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sábado, 8 de outubro de 2022

Após bloquear recursos da educação, Bolsonaro reduz verba para tratamento de aids e protege orçamento secreto


Ao todo, 12 programas da Saúde foram afetados. O corte chega a R$ 3,3 bilhões

7 de outubro de 2022, 13:17 h Atualizado em 7 de outubro de 2022, 13:52

www.brasil247.com - Fachada do Ministério da Saúde Fachada do Ministério da Saúde (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - Além bloquear recursos de universidades federais, o governo Jair Bolsonaro (PL) também reduziu - para garantir o dinheiro do orçamento secreto de 2023 - a verba do Ministério da Saúde destinada à distribuição de medicamentos para tratamento de aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais, informa o Estado de S. Paulo.

"Somente nesta frente o ministério perdeu R$ 407 milhões, quando comparados os orçamentos propostos para 2022 e o ano que vem", diz a reportagem. Ao todo, Bolsonaro sucateou 12 programas na área da saúde para 2023. As perdas de recursos chegam a R$ 3,3 bilhões.

"Por não ter vetado um dispositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que obrigava a reserva de R$ 19,4 bilhões a emendas do orçamento secreto – usadas pelo governo em negociação política com deputados e senadores –, o governo promoveu um corte linear de 60% nas despesas da Saúde", detalha a matéria.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/apos-bloquear-recursos-da-educacao-bolsonaro-reduz-verba-para-tratamento-de-aids-e-protege-orcamento-secreto

Vendas no comércio mostram estagnação em 2022, mostra IBGE


Agora, o setor registra crescimento de apenas 0,5% no ano e queda de -1,4% em 12 meses, de acordo com o instituto

7 de outubro de 2022, 22:18 h Atualizado em 7 de outubro de 2022, 22:58

www.brasil247.com - Comércio Comércio (Foto: REUTERS/Lucas Landau)

Rede Brasil Atual - As vendas no comércio varejista estagnaram (-0,1%) de julho para agosto, segundo o IBGE. Na comparação com igual mês de 2021, o volume cresceu 1,6%. Agora, o instituto registra 0,5% no ano e -1,4% em 12 meses.

Incluído o chamado comércio varejista ampliado (que inclui veículos, motos e peças, além de material de construção), o volume de vendas caiu 0,6% ante julho e 0,7% em relação a agosto do ano passado. Também acumula resultados negativos no ano (-0,8%) e em 12 meses (-2%).

No mês, cinco das oito atividades pesquisadas cresceram, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (13%) e combustíveis/lubrificantes (3,6%). O segmento de artigos farmacêuticos e médicos variou -0,3%.

Na comparação com agosto do ano passado, as vendas de combustíveis e lubrificantes cresceram 30,2%. Esse setor tem alta de 10% no ano e 4,4% em 12 meses, reflexo da súbita política de redução de preços pela Petrobras. Já a atividade que inclui supermercados e alimentou variou 1,4% sobre agosto de 2021, 0,5% no ano e -0,4% em 12 meses.

Ainda no acumulado do ano, as vendas de móveis têm queda de 10% e as de eletrodomésticos, de 10,3%. No setor de veículos, motos e peças, o volume de vendas cai 1,4%. E recua 8,2% em material de construção. Já o segmento de tecidos, vestuário e calçados soma alta de 8,5% em 2022.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/vendas-no-comercio-mostram-estagnacao-em-2022-mostra-ibge

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Governo omite detalhes do corte de verbas em ministérios por motivação eleitoral


Técnicos do ministério da Economia disseram à Reuters que a Secretaria de Orçamento não detalhou os cortes, como de costume, por conta do polarizado período eleitoral

6 de outubro de 2022, 18:16 h Atualizado em 6 de outubro de 2022, 19:08

www.brasil247.com - (Foto: Alan Santos/PR | Reuters | Imagens USP)

BRASÍLIA (Reuters) - O governo decidiu omitir o detalhamento do mais recente bloqueio de verbas em ministérios por motivação eleitoral e receio de uso político das informações, afirmaram à Reuters duas fontes do Ministério da Economia.

Um decreto do governo editado na semana passada impôs o congelamento adicional de 2,6 bilhões de reais para garantir o cumprimento da regra do teto de gastos, totalizando 10,5 bilhões de reais em recursos travados este ano, mas a lista das pastas atingidas não foi apresentada.

De maneira geral, esse detalhamento é prontamente divulgado pela pasta logo após a efetivação dos bloqueios.

Em condição de anonimato, os dois técnicos do ministério disseram à Reuters que a Secretaria de Orçamento não detalhou os cortes, como de costume, por conta do polarizado período eleitoral.

Uma das fontes pontuou que este é um "período complicado" para a divulgação de dados pelo ministério, sob o temor de que as informações possam ser distorcidas para uso político.

>>> Estudantes da UFBA protestam contra confisco do dinheiro das universidades por Bolsonaro (vídeo)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta reverter a desvantagem em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ficar na segunda posição no primeiro turno.

Nos últimos dias, ele anunciou medidas com potencial para lhe gerar impulso eleitoral, como o 13º do Auxílio Brasil a mulheres chefes de família, a antecipação do calendário do programa social e um programa de perdão de dívidas com a Caixa.

Ao longo da atual gestão, limitações de verbas para respeitar o teto de gastos já foram alvo de pressões políticas. Além de travar desembolsos para a operação de ministérios, essas iniciativas atingem emendas parlamentares, usadas por deputados e senadores para implementar obras e projetos em suas bases eleitorais.

Antes do primeiro turno, a campanha de Bolsonaro sofreu ataques após ter enviado ao Congresso o projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para o próximo ano sem previsão legal para a manutenção do Auxílio Emergencial em 600 reais, outra promessa de campanha, e com cortes em programas sociais considerados sensíveis, como o Farmácia Popular.

EDUCAÇÃO

Nesta quinta-feira uma nota do Ministério da Economia se limitou a informar que o bloqueio adicional de recursos feito especificamente nas contas do Ministério da Educação foi de 51,3 milhões de reais, mas não apresentou detalhes do restante do corte de 2,6 bilhões de reais em outras pastas.

A nota foi divulgada depois que vieram a público dados coletados por órgãos independentes sobre os cortes na área da educação, com informações que passaram a ser usadas contra Bolsonaro por opositores políticos.

De acordo com a pasta, com o bloqueio adicional, o corte total no Ministério da Educação neste ano atingiu 1,04 bilhão de reais.

O número diverge de levantamento feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI, ligada ao Senado), que apontou um bloqueio total de 3 bilhões de reais na Educação com base em dados da programação orçamentária incluídos no decreto publicado na última sexta.

A necessidade do corte adicional de 2,6 bilhões de reais em verbas de ministérios para respeitar o teto foi anunciada em setembro.

A Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento disse nesta quinta que não há previsão de divulgação da tabela detalhada com os cortes em todas as áreas.

Procurado pela Reuters para avaliar as afirmações sobre motivação política do represamento das informações, o Ministério da Economia disse que não vai comentar.

Uma terceira fonte disse à Reuters que, para recompor as verbas de educação, o governo tentará negociar com parlamentares que foram contemplados por emendas de relator --que ficaram conhecidas como orçamento secreto, por não permitirem a identificação dos parlamentares responsáveis-- e que ainda não usaram os recursos.

"Está cheio de cara com RP9 (emenda parlamentar de relator) por aí e não sabe o que fazer com o dinheiro. É um monte de deputado cheio de dinheiro na gaveta e não sabe o que fazer. Do outro lado, falta dinheiro da merenda escolar", disse a fonte, que pediu sigilo.

"Os parlamentares têm verba e podem ajudar nessa composição do Orçamento", adicionou.

Em entrevista em Minas Gerais, Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que a decisão da área econômica não foi por um corte, mas por um contingenciamento, determinado pela obrigação de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele tentou minimizar o impacto da iniciativa no orçamento do Ministério da Educação.

"O repasse de recurso é em função de entrada de receita, então o que foi adiado até dezembro é uma pequena parcela. Deixo bem claro, o orçamento para a educação, o ensino superior, é quase 1 bilhão (de reais) superior ao ano passado", disse.

"(Trata-se) apenas (de) contingenciamento que todos governos fizeram, não por maldade e vontade própria, mas para cumprir a LRF. Eu tenho algo que outros não tinham, um teto de gastos. O Orçamento será todo ele liberado no corrente ano", destacou.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/governo-omite-detalhes-do-corte-de-verbas-em-ministerios-por-motivacao-eleitoral

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Governo Central tem déficit primário de R$ 49,97 bilhões em agosto


Pagamento de precatórios e um acordo fechado com a prefeitura de São Paulo fizeram as contas públicas registrarem, em agosto, o segundo maior déficit primário da série histórica

29 de setembro de 2022, 15:54 h Atualizado em 29 de setembro de 2022, 15:56

www.brasil247.com - (Foto: Marcello Casal Jr./Ag.Brasil)

Agência Brasil - O pagamento de precatórios e um acordo fechado com a prefeitura de São Paulo fizeram as contas públicas registrarem, em agosto, o segundo maior déficit primário da série histórica. No mês passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou déficit primário de R$ 49,972 bilhões, divulgou hoje (29) o Tesouro Nacional.

Esse é o segundo maior déficit para o mês desde o início da série histórica, só perdendo para agosto de 2020, no auge da pandemia de covid-19. O resultado veio pior que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 14,6 bilhões em agosto.

Essa foi a primeira vez em que o Governo Central registrou déficit primário após resultados positivos em junho e julho. Com o resultado de agosto, o Governo Central fechou os oito primeiros meses do ano com resultado positivo de R$ 22,151 bilhões. Esse também é o melhor resultado para o período desde o início da série histórica.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit de agosto, a equipe econômica estima que o Governo Central fechará o ano com superávit primário de R$ 13,548 bilhões, o primeiro resultado positivo anual desde 2013.

A previsão de superávit ocorre mesmo com a emenda constitucional que aumentará gastos sociais em R$ 41,25 bilhões no segundo semestre e com as desonerações de R$ 71,56 bilhões que entraram em vigor em 2022. A estimativa foi divulgada na semana passada, no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Gasto recorde

O déficit de agosto ocorreu porque as despesas foram pressionadas por dois fatores atípicos. O primeiro foi o pagamento de R$ 23,9 bilhões referentes ao acordo que extinguiu a dívida de cerca de R$ 24 bilhões da Prefeitura de São Paulo com a União em troca da extinção da ação judicial que questiona o controle do aeroporto de Campo de Marte, na capital paulista.

Na semana passada, o Ministério da Economia divulgou que o Governo Central fecharia o ano com superávit primário de R$ 37,5 bilhões, não fosse o acordo de Campo de Marte.

O segundo fator foi o pagamento de precatórios, dívidas do governo determinadas por sentença judicial definitiva. No mês passado, o governo pagou R$ 13,3 bilhões a mais na Previdência Social, R$ 6,1 bilhões a mais nas despesas com o funcionalismo e R$ 6,2 bilhões a mais em sentenças judiciais e precatórios em geral. Isso ocorreu porque, por decisão do Conselho Nacional de Justiça, o pagamento de precatórios, que tradicionalmente ocorre em junho, neste ano foi adiado para agosto.

Receitas

Com esses pagamentos adicionais, as despesas cresceram mais que as receitas em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado. No último mês, as receitas líquidas cresceram 17,5% em relação a agosto do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento atingiu 8%. No mesmo período, as despesas totais subiram 48,3% em valores nominais e 36,4% após descontar a inflação.

Em relação ao pagamento de impostos, houve crescimento de R$ 8 bilhões acima da inflação no Imposto de Renda, motivado principalmente pelo aumento do lucro das empresas. Em grande parte, essa alta reflete o aumento do lucro das empresas de energia e de petróleo no início do ano, o que ajuda a compensar parcialmente as desonerações para a indústria e para os combustíveis.

A alta do petróleo no mercado internacional fez as receitas com royalties crescerem R$ 1,729 bilhão (+30,5%) acima da inflação no mês passado na comparação com agosto de 2021. Atualmente, a cotação do barril internacional está em torno de US$ 90 por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas

Do lado das despesas, além dos fatores atípicos, aumentaram os gastos com programas sociais após a emenda constitucional que aumentou o valor do Auxílio Brasil e criou os Auxílios Taxista e Caminhoneiro. Apenas com o Auxílio Brasil, o impacto do reajuste do valor mínimo do benefício para R$ 600 correspondeu a R$ 7,5 bilhões em agosto.

No acumulado do ano, o aumento nas despesas discricionárias (não obrigatórias) com controle de fluxo chega a R$ 39,245 bilhões (+58,1%) acima do IPCA. Essa categoria abrange os programas sociais, como o Auxílio Brasil.

Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 7,6% no acumulado do ano descontada a inflação. A queda reflete o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre julho de 2020 e dezembro de 2021 e a falta de reajustes em 2022, apesar de diversas categorias estarem em greve. O adiamento dos precatórios também contribuiu para a queda.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 26,7 bilhões nos sete primeiros meses do ano. O valor representa queda de 12,5% descontado o IPCA em relação ao mesmo período de 2021.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-49-97-bilhoes-em-agosto

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Quando Lula cresce nas pesquisas os combustíveis baixam de preço

Petrobrás reduz em 6% preços do gás de cozinha a partir de sexta-feira

Redução de 6% equivale a uma diminuição média de 3,15 reais para cada botijão de 13 kg

22 de setembro de 2022, 15:01 h Atualizado em 22 de setembro de 2022, 15:32

www.brasil247.com - Botijão de 13 quilos de gás de cozinha Botijão de 13 quilos de gás de cozinha (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasi)

Reuters - A Petrobrás vai reduzir o preço do gás de cozinha (GLP) de 4,0265 reais para 3,7842 por quilo a partir de sexta-feira, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira.

A redução de 6% equivale a uma diminuição média de 3,15 reais para cada botijão de 13 kg, que passará a ser vendido às distribuidoras por 49,19 reais.

A petroleira informou, no comunicado, que a redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a sua prática de preços.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/petrobras-reduz-em-6-precos-do-gas-de-cozinha-a-partir-de-sexta-feira

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Uma informação histórica sobre os valores dos combustíveis no Brasil

por Jacinto Pereira

No dia 12 de maio de 2016, quando a Dilma foi  tirada do governo, os preços dos combustíveis estavam assim:

A gasolina custava  $2.40, dois reais e quarenta centavos na bomba.

O óleo diesel $ 2.95, dois reis e noventa e cinco centavos.

O gás de cozinha $ 42,92, quarenta e dois reais e noventa e dois reais

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Maior fundo soberano mundial tirou mais de R$ 18 bi em investimentos no Brasil durante o governo Bolsonaro


Fundo de Pensão do Governo na Noruega, maior fundo soberano do mundo, que em 2019 destinou 0,9% dos recursos disponíveis para o Brasil, reduziu para apenas 0,4% em 2021

24 de agosto de 2022, 13:52 h Atualizado em 24 de agosto de 2022, 13:52

www.brasil247.com - Bolsonaro, notas de dólares e bandeira da Noruega Bolsonaro, notas de dólares e bandeira da Noruega (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Reuters)

247 - O Fundo de Pensão do Governo na Noruega, maior fundo soberano do mundo, cortou em US$ 3,69 bilhões (cerca R$ 18,8 bilhões) o volume dos investimentos realizados no Brasil entre 2019 e 2021, período do governo Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a coluna do jornalista Jamil Chade, do UOL, “ao contrário do que fez no Brasil, o fundo ampliou seus investimentos no mundo, passando de US$ 1,1 trilhão em 2019 para US$ 1,4 trilhão ao final de 2021”.

“No Brasil, porém, o volume vem caindo, assim como a proporção do país no total de investimentos pelo fundo. Em 2019, os escandinavos destinavam US$ 9,6 bilhões ao Brasil, dos quais 10% iam para a Petrobras. Um ano depois, o valor foi de US$ 6,8 bilhões. Se no final de 2019 os noruegueses destinavam 0,9% do fundo ao Brasil, a taxa caiu para 0,5% em 2020”, ressalta o jornalista.

Ainda segundo a reportagem, o volume de investimentos voltou a cair no ano passado, quando o “fluxo foi de US$ 6 bilhões, apenas 0,4% de todo fluxo de recursos do fundo norueguês ao mundo. Pela cotação do dólar naquele momento no final do ano passado, o valor do corte significava praticamente uma redução de 20 bilhões de reais nos fluxos ao país”.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/maior-fundo-soberano-mundial-tirou-mais-de-r-18-bi-em-investimentos-no-brasil-durante-o-governo-bolsonaro

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Lula: 'vamos atrás de investidores internacionais, mas não vamos vender empresas públicas'


"Quem quiser fazer investimento no Brasil, [que] venha fazer investimento em algo novo. Queremos convidar investidores estrangeiros a virem investir no Brasil", disse Lula

22 de agosto de 2022, 11:59 h Atualizado em 22 de agosto de 2022, 12:23www.brasil247.com - Luiz Inácio Lula da Silva Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

247 - O ex-presidente Lula, que concede entrevista nesta segunda-feira (22) a jornalistas estrangeiros, repetiu que baseará sua política econômica, se eleito, em "credibilidade, estabilidade e previsibilidade" e garantiu que não privatizará estatais.

"Vamos colocar o Brasil para viajar o mundo, para mostrar ao mundo o que a gente quer fazer no Brasil. Para que, com essa credibilidade, a gente convença investidores estrangeiros a confiarem no Brasil para fazer investimentos novos, e não para comprar empresas públicas", disse.

>>> "Vocês vão ver o Brasil cuidar do clima como jamais cuidou", diz Lula à imprensa internacional

"Nós não vamos privatizar empresas. Quem quiser fazer investimento no Brasil, [que] venha fazer investimento em algo novo, criar algo novo, e para isso é que nós queremos viajar, para convidar investidores estrangeiros a virem investir no Brasil", explicou o petista.

O ex-presidente destacou que, além do movimento para angariar investidores, é preciso também transformar o Brasil em um forte mercado consumidor. "Se não tiver mercado para o produto que vai ser fabricado, nenhum empresário quer fazer investimento".

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/lula-vamos-atras-de-investidores-internacionais-mas-nao-vamos-vender-empresas-publicas

sábado, 20 de agosto de 2022

Pesquisa da CNC diz que as mulheres são maioria entre os endividados no País


Estatística mostra como o congelamento de investimento e a retirada de direitos sociais e trabalhistas enfraqueceram o mercado consumidor interno

19 de agosto de 2022, 22:52 h Atualizado em 19 de agosto de 2022, 22:52

www.brasil247.com - (Foto: ABr)

247 - Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, divulgada no mês passado, mostrou que 80% das consumidoras tinham contas a vencer. Em janeiro, eram 72%. De acordo com a economista da CNC, Izis Ferreira, a inadimplência "é maior entre o público feminino". O relato dela foi publicada nesta sexta-feira (19) pelo Jornal Nacional.

"Nós temos, por exemplo, 31% de mulheres hoje com algum tipo de dívida ou conta atrasada, enquanto entre o público masculino essa proporção ela se aproxima de 28%. Isso mostra que para elas está mais difícil de fechar todas as contas no mês, de conseguir pagar todas as contas e dívidas dentro de um mês", afirmou.

Segundo a CNC, o endividamento atingiu 78% das famílias brasileiras em julho.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/pesquisa-da-cnc-diz-que-as-mulheres-sao-maioria-entre-os-endividados-no-pais

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

"Gerar emprego, fazer a economia crescer e distribuir o resultado para melhorar a vida do povo é nossa obsessão", diz Lula


Em evento nesta quarta-feira, ex-presidente deu a entender que pode criar, se eleito, o 'Ministério das Pequenas e Médias Empresas'

17 de agosto de 2022, 13:09 h Atualizado em 17 de agosto de 2022, 13:35

www.brasil247.com - Lula Lula (Foto: Reprodução)

247 - O ex-presidente Lula (PT) se encontrou nesta quarta-feira (17) com empresários de pequenas e médias empresas e garantiu que a categoria terá atenção especial em seu eventual terceiro governo.

O petista deu a entender que poderá criar o 'Ministério das Pequenas e Médias Empresas' e destacou que os bancos públicos brasileiros serão os principais financiadores dos menores empreendimentos cso volte ao governo. "O que vocês representam é a maior demonstração de que a gente precisa dar mais importância para isso. Antes de deixar a Presidência, eu propus criar o Ministério da Micro e Pequena Empresa porque eu tinha consciência de que não era possível você tratar o problema da Volkswagen junto com o problema do mecânico que existia do lado da VolksWagen. Eram duas coisas totalmente distintas".

>>> Lula planeja crédito especial para incentivar agro verde e reduzir pressão sobre Amazônia

"Nós vamos recriar alguns ministérios. Não sei se está funcionando o Ministério das Pequenas e Médias Empresas, mas vai ter que funcionar. Eu já disse que vou criar o Ministério dos Povos Originários, para que o índio seja ministro. Nós vamos recuperar o Ministério do Turismo com a força que ele precisa, porque o turismo é um gerador extraordinário de oportunidade de emprego nas mais diferentes cadeias produtivas", complementou.

Lula ainda afirmou que "a gente não pode deixar que vocês [empresários de pequenas e médias empresas] morram por causa da dívida que vocês contraíram por conta da pandemia". "Vamos ter que levar muito em conta e muito a sério essa questão da negociação dessa dívida de vocês. E vamos colocar o Banco do Brasil - e o Banco do Brasil parece bonzinho quando tem organização governamental; porque se não tiver orientação, a burocracia do Banco do Brasil pensa como banco privado. Então é preciso que a gente enquadre o Banco do Brasil, e nós vamos voltar com o objetivo de fazer os bancos públicos virarem bancos públicos. Nós não queremos que os bancos públicos tenham nenhum prejuízo, mas não queremos que eles tenham os mesmos lucros dos bancos privados. Eles têm que prestar uma função social a esse país. Da mesma forma o BNDES. O BNDES vai ter que deixar de fazer empréstimo para grandes empresas e vai ter que se dedicar para emprestar para pequenos e médios empresários, porque o restante pode tomar empréstimo em dólar e em qualquer lugar".

Por fim, o petista declarou que "gerar emprego, fazer a economia brasileira voltar a crescer e distribuir o resultado desse crescimento para melhorar a vida do povo é nossa obsessão. Não existe outra razão para voltar a governar esse país se não for a obsessão de provar que esse país tem jeito, que pode melhorar, que o povo pode viver dignamente bem nesse país".

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/gerar-emprego-fazer-a-economia-crescer-e-distribuir-o-resultado-para-melhorar-a-vida-do-povo-e-nossa-obsessao-diz-lula

domingo, 14 de agosto de 2022

Bolsonaro diz que rachadinha é comum e garante Guedes no comando da economia, se reeleito


O candidato falou com naturalidade sobre a prática, que é tipificada como crime de peculato e envolve diretamente a ele e seu filho Flávio

13 de agosto de 2022, 16:23 h Atualizado em 13 de agosto de 2022, 17:11

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e Paulo Guedes Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

247 - Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã deste sábado que manterá Paulo Guedes na economia, caso reeleito.

Bolsonaro afirmou que o atual ministro da Economia fez "excelente trabalho". Ao falar do ministro, usou verbo de quem jconsidera certa a reeleição.

"Paulo Guedes continua sendo meu ministro ano que vem. Mais provas do que ele deu certo?”

O Brasil teve crescimento pífio nos últimos anos, mesmo antes da pandemia.

Com Guedes, o desemprego atingiu marcas recordes, a massa salarial recuou e o dólar atingiu seu maior valor, sem contar a inflação, que atingiu um dos seus maiores índices desde a implantação do Plano Real.

De acordo com dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Trimestral, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 9,3% da população desempregada. A comparação é com o trimestre anterior (11,1%). Ainda segundo a Pnad Contínua, cerca de 2,985 milhões de brasileiros em situação de desemprego estão em busca de um trabalho há pelo menos dois anos.

Questionado sobre rachadinha, Bolsonaro afirmou com naturalidade que a prática é comum, mas não foi questionado sobre a denúncias que o envolvem diretamente.

Quando deputado, ele teve funcionários que não trabalhavam, mas devolviam quase todo o salário.

Para a Justiça, a prática se enquadra no crime de peculato, quando agente público se apropria do patrimônio público.

A denúncia foi feita por sua ex-cunhada (irmã da segunda esposa), em áudio que se tornou público.

O filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, é investigado pela prática de rachadinha, em esquema que era operado pela segunda mulher de Bolsonaro, Ana Cristina, e depois pelo PM Fabrício Queiroz.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/bolsonaro-diz-que-rachadinha-e-comum-e-garante-guedes-no-comando-da-economia-se-reeleito

BNDES financia ilegalmente loja de armas de ex-PM amigo do clã Bolsonaro


Empresário dono de clube de tiro no Rio Grande do Sul obteve financiamento do banco estatal e depois alterou contrato social para permitir venda de armas

13 de agosto de 2022, 21:19 h Atualizado em 13 de agosto de 2022, 21:50

www.brasil247.com - Ivan Keller Ivan Keller (Foto: Reprodução)

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou recursos para que o ex-policial militar e empresário bolsonarista Ivan Keller se preparasse para entrar no comércio varejista de armas e munições no Rio Grande do Sul.

Keller é filiado ao PL e próximo do ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL), candidato de Bolsonaro ao governo gaúcho. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o ex-PM teria feito uma manobra para obter, em 2021, R$ 130 mil com juros de 5,45% para financiar seu Clube de Tiro Keller.

O ex-PM agora se prepara para abrir uma loja de armamento em Santa Cruz do Sul, durante a vigência do contrato com o BNDES, que é proibido de financiar venda de armas.

A manobra do clube de tiro gaúcho preocupa especialistas em segurança pública. Com o aumento exponencial deste tipo de associação no País, o receio é que os cofres públicos financiem direta ou indiretamente a venda de armas.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/bndes-financia-ilegalmente-loja-de-armas-de-ex-pm-amigo-do-cla-bolsonaro

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Índia começa a se desvencilhar do dólar furado


Índia despeja dólar americano para Dirham dos Emirados Árabes Unidos, Yuan chinês no comércio de carvão russo: relatório

A Rússia se tornou o terceiro maior fornecedor de carvão da Índia depois que Nova Délhi começou a se afastar do dólar americano em seu comércio bilateral

Pelo berço

O Berço

As empresas indianas estão trocando o dólar americano por moedas asiáticas para pagar as importações russas de carvão, de acordo com documentos analisados ​​pela Reuters.

Siderúrgicas e fabricantes de cimento na Índia têm usado o dirham dos Emirados Árabes Unidos , o dólar de Hong Kong, o yuan chinês e o euro para pagar o carvão russo nas últimas semanas.

No mês passado, a Rússia se tornou o terceiro maior fornecedor de carvão da Índia depois que a gigante do sul da Ásia descartou o dólar para garantir negócios, com as importações subindo para um recorde de 2,06 milhões de toneladas.

Em junho, os compradores indianos pagaram pelo menos 742.000 toneladas de carvão russo usando moedas diferentes do dólar americano, o que equivale a 44% das 1,7 milhão de toneladas de importações russas naquele mês.

Enquanto isso, o Reserve Bank of India também aprovou recentemente pagamentos de commodities na rúpia indiana, uma medida que pode impulsionar ainda mais o comércio bilateral com a Rússia.

Relatórios recentes revelaram que Moscou estava calculando o valor das exportações de petróleo para a Índia em dólares americanos enquanto solicitava o pagamento em dirhams, solicitando que os pagamentos fossem feitos ao Gazprombank da Rússia via Mashreq Bank, seu banco correspondente em Dubai.

A Índia aumentou as compras de petróleo e carvão russos desde o início da guerra na Ucrânia, ajudando Moscou a amortecer o efeito das sanções ocidentais e permitindo que Nova Délhi garantisse matérias-primas com desconto.

No início de julho, a empresa russa de logística RZD Logistics anunciou a conclusão do primeiro transporte de mercadorias por trens de contêineres da Rússia para a Índia através do ramo leste do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul (INSTC).

O INSTC, que liga o Oceano Índico e o Golfo Pérsico ao Mar Cáspio via Irã, é uma importante rota marítima internacional de 7.200 quilômetros de extensão para o comércio indo-russo.

Diante das agressivas sanções ocidentais, a Rússia reforçou a cooperação econômica com várias nações amigas.

O Irã e a Turquia estão atualmente trabalhando na implementação do sistema de pagamento Mir da Rússia em suas economias.

A Turquia também concordou recentemente em fazer  pagamentos parciais pelo gás russo em rublos, enquanto as empresas europeias teriam consultado Ancara sobre atuar como intermediário para fornecer metais à Rússia, como forma de superar as sanções.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

"O mundo precisa de vocês, está carente de lideranças como Lula", diz economista norte-americano Jeffrey Sachs


Sachs é diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Colúmbia e presidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU

12 de agosto de 2022, 07:21 h Atualizado em 12 de agosto de 2022, 08:11

www.brasil247.com - (Foto: Ricardo Stuckert | Claudio Kbene)

247 - Em palestra nesta quinta-feira (11) na Fundação Perseu Abramo, o economista norte-americano Jeffrey Sachs afirmou que o mundo precisa da liderança do ex-presidente Lula (PT). Sachs é diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Colúmbia e presidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Para ele, o petista é a única liderança com a envergadura necessária para encarar os desafios globais que se apresentam, os mais complexos dos últimos 40 anos. "Eu sei que o Brasil precisa muito de vocês, mas devo enfatizar que o mundo todo precisa de vocês. O mundo está carente de lideranças e, com certeza, ele vai ser um dos líderes mais importantes para conseguir organizar as questões globais. Nós temos uma crise muito grande, que está se aprofundando. Não é só uma crise econômica, é também uma crise geopolítica e ecológica. De fato, é importante ter líderes como o presidente Lula participando ativamente”, afirmou, ao lado do ex-ministro Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo e coordenador do programa de governo da chapa Lula-Alckmin.

Na plateia estavam grandes nomes do Brasil, como o cientista Carlos Nobre, o economista Paulo Nogueira Batista e os ex-ministros Nelson Barbosa, Míriam Belchior e Tereza Campello, dentre outros.

Com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), Sachs atestou que os oitos anos de governo Lula foram um período de crescimento efetivo da economia, desde a década de 1980.

Chamando atenção para a emergência climática que o mundo atravessa, ele ressaltou a importância do Brasil para o debate do desenvolvimento sustentável e registrou também que, entre 2003 e 2010, período em que o petista esteve no poder, houve avanços nessa área, como a redução dos índices de desmatamento. “Os mandatos de Lula foram momento de progresso econômico de fato. É extraordinário. Por isso, Lula merece outro mandato e espero que o Brasil dê a ele esse mandato. Foi um período de muito sucesso. Talvez o maior dos últimos 40 anos".

O economista sugeriu que caso Lula volte ao poder, crie um programa de investimento com estratégia audaciosa de crescimento e priorizando as áreas críticas do país. Ele defendeu um programa integrado e holístico, que contemple áreas como infraestrutura, inovação e saúde, mas que priorize a educação nos próximos 20 anos. “A qualidade da educação para as crianças vai fazer a diferença para o país”, destacou.

Sobre o Brics, que reúne o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Sachs declarou que o grupo atualmente é maior que o G-7 e é importante para a estratégia econômica brasileira. "O processo do Brics é importantíssimo na minha opinião. É grande, significativo, pode fornecer financiamento e tecnologia e seria muito útil para o Brasil". Ele defendeu a captação de crédito de longo prazo e custo baixo para financiar o crescimento.

O norte-americano concordou com a tese defendida por Mercadante de que o mundo, que se beneficia da biodiversidade da Amazônia, financie a preservação e compense o Brasil por fazê-la. Ele concordou com a ideia do coordenador do programa de governo de que o Brasil se junte com outros países que têm florestas tropicais relevantes para discutir globalmente uma arquitetura de crédito internacional para criar mercado de carbono e buscar a melhor forma de financiar a proteção e oferecer as compensações. Mercadante citou a junção do Brasil com a Indonésia e a República do Congo no que seria o BIC, centrado na questão do desenvolvimento sustentável.

Sachs se ofereceu para colaborar no que for preciso para desenhar as melhores estratégias para o crescimento do Brasil. Mercadante o convidou para, em caso de vitória de Lula, trabalhar como consultor em projetos como essa discussão da arquitetura de crédito internacional, que já pode ser posta na convenção do clima que acontecerá em novembro no Egito.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/o-mundo-precisa-de-voces-esta-carente-de-liderancas-como-lula-diz-economista-norte-americano-jeffrey-sachs

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Reunificação pacífica e 'Um País, Dois Sistemas': novo Livro Branco define curso da questão taiwanesa


Os direitos dos taiwaneses serão garantidos por Pequim, assegura o Livro Branco, que também alerta: quaisquer atividades que cruzem "linhas vermelhas" serão combatidas à força

10 de agosto de 2022, 04:48 h Atualizado em 10 de agosto de 2022, 05:58

www.brasil247.com - (Foto: Reuters)

Leonardo Sobreira, de Guangzhou (247) - Pequim está determinada a cumprir o objetivo histórico de reunificar Taiwan à administração continental, e o fará de maneira pacífica e respeitando todas as particularidades da ilha, diz Livro Branco publicado nesta quarta-feira, 10, pelos gabinetes de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado e de Informação do Conselho de Estado da República Popular da China.

O documento, intitulado A Questão de Taiwan e a Reunificação da China na Nova Era, situa a política de reunificação no contexto do grande esforço do Partido Comunista para alcançar o rejuvenescimento da Nação chinesa. Este é o terceiro livro branco referente à questão taiwanesa a ser publicado. O primeiro, A Questão de Taiwan e Reunificação da China, data de agosto de 1993. O segundo, O Princípio de Uma Só China e a Questão de Taiwan, de fevereiro de 2000.

O novo Livro Branco é assertivo ao declarar que Taiwan indiscutivelmente faz parte da China. "Taiwan pertence à China desde os tempos antigos. Esta afirmação tem uma base sólida na história e na jurisprudência. Novas descobertas arqueológicas e descobertas de pesquisas atestam regularmente os profundos laços históricos e culturais entre os dois lados do Estreito de Taiwan. Um grande número de registros históricos e anais documentam o desenvolvimento de Taiwan pelo povo chinês em períodos anteriores", diz.

"Taiwan nunca foi um estado; seu status como parte da China é inalterável. Qualquer tentativa de distorcer esses fatos e contestar ou negar o princípio de uma só China terminará em fracasso", sentencia.

O documento lista a evolução das propostas do PCCh desde 1949, quando Mao Zedong definiu as diretrizes essenciais para a resolução pacífica da questão taiwanesa. Em 2019, o presidente Xi Jinping "propôs grandes políticas para promover o desenvolvimento pacífico das relações através do Estreito e a reunificação pacífica da China na nova era. São eles: primeiro, trabalhar juntos para promover o rejuvenescimento da China e sua reunificação pacífica; segundo, buscar uma solução de dois sistemas para a questão de Taiwan e fazer esforços inovadores para a reunificação pacífica; terceiro, respeitar o princípio de uma só China e salvaguardar as perspectivas de reunificação pacífica; quarto, integrar ainda mais o desenvolvimento através do Estreito e consolidar as bases para a reunificação pacífica; quinto, forjar laços mais estreitos de coração e mente entre as pessoas de ambos os lados do Estreito e fortalecer o compromisso conjunto com a reunificação pacífica".

Nesse contexto, o desenvolvimento econômico alcançado pela China atua como uma força para a reunificação nacional que não pode ser impedida por forças separatistas do Partido Democrático Progressista ou externas.

"O desenvolvimento e o progresso da China são um fator-chave que determina o curso das relações através do Estreito e a realização da reunificação nacional completa. Em particular, as grandes conquistas ao longo de quatro décadas de reforma, abertura e modernização tiveram um impacto profundo no processo histórico de resolver a questão de Taiwan e realizar a reunificação nacional completa. Não importa qual partido político ou grupo esteja no poder em Taiwan, isso não pode alterar o curso do progresso nas relações através do Estreito ou a tendência à reunificação nacional", diz o texto.

Em referência a estas forças externas, o Livro Branco cita os Estados Unidos em particular, acusando o país de buscar conter a China através de Taiwan. A presidente da Câmara de Representantes em Washington, Nancy Pelosi, visitou Taipei no início de agosto. Pequim sustenta que, ao intensificar contatos oficiais com Taipei, a democrata violou a política de Uma Só China, ratificada pelos próprios Estados Unidos em três Comunicados Conjuntos adotados em 1972, 1978 e 1982, assim como pela Assembleia Geral da ONU na Resolução 2758, adotada em 1971. A política de Uma Só China estabelece que a República Popular da China é o único governo legal da China.

"Essas forças externas estão usando Taiwan como um peão para minar o desenvolvimento e o progresso da China e obstruir o rejuvenescimento da nação chinesa. Elas estão fazendo isso à custa dos interesses, bem-estar e futuro do povo de Taiwan, e não em seu benefício. Eles encorajaram e instigaram ações provocativas das forças separatistas; estas intensificaram a tensão e o confronto através do Estreito e minaram a paz e a estabilidade na região da Ásia-Pacífico. Isso vai contra as tendências globais subjacentes de paz, desenvolvimento e cooperação ganha-ganha, e vai contra os desejos da comunidade internacional e a aspiração de todos os povos", diz.

A interferência externa está fadada ao fracasso, sentencia o Livro Branco: "A China está firmemente comprometida com o desenvolvimento pacífico. Ao mesmo tempo, não vacilará sob qualquer interferência externa, nem tolerará qualquer violação de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. Confiar em forças externas não fará nada para os separatistas de Taiwan, e usar Taiwan para conter a China está fadado ao fracasso". "A roda da história gira em direção à reunificação nacional, e não será detida por nenhum indivíduo ou nenhuma força", acrescenta.

Um País, Dois Sistemas

Acompanhando as diretrizes de Xi Jinping, o texto estabelece que a política de 'Um País, Dois Sistemas', aplicada às regiões de Hong Kong e Macau, é o melhor caminho para alcançar a reunificação nacional chinesa. A prioridade do PCCh é alcançar esse objetivo por vias pacíficas:

"O princípio Um País, Dois Sistemas é um importante instrumento institucional criado pelo PCCh e pelo governo chinês para permitir a reunificação pacífica. Representa uma grande conquista do socialismo chinês. A reunificação pacífica e Um País, Dois Sistemas são nossos princípios básicos para resolver a questão de Taiwan e a melhor abordagem para realizar a reunificação nacional. Incorporando a sabedoria chinesa --nós prosperamos abraçando uns aos outros --eles levam plenamente em conta as realidades de Taiwan e são propícios para a estabilidade de longo prazo em Taiwan após a reunificação", diz o texto.

"A reunificação nacional por meios pacíficos é a primeira escolha do PCCh e do governo chinês para resolver a questão de Taiwan, pois atende melhor aos interesses da nação chinesa como um todo, incluindo nossos compatriotas em Taiwan, e funciona melhor para a estabilidade a longo prazo e desenvolvimento da China. Trabalhamos duro para superar dificuldades e obstáculos à reunificação pacífica nas últimas décadas, mostrando que prezamos e salvaguardamos o bem maior da nação, o bem-estar de nossos compatriotas em Taiwan e a paz em ambos os lados", prossegue.

Uso da força

No entanto, quaisquer atividades separatistas que cruzem as "linhas vermelhas" serão combatidas, inclusive à força, alerta o texto.

"Estamos prontos para criar um vasto espaço para uma reunificação pacífica; mas não deixaremos espaço para atividades separatistas de qualquer forma", diz o texto. "Não renunciaremos ao uso da força e nos reservamos a opção de tomar todas as medidas necessárias. Isso é para se proteger contra interferências externas e todas as atividades separatistas. De forma alguma tem como alvo nossos colegas chineses em Taiwan. O uso da força seria o último recurso tomado em circunstâncias imperiosas. Só seremos forçados a tomar medidas drásticas para responder à provocação de elementos separatistas ou forças externas caso eles cruzem nossas linhas vermelhas", acrescenta.

"Estaremos sempre prontos para responder com o uso da força ou outros meios necessários à interferência de forças externas ou ação radical de elementos separatistas. Nosso objetivo final é garantir as perspectivas de reunificação pacífica da China e avançar nesse processo".

Benefícios para o mundo

A reunificação da China não afetará o modo de vida dos taiwaneses, que continuarão a usufruir de plenos direitos, garante o documento.

"O sistema social de Taiwan e seu modo de vida serão totalmente respeitados, e a propriedade privada, as crenças religiosas e os direitos e interesses legais do povo de Taiwan serão totalmente protegidos", assegura.

Além disso, as perspectivas econômicas para a região de Taiwan, a China e o resto do mundo serão aprimoradas após a concretização da reunificação. "Após a reunificação, os sistemas e mecanismos de cooperação econômica através do Estreito serão aprimorados. Apoiada pelo vasto mercado continental, a economia de Taiwan desfrutará de perspectivas mais amplas, se tornará mais competitiva, desenvolverá cadeias industriais e de suprimentos mais estáveis ​​e suaves e exibirá maior vitalidade no crescimento impulsionado pela inovação", diz o texto.

"A reunificação pacífica através do Estreito é benéfica não apenas para a nação chinesa, mas para todos os povos e para a comunidade internacional como um todo. A reunificação da China não prejudicará os interesses legítimos de qualquer outro país, incluindo quaisquer interesses econômicos que possam ter em Taiwan. Pelo contrário, trará mais oportunidades de desenvolvimento para todos os países; criará um impulso mais positivo para a prosperidade e estabilidade na Ásia-Pacífico e no resto do mundo; contribuirá mais para a construção de uma comunidade global de futuro compartilhado, promovendo a paz e o desenvolvimento mundial e impulsionando o progresso humano", acrescenta.

Fonte:

terça-feira, 9 de agosto de 2022

4 anos sem aumento real: governo prevê salário mínimo em R$ 1.302 em 2023


Em julho deste ano, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o mínimo atual, de R$ 1.212, segundo o Dieese

8 de agosto de 2022, 19:31 h Atualizado em 8 de agosto de 2022, 20:10

www.brasil247.com - (Foto: ABr)

247, CUT - O governo Jair Bolsonaro (PL) vai propor um salário mínimo de R$ 1.302 para 2023, informou a Folha de S.Paulo. Com isso, não haverá aumento real pelo quarto ano seguido. Desde 2019, o atual governo tem optado por apenas recompor a variação do INPC (inflação).

Segundo a Folha, a nova previsão para o salário mínimo constará no envio da proposta de Orçamento para o ano que vem.

Salário mínimo segundo o Dieese

Em julho deste ano, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o mínimo atual, de R$ 1.212, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A estimativa leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/4-anos-sem-aumento-real-governo-preve-salario-minimo-em-r-1-302-em-2023-cvupohw9

Percentual de famílias com dívidas a vencer atinge recorde de 78%


Alta nas duas faixas de renda ocorre depois de dois meses de queda

8 de agosto de 2022, 13:43 h Atualizado em 8 de agosto de 2022, 13:51

www.brasil247.com - (Foto: ABr)

Agência Brasil/EBC - O percentual de famílias com dívidas a vencer cresceu 0,7 ponto percentual em julho, atingindo a marca recorde de 78% dos lares brasileiros. O aumento em relação a julho de 2021 foi de 6,6 pontos percentuais. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O total de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou em 29% em julho, ante 28,5% em junho deste ano e 25,6% em julho de 2021. Desses, 10,7% disseram não ter como pagar os compromissos assumidos, proporção 0,1 ponto percentual maior do que no mês anterior e 0,2 ponto percentual menor do que no mesmo período do ano anterior.

O aumento do endividamento foi de 0,5 ponto percentual entre as mulheres e de 1 ponto percentual entre os homens, ficando em 80,6% e 77,5% respectivamente. Entre as mulheres, a pesquisa aponta desaceleração no endividamento nos últimos meses, mas o incremento na comparação anual foi de 8,3 pontos percentuais, enquanto entre os homens subiu 6,3 pontos percentuais.

Por faixa de renda, a Peic aponta que as famílias na faixa acima de dez salários mínimos mensais contraíram mais 0,8 ponto percentual de dívidas em julho, chegando a 75% com dívidas. Na faixa com renda abaixo de dez salários mínimos, o endividamento cresceu 0,6 ponto percentual, atingindo 78,8%. Nas duas faixas, a taxa é recorde.

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Modalidades de endividamento

Por modalidade de endividamento, a Peic mostra queda de 1,2 ponto percentual no número de famílias que devem no cartão de crédito, a terceira queda seguida. Entre os que têm dívidas, 85,4% possuem dívidas no cartão de crédito. Em abril, a proporção havia chegado a 88,8%.

Na avaliação da CNC, a queda no cartão de crédito ocorreu pela busca por opções mais baratas de juros.

“Esse movimento de queda da proporção de endividados no cartão de crédito mostra que as famílias têm buscado alternativas de crédito mais baratas no contexto de juros elevados. Com isso, carnês de lojas e crédito pessoal foram as modalidades que avançaram no endividamento, neste início de semestre, representando 18,8% e 9,2% do total de famílias com dívidas, respectivamente”, diz a nota da confederação.

Inadimplência

O número de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu 0,5 ponto percentual em julho, para 29%. A proporção é 3,4 pontos percentuais maior do que o apurado em julho de 2021. Já a proporção daquelas que não terão condições de saldar seus débitos ficou em 10,7%, percentual que se manteve praticamente estável no último ano.

“A alta dos indicadores de inadimplência, após moderação e queda entre abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito restrito ao segundo trimestre no pagamento de contas e/ou dívidas já atrasadas”, avalia a CNC.

De acordo com a confederação, o mercado de trabalho está absorvendo trabalhadores com menor nível de escolaridade e de maneira informal, o que aumenta a incerteza na gestão das finanças pessoais. Além disso, segundo a CNC, a inflação elevada achata os rendimentos e dificulta a organização do orçamento familiar.

Os dados da Peic são coletados em todas as capitais e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. Os principais tipos de dívida levantados são cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/percentual-de-familias-com-dividas-a-vencer-atinge-recorde-de-78-tdhf03nk

Índice de endividados e com contas atrasadas bate novo recorde no país


Roberto Parizotti / Site do PT

O número de brasileiros endividados e com contas atrasadas não para de subir, numa clara demonstração da incapacidade de Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de melhorar a vida dos trabalhadores.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta segunda-feira (8), em julho passado 78% das famílias tinham dívidas e 29% estavam inadimplentes, ou seja, com contas atrasadas.

São os maiores índices já registrados na história da pesquisa, que começou a ser feita em 2010. Em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, disse que esse resultado mostra que o governo não consegue apresentar soluções duradouras para a crise.

“A alta dos indicadores de inadimplência, após queda nos meses de abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito momentâneo no pagamento de contas ou dívidas já atrasadas, concentrado no segundo trimestre deste ano”, avaliou, segundo o site da Carta Capital.

O estudo traz outros dados que mostram como a população está achacada pela economia: 22% dos brasileiros estão com mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas e 10,7% das famílias dizem que não terão condições de pagar as contas atrasadas.

Cheque especial e empréstimos

Os dados da CNC são confirmados por outro estudo também divulgado nesta segunda, feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, 25% dos brasileiros não conseguem pagar todas as contas do mês.

Feito entre 23 e 26 de julho, o levantamento mostrou que 19% deixam alguma conta sem quitar e outros 6% recorrem a empréstimos, cheque especial ou pagam o mínimo do cartão de crédito (veja gráfico abaixo).

A pesquisa aponta ainda uma redução generalizada de gastos, segundo o site G1. Seis em cada dez brasileiros dizem ter reduzido suas despesas com lazer, e 58% deixaram de comprar produtos de uso pessoal, como roupas e sapatos.

Esse último dado aponta que Jair Bolsonaro e Paulo Guedes conseguiram deixar o Brasil em um ciclo vicioso, no qual a renda do trabalhador cai cada vez mais, reduzindo o consumo e impedindo, assim, a retomada da economia.

PTNacional

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/indice-de-endividados-e-com-contas-atrasadas-bate-novo-recorde-no-pais/

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Pobreza bate recorde e atinge quase 20 milhões de brasileiros nas grandes metrópoles


A causa é o golpe de estado de 2016, que destruiu a renda dos brasileiros e precarizou o mercado de trabalho

8 de agosto de 2022, 05:31 h Atualizado em 8 de agosto de 2022, 05:32

www.brasil247.com - (Foto: Jorge Araujo/Fotos Publicas)

247 – O golpe de estado de 2016, que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff e aplicou um choque neoliberal, que precarizou o mercado de trabalho, destruiu a renda dos brasileiros e transferiu a riqueza do pré-sal para acionistas privados da Petrobrás, fez com que o Brasil atingisse 20 milhões de pobres nas grandes metrópoles. Tais políticas neoliberais, aplicadas por Michel Temer, foram mantidas por Jair Bolsonaro.

"Com o corte do auxílio emergencial, a disparada da inflação e a retomada insuficiente do mercado de trabalho, o número de pessoas em situação de pobreza saltou para 19,8 milhões nas metrópoles brasileiras em 2021. É o maior nível de uma série histórica de dez anos, iniciada em 2012, aponta o 9º Boletim Desigualdade nas Metrópoles. O estudo analisa estatísticas das 22 principais áreas metropolitanas do país. Ao chegar a 19,8 milhões, o número de pobres passou a representar 23,7% –quase um quarto– da população total dessas regiões. O percentual também é, com folga, o maior da série histórica. Até então, a porcentagem nunca havia alcançado 20%", informa o jornalista Leonardo Vieceli, na Folha de S. Paulo.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/pobreza-bate-recorde-e-atinge-quase-20-milhoes-de-brasileiros-nas-grandes-metropoles

Estudo do Dieese aponta que valor do salário mínimo previsto na Constituição seria R$ 6.388,55 em julho


O salário mínimo de julho seria mais de cinco vezes superior ao valor fixado pelo governo Bolsonaro

6 de agosto de 2022, 09:00 h Atualizado em 6 de agosto de 2022, 09:00

www.brasil247.com - (Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

247 - Mensalmente o Dieese estima o valor que o salário mínimo deveria ter para cumprir as funções básicas previstas na Constituição, garantindo o sustento de uma família com quatro integrantes. No mês de julho este valor seria equivalente a R$ 6.388,55, ou seja, mais de cinco vezes superior ao valor fixado pelo governo Bolsonaro, de R$ 1212,00. Quem ganha o mínimo tem de fazer muita ginástica para sobreviver, muitos vivem ao relento, morando na rua, e não conseguem fazer três refeições por dia.

Em julho de 2022, indica reportagem no site da CTB, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 120 horas e 37 minutos, menor do que o registrado em junho, de 121 horas e 26 minutos. Em julho de 2021, a jornada necessária ficou em 113 horas e 19 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em julho de 2022, 59,27% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos, um sensível retrocesso em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o percentual ficou em 55,68%. O tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 120 horas e 37 minutos.

Desde o golpe de Estado de 2016, que em sua essência foi um golpe do capital contra o trabalho, o salário mínimo deixou de ter aumento real e, ao invés disto, vem sendo arrochado, sobretudo no governo Bolsonaro, que pôs fim à política de valorização do salário mínimo criada no governo Lula e conduziu a economia para a chamada estagflação.

Com a inflação na casa dos dois dígitos o arrocho dos salários é sentido diariamente pela classe trabalhadora com a erosão do poder de compra da moeda brasileira, o real. O patronato, que sempre teve horror a aumentos de salários, aproveita a inflação para lucrar ainda mais explorando quem depende de salário.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/estudo-do-dieese-aponta-que-valor-do-salario-minimo-previsto-na-constituicao-seria-r-6-388-55-em-julho