ferreira. Na conclusão do despacho, o procurador-geral do BC ainda informa à procuradoria que foram encontrados elementos indicativos de que Cunha e sua mulher, alvos de um processo administrativo instaurado pela autoridade monetária, praticaram crime de evasão de divisas por terem mantido “depósitos não declarados à repartição federal competente”, conforme prevê a lei.
>> O dicionário da crise política
Agora, caberá à PGR decidir se vai instaurar um novo inquérito sobre evasão de divisas contra o deputado e sua mulher, o que reforçaria o pedido de seu afastamento do cargo. Procurado por ÉPOCA, o deputado Eduardo Cunha disse: “Os advogados já responderam aos questionamentos na forma de petição, mas cabe ressaltar que se trata de matéria protegida por sigilo fiscal, e o fato de haver vazamentos de informações sobre o assunto pode ensejar ação judicial. Não tenho conta em qualquer banco de Israel, desminto com veemência essa informação e desafio quem quer que seja a prová-la”. Por meio de nota, o BC afirmou que “não se manifesta sobre assuntos sujeitos a sua fiscalização e nem sobre eventual colaboração com órgãos de persecução penal”.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/documentos-do-banco-central-mostram-que-eduardo-cunha-omitiu-contas-no-exterior.html

É o meu favorito nas festas


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O que a imprensa esconde sobre as compras de Natal

por : Carlos Fernandes
Compras de Natal: o mundo acabou mesmo?
Compras de Natal: o mundo acabou mesmo?
A última semana do ano nos deu uma percepção mais clara da distância entre os dados econômicos e a maneira como eles são divulgados pela grande imprensa nacional de acordo com os interesses de ocasião.
É sabido que a movimentação das compras de Natal é um forte termômetro para medir o quão aquecida está a economia do país e o poder de compra dos brasileiros.
A partir desses dados podemos ter uma idéia, apesar de que ainda insuficientes, da como andam o orçamento familiar e a capacidade de endividamento das famílias como um todo.
Com a divulgação dos números pela ALSHOP – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, os grandes portais de imprensa se apressaram em veicular em letras garrafais a queda de 1% nas vendas e o seu pior Natal nos últimos 10 anos.
Logo se viram obrigados a reconhecer que as vendas efetuadas no mercado eletrônico tiveram um aumento inimaginável de 26% no mesmo período. Por si só, já seria um motivo de comemoração e não de penúria como quiseram levar a crer. Mas o fato é que os números vão além.
O que apresentaram como uma queda de 1% refere-se exclusivamente ao período de 1 a 24 de dezembro em relação ao mesmo período. Se observarmos a trajetória anual em termos nominais, de janeiro a dezembro as compras em shopping centers tiveram um aumento de 1,7% em relação a 2014.
Além disso, a grande mídia também considerou desnecessária a informação de que em 2015 o país presenciou a abertura de mais 19 shopping centers em todas as regiões. Destaque para o Sudeste e Nordeste com 8 e 7 novos empreendimentos, respectivamente.
Com isso, houve um aumento no número de lojas em operação em todo o Brasil: 1.042 novas lojas para ser mais exato. No fim, o que alardearam como o apocalipse do Natal na verdade é o resultado de um saldo positivo de 30.400 novos empregos com carteira assinada nesse setor especificamente.
Todos os dados acima foram obtidos do próprio relatório da ALSHOP, ou seja, com todas as informações em mãos, a oligarquia midiática brasileira preferiu não informar, ou pior, desinformar o seu público.
Esse é apenas um exemplo do terrorismo econômico que jornalistas sem qualquer compromisso com a realidade dos fatos, ajudam a construir um ambiente desfavorável à retomada do crescimento.
Não estou aqui de forma alguma querendo deixar a entender que não passamos por momentos difíceis ou que todas as dificuldades ora enfrentadas sejam de responsabilidade exclusiva da imprensa nacional.
Passamos sim por momentos de ajustes que demandam medidas sérias e enérgicas. Mas o que se tem visto por parte da grande mídia é uma contribuição monumental para o agravamento da percepção desse momento.
Os fundamentos micro e macroeconômicos do Brasil de hoje são extremamente mais sólidos e consistentes do que nas inúmeras crises que já passamos no decorrer da história.
Para ficarmos num só exemplo, basta dizer que no dia 1.o de janeiro de 2003, quando FHC entregava a faixa presidencial ao presidente Lula, as nossas reservas internacionais somavam 37 bilhões de dólares. No fechamento de novembro de 2015 contabilizamos 357 bilhões de dólares dessas mesmas reservas.
É inegável que 2015 se encerra como o pior ano da era petista e isso a grande mídia brasileira faz questão de tornar claro. O que simplesmente estão nos omitindo é que o pior ano do PT no governo ainda é melhor do que o melhor ano dos governos FHC e Sarney juntos.
E nisso os números não mentem.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-a-imprensa-esconde-sobre-as-compras-de-natal-por-carlos-fernandes/

O Pior Brasileiro do Ano

por : Paulo Nogueira
Golpista
Golpista
Não faltaram candidatos fortes, mas é de Aécio, com folga, o título de Pior Brasileiro do Ano.
Aécio só não fez o que deveria fazer: trabalhar no Senado. Fazer jus ao salário e mordomias que os brasileiros lhe pagam.
Ele consumiu seu tempo em conspirações contra a democracia em 2015. Tentou, e continua a tentar, cassar 54 milhões de votos, sob os pretextos mais esdrúxulos, cínicos e desonestos.
Adicionou um novo e definitivo rótulo a sua imagem de playboy do Leblon, adepto de esforço mínimo e máximas vantagens: o de golpista.
Para tanto, andou sempre nas piores companhias da República. Esteve constantemente junto de Eduardo Cunha, que só não levou o título de Pior Brasileiro porque Aécio existe.
Aécio foi vital para que Cunha se sagrasse presidente da Câmara dos Deputados. Depois, quando já eram avassaladoras as provas de ladroagem de Cunha, Aécio armou um esquema de blindagem para que ele não respondesse por seus crimes. Tudo isso para que suas pretensões de golpista obtivessem sucesso.
Aécio protegeu, preservou Cunha. E assim contribuiu decisivamente para que ele chegasse ao fim do ano ainda na presidência da Câmara, o que representa uma tonitruante bofetada moral no rosto da nação.
Pode-se dizer que Cunha é filho de Aécio. São sócios no crime de lesa democracia.
Tanto ele fez que teve acabou recebendo uma resposta espontânea da sociedade. Fazia muito tempo que um político não era motivo de tantas piadas.
2015 foi o ano do Aécio golpista, e também o ano do Aécio piada.
Sua incapacidade patológica de aceitar a derrota se transformou em gargalhadas nas redes sociais.
Qualquer pessoa que caísse no ano, a piada estava pronta. Se o Mourinho cair, assume o Aécio?
Houve humor de outra natureza, também. Memes brotaram em profusão, dias atrás, depois da coroação equivocada como Miss Universo da candidata da Colômbia. Nestes memes, Aécio aparecia como a Miss Colômbia.
O que todos lembravam, ali, eram os escassos momentos pelo qual Aécio se julgou vencedor das eleições presidenciais de 2014.
Ele recebera já informações segundo as quais ganhara de Dilma, e armara uma festa em Belo Horizonte. A comemoração foi brutalmente abortada quando foram anunciados os resultados oficiais.
A imagem da decepção ganhou as redes sociais numa das fotos mais compartilhadas das eleições.
Tivesse grandeza de espírito, Aécio faria o básico. Ligaria para Dilma para cumprimentá-la e tentaria entender onde errou para corrigir os equívocos, eventualmente, numa próxima vez.
Mas não.
Da derrota emergiu um monstro moral, um golpista sem limites e sem pudor, um demagogo que provoca instabilidade no país e depois fala, acusatório, da instabilidade como se não fosse ele o causador dela.
Por tudo isso, e por outras coisas, é de Aécio o título de Pior Brasileiro do Ano.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-pior-brasileiro-do-ano-por-paulo-nogueira/

PT, CUT e MST empurram Dilma para a esquerda

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Brasil 247 - A última segunda-feira de 2015 foi marcada por manifestações firmes de importantes aliados da presidente Dilma Rousseff no campo dos movimentos sociais.
Com o arrefecimento do projeto golpista da oposição, em sua grande parte debelado com a ajuda da militância petista e de movimentos sociais, como a CUT e o MST, a presidente Dilma terá, agora, que administrar as cobranças por um governo mais à esquerda, o que irá dificultar, por exemplo a realização do propostas do ajuste fiscal como as reformas da previdência social e trabalhista.
Segundo pesquisa feita pela Vox Populi a pedido da Central Única dos Trabalhadores (CUT), 90% dos trabalhadores rejeitam a possibilidade de mudança nas regras previdenciárias. Quanto aos programas sociais, 75% dos trabalhadores responderam que o governo não deve cortar recursos e outros 82% responderam que diminuir impostos sobre salários ajudaria o país (leia mais).
Mudanças na atual política econômica também foi reivindicada pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. "Que o governo volte a assumir os compromissos que fez na campanha. Se o governo não der sinais que vai mudar, que vai assumir o que defendeu na campanha, será um governo que se autocondenará ao fracasso", afirmou (leia aqui).
Dentro do próprio partido da presidente, a posição majoritária é por uma política mais voltada à expansão do crédito e pela manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários. O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou também nesta segunda-feira que o governo precisa se concentrar na "construção de uma pauta econômica que devolva à população a confiança perdida após a frustração dos primeiros atos de governo". "Agora que o risco do impeachment arrefeceu, é hora de apresentar propostas capazes de retomar o crescimento econômico, de garantir o emprego, preservar a renda e os salários, controlar a inflação, investir, assegurar os direitos duramente conquistados pelo povo" (leia mais).
Até agora, o discurso de Dilma e de seu novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, mantém a defesa do ajuste fiscal; no entanto, os aliados que foram às ruas em defesa da legalidade condicionam seu apoio e querem um governo mais à esquerda
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/211256/PT-CUT-e-MST-empurram-Dilma-para-a-esquerda.htm

2018 pode ser eleição com recorde de presidenciáveis

: Brasil 247 - Faltando quase três anos para a eleição de 2018, já passa de 10 o número de nomes colocados à disputa presidencial. A maioria já participou de pleitos anteriores e vê, no quadro atual de crise política e econômica e de baixa popularidade da presidente Dilma Rousseff, o cenário ideal para se potencializar e, quem sabe, alcançar a vitória. Será que a próxima eleição conseguirá romper pela primeira vez, em mais de 20 anos, a hegemônica disputa entre tucanos e petistas? E mais: será que o país está preparado para lidar com os interesses de todos esses políticos?
Até o momento surgem como possíveis postulantes ao cargo de presidente os tucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e José Serra; o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB); Ciro Gomes e Cristóvam Buarque (ambos do PDT); Marina Silva (Rede); Ronaldo Caiado (DEM); Jair Bolsonaro (PP); Luciana Genro (PSOL), além do ex-presidente Lula (PT).
Tucanos e possíveis ex-tucanos
Detentor do maior número de candidatos potenciais, o PSDB pode se esfacelar com a debandada de seus principais nomes. Um deles já anunciou a saída: o senador Álvaro Dias (PR) irá pular do barco com destino ao PV (aqui). Além da vontade de disputar a Presidência, ele também tenta se descolar da enorme rejeição ao governador tucano do seu Estado, Beto Richa (71% de reprovação).
Enquanto isso, o governador de SP, Geraldo Alckmin, poderá migrar para o PSB, partido do seu vice, Márcio França, maior entusiasta e articulador da ideia. As conversas estão avançadas e a estratégia para justificar a mudança de legenda, também (aqui o relato do jornalista Kennedy Alencar sobre o tema). Em entrevista publicada neste domingo (27), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, faz um aceno importante para o tucano paulista. "O Geraldo tem, hoje, mais convergência com o pensamento do PSB do que divergências", disse Câmara (aqui). No entanto, antes de se decidir por uma candidatura, o governador de SP precisa melhorar sua administração e imagem perante o país (aqui).
Já José Serra tem se aproximado bastante do PMDB, tanto que seu nome é sempre lembrado como um dos possíveis integrantes da equipe de Michel Temer, se este se tornasse presidente, caso o impedimento de Dilma se concretizasse. Serra está empenhado no projeto: além de aproximar de Temer, também está mais perto de Renan Calheiros e até do ex-senador José Sarney, rompido com ele há mais de uma década (leia mais aqui).
Presidente do Diretório Nacional do PSDB e detentor da maioria dos apoios, Aécio Neves, mesmo tendo perdido as eleições de 2014, é visto como o tucano que teve o melhor desempenho frente ao PT desde 2002. Sua manutenção no comando da sigla neste ano também foi vista como a possibilidade de que ele seja repetido como candidato, numa mudança de estratégia tucana. O partido não costuma insistir nas disputas com o mesmo nome, tanto que alternou-se nas eleições presidenciais com Serra (2002), Alckmin (2006), Serra novamente em 2010 e Aécio no ano passado. No último Datafolha, Aécio ostentou os melhores índices (26%).
Lula
Alvo de uma intensa tentativa de desconstrução da sua imagem por parte da oposição, da mídia e por setores da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça, o ex-presidente Lula ainda assim é o nome mais vistoso da esquerda, que, a despeito da crise de imagem pela qual passa o PT, continua detentor de expressivos 20% dos votos, segundo o último Datafolha. Caso o governo Dilma consiga superar a atual crise econômica, Lula volta, provavelmente, à condição de favorito em 2018.
A favor do petista conta ainda a articulação de uma ampla frente de esquerda, envolvendo não só partidos, como movimentos sociais, sindicatos, intelectuais e artistas, favoráveis ao seu retorno ao Planalto. Vale lembrar que Lula foi reeleito mesmo diante do mensalão e chegou a ostentar mais de 80% de aprovação ao final do seu segundo mandato.
Marina
Presente nas disputas desde 2010, Marina Silva também ostenta índices relevantes. No último Datafolha, ela pontuou com 19%. A seu favor, a ex-senadora conta com o apoio da maioria dos evangélicos, que, contraditoriamente, também limita suas possibilidades, pois não permite que ela se posicione de forma objetiva em temas polêmicos, como a união de pessoas do mesmo sexo, aborto e descriminalização das drogas.
Ciro
O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que tem se notabilizado pela firmeza de posições contra o golpe e com críticas duras aos peemedebistas Michel Temer e Eduardo Cunha, é encarado como "uma das figuras mais importantes na cena política", segundo apontou o escritor Fernando Morais (relembre aqui). Ciro pode se tornar a opção de voto dos insatisfeitos com o PT, mas que não se sentem motivados a embarcar nos projetos do PSDB e do PMDB.
Cristóvam Buarque
Senador conhecido por bandeiras relacionadas à defesa da Educação, Cristóvam Buarque está de saída do PDT, uma vez que lá não vê mais possibilidades de ser escolhido candidato da sigla, para se filiar ao PPS e tentar a corrida pelo Planalto em 2018. Em 2006, quando disputou a Presidência pela primeira vez, Buarque alcançou notoriedade e foi votado por 2,5 milhões de brasileiros.
Eduardo Paes
Prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) é sempre citado pelos peemedebistas como um nome forte dentro da legenda para tentar levar o partido ao protagonismo de uma disputa presidencial. O sucesso das Olimpíadas em 2016 pode servir de argumento.
Mais direitistas
Potencializados por críticas ferozes ao governo Dilma e até mesmo com bandeiras estapafúrdias, nomes da direita tentam se notabilizar. É o caso do deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Há também o senador Ronaldo Caiado, do DEM, cuja principal linha de atuação é o antipetismo.
PSOL
O PSOL costuma lançar nomes, como o de Heloisa Helena (em 2006) e Luciana Genro (2014), que agradam os eleitores de extrema esquerda. Genro teve mais de 1,6 milhão de votos no ano passado, e é lembrada para entrar numa nova disputa em 2018.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/211092/2018-pode-ser-eleição-