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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

6G colocaria China em posição de liderança 'inatacável' sobre EUA, diz analista


Estação Espacial de Espaço Profundo construída pela China na Patagônia

© CC BY 2.5 / Casa Rosada Argentina / Antena de la CONAE-CLTC Neuquén

Ciência e tecnologia

07:51 27.11.2020URL curta

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Enquanto os padrões de tecnologia 5G para redes celulares de banda larga ainda estão sendo implementados em vários países, a China recentemente lançou um satélite 6G em órbita.

Descrito como o primeiro satélite 6G do mundo, o Tianyan-5 é um dos 13 satélites que foram colocados em órbita, como parte do lançamento do foguete Longa Marcha 6, em 6 de novembro, informa o jornal on-line The Eurasian Times.

Ma Jihua, analista veterano da indústria, contou ao portal Global Times que a tecnologia 6G ajudará a China a obter uma posição de liderança [tecnológica] inatacável sobre os EUA.

"A pesquisa 6G da China é mais avançada do que 5G, devido a uma grande e sofisticada base de talentos, sólida experiência técnica, e forte demanda de aplicação", afirmou Ma. "A lacuna está aumentando, seja na tecnologia de banda larga de fibra óptica, ou em redes móveis […]. Se a China usar uma 'metralhadora pesada' enquanto os EUA seguram um arco e flecha no campo de batalha 6G, daqui a dez anos não haverá uma competição entre os dois no setor das telecomunicações."

O que sabemos sobre o novo satélite 6G?

O Tianyan-5 é um satélite de sensoriamento remoto, desenvolvido em conjunto pela Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China e as empresas Tecnologia Aeroespacial Chengdu Guoxing e Tecnologia Pequim Weina Xingkong.

Este satélite é um passo significativo para o desenvolvimento das comunicações internacionais, pois é provável que aumente a capacidade de monitorar e rastrear incêndios florestais e em plantações, que assolaram uma série de países nos últimos dois anos, conforme conta o The Eurasian Times.

Os dois satélites Gaojing-1 01/02 lançados do cosmódromo de Taiyuan, na província de Shanxi, pelo foguete espacial Longa Marcha-2D

© AP Photo / Xinhua, Li Gang

Os dois satélites Gaojing-1 01/02 lançados do cosmódromo de Taiyuan, na província de Shanxi, pelo foguete espacial Longa Marcha-2D

De acordo com o China Daily, jornal diário afiliado ao Partido Comunista Chinês (PCC), "no futuro imediato, os testes de satélites 6G da China terão problemas urgentes para resolver, que afetam a comunidade global. Os incêndios florestais estão aumentando ano após ano, devastando extensões ondulantes de beleza natural, e causando um enorme custo humano em todos os lugares [...]. O objetivo de alguns dos testes 6G é ver se a melhor intensidade do sinal e velocidade de latência que o satélite possui podem ajudar a monitorizar esses desenvolvimentos de mudanças climáticas em tempo real".

Embora não haja clareza sobre os recursos da tecnologia 6G, de acordo com especialistas, a velocidade da tecnologia provavelmente fica na faixa de 100 a 500 gigahertz, cerca de 100 vezes mais rápida do que a rede 5G mais moderna.

5G vs. 6G: o que esperar no futuro?

Tim Childers escreveu um artigo na revista Popular Mechanics afirmando que é difícil entender os recursos da tecnologia 6G, enquanto o seu antecessor 5G ainda se encontra em seus estágios de formação.

"[A tecnologia] 5G, que é considerada a quinta e a mais recente geração de redes de banda larga celular, ainda está em sua infância. As verdadeiras redes 5G operam em frequências de ondas milimétricas entre 30 e 300 gigahertz, tendo entre dez a 100 vezes mais frequências do que a rede de celular 4G anterior", escreveu Childers.

Embora as definições dessas gerações celulares sejam fornecidas por uma parceria global conhecida como Projeto de Parceria de Terceira Geração (3GPP, na sigla em inglês), uma definição clara de 6G ainda está para surgir.

Mulher usando máscara para se proteger do SARS-CoV-2 mexe no smartphone perto de loja da Huawei promovedora da rede 5G em Pequim, China, 11 de outubro de 2020

© AP Photo / Andy Wong

Mulher com máscara usando smartphone com propaganda da 5G da Huawei

O Tianyan-5 não fará apenas observações da Terra, mas também testará uma carga útil de comunicação em terahertz (THz), ondas submilimétricas que ficam entre as microondas e a luz infravermelha no espectro eletromagnético, podendo atingir taxas de dados superiores a 100 gigabytes por segundo, de alta frequência, com o objetivo de enviar dados a velocidades muito mais rápidas do que 5G.

No entanto, assim como as ondas milimétricas usadas no 5G, a radiação THz é fortemente absorvida pelos gases da atmosfera, levando a intervalos limitados nas aplicações.

"O mesmo problema continua a retardar o desenvolvimento generalizado do 5G, e provavelmente impedirá o lançamento do 6G se ele usar ondas THz", comentou Childers.

Embora ainda haja dúvidas sobre o que exatamente o 6G trará, a importância da comunicação remota confiável nunca foi tão importante como hoje, quando as pessoas estão presas dentro de suas casas devido à pandemia.

Se a tecnologia 6G for bem-sucedida em todo o seu potencial, esta permitirá que os seus usuários baixem um filme completo em alguns segundos, e aumentará a qualidade das chamadas de vídeo em ambientes desafiadores, ao mesmo tempo em que auxiliaria na área de transporte e saúde.

Fonte: https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2020112716514355-6g-colocaria-china-em-posicao-de-lideranca-inatacavel-sobre-eua-diz-analista/

Pacientes Psiquiátricos querem distância de bolsonaristas-raiz que usam ...

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Dilma corrige fake news de Ciro Gomes sobre emprego


A ex-presidente Dilma Rousseff soltou uma nota sóbria, nesta terça-feira, para corrigir a mentira contada por Ciro Gomes, sobre a evolução do desemprego em seu governo

24 de novembro de 2020, 13:40 h Atualizado em 24 de novembro de 2020, 14:27

Dilma Rousseff e Ciro Gomes Dilma Rousseff e Ciro Gomes (Foto: Alessandro Dantas/PT | Reuters)

247 - Alvo de uma fake news disparada por Ciro Gomes, a ex-presidente Dilma Rousseff reagiu de maneira sóbria à mentira contada por ele durante uma entrevista em Pernambuco: a de que teria assumido o governo com desemprego em 4% e saído com uma taxa de 14%. Os dados oficiais, do próprio IBGE, revelam que Dilma, na realidade, reduziu o desemprego ao menor nível da história, até se tornar alvo de uma conspiração golpista, que destruiu o mercado de trabalho no Brasil.

“Ciro comete um equívoco ao afirmar, em Pernambuco, que quando assumi o governo havia uma taxa de desemprego de 4% e quando saí da presidência o índice estava em 14%. Os dados verdadeiros do IBGE são bem diferentes. Eu assumi, em janeiro de 2011, com a taxa de desemprego em 6%. Quando meu primeiro mandato acabou, em 2014, o desemprego médio foi de 4,8%. Naquele ano, inclusive, foi registrado o menor índice mensal da série histórica, 4,3% em dezembro”, registrou Dilma.

Na nota, ela fala sobre a expansão do desemprego após a sua reeleição, em 2014. “Em 2015, já em pleno processo de sabotagem do governo e crise produzida pelo processo de impeachment, o desemprego médio anual registrado foi de 8,8%. E em 2016, já sob o Governo Temer, pois fui afastada do cargo em maio, a taxa média de desemprego subiu para 11,5%”, anotou a ex-presidente.


Ela ainda apontou o balanço dos governos do PT em relação ao mercado de trabalho. “Durante o governo Lula e o meu governo, nós criamos 19,6 milhões de empregos formais, com carteira assinada. Um recorde histórico. A verdade é que o emprego foi destruído no Brasil pelo mesmo golpe que destruiu a democracia.”

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/dilma-corrige-fake-news-de-ciro-gomes-sobre-emprego

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Globo anuncia o fim do Manhattan Connection, que passou anos garantindo que o PT iria morrer


Programa Manhattan Connection, que durante anos pregou o fim do PT , deixará de ser exibido, por decisão da direção da Globo

23 de novembro de 2020, 11:54 h Atualizado em 23 de novembro de 2020, 12:42

(Foto: Reprodução)

247 - O programa Manhattan Connection, que durante anos pregou o fim do PT, chegou ao fim após 27 anos no ar. O fim do programa, que teve na bancada nomes como o do jornalista Paulo Francis, nos último anos ganhou um viés de extrema direita com a presença de Diogo Mainardi, foi anunciado neste domingo (22) pelo diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel.

No seus 27 anos de exibição, o Manhattan Connection foi exibido inicialmente pelo canal GNT, e depois pela Globo News. O programa era mediado pelo jornalista Lucas Mendes. 

Na despedida, Mainardi tentou ironizar o fim do programa comparando-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e disse que “irá voltar”. “Eu sou igual ao Trump, eu fui chutado e eu me recuso a sair daqui. É fraude”, disse Mainardi em sua despedida, segundo reportagem da coluna Telepadi.

“O Manhattan Connection vai voltar em 2024? Acho que não. Vai voltar em 2021, a gente vai tentar a reeleição já já, o programa está há tanto tempo no ar que ele tem direito a um usucapião televisivo”, completou.

Forte: https://www.brasil247.com/midia/globo-anuncia-o-fim-do-manhattan-connection-que-passou-anos-garantindo-que-o-pt-iria-morrer

sábado, 21 de novembro de 2020

Protestos no Amapá contra o apagão continuam e soma quase 120 atos


Vias públicas foram interditadas com pneus queimados e entulhos por manifestantes que cobram a regularização do sistema elétrico

21 de novembro de 2020, 22:32 h Atualizado em 21 de novembro de 2020, 22:32

(Foto: Valmir Ferreira/Arquivo Pessoal)

247 - Com 19 dias sem energia elétrica, a população do Amapá ocupa as ruas em protesto contra o apagão e o descaso do governo. Manifestações aconteceram na Zona Norte de Macapá e em Santana e em outras regiões do estado.

Entre 3 e 20 de novembro, foram 119 protestos, segundo a polícia militar, contra o apagão e o rodízio de energia estabelecido pela Companhia da Eletricidade do Amapá (CEA), que estabelece o fornecimento em períodos alternados de 3 e 4 horas.

Vias públicas foram interditadas com pneus queimados e entulhos por manifestantes que cobram a regularização do sistema elétrico. Num dos protestos, ocorrido no bairro Parque dos Buritis, na capital, participantes reivindicaram o conserto de um transformador queimado no "vai e vem" de energia.

Jair Bolsonaro visitou o Amapá neste sábado (21) e foi recebido aos gritos de "Fora Bolsonaro".

A visita se deu após um convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também foi vaiado pela população.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/protestos-no-amapa-contra-o-apagao-continuam-e-soma-quase-120-atos

Justiça rejeita ação que acusava Lula de integrar organização criminosa


De acordo com nota dos advogados de Lula, esta é a 'sexta vez em que a Justiça rejeita uma denúncia sem materialidade contra o ex-presidente'

21 de novembro de 2020, 15:37 h Atualizado em 21 de novembro de 2020, 15:37

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

247 - A 12ª. Vara Federal Criminal rejeitou uma ação que acusava o ex-presidente Lula de integrar uma organização criminosa. De acordo com texto divulgado pelo escritório dos advogados de defesa de Lula, esta foi a "sexta vez em que a Justiça rejeitou uma denúncia sem materialidade contra o ex-presidente".

Em outro momento, Lula já havia sido definitivamente absolvido da mesma acusação pelo Juízo da 12ª. Vara Federal Criminal.

A defesa do ex-presidente ressalta que "em todos os processos em que Lula foi julgado fora da autointitulada 'Lava Jato de Curitiba' a acusação foi sumariamente rejeitada ou o ex-presidente foi absolvido, com trânsito em julgado".

Os advogados divulgaram uma lista dos processos citados:

1) Caso “Quadrilhão” - 12ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 1026137-89.20184.01.3400 – o ex-presidente Lula foi absolvido sumariamente e a decisão se tornou definitiva (trânsito em julgado);

2) Caso “Obstrução de justiça” - (Delcídio do Amaral) – 10ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 0042543-76.2016.4.01.3400 (42543-76.2016.4.01.3400) – o ex-Presidente Lula foi absolvido por sentença que se tornou definitiva (trânsito em julgado);

3) Caso “Frei Chico” - 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo – Inquérito n.º 0008455-20.2017.4.03.6181 – rejeição da denúncia em relação ao ex-presidente Lula confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª. Região;

4) Caso “Invasão do Tríplex” - 6ª Vara Criminal Federal de Santos – Inquérito n.º 50002161-75.2020.4.03.6104 – denúncia sumariamente rejeitada em relação ao ex-presidente Lula.

5) Caso Janus I - 10ª Vara Federal de Brasília – Ação Penal n° 0016093-96.2016.4.01.3400 – processo trancado por inépcia da denúncia e ausência de justa causa por decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região proferida em 1º/09/2020).A nova decisão da Justiça Federal de Brasília é mais uma evidência de que Lula é vítima de lawfare, pois o ex-presidente foi vítima de múltiplas acusações frívolas e descabidas com fins ilegítimos.
Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/justica-rejeita-acao-que-acusava-lula-de-integrar-organizacao-criminosa

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Direção municipal do PT oficializa apoio a Guilherme Boulos em São Paulo


O diretório municipal do PT em São Paulo oficializou nesta segunda-feira o apoio do partido a Guilherme Boulos (PSOL), que disputa o segundo turno da eleição para prefeito da capital

17 de novembro de 2020, 06:10 h Atualizado em 17 de novembro de 2020, 06:14

Jilmar Tatto (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) Jilmar Tatto (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 - O Diretório Municipal do PT em São Paulo oficializou nesta segunda-feira (16) o apoio a Guilherme Boulos na disputa pela Prefeitura da capital. O candidato do PSOL credenciou-se como o representante das forças progressistas no segundo turno.

"É necessário derrotar o projeto neoliberal representado por Bruno Covas, João Doria e Bolsonaro, motivo pelo qual o PT paulistano entende a importância de eleger Guilherme Boulos prefeito", diz nota do partido.

A direção do PT e a coordenação de campanha de Boulos se reunirão nesta terça-feira.

Durante o UOL Entrevista, nesta segunda-feira, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, já afirmou que o apoio do partido é bem-vindo.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/direcao-municipal-do-pt-oficializa-apoio-a-guilherme-boulos-em-sao-paulo

Marinha chinesa supera a dos EUA em navios de guerra


O Departamento de Defesa dos EUA admitiu a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) da China superou a do Pentágono, com 350 navios de guerra frente a 293 da Marinha norte-americana

17 de novembro de 2020, 06:55 h Atualizado em 17 de novembro de 2020, 07:06

China teria capacidade 'decisiva' para derrotar Marinha dos EUA China teria capacidade 'decisiva' para derrotar Marinha dos EUA (Foto: Reuters)

Sputnik - O Departamento de Defesa dos EUA admitiu neste ano que a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) superou a do Pentágono, com 350 navios de guerra frente a 293 da Marinha norte-americana. Apesar da superioridade, o gigante asiático ainda está em desvantagem com relação aos submarinos, mesmo contando com 52 submarinos de ataque, entre nucleares e convencionais, e quatro submarinos de mísseis balísticos de propulsão nuclear.

Algumas publicações estimam que a "China está aproximadamente 30 anos atrás dos EUA em tecnologia silenciosa para submarinos", tornando a detecção de suas embarcações mais fácil.

No entanto, o dinamismo industrial chinês está começando a suprir estas necessidades, como em outras áreas com supercomputadores e inteligência artificial.

Há três anos, foi sugerido que a empresa Corporação Estatal de Construção Naval da China (CSSC, na sigla em inglês) estava erguendo um enorme estaleiro fechado com capacidade para construir quatro submarinos nucleares simultaneamente.

A CSSC, que surgiu em 2019, com o objetivo de "racionalizar o setor estatal através de fusões e reestruturação de ativos para abordar o aumento da dívida e torná-los mais rentáveis e receptivos às forças do mercado". Atualmente, é o maior conglomerado de construção naval do mundo, com 310.000 empregados, 147 institutos de pesquisa científica e mais de 30.000 técnicos.

Utilizando critérios de mercado para melhorar a eficiência, em 1999, o governo decidiu dividir a CSSC em duas empresas, com a intenção de "elevar a competência entre os construtores navais de propriedade estatal", porém decidiu pela fusão para enfrentar o excesso da capacidade global e construção naval.

Vale destacar a capacidade de produção chinesa, que lançou dez destróieres em 2019 e dois navios porta-helicópteros de assalto anfíbio.

Além disso, os chineses estão construindo simultaneamente dois porta-aviões de grande envergadura (85.000 toneladas) e dois navios de assalto de 40.000 toneladas, que também podem transportar caças.

No dia 12 de novembro, os estaleiros chineses entregaram três navios de grande envergadura, sendo um navio cisterna de 300.000 toneladas e dois navios graneleiros de 210.000 toneladas.

Com a maior capacidade de construção naval do mundo, a China está sendo capaz de construir duas novas classes de submarinos avançados, os de ataque nuclear e os de mísseis balísticos, segundo a revista norte-americana Military Watch.

O novo submarino da classe 096 poderá transportar 24 mísseis balísticos com alcance estimado de mais de 10.000 quilômetros, o que coloca os EUA e a Europa, dentro de seu alcance, segundo o jornal South China Morning Post.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/marinha-chinesa-supera-a-dos-eua-em-navios-de-guerra

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Amapá: estatal Eletrobras conserta apagão de empresa privada


Amapá está um caos. Barra de gelo é vendida por R$ 50.

Conjuntura / 17:28 - 6 de nov de 2020

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O Estado do Amapá sofre com a falta de energia, água e combustíveis desde a última terça-feira quando a subestação de energia que pegou fogo por volta das 20h40, na capital Macapá, levou ao desligamento automático da linha de transmissão.

A empresa responsável é a espanhola Isolux, que tem histórico de maus serviços prestados em outros países, mas quem está fazendo o conserto são os trabalhadores da Eletrobras. Cerca de 700 mil pessoas, de 13 dos 16 municípios estão sem luz.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz, em 2014, a Isolux já deu um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado de Indiana, nos Estados Unidos, onde também prestava serviços.

Segundo Diniz, a Isolux que controla a concessionária Linhas do Macapá não conseguiu fazer o reparo e pediu ajuda para a Eletrobras. A estatal brasileira enviou técnicos do Pará, Maranhão e Rondônia para solucionar o problema. “O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e Bento Albuquerque vêm dizendo que a Eletrobras não tem capacidade de investimento, e apostam na privatização, só que na hora em que acontece um acidente como este são os técnicos da Eletrobras que são convocados para prestarem socorro à empresa internacional porque ela não tem capacidade para resolver o problema”, alerta Diniz, que também é funcionário da Eletronorte, do holding Eletrobras.

Segundo ele, a Isolux não tem capacidade técnica, nem trabalhadores em números suficientes para manutenção, nem recompor a energia em pouco espaço de tempo, por isso os técnicos da Eletrobras foram chamados para prestar socorro.

Apesar da gravidade da situação, o ministério das Minas e Energia, sob o comando do general Bento Albuquerque, e o governo local, preveem que a situação só se normalize em 15 dias, podendo se estender por outros 15.

De acordo com técnicos, a demora se dá porque um novo gerador só deve chegar em duas semanas. Pesa cerca de 100 toneladas e seria levado de barco, o que dificulta ainda mais a logística operacional. A esperança para a população é que o fornecimento de energia seja reestabelecida em 70% em todo o estado do Amapá, conforme prometeram as autoridades governamentais.

Estado de caos

Enquanto lutam contra o tempo para reestabelecer pelo menos parte da energia nos 13 municípios afetados (apenas três estão com energia: Laranja do Jari, Vitória do Jari e Oiapoque, por serem abastecidos pela usina de Coaraci Nunes, sistema independente da linha de transmissão da Isolux ), os relatos do presidente do Sindicato dos Ubanitários do Amapá (STIU-AP), Jedilson Santa Bárbara de Oliveira, e da tesoureira da CUT/AP, Maria Neuzina Tavares Castro, são de caos e desespero dos amapaenses.

O Amapá se transformou em um estado de puro caos. Filas nos supermercados são imensas, o que já vem causando alguns desentendimentos para comprar água, que está sendo racionada, segundo Jedilson Oliveira. Há estabelecimentos que vendem apenas dois galões de cinco litros por pessoa.

As padarias também estão limitando a venda de pães a dez unidades por família. Nos postos de combustíveis as filas quilométricas são formadas por 60 a 50 veículos. Outros postos estão fechados porque suas bombas não condições de retirar o produto dos poços. “O calor é insuportável, especialmente para os mais idosos e crianças, que têm de deixar suas portas e janelas abertas para entrar algum vento, mesmo com medo de assaltos ou algum tipo de violência que possam ser cometidos em função das ruas vazias e a escuridão. A temperatura na capital amapaense é em média 35 graus, mas a sensação térmica chega a 40 graus”, diz Jedilson oliveira.

De acordo com o dirigente, com o calor e a necessidade de manter alimentos refrigerados, uma barra de gelo chega a ser vendida por R$ 50. A comunicação também é precária. As linhas de celulares das operadoras Vivo e Oi não funcionam. Ele explica que a Claro é a única operadora que dá algum sinal e, ainda assim de vez em quando. Há casos em que uma mensagem transmitida pelo whatsAPP pela manhã só é visualizada a noite. Toda a energia que chega é direcionada apenas a hospitais e serviços essenciais. “Toda essa situação poderia ser evitada se a empresa que ganhou a concessão da linha de transmissão contratasse profissionais com qualificação, mas ela só se interessa em pagar baixos salários, colocando a população em risco”, critica Jedilson Oliveira.

Isolux 'apaga' privatização da Eletrobras

Governador do Amapá critica Bolsonaro e Aneel por apagão

Luz volta, porém Amapá sofre com instabilidade

Se comprovada a negligência Alcolumbre quer cassação da Isolux

#Da redação com informações da CUT

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Fonte: https://monitormercantil.com.br/amapa-estatal-eletrobras-consertara-apagao-de-empresa-privatizada

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Lula: Carta à ciência e ao povo brasileiro


Foto: Reprodução Site PT

Uma das qualidades mais admiráveis do ser humano é a sua genialidade: a capacidade de sonhar e de transformar o sonho em realidade. Graças ao conhecimento científico acumulado ao longo de décadas, e até mesmo de séculos, o ser humano foi capaz de viajar pelo espaço. E demonstrar assim, com provas irrefutáveis, aquilo que sábios já diziam desde a Antiguidade: que a Terra é redonda.

Graças ao esforço incansável daqueles que perderam noites de sono, abriram mão do convívio com as pessoas amadas e muitas vezes arriscaram as próprias vidas, o ser humano foi capaz de desenvolver vacinas que salvaram milhões de vidas pelo mundo afora.

No Brasil de poucas décadas atrás, os mais pobres só viviam até os quarenta anos.

Sarampo, varíola, rubéola, febre amarela, poliomielite, tuberculose, meningite, difteria, coqueluche, tétano e tantas outras enfermidades que no passado matavam populações inteiras estão hoje controladas, graças à ciência e aos médicos e pesquisadores. Atacar as vacinas, ou lançar dúvidas infundadas sobre a vacinação, é trabalhar a favor da morte.

É, portanto, com muita indignação que vejo Jair Bolsonaro festejar a morte de um voluntário que participava dos testes da vacina Coronavac –cuja morte, aliás, não teve qualquer relação com a vacina.

Em primeiro lugar, porque não se comemora a morte de ninguém. Em segundo lugar, porque a suspensão dos testes, determinada pela Anvisa, além de errada, em nada favorece a luta contra uma pandemia que ameaça o Brasil e o mundo.

A comemoração de Bolsonaro é uma demonstração clara da sua decisão política: negar ao nosso povo o único instrumento capaz, juntamente com o isolamento social, de frear uma pandemia que já matou mais de 160 mil brasileiros e infectou mais de 5 milhões.

Cercado de terraplanistas, obscurantistas e negacionistas de toda ordem, Bolsonaro debocha e faz piada com o conhecimento científico acumulado pela humanidade ao longo de sua história.

Insiste em vender como droga milagrosa um medicamento, a cloroquina, que comprovadamente não tem qualquer eficácia contra o coronavírus, e cujos efeitos colaterais podem ser fatais. Ao mesmo tempo, põe em dúvida a eficácia de vacinas que consumiram meses de trabalho intenso dos maiores cientistas do planeta.

Bolsonaro faz pouco caso das boas práticas sanitárias e despreza a ciência, a tecnologia e a educação, como demonstram os cortes irresponsáveis nos investimentos públicos destes que seriam os passaportes para o nosso futuro.

Ele, ao contrário, embarca o Brasil numa máquina do tempo rumo ao passado, quando ensaia reeditar uma triste página da nossa história: a Revolta da Vacina, que, no início do século passado, deixou o Rio de Janeiro à mercê da varíola, que ameaçava ceifar milhares de vidas, sobretudo entre os mais pobres.

Bolsonaro virou motivo de anedotas ao redor do mundo. Mas seu comportamento medieval põe em perigo 200 milhões de brasileiros, ao mesmo tempo em que despreza a ciência, os cientistas, médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde que diariamente arriscam suas vidas tentando salvar outras vidas –e que muitas vezes acabam, eles próprios, derrubados pela pandemia.

A verdade é uma só, e não se pode fugir dela: a vacina é um direito de todos, e a vacinação é um dever do Estado.

Ao pregar o contrário, Bolsonaro coloca em risco a saúde daqueles que teria a obrigação de defender. Ignora a experiência do nosso SUS, que com vacinas e campanhas de vacinação é a mais extensa e bem sucedida em todo o mundo.

Agride instituições públicas reconhecidas internacionalmente, como a Unifesp e a USP, envolvidas no teste das vacinas, o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz e a Anvisa, que possuem competência técnica para dizer se uma vacina é segura e eficaz, independentemente do país em que foi produzida.

Quando fui presidente da República, um dos meus principais compromissos na área da saúde foi a vacinação dos brasileiros. Promovemos todos os anos amplas campanhas de conscientização e mobilização. Trabalhadores da saúde e agentes comunitários percorriam cidade por cidade, esquadrinhavam subúrbios e visitavam casa por casa.

O próprio Bolsa Família, um dos programas de transferência de renda mais eficientes do mundo, impunha uma condição rigorosa: só recebia o benefício quem tivesse todas as crianças da família vacinadas.

Além disso decidimos que o Brasil não podia ser apenas um importador. Era preciso conquistar nossa soberania também na produção de vacinas. Foi por isso que investimos tanto na Fundação Oswaldo Cruz, não só para que ela fosse uma das principais instituições produtoras e desenvolvedoras de vacinas do mundo, mas também para que fosse capaz de exportá-las, como ocorre no caso da vacina contra a febre amarela.

Com os investimentos que fizemos no Instituto Butantan ele se tornou um dos principais fornecedores de vacinas para o SUS. Pouco importava que o Butantan fosse uma instituição pública de São Paulo, cujo governo na época fazia oposição ao Governo Federal. Para nós, acima da política, sempre em primeiro lugar, estão os interesses do povo.

Graças a todo esse esforço, nosso Programa Nacional de Imunização é reconhecido em todo o mundo. Conquistamos certificados de erradicação de doenças como rubéola, sarampo e paralisia infantil.

Infelizmente, desde 2019, devido às atitudes irresponsáveis e negacionistas de Bolsonaro, estamos vendo nosso programa de vacinação definhar, ser destruído. Pela primeira vez neste século, o Brasil não atingiu as metas vacinais para as crianças.

Se hoje o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz são capazes de produzir vacinas para Covid-19, isso é graças a uma decisão política muito clara: a vacina é uma grande descoberta da ciência, é um bem público, e é obrigação dos governos torná-la disponível para toda a população.

É urgente e inadiável, portanto, uma ampla mobilização nacional de cientistas, médicos e demais profissionais de saúde. De governadores, prefeitos, agentes da vigilância sanitária, pesquisadores e técnicos da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto Butantan. Do Congresso Nacional, da imprensa e da sociedade como um todo.

Não podemos permitir que a vacinação se transforme em uma guerra, como deseja Bolsonaro. Uma guerra contra o povo brasileiro, que será sem dúvida a sua principal vítima.

Este desafio gigantesco não pode ficar restrito ao esforço isolado de alguns governadores. É preciso um pacto federativo de todas as instâncias, especialmente do governo federal. O SUS, o Instituto Butantã e a Fiocruz necessitam de apoio, de recursos orçamentários elevados e da total mobilização dos seus profissionais para assegurar a vacina para todos os cidadãos.

Se o Governo Bolsonaro continuar boicotando as iniciativas de médicos e pesquisadores, criando problemas para as instituições e os governos dos estados, não haverá vacina para o povo brasileiro em 2021.

Derrotar o vírus, retomar com segurança as atividades econômicas e a vida social são objetivos alcançáveis, mas isso depende de uma vacina eficaz e segura. Este é hoje o maior desafio do Brasil. E, mais uma vez, o governo Bolsonaro demonstra não estar à altura deste momento vital para o futuro da nação.

Tenho certeza de que você, assim como eu, está indignado com a imagem de um presidente da República fazendo chacota da vacina e gargalhando diante da trágica morte de um voluntário.

Sei que você também está indignado ao ver instituições públicas sérias como o SUS, a Anvisa, a Fiocruz e o Instituto Butantan serem arrastadas para a lama de um campo de batalha onde a vítima é o povo brasileiro.

Imagino sua repulsa ao desrespeito de Bolsonaro pelo trabalho sério dos nossos médicos e pesquisadores.

Estou certo de que você, assim como eu, não se conforma em ver o Brasil, que já foi reconhecido pelos seus feitos extraordinários na área da saúde pública, tornar-se um mau exemplo para o mundo. Um exemplo do que não deve ser feito por nenhum país que deseja defender seu povo e vencer a pandemia.

Não podemos continuar paralisados diante de tamanha irresponsabilidade. O direito à vacina é o direito à vida.

É obrigação do governo federal garantir a vacinação de todos aqueles que precisam ser imunizados.

É hora de assumirmos juntos esse desafio. Vacina para todos. Pela vida, pela recuperação de empregos e renda, pela dignidade do Brasil e do seu povo.

A Terra é redonda, gira em torno do sol, e não há no mundo força retrógada capaz de deter a genialidade humana. Cabe a cada brasileiro comprometido com o respeito à ciência e à saúde do nosso povo dizer “Basta!” ao obscurantismo.

Luiz Inácio Lula da Silva é Ex-presidente da República (2003-2010)

Artigo publicado originalmente no jornal Folha de S.P

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2020/11/11/lula-carta-a-ciencia-e-ao-povo-brasileiro/