Segundo ele, o julgamento da ação que pode resultar na cassação da chapa Dilma-Temer traz consigo riscos para o País, com destaque para a economia. "A percepção das pessoas, especialmente dos investidores é: vamos ter outro problema no Brasil? Eles se retraem", afirmou o tucano. "O Brasil está há muito tempo de pernas para o ar, está começando a assentar um pouco. Levar muito tempo em um julgamento que põe em risco a situação vigente tem consequências negativas", avaliou.
Na entrevista, FHC defendeu, ainda, a aprovação de uma cláusula de barreira para os partidos políticos e a proibição de coligações nas eleições proporcionais. "Quem paga a democracia? Os parlamentares estão pedindo que o contribuinte pague, através do fundo partidário. Os países que têm fundo partidário tem quatro, cinco ou seis partidos. Aqui tem 30 e poucos. Não há dinheiro que possa dar conta de 30 e poucos partidos", disparou.
O ex-presidente também afirmou que o PSDB não definiu quem será o candidato do partido nas próximas eleições presidenciais. "Não se sabe ainda o resultado da Lava Jato, quem para em pé, quem não para em pé", disse. Sobre o crescimento do atual prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), FHC destacou que "em uma certa altura, eu disse a ele [Doria] que não acreditava que ele convencesse (os eleitores). Convenceu. Agora é o balão que está subindo. Se subir, subiu. O PSDB tem que ter o pé no chão, quem decide no fundo no fundo quem vai ser o candidato não somos nós, é o eleitorado", completou.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/288399/Articulador-do-golpe-FHC-adere-ao-Fica-Temer.htm
Nenhum comentário:
Postar um comentário