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sábado, 30 de novembro de 2024

Jornal do Brasil: Desemprego é o menor da série histórica desde 2012; número de empregados do setor privado aumentou 5% no trimestre


Por ECONOMIA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 29/11/2024 às 09:06

Alterado em 29/11/2024 às 09:18

O número de empregados no setor privado (53,4 milhões) foi recorde, com altas de 1,9% (mais 995 mil pessoas) no trimestre e de 5,0% (mais 2,5 milhões de pessoas) no ano Foto: Miguel Ângelo/CNI

A taxa de desocupação (6,2%) no trimestre encerrado em setembro de 2024 recuou 0,6 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre de maio a julho de 2024 (6,8%) e caiu 1,4 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2023 (7,6%). Esta foi a menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

A população desocupada (6,8 milhões) recuou nas duas comparações: -8,0% (menos 591 mil pessoas) no trimestre e -17,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) no ano. Foi o menor contingente de desocupados desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.

A população ocupada (103,6 milhões) foi novo recorde da série histórica, crescendo em ambas as comparações: 1,5% (mais 1,6 milhão de pessoas) no trimestre e 3,4% (mais 3,4 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) subiu para 58,7%, recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,8 p.p. no trimestre (57,9%) e 1,5 p.p. (57,2%) no ano.

A taxa composta de subutilização (15,4%) recuou nas duas comparações: -0,8 p.p. no trimestre e -2,1 p.p. no ano. Foi a menor taxa para um trimestre encerrado em outubro desde 2014 (14,8%). A população subutilizada (17,8 milhões) foi a menor desde o trimestre móvel encerrado em maio de 2015 (17,7 milhões), recuando nas duas comparações: -4,6% (menos 862 mil) no trimestre e -10,8% (menos 2,2 milhões) no ano.

A população subocupada por insuficiência de horas (5,1 milhões) não teve variação significativa no trimestre e caiu 5,8% (menos 314 mil pessoas) no ano. A população fora da força de trabalho (66,1 milhões) recuou 0,9% (-623 mil pessoas) no trimestre e 0,8% (menos 523 mil pessoas) no ano.

A população desalentada (3,0 milhões) foi a menor desde o trimestre encerrado em abril de 2016 (2,9 milhões), recuando nas duas comparações: -5,5% (menos 176 mil pessoas) no trimestre e -11,7% (menos 403 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados (2,7%) recuou 0,2 p.p. no trimestre e 0,4 p.p. no ano.

O número de empregados no setor privado (53,4 milhões) foi recorde, com altas de 1,9% (mais 995 mil pessoas) no trimestre e de 5,0% (mais 2,5 milhões de pessoas) no ano. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) também foi recorde: 39,0 milhões. Houve alta de 1,2% (mais 479 mil pessoas) no trimestre e de 3,7% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (14,4 milhões) também foi recorde, com altas de 3,7% (mais 517 mil pessoas) no trimestre e de 8,4% (mais 1,1 milhão de pessoas) no ano.

O número de empregados no setor público (12,8 milhões) foi recorde, ficando estável no trimestre e subindo 5,8% (699 mil pessoas) no ano.

O número de trabalhadores por conta própria (25,7 milhões) ficou estável nas duas comparações. Já o número de trabalhadores domésticos (6,0 milhões) cresceu 2,3% (mais 134 mil pessoas) no trimestre e ficou estável no ano.
A taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais) contra 38,7 % (ou 39,4 milhões) no trimestre encerrado em julho e 39,1 % (ou 39,2 milhões) no mesmo trimestre de 2023.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.255) ficou estável no trimestre cresceu 3,9% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 332,6 bilhões) cresceu 2,4% (mais R$ 7,7 bilhões) no trimestre e 7,7% (mais R$ 23,6 bilhões) no ano.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de agosto a outubro de 2024, chegou a 110,4 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,9% (mais 989 mil pessoas) frente ao trimestre de abril a junho de 2024 e 1,8% (mais 2,0 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre móvel de 2023.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade ante o trimestre de maio a julho de 2024 mostrou aumento em três grupamentos: Indústria Geral (2,9%, ou mais 381 mil pessoas), Construção (2,4%, ou mais 183 mil pessoas) e Outros serviços (3,4%, ou mais 187 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Frente ao trimestre de agosto a outubro de 2023, sete grupamentos cresceram: Indústria (5,0%, ou mais 629 mil pessoas), Construção (5,1%, ou mais 373 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,3%, ou mais 623 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (5,7%, ou mais 316 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,5%, ou mais 563 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,4%, ou mais 802 mil pessoas) e Outros serviços (7,2%, ou mais 382 mil pessoas). Houve redução em Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (5,3%, ou menos 446 mil pessoas) e estabilidade em dois grupos: Serviços domésticos e Alojamento e alimentação.

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, ante o trimestre de maio a julho de 2024, cresceu em duas categorias: Transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais R$ 146) e Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,2%, ou mais R$ 188). Os demais grupamentos não mostraram variações significativas.

Frente ao trimestre de agosto a outubro de 2023, houve aumento em três categorias: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,0%, ou mais R$ 102) Transporte, armazenagem e correio (6,6%, ou mais R$ 195) e Serviços domésticos (3,3%, ou mais R$ 38). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A análise do rendimento médio mensal real por posições de ocupação em relação ao trimestre móvel de maio a julho de 2024 mostrou aumento na categoria de Empregado com carteira de trabalho assinada (1,5%, ou mais R$ 46) e estabilidade nas demais categorias.

Frente ao trimestre de agosto a outubro de 2023, houve aumento em cinco categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (2,9%, ou mais R$ 86), Empregado sem carteira de trabalho assinada (7,8%, ou mais R$ 163), Trabalhador doméstico (3,3%, ou mais R$ 38), Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,0%, ou mais R$ 141) e Conta-própria (5,4%, ou mais R$ 136). (com Agência IBGE)

Fonte:  https://www.jb.com.br/economia/2024/11/1053158-desemprego-e-o-menor-da-serie-historica-desde-2012-numero-de-empregados-do-setor-privado-aumentou-5-no-trimestre.html

Jornal do Brasil: Presidente Lula lança Programa Periferia Viva para promover urbanização de favelas


Políticas e acordos serão celebrados para permitir acréscimo de investimentos nas periferias

Por POLÍTICA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 28/11/2024 às 15:18

Alterado em 28/11/2024 às 20:50

Cerimônia no Planalto reuniu ministros e lideranças comunitárias Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na tarde desta quinta-feira, 28 de novembro, do lançamento do programa Periferia Viva. O evento será realizado no Palácio do Planalto, em Brasília. Ao longo da cerimônia, o presidente Lula vai assinar decreto que cria o programa federal.

O Periferia Viva é um programa de urbanização de favelas com foco em quatro eixos: Infraestrutura urbana; Equipamentos sociais; Fortalecimento social e comunitário; e Inovação, tecnologia e oportunidades. São mais de 30 políticas pactuadas entre ministérios, com a visão de um acréscimo de investimentos nas periferias.

Será assinado, ainda, um convênio com a Unops (organismo da ONU especializado em gestão de projetos), Ministério das Cidades (MCid) e Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) para financiar 120 Planos Municipais de Redução de Risco (PMRR). Será a maior contratação do tipo na história do país. A perspectiva é que, até 2026, todos os municípios que tenham favelas — e áreas de risco alto ou muito alto — sejam beneficiados com PMRRs financiados pelo Governo Federal, com investimento de R$ 63 milhões.

Outra medida trata do Projeto CEP para Todos, que envolve um convênio entre MCid e Ministério das Comunicações/Correios e busca assegurar CEP e serviços postais para moradores de favelas do Brasil. A meta é que todas as moradias em favelas tenham CEP até 2026.

Cerca de 19 mil contratos de regularização fundiária e melhorias habitacionais, em oito estados brasileiros, com investimento federal superior a R$ 85 milhões, também serão anunciados durante a agenda.

CONVÊNIO — Já um convênio entre o MCid e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) busca efetivar pesquisas e produção de dados sobre favelas e periferias brasileiras. Contratações de R$ 1,4 bilhão em obras de contenção de encostas e R$ 3,3 bilhões em obras de urbanização de favelas, ambas previstas no Novo PAC, também serão celebradas durante a cerimônia.

Um dos sub-eixos do Novo PAC do Governo Federal, o Periferia Viva - Urbanização de Favelas vai selecionar 59 territórios, em 48 cidades diferentes do país, para retomar investimentos na área, após cerca de 12 anos desde as últimas contratações. Em 2024, o programa de urbanização de favelas inova ao estar integrado à criação do programa Periferia Viva.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA — Serão contratadas 15.097 unidades (regularização fundiária) e mais 4.285 unidades para Melhoria Habitacional, nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

FESTIVAL — Paralelamente ao lançamento do programa Periferia Viva no Palácio do Planalto, será realizado ainda o Festival Periferia Viva, às 18h, na Torre de TV, na região central da capital federal. Serão celebradas iniciativas do Governo Federal em relação às periferias do Brasil. Por meio da Secretaria Nacional de Periferias (SNP), será lançado um pacote de políticas para as periferias brasileiras. Além das medidas, também haverá cerimônia da segunda edição do Prêmio Periferia Viva, premiando 178 iniciativas periféricas.

PRÊMIO — Visando reconhecer e fomentar iniciativas territoriais periféricas que atuam para enfrentar os efeitos da desigualdade social, será promovida a segunda edição do Prêmio Periferia Viva. Em 2024, 178 iniciativas receberão prêmios de R$ 50 mil (150 iniciativas populares), R$ 30 mil (25 assessorias técnicas com atuação territorial) e um prêmio simbólico para 3 entes públicos.  

(com Ascom da Presidência)

Fonte:  https://www.jb.com.br/brasil/politica/2024/11/1053152-presidente-lula-lanca-programa-periferia-viva-para-promover-urbanizacao-de-favelas.html

 

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

WikipédiA: Organização para Cooperação de Xangai (OCX)

Grifo Meu: A OCX é uma organização para segurança com poder bélico superior ao da OTAN, já conta com quatro potências nucleares e vai aumentar para cinco com a entrada da Coreia do Norte.
 
 
Organização para Cooperação de Xangai (OCX)
      Membros       Observadores       Parceiros de diálogo
Tipo Segurança mútua, político, organização económica
Fundação 15 de junho de 2001 (23 anos)
Sede Pequim, China
Membros Cazaquistão
 China
 Índia
Irã Irão
Paquistão
 Quirguistão
 Rússia
Tajiquistão
 Uzbequistão

3 observadores
 Afeganistão
 Bielorrússia
Mongólia Mongólia

9 parceiros de diálogo
Arábia Saudita
 Armênia
 Azerbaijão
Camboja Camboja
 Catar
 Egito
Nepal
Sri Lanka
 Turquia

4 convidados
 ASEAN
 CEI
Turquemenistão
 Nações Unidas

Línguas oficiais Chinês e russo
Secretário-geral Zhang Ming
Secretários-gerais adjuntos Mikhail Alekseyevich Konarovskiy
Anvar Djamaletdinovich Nasyrov
Juyin Hong
Parviz Davlatkhodjayevich Dodov
Sítio oficial www.sectsco.org

 é uma organização política, econômica e militar da Eurásia, que foi fundada em 2001 em Xangai pelos líderes da China, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão. Estes países, à exceção de Uzbequistão, tinham sido membros dos Cinco de Xangai, fundada em 1996; após a inclusão do Uzbequistão em 2001, os membros rebatizaram a organização. Em 9 de junho de 2017, a Índia e o Paquistão tornaram-se membros plenos. Em 2023 o Irã fez o mesmo.

Sua finalidade principal é a cooperação para a segurança ‒ em especial, quanto a terrorismo, separatismo e extremismo ‒, embora também trate de temas de cooperação econômica e cultural.

A organização tem sido criticada internacionalmente pelo teor antiocidental de suas posições, já tendo discutido em suas reuniões a formação de uma organização antagônica à OTAN, a substituição do dólar como moeda cambial, a formação de um cartel de gás natural e o incentivo ao armamento nuclear de seus membros.[1]

Origens

O agrupamento "Cinco de Xangai" foi criado em 26 de abril de 1996 com a assinatura do Tratado de Aprofundamento da Confiança Militar nas regiões de fronteira em Xangai pelos chefes de Estado do Cazaquistão, China, Quirguistão, Rússia e Tajiquistão. Em 24 de Abril de 1997, os mesmos países assinaram o Tratado de Redução das Forças Militares em regiões de fronteira em uma reunião em Moscou. Cimeiras anuais subsequentes do grupo ocorreram em Almati (Cazaquistão), em 1998, em Bisqueque (Quirguistão) em 1999, e em Duxambé (Tajiquistão) em 2000. Na cúpula Duxambé, os membros concordaram em "se opor à intervenção na política interna de outros países sobre os pretextos de "humanitarismo", "proteger os direitos humanos" e "apoiar os esforços um do outro na salvaguarda dos cinco países na independência nacional, soberania, integridade territorial e estabilidade social". Em 2001, a cimeira anual retornou a Xangai. Lá, os cinco países membros admitiram pela primeira vez o Uzbequistão no mecanismo dos Cinco de Xangai (transformando-o assim nos Seis de Xangai). Em seguida, todos os seis chefes de Estado assinaram, em 15 de junho de 2001, a Declaração de Organização de Cooperação de Xangai, elogiando o papel desempenhado até agora pelo mecanismo dos Cinco de Xangai e com o objetivo de transformá-lo em um nível mais elevado de cooperação. Em 16 de julho de 2001, a Rússia e a China, dois países líderes da organização, assinaram o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável.

Em junho de 2002, os chefes dos estados membros da OCX reuniram-se em São Petersburgo, Rússia. Lá, eles assinaram a Carta OCX, que expôs os propósitos, princípios, estruturas, forma de operação e organização e estabeleceu-o em lema da organização.

Seus seis membros plenos são responsáveis ​​por 60% da massa de terra da Eurásia e sua população é de um quarto do mundo. Com os Estados Observadores incluídos, suas afiliadas respondem por cerca de metade da população do mundo.

Em julho de 2005, na sua quinta cimeira, em Astana, Cazaquistão, com representantes da Índia, Irã, Mongólia e Paquistão, que participaram de uma cúpula da OCX pela primeira vez, o presidente do país anfitrião, Nursultan Nazarbayev, cumprimentou os convidados em palavras que nunca antes tinham sido usadas em qualquer contexto: "os líderes dos estados sentados à esta mesa de negociações são representantes de metade da humanidade". Em 2007, a OCX tinha iniciado mais de vinte projetos de grande escala relacionados ao transporte, energia e telecomunicações, e desde então realiza reuniões regulares de segurança, militar, defesa, negócios estrangeiros, económica, cultural, serviços bancários e outros funcionários de seus Estados membros.

A OCX estabeleceu relações com as Nações Unidas, onde é um observador na Assembleia Geral, a União Europeia, Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a Comunidade de Estados Independentes e da Organização para a Cooperação Islâmica.

Em 17 de setembro de 2021, o Irã foi aceito como membro permanente da organização.[2]

  

 Selo uzbeque de 2006 mostrando a foto dos presidentes do bloco no encontro da organização realizado em Tashkent, em 2004

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_para_Coopera%C3%A7%C3%A3o_de_Xangai

5 países que desenvolvem tecnologia hipersônica militar

domingo, 24 de novembro de 2024

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Pepe Escobar: como o Sul Global pode conter a guerra eterna? (22.11.24)

Sputnik Brasil: Genocídio em Gaza expõe barbárie do lobby sionista e da indústria bélica mundial, dizem analistas


Palestinos tentam fugir de hospital atacado pelo Exército de Israel. Cidade de Gaza, 16 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 21.11.2024

A força do lobby israelense e da indústria bélica no planeta explica a letargia obscena da comunidade internacional para frear o avanço do número de mortos, feridos e deslocados na Faixa de Gaza ao longo de pouco mais de um ano, de acordo com pesquisadores ouvidos pelo Mundioka desta quinta-feira (21).
Nesta edição do podcast internacional da Sputnik Brasil, foi ressaltado que a discrepância entre os fatos e a narrativa do Ocidente evidencia o aumento do comprometimento e da cumplicidade das grandes potências com o genocídio em curso perpetrado por Israel contra o povo palestino.
Doutor em história social pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em estudos árabes e professor da Habib University, no Paquistão, Gabriel Mathias Soares pontuou que o aumento sem precedentes de ajuda norte-americana ao governo do premiê Benjamin Netanyahu, que já atinge quase US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em menos de um ano, mais de meio milhão de toneladas de munições e armamentos, e o envio de sistemas de defesa dos mais avançados provam que os EUA e Israel nunca estiveram tão próximos.
 
"[…] Nunca há qualquer condenação expressa de ações que resultaram comprovadamente na morte de dezenas, centenas de civis, mesmo agora no Líbano. Inclusive no Líbano há uma questão que é, dentro destas várias contradições que podem existir, os Estados Unidos serem um dos financiadores e apoiadores [dos libaneses], treinando também o Exército libanês — porque existe um Exército libanês, apesar das milícias, como o Hezbollah e algumas que hoje em dia são muito pequenas, como as Forças Libanesas, que é um grupo mais cristão de extrema-direita."

O analista comentou que as perdas com a guerra são menores que os ganhos para o governo de Israel, que tem lucrado em setores estratégicos, como o militar, com venda de tecnologias testadas nos ataques.

Inclusive, salientou ele, alianças e cumplicidades de países da região devem-se, em grande parte, às transações comerciais envolvendo tecnologia israelense.
 
"Embora não exista uma inimizade oficial, existe uma relação tensa entre o Azerbaijão e o Irã, e a maior parte do equipamento militar que o Azerbaijão tem, inclusive que foi usado na limpeza étnica contra a população ameríndia de Nagorno-Karabakh ou Artsakh, como eles chamam, foi importada de Israel", disse ele, ao destacar que o Azerbaijão é o principal fornecedor de combustível de Israel.

Esse lobby também permite certa "normalização" das relações com os vizinhos Bahrein e Emirados Árabes Unidos, acrescentou o especialista em estudos árabes:

"Torna a relação com a região muito mais amigável, e com apoio inclusive direto ou indireto, até mesmo em ações militares, como na defesa contra foguetes e mísseis que estão sendo disparados de outros territórios. A confluência de interesses estratégicos amplos entre Israel e países aliados é muito mais forte do que as divergências expressas."
Como a continuidade da guerra é de interesse de Netanyahu, que enfrentava oposição desde o ano passado, sem a interferência externa das grandes potências, o fim do conflito é incerto, ponderou.
Shajar Goldwaser, pesquisador em relações internacionais do Grupo de Estudos sobre Conflitos Internacionais, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e do coletivo Vozes Judaicas por Libertação, elencou interesses materiais que tornam discursos inflamados e indignados de entidades internacionais e países contra os ataques pura retórica.
"Ou seja, cada bomba que Israel lança em cima de palestinos ou libaneses, nada é de graça. Essa bomba foi fabricada por uma empresa, essa empresa vendeu essa bomba a Israel ou aos Estados Unidos, porque os Estados Unidos estão transferindo armas e dinheiro para Israel para compra de equipamentos ou para o uso desse equipamento", disse ele.

O pesquisador citou também os setores imobiliário e de infraestrutura, com projetos de reconstrução de Gaza a partir de novos hotéis e condomínios privados nos territórios destruídos.

Paralelamente aos interesses materiais, existe ainda o soft power meticulosamente orquestrado pelo Estado sionista desde sua criação, segundo Goldwaser.
 
"Israel é um caso bem-sucedido de lobby, ou seja, o movimento sionista, na sua origem, conseguiu de fato convencer as nações imperialistas a cederem, a contribuírem com a construção do Estado de Israel, tanto que os aliados de Israel sempre foram potências estrangeiras — Estados Unidos e, principalmente na origem, Inglaterra e França", lembrou ele.

O internacionalista frisou que o soft power israelense age primordialmente com a comunidade judaica do mundo, cuja maioria torna-se propagadora da narrativa sionista.

 
"O soft power israelense foi construído pelos judeus que vivem dentro de Israel. Os judeus que vivem fora de Israel são os primeiros convencidos. A grande maioria esmagadora dos judeus ou, principalmente, das instituições judaicas estão alinhadas à política e à narrativa israelenses, sendo as primeiras impactadas pelo soft power", afirmou.

Libaneses usam escavadeiras para remover escombros no local de um ataque israelense perpetrado no sul de Beirute, no Líbano, em 23 de setembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 16.10.2024

Panorama internacional
Qual o limite do lobby israelense nos EUA para impunidade de ataques no Oriente Médio?
"Isso é uma das bases das políticas. Existe em Israel, dentro do Ministério das Relações Exteriores, uma secretaria específica que é chamada de Hasbará. Hasbará, em hebraico, significa explicação. E é basicamente uma agência de políticas públicas […] que tem como objetivos divulgar a narrativa israelense e defender, digamos assim, a imagem de Israel. E um dos principais pilares da Hasbará, dessa defesa de Israel a qualquer custo, é a ideia de que qualquer crítica a Israel é antissemita", explicou.

Logo, argumentou ele, crimes que Israel está cometendo seriam uma ação contra o antissemitismo, com o argumento de que a integridade física das comunidades judaicas está em risco.

Com essa narrativa influente e sustentada pelos parceiros ocidentais, Israel tem "chutado o direito internacional" impunemente, criticou:
"Se você pegar as ações do Estado do Israel — não estou falando do último ano, estou falando desde a sua criação —, Israel violou sistematicamente diversas convenções de direito internacional, direitos humanos; todas as convenções sobre crime de apartheid; as convenções sobre guerra, sobre direito de refugiados… Enfim, diversos crimes."

Segundo ele, Israel vende ao mundo a ideia de que o conflito atual que está travando é uma guerra entre a civilização e a barbárie, ao mesmo tempo que impõe regime de apartheid à população palestina.

 
"E, de fato, as vidas israelenses importam muito mais para o Ocidente do que as vidas palestinas. Os próprios direitos, a própria ideia de que os israelenses teriam direito ao Estado, direito ao território, direito à soberania, ela não se aplica aos palestinos, que não têm esses direitos."

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Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20241121/genocidio-em-gaza-expoe-barbarie-do-lobby-sionista-e-da-industria-belica-mundial-dizem-analistas-37437699.html#

Sputnik Brasil: Domínio ocidental sobre o mundo inteiro fracassou, a era da Eurásia está chegando, diz Orbán

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, durante participação em painel no Fórum de Diplomacia de Antália, na Turquia, em 1º de março de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 21.11.2024

A era de 500 anos de domínio da civilização ocidental chegou ao fim, a estratégia de ocidentalização do mundo inteiro fracassou, o centro da economia mundial se deslocou para o Leste e o próximo século será o século da Eurásia, disse o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.
Há séculos que o Ocidente se tem acostumado a crer que é "o mais bonito, o mais inteligente, o mais desenvolvido e o mais rico", mas não é fácil reconhecer que isso já não é verdade, segundo Orbán.
 
"Os 500 anos de domínio da civilização ocidental chegaram ao fim. [...] O domínio progressista liberal do mundo ocidental acabou. A ideia de que o mundo inteiro deveria ser organizado de acordo com o modelo ocidental e que as nações selecionadas para isso estariam dispostas a fazê-lo em troca de benefícios econômicos e financeiros fracassou", disse Orbán no Fórum Eurásia em Budapeste.
 
A nova realidade, segundo ele, é que os Estados asiáticos se tornaram mais fortes e provaram que podem crescer, existir e persistir como centros independentes de poder econômico e político.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, fala com a mídia ao chegar para uma cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, 27 de junho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 03.11.2024
Panorama internacional
Viktor Orbán afirma que, com a entrada de novos membros, BRICS já supera as economias ocidentais
O primeiro-ministro húngaro acredita que o próximo século será o século da Eurásia, pois é o maior continente, abrigando 70% da população mundial e com mais de 70% da economia global.
 
"A Europa é a perdedora das mudanças atuais no mundo. [...] A julgar pela paridade do poder de compra, se a União Europeia fosse parte dos EUA, seria o terceiro estado mais pobre. Isso mostra que a Europa é uma perdedora constante e é a principal perdedora nos processos atuais. Os países europeus não estão mais entre os cinco principais países da economia mundial", relatou ele.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, em conferência de imprensa após reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, em 5 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 10.11.2024

Panorama internacional
Chegada de Trump à Presidência dos EUA deve pôr fim ao isolamento da Hungria, diz Orbán
Atualmente, entre os líderes europeus "não se vê poder intelectual suficiente" para "sair da bolha" e abandonar a ideia de divisão em blocos.
Anteriormente, Orbán disse que a economia mundial, como resultado das políticas suicidas do Ocidente, que incluem sanções, corre o risco de se dividir em blocos ocidental e oriental, e a Hungria não quer pertencer a nenhum deles, embora mantenha laços econômicos estreitos com ambos.
De acordo com ele, a Hungria quer encontrar seu próprio modelo econômico no contexto do declínio da competitividade do Ocidente, composto pelos modelos mais aceitáveis do mundo, sem tomar emprestados diretamente os métodos orientais, mas também sem se prender aos blocos.
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20241121/dominio-ocidental-sobre-o-mundo-inteiro-fracassou-a-era-da-eurasia-esta-chegando-diz-orban-37435407.html

terça-feira, 19 de novembro de 2024

PT na câmara: G20: Lula oficializa Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com 148 adesões

 

G20: Lula oficializa Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com 148 adesões

Presidente Lula durante o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que ele idealizou à frente do G20. Crédito: Ricardo Stuckert

Lançamento foi nesta segunda-feira (18), na abertura da Cúpula de Líderes do G20, no Rio de Janeiro: “Este será o nosso maior legado”, disse o presidente sobre a aliança inédita; adesões são de 82 países, da União Europeia, da União Africana e de organizações internacionais.

O presidente Lula abriu a Cúpula de Líderes do G20, nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, com o lançamento oficial da Aliança Global Contra a Fome e à Pobreza, iniciativa inédita da presidência brasileira no grupo formado pelas maiores economias do mundo e que foi consolidada em negociações ao longo do ano.

Até o momento, a aliança já recebeu 148 adesões, vindas de 82 nações, da União Europeia, da União Africana, 24 organizações, 9 instituições financeiras e 31 entidades filantrópicas e não governamentais.  “Este será o nosso maior legado”, afirmou Lula durante o evento, que marca o encerramento da liderança do Brasil no grupo, após um ano.

Conforme o protocolo, Lula recebeu e cumprimentou todos os líderes do G20 na chegada ao Museu de Arte Moderna do Rio (MAM), Zona Sul da capital fluminense. Em sua fala, contudo, o presidente afirmou que “o mundo está pior” e condenou os gastos militares exorbitantes que mantêm acesas as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

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“Temos o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e a maior quantidade de deslocamentos forçados já registrada”, lamentou.

733 milhões de desnutridos no mundo

Lula também fez questão de apresentar os dados alarmantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre a fome neste ano: “convivemos com um contingente de 733 milhões de pessoas ainda subnutridas”.

“É como se as populações do Brasil, México, Alemanha, Reino Unido, África do Sul e Canadá, somadas, estivessem passando fome”, comparou o presidente.

A Aliança Global

O discurso do petista aos líderes do G20 centrou-se nas desigualdades socioeconômicas entre os países. Lula disse ser “inadmissível” que sejam produzidos 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano e que ainda se observe tanta gente passando fome.

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“São mulheres, homens e crianças, cujo direito à vida e à educação, ao desenvolvimento e à alimentação são diariamente violados”, apontou, antes de atribuir esse cenário desolador à falta de decisões políticas.

“A fome e a pobreza não são resultado da escassez ou de fenômenos naturais. A fome, como dizia o cientista e geógrafo brasileiro Josué de Castro, ‘a fome é a expressão biológica dos males sociais’. É produto de decisões políticas, que perpetuam a exclusão de grande parte da humanidade”, argumentou.

Lula defendeu a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza como o “principal legado” do Brasil ao G20 e instou o bloco a levá-la adiante. Em 2025, a presidência rotativa caberá à África do Sul, que se comprometeu com a manutenção da proposta brasileira.

“O G20 representa 85% dos 110 trilhões de dólares do PIB mundial. Também responde por 75% dos 32 trilhões de dólares do comércio de bens e serviços e dois terços dos 8 bilhões de habitantes do planeta. Compete aos que estão aqui em volta desta mesa a inadiável tarefa de acabar com essa chaga que envergonha a humanidade”, concluiu o petista.

Suporte financeiro

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou US$ 25 bilhões para projetos na América Latina e no Caribe. Ao todo, nove instituições financeiras aderiram à Aliança Global. O governo federal espera que os programas de transferência de renda possam beneficiar 500 milhões de pessoas.

Além do BID, aderiram à iniciativa brasileira o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Banco Europeu de Investimento (BEI), o Grupo Banco Mundial, o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e o Programa Global de Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP).

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PT Nacional, com infomações da EBC

Fonte:  https://ptnacamara.org.br/g20-lula-oficializa-alianca-global-contra-a-fome-e-a-pobreza-com-148-adesoes/

PT na câmara: G20: Lula coloca o Brasil na vanguarda ao lançar a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza

 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião com o Primeiro-Ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara afirmaram pelas redes sociais, nesta segunda-feira (18/11), que a iniciativa do presidente Lula de lançar, durante a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, coloca o Brasil na vanguarda da luta pela justiça social no planeta. Com o objetivo de eliminar a fome que afeta cerca de 733 milhões de pessoas em todo o planeta até 2030, a Aliança já conta com o apoio de 82 países, 26 organismos internacionais, 9 instituições financeiras mundiais, 31 fundações filantrópicas e ONGs, além da União Europeia e União Africana. Todos os países do G20 assinaram o pacto, inclusive a Argentina que voltou atrás em sua decisão inicial de não fazer parte da Aliança.

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No discurso de abertura da Cúpula do G20, o presidente Lula disse que “em um mundo que produz seis bilhões de toneladas de alimento por ano, é inaceitável que 733 milhões de pessoas ainda estejam subnutridas”. Ele afirmou ainda que o G20, que responde por 85% do PIB mundial, 75% do comércio de bens e serviços do planeta e 2/3 da população do mundo, pode contribuir decisivamente para eliminar a “chaga da fome”.

O líder do governo Lula na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), elogiou a fala de Lula de que “a fome e a pobreza não são resultados da escassez ou de fenômenos naturais, e sim, um produto de decisões políticas que perpetuam a exclusão de grande parte da humanidade”.

“O presidente Lula disse que incluiu a questão da fome e da pobreza na pauta do G20 porque é uma questão política. A indiferença do mundo capitalista a essa questão é assustadora. Difícil imaginar que algum chefe de Estado se recuse a assinar o documento do Pacto Global contra a Fome e a Pobreza”, afirmou em sua rede social antes da decisão sobre o recuo da Argentina.

Soluções

Já a 2ª Secretária da Mesa Diretora da Câmara, deputada Maria do Rosário (PT-RS), também parabenizou a iniciativa lançada pelo presidente Lula ao afirmar que é preciso “construir soluções que coloquem as pessoas e o meio ambiente no centro das decisões”.

“No G20, o presidente Lula reafirmou que o Brasil está ao lado dos povos, defendendo um futuro de justiça social, paz e desenvolvimento sustentável. É hora de enfrentar os desafios globais com coragem, ouvindo a juventude, preservando direitos e promovendo o equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. O compromisso com o planeta e com a dignidade humana não é negociável. Vamos seguir construindo soluções que coloquem as pessoas e o meio ambiente no centro das decisões”, escreveu.

Sobre o pioneirismo no lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou que o Brasil demonstra seu protagonismo na defesa de um mundo mais justo.

“Esta cúpula é mais do que um encontro de líderes. É a chance de reafirmar a força do Brasil como uma nação democrática e comprometida com a construção de um mundo mais justo. A diplomacia brasileira, sob a liderança de Lula, é uma inspiração e um lembrete de que o diálogo, a diversidade e a união são o caminho para superar desafios globais”, ressaltou.

Na mesma linha, a deputada Erika Kokay (PT-DF) apontou que, após anos de retrocesso diplomático, o Brasil comandado por Lula reafirmar sua liderança no combate a fome no mundo.

“Brasil de volta ao protagonismo global! Hoje, no G20, foi lançada a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com a adesão de 81 países. Lula reafirma sua liderança e o compromisso com o combate à fome no mundo. Após anos de retrocesso, o Brasil retoma seu papel de destaque na política internacional!”, disse.

 

Leia abaixo outras declarações de parlamentares petistas sobre a Aliança Global lançada por Lula:

Deputado Bohn Gass (PT-RS) – “Reduzimos a fome, estamos reduzindo a emissão de gases e enfrentando a crise climática; melhoramos o SUS e o acesso à educação. Por isso, Lula tem autoridade para propor ao G20 uma pauta que inclui combate à fome, transição energética e mudanças na governança global”.

Deputada Ana Pimentel (PT-MG) – “Pela primeira vez, o Brasil sedia o G20, reunindo líderes mundiais no Rio de Janeiro para debates que impactarão o futuro global. O presidente destaca a erradicação da fome como prioridade, enquanto reforça o papel do Brasil como líder do Sul Global. Sustentabilidade também ocupa o centro das discussões, inspirando nações a adotarem medidas que garantam o bem viver, a justiça social e respeito ao meio ambiente. Este marco histórico posiciona o Brasil como protagonista na luta por um futuro mais justo e sustentável”.

Deputada Natália Bonavides (PT-RN) – “O presidente Lula deu um passo histórico no combate às desigualdades. Ao lançar a Aliança Global contra a fome no G20, nosso presidente busca reunir esforços de todos para erradicar esse problema que como ele mesmo diz: é produto de decisões políticas! ”

Deputado João Daniel (PT-SE) – “O Brasil volta a ser protagonista no mundo sob a liderança do presidente Lula que lança a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na Cúpula do G20, hoje no Rio de Janeiro. Discutir políticas que podem resolver problemas globais é um desafio, e o Brasil está preparado”.

Também compartilharam e elogiaram o discurso de lançamento da Aliança contra a Fome o líder da Bancada do PT, deputado Odair Cunha (MG), e os parlamentares petistas Paulo Guedes (MG), Rubens Otoni (GO), Helder Salomão (ES), Rogério Correia (MG), Josias Gomes (MG), Ana Pimentel (MG), Kiko Celeguim (SP), Alexandre Lindenmeyer (RS), Nilto Tatto (SP), Airton Faleiro (PA), Adriana Accorsi (GO) e Reginete Bispo (RS).

 

Héber Carvalho

Fonte:  https://ptnacamara.org.br/g20-lula-coloca-o-brasil-na-vanguarda-ao-lancar-a-alianca-global-contra-a-fome-e-a-pobreza/

Bom dia 247 - Lula lidera o mundo pela paz e contra fome 19.11.24

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

O desespero da Direita pelo predomínio da narrativa

 Por Jacinto Pereira

A Direita estava pautando a Grande Mídia com a narrativa de que o problema do Brasil é a falta de segurança e não a fome. De repente a esquerda ganhou protagonismo na Imprensa com uma proposta de redução da jornada de trabalho para cinco dias semanais. Diante disso a Direita se apavorou e teve que usar um de seus trunfos da violência, um atentado, para retomar a narrativa da falta de segurança como problema maior, e responsabilizar o Governo de Esquerda, como foi o caso do governador de Goiás que atribuiu a responsabilidade pelo ato terrorista em Brasília ao Presidente Lula. O desespero foi tanto que eles sacrificaram a campanha pela anistia do Bolsonaro e dos criminosos do oito de janeiro, para não deixar que aconteça a redução da jornada de trabalho para os trabalhadores comuns, já que parlamentares e os do escalão de cima da Justiça já tem jornada de trabalho bem menos do que a proposta colocada pela Esquerda.

A semana no mundo - O REGIME LINHA-DURA DE TRUMP

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Sputnik Brasil: Da agricultura à indústria aeroespacial: ministro da UEE destaca perspectiva econômica com o Brasil

 


Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o ministro de Cooperação Alfandegária da União Econômica Euroasiática (UEE), Ruslan Davydov, comentou as perspectivas de cooperação econômica com o Brasil.
Nos nove primeiro meses de 2024, o Brasil alcançou a marca recorde de US$ 1 bilhão (R$ 5,8 bilhões) em produtos agrícolas exportados para os países da UEE, bloco econômico composto por cinco países: Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia, totalizando um mercado de 190 milhões de pessoas.
Sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça, em 14 de fevereiro de 1997 - Sputnik Brasil, 1920, 17.10.2024
Panorama internacional
Paralisia da Organização Mundial do Comércio não é acidente, é projeto, observam especialistas
Em entrevista à Sputnik Brasil, Ruslan Davydov, ministro de Cooperação Alfandegária da UEE, afirma que o bloco vê com bons olhos a perspectiva de crescimento do comércio com o Brasil, inclusive em outras áreas, como a siderurgia, microeletrônica e a indústria aeroespacial.
 
"O Brasil tem uma economia muito diversificada, tem a indústria aeroespacial, produção de aço e até microeletrônicos. Por isso acho que as perspectivas são muito proeminentes, porque hoje a Federação da Rússia presta muita atenção ao desenvolvimento industrial."

🌐📌 Em entrevista exclusiva, ministro da UEE destaca economia do Brasil

Ruslan Davydov, ministro para Cooperação Alfandegária da Comissão Econômica Eurasiática, afirmou à Sputnik Brasil que os países da União Econômica Eurasiática (UEE), da qual a comissão faz parte, estão… pic.twitter.com/HubdLH1o11

Davydov explica que a Rússia é o núcleo da União Euroasiática, responsável por 85% do comércio e 85% dos resultados econômicos do bloco. Por isso, a relação entre Moscou e Brasília, especialmente através do BRICS, é muito importante para o desenvolvimento de maiores laços entre o Brasil e os demais países da região.
"A última reunião em Kazan, na Rússia, mostrou que os países do BRICS estão muito interessados ​​em desenvolver relações internacionais", disse. "E um dos tópicos foi apenas os pagamentos internacionais por meio das instituições do BRICS."
"E se o BRICS for capaz de desenvolver algumas alternativas ao sistema financeiro atual, isso ajudará a desenvolver relações não apenas entre a União Eurasiática e os países BRICS, mas em todo o mundo."

Fronteiras dividem, a alfândega une

Presente no Brasil para participar do encontro anual da Organização Mundial das Alfândegas, Davydov ressalta à Sputnik Brasil que as alfândegas têm um papel fundamental no aprimoramento do comércio e desenvolvimento econômico dos países.
 
"Nosso lema é que as fronteiras dividem, mas a alfândega une."

 Nesse sentido, uma das tarefas mais importantes é a harmonização dos procedimentos alfandegários, o que garante uma maior celeridade no processamento de produtos.

No evento deste ano, um dos tópicos mais abordados é o uso de novas tecnologias para acelerar esses procedimentos alfandegários.
"As tecnologias disruptivas de hoje podem cortar até 50 horas do tempo de movimentação das mercadorias. Isso é muito tempo, são dois dias. Você está acelerando o comércio internacional e auxiliando o crescimento dos países."
 
Fonte:  https://noticiabrasil.net.br/20241113/da-agricultura-a-industria-aeroespacial-ministro-da-uee-destaca-perspectiva-economica-com-o-brasil-37329577.html

Forum: Xi Jinping vem à América Latina com proposta de futuro compartilhado na bagagem

 

CHINA EM FOCO

Presidente da China participa das cúpulas da APEC, no Peru, e do G20, no Brasil, de olho em estreitar laços diplomáticos e comerciais com países da região

Xi Jinping acena na porta de um avião durante desembarque.
Presidente da China, Xi Jinping.Xi Jinping acena na porta de um avião durante desembarque.Créditos: Xinhua
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O presidente chinês, Xi Jinping, deixou Pequim nesta quarta-feira (13) para uma visita à América Latina de 14 a 21 de novembro que  marca o 10º aniversário da proposta de construir uma comunidade de futuro compartilhado entre a China e a América Latina e Caribe (ALC).

A primeira parada de Xi será em Lima, no Peru, onde participa da 31ª Reunião de Líderes Econômicos do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), no próximo sábado (16) e faz uma visita de Estado a convite da presidenta Dina Boluarte.

No dia 17, Xi desembarca no Rio de Janeiro (RJ) para a 19ª Cúpula do G20, no Brasil e, no dia 20, segue para Brasília para uma visita de Estado a convite do presidente Lula.

Na capital brasileira, o líder chinês será recebido no Palácio da Alvorada, a residência oficial da Presidência da República, no dia 20 de novembro. Xi ficará no Brasil até 21 de novembro e participará das celebrações dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.

A visita de Xi ao Brasil também incluirá a assinatura de uma série de acordos bilaterais em áreas estratégicas. Nos últimos meses, um grupo de trabalho integrado pela Casa Civil, Itamaraty, Ministério da Fazenda e Embaixada da China, entre outras pastas brasileiras, vem definindo as áreas prioritárias para a cooperação, como inteligência artificial, infraestrutura e transição energética.

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A comitiva de Xi inclui Cai Qi, membro do Comitê Permanente do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) e diretor do Gabinete Geral do Comitê Central do PCCh, e Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do PCCh e ministro das Relações Exteriores.

Estreitar laços com países latinos e caribenhos

Essa será a sexta visita de Xi à ALC desde 2013, o que reflete o fortalecimento contínuo da cooperação entre a China e os países da região.

Durante coletiva de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da China nesta terça-feira (12), o porta-voz Lin Jian ressaltou que, ao longo da última década, a visão de Xi foi transformada em ações concretas que beneficiaram os povos da China e latinos e caribenhos, o que resultou em colaborações de destaque em diversas áreas.

Segundo Lin, as parcerias sino-latino-americanas-caribenhas foram expandidas dos setores tradicionais, como comércio e infraestrutura, para áreas emergentes, incluindo energia, economia digital e aeroespacial.

O porta-voz destacou que China e ALC têm fortalecido suas estratégias de desenvolvimento e impulsionado cooperações em diversas áreas, promovendo um modelo de governança global mais justo.

"A relação é marcada pelo compromisso com o multilateralismo e pela busca por soluções colaborativas. Em uma ação conjunta, China e Brasil emitiram seis entendimentos comuns para a resolução da crise na Ucrânia e lançaram o Grupo de Amigos pela Paz na crise ucraniana, em conjunto com outras nações do Sul Global, promovendo esforços para reduzir tensões", observou.

Uma década de estreitamento de laços

Nessa última década, a China se consolidou como o segundo maior parceiro comercial da região e o principal parceiro de vários países, firmando acordos de livre comércio com cinco nações: Chile (2005), Peru (2009), Costa Rica (2011), Panamá (2018) e Equador (2023).

O país asiático também promove a cooperação da Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), a Nova Rota da Seda, com 22 países da ALC: Argentina, Antígua e Barbuda, Barbados, Bahamas, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guiana, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Esses países firmaram acordos para participar da ICR com foco em cooperação em infraestrutura, comércio, investimento e desenvolvimento sustentável, com o objetivo de fortalecer as relações econômicas e impulsionar projetos de infraestrutura com financiamento e assistência técnica da China.

Esses acordos refletem o crescente interesse da China em fortalecer suas relações comerciais com a região, facilitando o fluxo de bens e serviços e aumentando a presença econômica chinesa na região.

As rotas aéreas entre China e ALC tornaram-se uma “Rota da Seda Aérea”, enquanto a China oferece programas de capacitação, envia especialistas médicos e agrícolas e promove iniciativas de subsistência que estimulam o desenvolvimento local, como o cultivo de bambu e junco.

Ampliação de parcerias comerciais

A China é importante parceiro comercial de vários países da ALC, entre eles o Brasil, de quem é o principal parceiro. Essas parcerias refletem o aumento da presença chinesa na região, principalmente em setores como mineração, agricultura e infraestrutura.

De vários países a China ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial, o que indica sua importância crescente, embora, em alguns casos, ainda esteja atrás dos Estados Unidos ou de países vizinhos devido a acordos regionais de comércio.

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No plano diplomático, a China e o Brasil emitiram conjuntamente seis entendimentos comuns para a resolução da crise na Ucrânia e lançaram o Grupo de Amigos pela Paz junto com outros países do Sul Global, enfatizando o compromisso de ambos os lados com o multilateralismo e a governança global mais justa. 

Fonte:  https://revistaforum.com.br/global/chinaemfoco/2024/11/13/xi-jinping-vem-america-latina-com-proposta-de-futuro-compartilhado-na-bagagem-169248.html