
Uma semana depois de ter deixado a Baía da Guanabara, no mesmo dia em que O Globo chamava o pré-sal de “patrimônio inútil”, o navio-plataforma Cidade de Maricá já está no Campo de Lula e, por ironia, é o próprio jornal dos Marinho que noticia que sua produção será antecipada em relação ao esperado:
A Petrobras conseguiu acelerar os trabalhos e vai antecipar em três meses a entrada em produção do navio-plataforma (FPSO) Cidade de Maricá no pré-sal na Bacia de Santos. A companhia informou que a unidade já está sendo ancorada no campo de Lula na (área de Lula Alto). O Cidade de Maricá deverá entrar em produção no primeiro trimestre de 2016, antecipando a previsão anterior que era até fins do primeiro semestre.
Entrar em produção, no caso de um navio destes, é começar um processo gradativo de engajamento de diversos poços, que leva meses para poder operar com segurança cada um dos poços extratores de petróleo e injetores de gás e água, para criar pressão e retirar o óleo dos depósitos rochosos.
E entrar em produção plena, para Cidade de Maricá significa aumentar em mais de 5% a produção de petróleo no Brasil. Com o navio gêmeo Saquarema, que ocupou seu lugar na terminação no Estaleiro Brasa, em Niterói, como 12%, ao final de 2016.
Fica a pergunta intrigante: se, como diz o jornal, “alguns preços de referência de petróleo bateram US$ 37, acima do custo de produção no pré-sal, calculado em junho pela Petrobras entre US$ 40 e US$ 57”, por que a Petrobras estaria “antecipando a produção” do Cidade de Maricá.? Para “antecipar os prejuízos”?
Por uma razão muito simples. O custo de extração do petróleo no campo de Lula – e em boa parte do pré-sal – é de US$ 9 dólares o barril. Isso é o custo operacional. O custo de exploração, que envolve a amortização do investimento feito, os impostos, royalties ( Lula ainda não é um campo do sistema de partilha) e outras obrigações, talvez, seja o dobro.
Ainda assim, compensador.
O Globo agarra-se em números estimados no início da exploração do pré-sal, quando ainda não se tinha ideia do potencial daqueles campos e na ideia de que será eterna a depressão dos preços do petróleo.
E, sobretudo, quando não se podia dimensionar o que o aprendizado da Petrobras , operadora única do pré-sal, poderia gerar de redução de custos. Ali, no campo de Lula, a perfuração de poços no pré-sal nos campos de Lula durava 126 dias, em 2010; 60 dias em 2013 e, hoje, nem 50.
Como um poço custa, para ser perfurado, cerca de US$ 1 milhão por dia – só uma sonda de águas ultraprofundas tem um aluguel de US$ 500 mil diários – dá para ter uma ideia do que isso representa.
Como são várias centenas de poços, uma ideia mais avantajada ainda. US$ 70 bilhões na construção de poços exploratórios e de desenvolvimento da produção no Brasil, na segunda metade desta década.
A perfuração de poços é praticamente metade dos gastos da área de exploração e produção da empresa.
O Globo se embaralha nas próprias pernas. Tenta nos convencer que as uvas estão verdes.
Os vendilhões da pátria, há muitos anos, usam o mesmo discurso: o Brasil não vale nada…
Tanto vale que eles nunca o entregam para seu povo.
http://tijolaco.com.br/blog/o-globo-plataforma-antecipa-producao-mas-o-pre-sal-nao-era-patrimonio-inutil/
29 de Dezembro de 2015 às 07:19
Em balanço na véspera do Natal, colunista Janio de Freitas diz que Dilma
Rousseff vai passar a festa menos ruim do que poderia prever há um mês; já Aécio
Neves, constata que ele “trouxe, difundiu e incentivou o componente odiento, de
esgares, de ameaças destruidoras, de passagem da política de pessoas furiosas
para a fúria sem política contra pessoas”; segundo ele, o tucano “fez o
envenenamento do ambiente” e quem aproveitou foi Eduardo Cunha
29 de Dezembro de 2015 às 10:47
CERCADO
CERCADO


Brasil 247 - Faltando quase três anos para a eleição de
2018, já passa de 10 o número de nomes colocados à disputa presidencial. A
maioria já participou de pleitos anteriores e vê, no quadro atual de crise
política e econômica e de baixa popularidade da presidente Dilma Rousseff, o
cenário ideal para se potencializar e, quem sabe, alcançar a vitória. Será que a
próxima eleição conseguirá romper pela primeira vez, em mais de 20 anos, a
hegemônica disputa entre tucanos e petistas? E mais: será que o país está
preparado para lidar com os interesses de todos esses políticos?