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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Brasil247: Pesquisa Quaest: maioria dos brasileiros diz que Bolsonaro está preso por seus próprios atos – e não por perseguição

Levantamento mostra que apenas 21% veem “perseguição política” do STF, enquanto 51% afirmam que o ex-presidente “merece estar preso”

Jair Bolsonaro, escurecido na foto - 30/07/2021 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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247 – A maioria dos brasileiros (52%) avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso em regime fechado — em uma sala da Superintendência da Polícia Federal — por consequência direta de atos praticados por ele próprio ou por seus familiares. Apenas 21% acreditam que a prisão ocorreu por “perseguição política” do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes.

Os dados são de uma pesquisa Genial/Quaest realizada em dezembro com 2.004 entrevistados e foram divulgados na coluna de Mônica Bergamo.

Motivos apontados para a prisão

Entre os 52% que responsabilizam Bolsonaro e sua família pelo desfecho, a percepção predominante é de que a prisão decorreu de condutas que teriam agravado a situação do ex-presidente e levado à adoção de uma medida mais dura.

Dentro desse grupo, 32% afirmam que Bolsonaro foi preso porque “danificou a tornozeleira eletrônica” que utilizava quando estava em prisão domiciliar. Outros 16% apontam “risco de fuga para o exterior”. Já 4% acreditam que ele foi encarcerado porque seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), organizava uma vigília nas proximidades do condomínio onde o ex-presidente morava — razão que teria sido apresentada oficialmente para justificar a prisão.

A divisão entre bolsonaristas e o restante do país

O levantamento também indica que a tese de “perseguição política” é minoritária no conjunto da população, mas aparece como dominante entre os entrevistados que se declaram bolsonaristas. Nesse segmento, 52% dizem acreditar que o ex-presidente foi preso por perseguição do STF.

Mesmo entre os apoiadores mais fiéis, porém, há uma parcela expressiva que discorda: 18% afirmam que Bolsonaro está preso porque violou a tornozeleira eletrônica. A pesquisa ainda mostra que os bolsonaristas são os que menos acreditam na hipótese de tentativa de fuga: apenas 2% enxergam risco de que ele buscasse sair do país, contra 16% no total da amostra.

“Merece estar preso”: maioria considera a prisão justa

Outro dado que chama atenção é a percepção sobre a legitimidade da prisão. Segundo a Genial/Quaest, 51% dos entrevistados dizem acreditar que Bolsonaro “merece estar preso”.

O índice varia de forma drástica de acordo com a preferência política: entre eleitores petistas, o percentual sobe para 91%, enquanto entre bolsonaristas cai para apenas 4%. O contraste reforça a intensidade da polarização em torno do destino do ex-presidente e do papel das instituições no caso.

Efeito político: maioria vê Bolsonaro mais fraco

A pesquisa também mediu o impacto político da prisão. Para 56% dos brasileiros, Bolsonaro ficou “mais fraco” depois de ser preso. O resultado sugere que uma parte significativa do eleitorado interpreta a detenção como fator de desgaste e perda de força política, com possíveis repercussões no futuro do bolsonarismo.

Ao mesmo tempo, o fato de a narrativa de “perseguição” persistir como visão majoritária entre bolsonaristas indica que o episódio tende a seguir como elemento central de mobilização do grupo, ainda que não encontre eco na maioria do país.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/pesquisa-quaest-maioria-dos-brasileiros-diz-que-bolsonaro-esta-preso-por-seus-proprios-atos-e-nao-por-perseguicao

Brasil247: Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar


Com geração de empregos, valorização do salário mínimo e alívio tributário, políticas públicas recolocam o trabalho no centro da economia brasileira

Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar (Foto: ABR)

Em meio a um cenário mundial adverso, marcado por juros elevados, desaceleração econômica global e incertezas geopolíticas, o Brasil segue produzindo um dado que deveria ocupar o centro do debate público: trabalho. Segundo o último Caged divulgado esta semana, o país criou 85.864 empregos formais em novembro, resultado acima das expectativas do mercado. No acumulado de janeiro a novembro, são quase 1,9 milhão de novas vagas com carteira assinada. Não é pouco. É política pública trazendo resultados objetivos.

Há quem se apresse em destacar a desaceleração frente a 2024. Mas essa leitura isolada ignora o essencial: o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, o desemprego caiu para 5,2% — a menor taxa da série histórica — e o saldo permanece robusto, mesmo sob juros altos que restringem a atividade econômica produtiva, estimulando a especulação. Como bem pontuou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o resultado de 2025 “não é desprezível”. Ao contrário, é positivo e revela resiliência.

Esse desempenho não nasce do acaso. Ele é fruto de uma orientação clara do governo do presidente Lula: colocar o emprego e a renda no centro da estratégia econômica. A reconstrução de políticas industriais, o fortalecimento do crédito produtivo, os investimentos públicos e a retomada do diálogo com trabalhadores e empresários criaram um ambiente mais favorável à geração de vagas formais.

Ao mesmo tempo, o trabalho não é tratado apenas como número, mas como dignidade. A valorização real do salário mínimo, retomada neste governo, devolve poder de compra aos trabalhadores, aquece o mercado interno e reduz desigualdades históricas. Cada real a mais no mínimo circula na economia, impulsiona pequenos negócios e fortalece municípios inteiros.

Nesse mesmo sentido, a política liderada pelo presidente Lula, sob a gerência do ministro Fernando Haddad, de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução para quem recebe dessa faixa até R$ 7.350,00, representa um alívio concreto no orçamento das famílias. Não é discurso: é dinheiro no bolso de quem trabalha. É justiça tributária aplicada à vida real.

Claro que os desafios persistem. O próprio ministro Marinho aponta corretamente o impacto dos juros elevados sobre o ritmo da economia. Mas, mesmo com esse freio, o Brasil segue criando empregos e mantendo resultados positivos. Isso diz muito sobre a consistência do projeto em curso.

O que os dados mostram, sem retórica excessiva, é simples: o Brasil voltou a funcionar para quem vive do trabalho. Emprego, salário valorizado e menos imposto para quem ganha menos não são slogans — são escolhas políticas. E, goste-se ou não delas, os números indicam que estão dando resultado.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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Fonte: https://www.brasil247.com/blog/emprego-renda-e-dignidade-o-brasil-que-volta-a-funcionar

Brasil247: China sinaliza que não vai ceder espaço aos EUA na América Latina

 Documento de política de Pequim indica que a disputa por influência no “quintal” de Washington deve se intensificar

Bandeiras dos EUA e da China em foto de ilustração - 10/04/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

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247 – A China deixou claro que pretende manter e ampliar sua presença na América Latina, mesmo diante da tentativa dos Estados Unidos de recuperar protagonismo na região. A mensagem aparece em um documento de política externa divulgado por Pequim e analisado por especialistas como um prenúncio de maior rivalidade entre as duas potências no continente.

A avaliação foi publicada pelo The Wall Street Journal, que destaca como o novo posicionamento chinês surge em resposta indireta ao endurecimento estratégico do governo Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, que vem associando a América Latina a uma prioridade de segurança nacional e reafirmando a intenção de “restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.

Documento chinês aponta “mudança no equilíbrio de poder”

Pouco depois de o governo Trump divulgar sua estratégia de segurança nacional — com referências à necessidade de conter “competidores não hemisféricos” — Pequim publicou um documento de 6.700 palavras sobre América Latina e Caribe, o primeiro do tipo em quase uma década.

O texto afirma que “a China sempre permaneceu em solidariedade com o Sul Global, incluindo América Latina e Caribe”, e sustenta que uma “mudança significativa está ocorrendo no equilíbrio internacional de poder”, formulação associada ao discurso do presidente Xi Jinping de que a era da supremacia global dos EUA estaria em declínio.

Analistas ouvidos pelo jornal veem o documento como uma sinalização calculada de que Pequim não pretende recuar em um espaço que Washington historicamente considera sua zona de influência.

Pequim acompanha cada “frente” aberta por Trump no continente

Segundo a reportagem, a China aparece como contraponto em praticamente todas as frentes latino-americanas em que o governo Trump tenta projetar força — da tentativa de enfraquecer o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, à pressão sobre o Panamá em torno do controle e da influência no Canal do Panamá.

O Center for Strategic and International Studies (CSIS) avalia que “a competição entre grandes potências na região mal começou” e que o documento chinês demonstra a intenção de aprofundar vínculos diplomáticos e econômicos para se consolidar como alternativa aos EUA.

A estratégia chinesa combina investimentos em infraestrutura, expansão do comércio e acesso a matérias-primas estratégicas — como minerais críticos e energia — ao mesmo tempo em que diplomatas de Pequim atuam diretamente com elites políticas e atores regionais.

“Não dar um centímetro”: a fórmula de Pequim

O CSIS observa que o avanço chinês não é apenas simbólico: Pequim já afirma ter 24 signatários na região ligados à Iniciativa Cinturão e Rota, enquanto antes de 2017 não havia nenhum. A China também teria deslocado os EUA como principal parceiro comercial de vários países latino-americanos.

Nesse contexto, o analista Ryan Berg, coautor do estudo do CSIS, resumiu a postura chinesa de maneira direta:

 “A estratégia da China é basicamente não dar um centímetro”

A frase sintetiza o sentido do documento: Pequim quer manter o ritmo de expansão e não aceitar limitações impostas por Washington.

Venezuela vira teste de prioridades e da aliança “para todas as estações”

A reportagem afirma que a Venezuela se tornou um dos primeiros testes concretos da retórica chinesa. Pequim reivindica uma “parceria estratégica para todas as estações” com Caracas e tem reagido ao aumento da pressão militar e econômica dos EUA.

O jornal relata que a China condenou como “hegemonia ilegal” e “bullying unilateral” o fortalecimento militar americano ao redor da Venezuela, citando episódios como a interceptação de navios petroleiros acusados de contornar sanções e transportar petróleo também para a China.

No Conselho de Segurança da ONU, o vice-representante permanente da China, Sun Lei, fez um pronunciamento contundente em defesa de Caracas:

 “Nós nos opomos a qualquer movimento que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU e infrinja a soberania e a segurança de outros países”

Apesar do tom duro, o próprio jornal observa que a tendência é de que o apoio chinês se mantenha sobretudo no plano retórico, sem medidas que elevem o risco de confronto militar direto com os EUA.

Sinais militares e preocupação com “pontos de apoio estratégico”

Mesmo assim, a reportagem destaca que Pequim tem emitido sinais simbólicos que ultrapassam o campo econômico. A mídia estatal chinesa exibiu recentemente uma simulação de guerra no Hemisfério Ocidental, com forças “vermelhas” enfrentando forças “azuis” nas proximidades de Cuba e do México.

Para Leland Lazarus, consultor de risco baseado em Miami e ex-diplomata americano, tais sinais reforçam que as ambições chinesas já não são apenas comerciais. Ele disse que Washington teme a criação de uma rede global de “pontos de apoio estratégico”, que poderia transformar portos em hubs logísticos militares, incluindo uma possível estrutura em Cuba.

O jornal menciona ainda que, em relatório anual não sigiloso ao Congresso, o Departamento de Defesa dos EUA citou Cuba como o único país das Américas onde a China pode ter considerado instalar uma base militar. Segundo o documento, Pequim também avançou por meio de “soft power” e ajuda tecnológica — como apoio ao lançamento de satélites.

Panamá expõe a disputa direta entre Washington e Pequim

A disputa mais sensível, porém, ocorre no Panamá. O país tornou-se peça central no discurso do governo Trump, que afirma haver influência excessiva de Pequim no entorno do canal e chegou a defender a retomada do controle americano sobre a área.

Sob pressão, o Panamá anunciou que se retiraria da Iniciativa Cinturão e Rota e se afastou de eventos liderados por Xi. Ainda assim, o episódio dos portos do canal mostra como a disputa é complexa. O jornal relata que Trump comemorou um acordo anunciado em março em que um grupo apoiado pela BlackRock compraria o controle de portos operados por uma empresa de Hong Kong desde 1996 — considerado um dos sinais mais claros de presença chinesa.

Mas, segundo a reportagem, Pequim reagiu pressionando para que o acordo fosse reestruturado e o controle acabasse migrando para a Cosco, gigante estatal chinesa do setor de navegação.

Em outro gesto simbólico, o prefeito de uma cidade vizinha ao canal determinou a demolição de um parque da amizade construído pela China, o que provocou irritação na embaixada chinesa.

Taiwan no centro: prioridade máxima da política chinesa

O documento chinês deixa explícita uma prioridade central para Pequim: romper os vínculos remanescentes entre países latino-americanos e Taiwan. A América Latina abriga sete dos 12 governos do mundo que ainda mantêm relações diplomáticas com a ilha — entre eles Guatemala, Paraguai e Haiti.

Segundo o texto citado na reportagem, Pequim promete benefícios não detalhados a países que aceitem o princípio de “uma só China”. Alguns governos já mudaram sua posição nos últimos anos, incluindo o próprio Panamá.

Mas a disputa permanece aberta. O jornal lembra que Honduras recentemente elegeu Nasry Asfura, candidato apoiado por Trump, que criticou a decisão de 2023 de estabelecer relações com Pequim e afirmou que consideraria restaurar vínculos com Taiwan.

Trump retoma a lógica da Doutrina Monroe — e dá munição retórica a Pequim

Ainda que a estratégia de segurança nacional do governo Trump não cite a China nominalmente ao delinear uma espécie de “Corolário Trump” da Doutrina Monroe, o jornal afirma que o alvo é evidente. O texto fala de “custos ocultos” da assistência estrangeira, mencionando riscos como espionagem, armadilhas da dívida e vulnerabilidades cibernéticas.

A estratégia também afirma que os EUA querem se tornar “o parceiro de primeira escolha” na região.

Para Lazarus, esse tipo de retórica neocolonial oferece a Pequim um trunfo narrativo:

 A China estaria “tentando traçar um contraste forte com o renascimento da Doutrina Monroe por Trump”, e a linguagem usada por Washington seria um “presente narrativo” para Pequim

Disputa deve crescer e redesenhar alianças regionais

O quadro descrito pelo The Wall Street Journal indica que o tabuleiro latino-americano deve se tornar um dos principais espaços de competição geopolítica no novo ciclo de rivalidade entre EUA e China. Pequim amplia presença econômica e diplomática, enquanto Washington, sob Trump, tenta reafirmar seu domínio histórico — agora com um discurso de segurança mais explícito e, por vezes, agressivo.

O documento chinês e as reações americanas sugerem que a disputa pelo futuro da América Latina tende a se intensificar, com impacto direto sobre infraestrutura, comércio, mineração, energia, alianças estratégicas e até a própria estabilidade política regional.

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Fonte: https://www.brasil247.com/sul-global/china-sinaliza-que-nao-vai-ceder-espaco-aos-eua-na-america-latina

Brasil 247: Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela

 

Presidente defende que ataques à América do Sul não sejam tolerados e condiciona reação à gravidade dos danos

Lula orienta Planalto sobre ameaças dos EUA à Venezuela (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil (26/06/2023))
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repassou orientações a auxiliares próximos sobre como o Brasil deve se posicionar diante das ameaças do governo dos Estados Unidos de realizar ações militares contra a Venezuela. As diretrizes foram dadas durante as férias do chefe do Executivo no Rio de Janeiro e envolvem a defesa explícita da soberania dos países da América do Sul. No entendimento de Lula, investidas externas contra o continente sul-americano não podem ser tratadas como episódios aceitáveis nas relações internacionais. As informações são da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Diretrizes presidenciais em meio à tensão regional

As orientações foram confirmadas pelo ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Segundo ele, o posicionamento do governo brasileiro segue um princípio já conhecido, mas admite variações conforme a gravidade dos acontecimentos. “As instruções são as mesmas: ataques ao continente sul-americano não podem ser tolerados. Mas o grau da reação depende dos fatos e dos danos humanos e materiais”, afirmou Amorim.

O papel do Brasil diante de ações externas

No entorno do presidente, a avaliação é de que o Brasil deve atuar com firmeza diplomática, preservando a estabilidade regional e evitando a escalada de conflitos. A orientação reforça o compromisso histórico da política externa brasileira com a solução pacífica de controvérsias e com o respeito à soberania dos países vizinhos.

Anúncio dos EUA e repercussão internacional

A preocupação do Planalto aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, no dia 29 de dezembro, a realização de uma primeira ação contra o território venezuelano. De acordo com a imprensa estadunidense, a operação teria sido conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA) e envolvido o uso de drones. Segundo essas publicações, o alvo teria sido um porto que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, seria utilizado por um grupo ligado ao tráfico de drogas.

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-orienta-planalto-sobre-ameacas-dos-eua-a-venezuela