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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Governo usou mais de R$ 375 milhões de 'sobras' do Bolsa Família com gastos militares


Despesas envolvem, entre outros, ajuda de custo e auxílio-moradia para as Forças Armadas

24 de junho de 2022, 16:01 h Atualizado em 24 de junho de 2022, 16:33

www.brasil247.com - Bolsonaro, ao lado de Braga Netto e comandantes militares durante desfile militar em frente ao Palácio do Planalto Bolsonaro, ao lado de Braga Netto e comandantes militares durante desfile militar em frente ao Palácio do Planalto (Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)

247 - Com a extinção do Bolsa Família, o governo Bolsonaro remanejou R$ 18,8 bilhões do programa para outras ações, especialmente o Auxílio Brasil, que é visto pelo atual chefe do executivo como uma das apostas para sua reeleição. No entanto, uma parcela de quase R$ 400 milhões das 'sobras' do antigo programa de assistência social foi destinada a gastos das Forças Armadas, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Entre os custos envolvidos, mais de R$ 23 milhões foram para "bancar a movimentação dos militares" e para "ajuda de custos ou auxílio moradia", ainda segundo a Folha.

Também foi utilizada verba do extinto Bolsa Família para a manutenção e suprimento de material aeronáutico, compra de combustíveis e lubrificantes de aviões, implantação do Sistema de Aviação do Exército, entre outros.

Além disso, R$ 90 milhões originalmente destinados ao Bolsa Família foram utilizados para comprar tratores a aliados de Jair Bolsonaro (PL).

https://www.brasil247.com/brasil/governo-usou-mais-de-r-375-milhoes-de-sobras-do-bolsa-familia-com-gastos-militares

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Fome: com menos de R$ 1 por aluno, Bolsonaro esvazia pratos nas escolas


Foto: Site do PT

Com o desmonte sistemático de todo um arcabouço de programas sociais que permitiu ao país sair do Mapa da Fome no governo Dilma, em 2014, o desgoverno Bolsonaro avança na estratégia de destruição do Estado e já condena mais de 33 milhões brasileiros à fome diária. Como Bolsonaro não impõe limites à própria perversidade, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) resolveu retirar também comida do prato dos alunos da pré-escola e do ensino fundamental e médio. Reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (9) aponta que o governo repassa menos de R$ 1 para a alimentação de cerca de 40 milhões de alunos da rede pública do país.

Atropelando a inflação galopante dos alimentos gerada pelo ministro-banqueiro Paulo Guedes, o governo repassa hoje apenas R$ 0,53 para a alimentação de crianças na pré-escola, e menos ainda para quem está no ensino médio e fundamental: são inacreditáveis R$ 0,36. Segundo o jornal, as verbas só passam de R$ 1 quando os períodos são mais longos, caso das creches (R$ 1,07) e do ensino integral, cujo valor é variado entre R$ 1 e R$ 2.

Os dados ampliam ainda mais o quadro de penúria social causado pela dupla Guedes-Bolsonaro, cujo saco de maldades é focado para atingir mulheres, crianças e a população negra, como demonstram os levantamentos mais recentes sobre insegurança alimentar no país. No caso de alunos em idade pré-escolar e, portanto, em fase de crescimento, a escassez de alimentos tem efeito avassalador para a formação das crianças, com o agravamento da desnutrição infantil.

LEIA MAIS: Fome cresce entre famílias chefiadas por mulheres com crianças

Diante do quadro, uma rede de entidades coordenada pelo Observatório da Alimentação Escolar e pela FIAN Brasil Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas lançou uma carta aos candidatos à Presidência na qual pede compromisso com reajustes adequados para gastos no âmbito do Pnae.

Para isso, as entidades sugerem que o orçamento do programa saia dos atuais R$ 3,96 bilhões para R$ 8 bilhões. Além disso, propõem um reajuste anual definido em lei que siga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para bebidas e alimentos.

LEIA MAIS: A escalada da fome já castiga 33 milhões de brasileiros

Os repasses do Pnae operados governo pelo seguem o padrão de desorganização e falta de critério que são uma marca da gestão Bolsonaro, caso do Auxílio Brasil, cujas transferências são feitas sem levar em conta a situação de cada família e região. Apesar do caráter suplementar dos repasses às verbas de estados e municípios, escolas das cidades mais pobres dependem exclusivamente das transferências do governo federal.

Falta de planejamento

“O que observamos é uma realidade muito díspar. Municípios com alta arrecadação chegam a destinar até cinco vezes mais do que é transferido pelo governo federal, enquanto os mais pobres, onde estão as crianças e os adolescentes em situação de maior vulnerabilidade alimentar, não conseguem aportar recursos adicionais para a compra de alimentos”, declarou à Folha a coordenadora do Observatório e assessora da FIAN Brasil, Mariana Santarelli.

“O resultado disso é o reforço das desigualdades no acesso à alimentação”, apontou. “No semiárido brasileiro, por exemplo, essa é uma realidade, uma vez em que há grande dependência dos municípios em relação à transferência de recursos federais, e o Pnae é o único repasse para a compra de alimentos nas escolas públicas”, relatou Santarelli.

Desmonte

Em meio a um cenário de aceleração do desmonte bolsonarista das estruturas da agricultura familiar, as entidades reforçam a necessidade de que 30% dos alimentos para escolas sejam fornecidos pelo setor, conforme estabelecido por lei. Uma das propostas é a realização de editais para a compra de produtos dos pequenos agricultores.

O documento alerta ainda para o aumento da obesidade infantil, fruto do alto consumo de alimentos ultraprocessados, mais um retrocesso do desgoverno Bolsonaro. As entidades pedem que os cardápios incluam mais alimentos naturais para contribuir na redução da obesidade infantil.

Nos governos Lula e Dilma, a situação era o oposto do inferno bolsonarista. Antes do desmonte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os estoques de alimentos eram feitos para impedir a disparada de preços, assim como os agricultores familiares recebiam incentivo para produzir os alimentos básicos que chegavam às mesas dos brasileiros. Ale’m disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), hoje praticamente extinto por Bolsonaro, levava comida de graça a creches, escolas, instituições sociais e famílias carentes.

PTNacional, com informações de Folha de S. Paulo

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/fome-com-menos-de-r-1-por-aluno-bolsonaro-esvazia-pratos-nas-escolas/

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Flávio Bolsonaro diz que comprou mansão com renda de advocacia sem jamais ter sido advogado


Resposta foi dada à Justiça em ação que questiona como o senador conseguiu um financiamento de R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília para a compra da mansão

1 de junho de 2022, 11:25 h Atualizado em 1 de junho de 2022, 14:08

www.brasil247.com - Flávio Bolsonaro | mansão de R$ 6 milhões em Brasília Flávio Bolsonaro | mansão de R$ 6 milhões em Brasília (Foto: Pedro França /Agência Senado | Reprodução)

247 - Sem nunca ter atuado como advogado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou à Justiça ter comprado sua mansão de R$ 6 milhões pagando parte do financiamento com recursos obtidos como profissional do Direito.

Segundo a Folha de S. Paulo, "não há registros de processos nos quais Flávio atue como advogado no Distrito Federal e no Rio, as duas unidades federativas onde o senador tem inscrição válida na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)". Também não existem processos em andamento em que o senador apareça como advogado.

>>> Vídeo mostra a super mansão comprada por Flavio Bolsonaro com dinheiro de origem suspeita

Em 2021, quando comprou o imóvel, Flávio Bolsonaro alegou ter conseguido o dinheiro como por meio de sua atuação como empresário, sem citar quaisquer ganhos como advogado.

A nova justificativa consta na defesa protocolada por ele como resposta a uma ação no TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) movida pela deputada federal Erika Kokay (PT). Ela questiona o fato de o senador ter conseguido, por meio do BRB (Banco de Brasília), um financiamento de R$ 3,1 milhões. O valor foi usado para completar a compra do imóvel, que custa R$ 5,97 milhões. A mansão fica localizada em um bairro nobre de Brasília.

Por meio de nota, o senador afirma que "o processo [no TJDFT] foi movido por uma parlamentar petista, não tem qualquer fundamento e serve apenas como uma tentativa de autopromoção em véspera eleitoral". Além disso, alega, "o banco que concedeu o financiamento [BRB], assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso 'compliance' e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade".

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/flavio-bolsonaro-diz-que-comprou-mansao-com-renda-de-advocacia-sem-jamais-ter-advogado

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Governo Bolsonaro tira R$ 90 milhões de auxílio a famílias pobres para dar trator a aliados


Compra foi feita pelo Ministério da Cidadania com dinheiro remanescente da transição do Bolsa Família para o Auxílio Brasil, que deveria ser destinado a 'despesas da pandemia'

23 de maio de 2022, 06:54 h Atualizado em 23 de maio de 2022, 06:54

www.brasil247.com - Bolsonaro diz que EUA concederam cota maior para açúcar; setor minimiza Bolsonaro diz que EUA concederam cota maior para açúcar; setor minimiza (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

247 - O governo Jair Bolsonaro (PL) retirou R$ 89,8 milhões que seriam usados para reduzir o impacto da pandemia de Covid-19 em comunidades pobres e destinou o recurso para a compra de tratores, informa a Folha de S. Paulo.

Os equipamentos foram adquiridos pelo Ministério da Cidadania no âmbito de uma ação voltada a famílias de extrema pobreza da zona rural.

Em junho, o Tribunal de Contas da União (TCU) permitiu que sobras da transição do Bolsa Família para o Auxílio Brasil fossem liberadas, mas seu gasto tinha uma condição: "[o dinheiro] deverá ser direcionado exclusivamente ao custeio de despesas com enfrentamento do contexto da calamidade relativa à pandemia de Covid-19 e de seus efeitos sociais e econômicos e que tenham a mesma classificação funcional da dotação cancelada ou substituída".

Foram comprados 247 equipamentos, ainda no apagar das luzes de 2021. A aquisição foi fechada sem nem haver definição da pasta sobre quais seriam os municípios beneficiados, o que denota a ausência de critérios técnicos.

No governo Bolsonaro, a compra de milhares de máquinas agrícolas se tornou motivo de crise. Políticos da base governista têm usado as emendas de relator do Orçamento para direcionar os equipamentos a suas bases eleitorais.

Neste caso, porém, a compra foi feita pela União, e não por congressistas.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/governo-bolsonaro-tira-r-90-milhoes-de-auxilio-a-familias-pobres-para-dar-trator-a-aliados

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Quando a Lei áurea completa 130 anos o Governo Bolsonaro avança para a escravidão


Câmara aprova MP que permite emprego sem carteira e salário menor que o mínimo

O projeto comprova que a obsessão do governo de Jair Bolsonaro (PL) em retirar direitos trabalhistas está cada vez mais evidente

12 de maio de 2022, 20:41 h Atualizado em 12 de maio de 2022, 20:50

www.brasil247.com - (Foto: Reuters)

Rede Brasil Atual - A CUT e juízes do trabalho criticam aprovação pela Câmara dos Deputados da Medida Provisória (MP) 1.099/2022, que cria o chamado Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário. A proposta, aprovada nessa quarta-feira (11) no plenário da Casa, é direcionado a jovens de 18 a 29 anos e a pessoas com 50 anos ou mais sem emprego formal há mais de dois anos. A MP institui um programa de serviço civil voluntário remunerado por bolsas pagas pelos municípios e vinculado à realização de cursos pelos trabalhadores que forem selecionados.

A matéria comprova que a obsessão do governo de Jair Bolsonaro (PL) em retirar direitos trabalhistas está cada vez mais evidente. Uma outra MP (nº 1.045), com o mesmo teor, já havia sido encaminhada pelo governo, passou pela Câmara, mas foi derrotada no Senado, em setembro do ano passado.

Na ocasião, a derrota se deu graças à mobilização popular promovida sobretudo pelas centrais sindicais. Também se empenharam na derrubada da proposta entidades como Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e Ministério Público do Trabalho (MPT), que conseguiram demonstrar aos senadores os enormes prejuízos que a medida traria aos trabalhadores e trabalhadoras.

Agora, o governo volta com a mesma proposta de “trabalho voluntário” graças a emendas da deputada bolsonarista, Bia Kicis (PL-DF), incluídas na nova medida provisória.

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De acordo com o texto da MP, o programa terá duração de dois anos e será bancado integralmente pelas prefeituras – não haverá repasse de verbas federais ou estaduais. Os trabalhadores contratados terão jornada máxima de 22 horas semanais, não podendo ultrapassar oito horas diárias. A “bolsa” paga será de R$ 5,51 por hora, equivalente ao valor da hora de trabalho estipulada no salário mínimo. Com isso, o salário médio deverá entre R$ 480 R$ 580. As prefeituras terão apenas que garantir vale-transporte, ou qualquer outro meio de locomoção, além de seguro contra acidentes pessoais. Direitos como 13º salário, FGTS, contagem de tempo para aposentadoria e outros estão excluídos.

A MP dá prioridade para as contratações aos beneficiários do Auxílio Brasil ou de outro programa de transferência de renda que vier a substituí-lo e integrantes de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Inconstitucional

O movimento sindical já se articula novamente, com a Anamatra, o MPT, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades civis que defendem o trabalhador, para que os senadores rejeitem também essa nova MP.

O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle, é enfático ao destacar o caráter exploratório da MP requentada por Bia Kicis. “É um absurdo o governo requentar uma medida provisória por não aceitar a derrota. Eles insistem em precarizar as relações de trabalho, não dando nenhuma garantia social, como previdência e outros direitos. E ainda quer que o trabalhador ganhe menos do que o salário mínimo”, disse o dirigente. “O próprio nome do programa ‘trabalho voluntário’ é equivocado. O trabalhador tem de ganhar pela riqueza que gera”, acrescentou.

Em nota, a Anamatra afirma que a MP é inconstitucional e condenou a aprovação do texto pelos deputados federais, e em especial Bia Kicis. “O texto do projeto de lei de conversão apresentado pela senhora relatora insiste no equívoco de inserção de matéria estranha ao objetivo original da proposição, que deveria – como determina a Constituição –, se limitar a eventuais aperfeiçoamentos no texto da MP voltada à criação do Programa Nacional de Prestação de Serviço Voluntário e o Prêmio Portas Abertas”, diz a Anamatra.

A Anamatra critica ainda a linha de atuação do Poder Executivo, “que se utiliza do instrumento constitucional da medida provisória para enveredar verdadeira reforma trabalhista, situação que se constata em razão da quantidade de temas, normativos e dispositivos de matéria trabalhista alterados por medidas provisórias editadas em sequência, sem o prudente debate, gerando insegurança jurídica”.

MP é só prejuízo

Por sua vez, a CUT Nacional já se posicionou francamente contrária à aprovação da MP 1.099. “O interesse por trás de todas as ações do governo atual, com relação ao trabalho, é precarizar e flexibilizar”, diz a central. Também alerta que, caso o programe alcance seus objetivos de flexibilização e precarização do trabalho como um todo, “tende a se prolongar no tempo e no espaço”. Com isso, pode ser facilmente estendido para as atividades privadas, atingindo os objetivos anteriormente pretendidos por Bolsonaro, com a criação da carteira de trabalho verde e amarela.

A central alerta que a MP, inclui iniciativas de inclusão voltada a jovens, PcDs e adultos maiores de 50 anos, porém estas iniciativas não estão inseridas em um sistema de garantias que impossibilite a exploração destas pessoas. Também destaca que os postos de trabalho que possam vir a ser criados poderão também “concorrer efetivamente com as atividades municipais normais e cotidianas”. Ou seja, se tornarem “mero subterfúgio para a contratação precária em substituição da contratação formal” no serviço público.

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“A contratação para frentes de trabalho específicas, determinadas, com objetivos e interesses públicos previamente estabelecidos, com tempo de duração razoável, eventualmente poderia ser desejável e inclusiva. Mas nunca permitindo a criação de um novo perfil profissional precário: o trabalhador e a trabalhadora permanentemente voluntários”, acrescenta a nota da CUT.

A MP 1.099 é omissa ainda em relação à fiscalização do Programa, alerta a Central, lembrando que o Brasil possui 5.570 municípios e que o Ministério do Trabalho sofre com falta de auditores fiscais do trabalho e cortes em seu orçamento. Se um prefeito, por exemplo, estabelecer jornada maior que oito horas ao dia ou mais que 22 horas semanais, possivelmente não será flagrado e eventualmente punido por desrespeitar a norma da MP.

Por fim, conclui a central, o efeito final da MP nº 1.099 será basicamente o incentivo à maior precarização das condições de trabalho.

Oposição tentou impedir

Deputados do Psol, do PCdoB, do PT, do PSB, do PV e da Rede criticaram o texto da MP 1.099 e tentaram adiar a votação em Plenário. Nesse sentido, o deputado José Guimarães (PT-CE) avaliou que a proposta é “a síntese da improvisação”. “Esta medida provisória traz precarização, não garante direitos. Faz contratações provisórias daquelas pessoas, coitadas, que estão no mundo da amargura, desempregadas, e que serão contratadas apenas com objetivo eleitoreiro. Porque a qualquer momento essas pessoas podem ser demitidas”, disse o parlamentar

Da mesma forma, a líder do Psol, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), avaliou que a medida provisória é “eleitoreira” e vai piorar as relações de trabalho no País. “São contratações sem nenhum vínculo empregatício, sem nenhum direito trabalhista ou previdenciário assegurado, com um valor salarial de R$ 572. Isso é cerca de 47% do valor de um salário mínimo”, criticou.

O Plenário, entretanto, rejeitou todos os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto.

Destaques rejeitados:

Um destaque do PT pretendia restringir a duração do programa apenas a 2022, conforme texto original. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também apresentou emenda para garantir outros direitos ao participante do programa, como licença de saúde de 15 dias, licenças maternidade e paternidade e pagamento de contribuição ao INSS. Ademais, ele também defendeu que o piso da bolsa deveria equivaler a um salário mínimo. Nesse sentido, outra emenda do deputado André Figueiredo (PDT-CE) também pretendia garantir o mínimo como piso do programa. Mas a maioria dos deputados rejeitou essas propostas.

Outra emenda, do deputado Valmir Assunção (PT-BA), pretendia garantir o pagamento de auxílio-alimentação aos beneficiários do programa. Sâmia Bomfim defendeu o pagamento do INSS e do FGTS pela União. Dessa maneira, os participantes poderiam contar o período de trabalho como tempo de serviço e tempo de contribuição para todos os fins previdenciários. O plenário da Câmara, no entanto, também recusou essas propostas.

* Com informações da Agência Câmara de Notícias e da CUT Nacional

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/camara-aprova-mp-que-permite-emprego-sem-carteira-e-salario-menor-que-o-minimo

terça-feira, 10 de maio de 2022

Militares, que hoje conspiram contra urnas, ganham R$ 350 mil acima do teto graças a portaria de Bolsonaro


Generais como Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (GSI), Hamilton Mourão e Walter Braga Netto foram alguns dos militares que se beneficiaram com a medida

10 de maio de 2022, 19:22 h Atualizado em 10 de maio de 2022, 19:29

www.brasil247.com - Augusto Heleno, Hamilton Mourão, Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga Netto Augusto Heleno, Hamilton Mourão, Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga Netto (Foto: ABr)

247 - Generais do governo federal receberam até R$ 350 mil a mais em um ano após uma portaria assinada por Jair Bolsonaro (PL) e que permite o acúmulo de salários e aposentadorias acima do teto constitucional. Ao todo, 43 militares da reserva se beneficiaram da nova regra. A medida foi editada em abril do ano passado.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o maior aumento foi para o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, que teve direito a R$ 874 mil nos 12 meses desde a publicação da portaria. Se o teto salarial tivesse sido aplicado, ele teria R$ 350,7 mil a menos em seu contracheque.

Com a medida de Bolsonaro, militares ocupantes de cargos no primeiro escalão do governo ganharam mais do que R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o teto do funcionalismo.

Após Ramos, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, foi o militar que mais ganhou - R$ 866 mil, R$ 342 mil acima do teto constitucional.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vem em terceiro na lista, com R$ 318 mil a mais em um ano.

O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, teve R$ 306 mil a mais em um ano.

Entre os militares da reserva que se beneficiaram da nova regra, está Jair Bolsonaro, que tinha R$ 2,3 mil abatidos de seus vencimentos mensais antes da norma.

'Conspiração contra as urnas'

Além de se beneficiarem com a medida, militares também vêm conspirando contra o sistema eleitoral brasileiro, em alinhamento com o discurso de Jair Bolsonaro, que tem defendido atuação das Forças Armadas na checagem do resultado das próximas eleições, ou seja, defende a possibilidade de um golpe caso ele seja derrotado.

A Polícia Federal informou, em inquérito, que Luiz Eduardo Ramos e Augusto Heleno atuaram na busca de informações contra as urnas eletrônicas desde 2019.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/militares-que-hoje-conspiram-contra-urnas-ganham-r-350-mil-acima-do-teto-gracas-a-portaria-de-bolsonaro

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Bolsonaro recorre a decretações de sigilo para abafar crises do governo


Governo já impôs sigilo para esconder a carteira de vacinação de Bolsonaro e o processo administrativo contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, por exemplo

15 de abril de 2022, 08:25 h Atualizado em 15 de abril de 2022, 09:19


www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e General Augusto Heleno Jair Bolsonaro e General Augusto Heleno (Foto: Carolina Antunes/PR)

247 - O governo Jair Bolsonaro (PL) tem como prática recorrer a decretações de sigilo, muitas vezes de 100 anos, para abafar crises que possam abalar a gestão federal.

O caso mais recente foi a tentativa de esconder o número de vezes que pastores lobistas que atuavam no Ministério da Educação entraram no Palácio do Planalto. Além disso, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) também esconde a quantidade de visitas dos filhos de Bolsonaro ao Planalto.

A Lei de Acesso à Informação (LAI) foi sancionada em 2011 e estabelece que "todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado".

Para fugir das cobranças e fiscalizações, o governo Bolsonaro distorce a ressalva feita pela lei: "aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado". No caso das visitas dos pastores ao Planalto, por exemplo, o GSI argumentou inicialmente - porque depois recuou e divulgou os dados - que a informação poderia colocar em risco a segurança de Bolsonaro e de seus familiares.

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Relembre casos colocados sob sigilo pelo governo:

Vacinação

Durante a pandemia de Covid-19, o Planalto decretou sigilo de até 100 anos ao cartão de vacinação de Bolsonaro. Não se sabe, portanto, se ele já se vacinou contra a Covid-19.  Segundo a Presidência da República, os dados "dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem" de Bolsonaro.

Visita do clã Bolsonaro

Em julho de 2021, o governo impôs sigilo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso ao Planalto emitidos em nome dos filhos de Bolsonaro, Carlos e Eduardo.

Eduardo Pazuello

O ex-ministro da Saúde foi alvo de processo administrativo nas Forças Armadas por ter, como militar da ativa, comparecido a comício político ao lado de Jair Bolsonaro, o que é vedado pelo regimento das forças. O processo foi arquivado. O caso também foi colocado sob sigilo de 100 anos porque, segundo o Exércio, contém informações pessoais.

Valdemar Costa Neto

Assim como as visitas dos filhos de Bolsonaro, foi colocada sob sigilo a agenda do chefe do governo com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O PL é o partido que abriga a candidatura de Bolsonaro à reeleição.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-recorre-a-decretacoes-de-sigilo-para-abafar-crises-do-governo

quarta-feira, 30 de março de 2022

Bolsonaro quer usar lei antiterrorismo para reprimir movimentos políticos e sociais


Texto proposto pelo governo ao Congresso inclui possibilidade de repressão a atos com fins políticos ou ideológicos com emprego de violência

30 de março de 2022, 04:55 h Atualizado em 30 de março de 2022, 05:02

www.brasil247.com - (Foto: Gisele Federicce)

247 - Jair Bolsonaro quer atualizar a Lei Antiterrorismo para criminalizar os movimentos sociais.

De acordo com o projeto divulgado na última sexta-feira (25) como parte de um conjunto de medidas voltadas para a área da segurança pública, a definição de terrorismo passa a contemplar as "ações violentas com fins políticos ou ideológicos".

Apesar de ressalvar que os atos passíveis de enquadramento como terrorismo devem ter sido cometidos com emprego de violência, especialistas em direito penal veem margem para avançar sobre os grupos organizados da sociedade civil, destaca reportagem da Folha de S.Paulo.

O projeto apresentado pelo Palácio do Planalto prevê "o emprego premeditado, reiterado ou não, de ações violentas com fins políticos ou ideológicos", como atos passíveis de punição pelo aparato repressivo do Estado.

O Ministério da Justiça afirma que a proposta não abarca "condutas individuais ou coletivas, de caráter pacífico, de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, religiosos, entre outros".

Para Alexandre Conceição, integrante da coordenação nacional do MST, a proposta da administração Bolsonaro para a Lei Antiterrorismo mira os movimentos sociais.

Durante a campanha de 2018, Bolsonaro chegou a classificar o MST de grupo terrorista.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-quer-usar-lei-antiterrorismo-para-reprimir-movimentos-politicos-e-sociais

quinta-feira, 17 de março de 2022

Bolsonaro retoma fake news antiga que tenta vincular PT a uma suposta legalização da pedofilia


Acusação não tem base na realidade e já havia aparecido nas eleições de 2018 contra o então candidato petista à Presidência, Fernando Haddad

17 de março de 2022, 11:14 h Atualizado em 17 de março de 2022, 11:50

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Reprodução)

247 - Bolsonaro usou o cercadinho do Palácio da Alvorada, onde se encontra diariamente com eleitores, para falar inverdades. Desta vez o ataque foi ao Partido dos Trabalhadores (PT). O mandatário tentou associar o PT a um projeto de lei que supostamente relativizaria o crime de pedofilia no Brasil, informa o site Lula.com.br.

Esta fake news foi desmentida em 2018 quando também foi usada contra o então candidato petista à Presidência, Fernando Haddad.

Ao contrário do que diz Bolsonaro, o texto do PL 236/2012 nunca teve relação alguma com a esquerda, PT ou Haddad. A proposta não é de descriminalização da pedofilia, mas de redução de 14 para 12 anos do limite de idade da vítima na qualificação do crime de “estupro de vulnerável”, um agravante do crime de estupro.

O PL foi apresentado por José Sarney (MDB-AP) e estava sob a relatoria de Antonio Anastasia (PSDB-MG) até ele deixar o Senado no ano passado.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/bolsonaro-retoma-fake-news-antiga-que-tenta-vincular-pt-a-uma-suposta-legalizacao-da-pedofilia

Entreguista, Bolsonaro ataca a Petrobrás e diz que por ele privatizaria a empresa hoje


"Para mim, é uma empresa que poderia ser privatizada hoje, ficaria livre deste problema", afirmou Jair Bolsonaro

16 de março de 2022, 14:48 h Atualizado em 17 de março de 2022, 06:41

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)

247 - Jair Bolsonaro defendeu, em entrevista ao SBT exibida nesta quarta-feira (16), a privatização da Petrobrás o mais rapidamente possível e insistiu na tentativa de descolar o governo federal da responsabilidade sobre a política de preços da estatal, que, segundo ele, "não colabora com nada".

"Muita gente me critica, como se eu tivesse poderes sobre a Petrobrás, não tenho poderes sobre a Petrobrás. Para mim, é uma empresa que poderia ser privatizada hoje, ficaria livre deste problema. E a Petrobras se transformou na Petrobras Futebol Clube, onde o clubinho lá de dentro só pensa neles, jamais pensam no Brasil", disse Bolsonaro em entrevista ao SBT.

"Qualquer nova alta a gente vai, da nossa parte aqui, desencadear um processo para que esse reajuste não chegue na ponta da linha para o consumidor. É impagável o preço dos combustíveis no Brasil. E lamentavelmente a Petrobrás não colabora com nada", afirmou.

Também na quinta, Bolsonaro tentou afastar a responsabilidade do governo sobre o tarifaço, mas, levando em consideração o cargo que ocupa, tem poder de indicar o presidente da Petrobrás. Também pode indicar nomes para conselhos da empresa - eles que definem a política de preços da estatal.

Na última quinta-feira (10), a empresa Petrobrás anunciou reajustes de 18,77% para o litro da gasolina e de 24,9% para o litro do diesel. O gás de cozinha passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16%. Os reajustes passaram a valer a partir da sexta-feira (11). O Brasil tem a gasolina mais cara do mundo se comparada ao salário mínimo dos trabalhadores.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/entreguista-bolsonaro-ataca-a-petrobras-e-diz-que-por-ele-privatizaria-a-empresa-hoje

segunda-feira, 14 de março de 2022

"A gasolina mais barata do mundo é a nossa", diz Bolsonaro, com o litro do combustível chegando a R$ 10


O país que tem a gasolina mais barata do mundo é a Venezuela, tão atacada por bolsonaristas

13 de março de 2022, 14:16 h Atualizado em 14 de março de 2022, 05:40

www.brasil247.com - Bolsonaro e bomba de gasolina Bolsonaro e bomba de gasolina (Foto: Reuters)

Por Marcelo Montanini, Metrópoles - Após passar dias criticando a Petrobras por causa do reajuste no preço dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, na noite de sábado (12/3), em participação por videoconferência do Congresso Brasil Profundo, que a gasolina brasileira é a mais barata do mundo.

>>> Lula explica por que a gasolina está cara; confira (vídeo)

“Os problemas que temos no momento: temos inflação sim, aumento dos combustíveis, mas isso acontece no mundo todo. Estamos dando o melhor de nós. Quem pesquisa e vê sabe que a gasolina mais barata do mundo é a nossa. Nós também estamos sofrendo, mas não tanto quanto os povos aí fora”, declarou Bolsonaro.

Segundo a consultoria Global Petrol Prices, a Venezuela é o país com o combustível mais barato no mundo, entre 170 países e territórios analisados em seu mais recente relatório semanal, divulgado em 7 de março. De acordo com o mesmo ranking, o Brasil ocupa a 90ª posição, atrás de países como Estados Unidos e Paraguai. Hong Kong é o mais caro. Considerando apenas a gasolina, o país fica em 81º lugar.

Leia a íntegra no Metrópoles.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/a-gasolina-mais-barata-do-mundo-e-a-nossa-diz-bolsonaro-com-o-litro-do-combustivel-chegando-a-r-10-le56zvqw

quinta-feira, 10 de março de 2022

Após alta de combustíveis, Bolsonaro admite que não governa o Brasil: 'eu não decido nada'


"Eu não defino preço na Petrobras. Eu não decido nada", disse Jair Bolsonaro a apoiadores no Palácio da Alvorada

10 de março de 2022, 17:20 h Atualizado em 10 de março de 2022, 17:40

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: ABr)

247 - Na tentativa de fugir da responsabilidade pelo desmonte da Petrobrás e da consequente relação dos altos preços dos combustíveis com o dólar, Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (10) que não tem poder de decisão sobre a política de preços da estatal.

"Eu não defino preço na Petrobras. Eu não decido nada, não. Só quando tem problema cai no meu colo", disse ele a apoiadores.

Pelo cargo que ocupa, Bolsonaro tem poder de indicar o presidente da Petrobrás, atualmente comandada pelo general Joaquim Silva e Luna. Também pode indicar nomes para conselhos da empresa - eles que definem da política de preços da estatal.

A Petrobrás anunciou, nesta quinta, que o litro da gasolina aumentará 18,77% e o do diesel, 24,9%. O gás de cozinha passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16%. Os reajustes passam a valer a partir desta sexta-feira (11).

Nesta quinta, o Senado aprovou o Projeto de Lei n° 1.472/2021, que cria a Conta de Estabilização dos preços de combustíveis e um auxílio-gasolina para motoristas de aplicativos e taxistas.

Um dos principais líderes da greve dos caminhoneiros em 2018, Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, afirmou que motoristas devem protestar contra os aumentos dos combustíveis e "parar o país".

Em seu discurso, Bolsonaro também deu aos seus apoiadores uma fake news, de que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram interferência na política de preços da Petrobrás. "Lula e Dilma interferiram nos preços da Petrobras, entre outras coisas. Endividaram a empresa em R$ 900 bilhões".

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/apos-alta-de-combustiveis-bolsonaro-admite-que-nao-governa-o-brasil-eu-nao-decido-nada

segunda-feira, 7 de março de 2022

Bolsonaro diz que conflito na Ucrânia é 'boa oportunidade' para liberar garimpo em terras indígenas


"Espero que seja aprovado na Câmara já agora em março", disse Jair Bolsonaro sobre o projeto em tramitação no Congresso que permite a exploração mineral em terras indígenas

7 de março de 2022, 12:19 h Atualizado em 7 de março de 2022, 12:35

www.brasil247.com - (Foto: Isac Nóbrega/PR | Divulgação/Exército)

247 - Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia abre uma “boa oportunidade” para que o Brasil aprove  a mineração em terras indígenas. “Essa questão da crise entre Ucrânia e Rússia… da crise apareceu boa oportunidade para a gente. Temos um projeto que permite explorarmos terras indígenas de acordo com interesse dos índios. Por essa crise internacional, da guerra, o Congresso sinalizou em votar esse projeto em regime de urgência. Espero que seja aprovado na Câmara já agora em março”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (7) durante  entrevista à Rádio Folha de Roraima, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

O governo ampliou a defesa da exploração de terras indígenas por meio da aprovação do projeto de lei 191/2020, que libera a exploração mineral nestes territórios. O objetivo, segundo o governo,  é reduzir a dependência do País dos fertilizantes importados da Rússia. A oferta do produto foi reduzida devido às sanções econômicas impostas ao país em função da ação militar na Ucrânia.

“Espero que daqui a dois, três anos possamos dizer que não somos mais dependentes de importação de potássio para o agronegócio", ressaltou Bolsonaro. Ainda segundo ele, Roraima é a ‘menina dos olhos’ para a exploração mineral. “Roraima é minha menina dos olhos. Se eu fosse rei de Roraima, em 10 anos teríamos economia semelhante à do Japão. É um Estado fantástico. [...] Isso tudo foi perdido, mas dá para ser recuperado. É inadmissível, dois terços do Estado estão inviabilizados [com as reservas]”, afirmou. “Espero que Roraima possa ser um Estado que possa usar suas riquezas, em especial das minerais”, completou.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-diz-que-conflito-na-ucrania-e-boa-oportunidade-para-liberar-garimpo-em-terras-indigenas

quarta-feira, 2 de março de 2022

Comitiva de Bolsonaro na Rússia teve 32 militares e custo de até R$ 37 mil por pessoa


Lista de integrantes da viagem, que não havia sido revelada, tem três vezes mais militares que diplomatas

2 de março de 2022, 09:54 h Atualizado em 2 de março de 2022, 10:29

www.brasil247.com - (Foto: Alan Santos/PR)

Brasil de Fato - A comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) para viagem à Rússia, há duas semanas, teve pelo menos 52 servidores. As informações, que não foram divulgadas pelo Palácio do Planalto e permaneciam sob sigilo até o momento, foram obtidas pelo Brasil de Fato no Portal da Transparência nesta terça-feira (1º).

A relação conta com integrantes do primeiro escalão do governo, sendo quatro ministros militares (Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência, Braga Netto, da Defesa, e Bento Albuquerque, de Minas e Energia), e o chanceler Carlos França (Relações Exteriores).

A lista também inclui 27 militares da ativa das Forças Armadas, todos alocados em cargos de confiança na Presidência da República durante o governo Bolsonaro. Entre eles, 18 são vinculados ao Exército, sete à Aeronáutica e dois à Marinha. Ainda no grupo dos fardados, estão quatro militares cedidos pelo Governo do Distrito Federal à União.

Os diplomatas representaram menos de 20% do grupo que foi à Rússia. Foram nove funcionários do Itamaraty presentes na viagem, sem contar o ministro França. Quatro deles estão alocados em cargos comissionados na Presidência, e outros cinco seguem vinculados ao Ministério das Relações Exteriores.

Assessores da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) completam o time que se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin e, em seguida, foi à Hungria. A viagem foi alvo de críticas pelo momento em que foi realizada, às vésperas da invasão da Ucrânia. Na visita, Bolsonaro chegou a se dizer “solidário” à Rússia.

grafico

A lista de integrantes da comitiva presidencial na Rússia não foi fornecida pelo Palácio do Planalto à imprensa, como é praxe em viagens oficiais. A relação nominal dos servidores é um dos pedidos apresentados pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ação, o senador pede que a investigação do inquérito dos atos antidemocráticos, que corre na Corte, apure a presença do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do assessor Tercio Arnaud na comitiva da viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia. O filho do presidente não consta na lista de 52 pessoas obtida pelo Brasil de Fato no Portal da Transparência.

O número elevado chama a atenção em comparação a outras viagens presidenciais, como a que foi feita para Nova Iorque, nos Estados Unidos, em setembro de 2021. Na ocasião, 19 nomes constavam na lista oficial de integrantes para acompanhar o presidente na Assembleia Geral da ONU.

O tamanho da comitiva é ainda mais curioso porque, por solicitação do governo russo, a comitiva foi reduzida drasticamente com o objetivo de diminuir os riscos de contaminação de Putin pela covid-19. A informação foi revelada pela coluna de Bela Megale, em O Globo. Bolsonaro, então, decidiu cortar ministros que viajariam com ele, como o da Economia, Paulo Guedes, e o da Justiça, Anderson Torres.

Na ocasião, funcionários do Itamaraty afirmaram à jornalista que um dos principais focos da viagem era a cooperação de tecnologia militar entre os governos brasileiro e russo e que, por isso, a comitiva será formada majoritariamente por militares.

Custos da viagem

Outro fator que chama a atenção no detalhamento da viagem à Rússia disponível no Portal da Transparência é o alto custo. Mesmo sem contabilizar os gastos em cartões de crédito do governo federal, meio de pagamento dos gastos de Bolsonaro, por exemplo, o valor é de R$ 229,6 mil.

A cifra representa apenas os gastos com diárias e passagens aéreas daqueles que não foram no avião da Força Aérea Brasileira, que transportou o presidente e seus assessores mais próximos. O custo de deslocamento da aeronave oficial também não foi contabilizada nesse valor.

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Apenas a viagem de Bruno Eustáquio de Carvalho, servidor do Ministério de Minas e Energia, custou R$ 45.325,91. Antes de ir à Rússia, ele estava em viagem oficial com o ministro Bento Albuquerque em Lisboa, em Portugal. Por isso, é o recordista de gastos da comitiva presidencial. Apenas o trecho Moscou-Brasília, em seu retorno, custou R$ 12.171,08.

Os diplomatas Luiz Filipe Maciel Gomes, Mirtes Sobreira e Vinicius Dias Chagas Coelho também registraram valores exorbitantes. O primeiro custou R$ 36.752 aos cofres públicos, enquanto os outros dois gastaram a mesma cifra, de R$ 30.614. Um major da Aeronáutica e um diplomata do Itamaraty gastaram mais de R$ 10 mil cada.

Outro lado

O Brasil de Fato consultou a Presidência da República sobre o tamanho da comitiva presidencial e seus custos. Até o momento, não houve retorno de nenhum dos órgãos. Caso a resposta seja enviada, será adicionada imediatamente à reportagem.

Fonte:

Ministros da Defesa do governo Bolsonaro usaram voos da FAB para levar parentes e Jair Renan


Viagens ocorreram sob as tutelas do generais da reserva e ex-ministros Fernando Azevedo e Silva e Walter Braga Netto

2 de março de 2022, 08:53 h Atualizado em 2 de março de 2022, 08:53

www.brasil247.com - Aviões da FAB Aviões da FAB (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Os generais  da reserva Fernando Azevedo e Silva e Walter Braga Netto, que ocuparam o comando do Ministério da Defesa no governo Jair Bolsonaro, transportaram parentes e até Jair Renan, filho do atual ocupante do Palácio do Planalto, em voos oficiais da Força Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com a Folha de S. Paulo, a esposa do ex-ministro Fernando Azevedo esteve ao lado do militar em 12 voos feitos pela da pasta. Um filho do general teria viajado ao lado dos pais em ao menos uma ocasião. As viagens aconteceram entre 11 de agosto de 2020 e 19 de março do ano passado.

O general Braga Netto, que tem o nome cotado para o ser o vice em uma chapa encabeçada por Bolsonaro nas eleições de outubro, levou a esposa “em quatro voos quando era ministro da Casa Civil, além de uma filha e Jair Renan em outros dois trajetos cada”. Após assumir a pasta da Defesa, a mulher do militar esteve ao seu lado em 14 voos, feitos entre maio e setembro de 2021.

De acordo com o Ministério da Defesa, os passageiros ocuparam vagas remanescentes, como permitido pelas regras de uso de aeronaves da FAB.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/ministros-da-defesa-do-governo-bolsonaro-usaram-voos-da-fab-para-levar-parentes-e-jair-renan

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Bolsonaro veta orçamento do MEC destinado ao transporte escolar e ensino integral


Ministério da Educação sofreu um corte de R$ 739,8 milhões

27 de janeiro de 2022, 06:17 h Atualizado em 27 de janeiro de 2022, 06:17

www.brasil247.com - Milton Ribeiro e Jair Bolsonaro Milton Ribeiro e Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)

247 - Os vetos de Jair Bolsonaro (PL) ao orçamento do Ministério da Educação devem afetar diretamente o programa de transporte escolar, a oferta de ensino integral para adolescentes e a preparação das escolas para o novo ensino médio. O veto, segundo o jornal O Globo, retira R$ 402 milhões da educação básica.

Ao todo, a pasta sofreu um corte de R$ 739,8 milhões, afetando também o ensino superior e outras áreas do MEC.

De acordo com levantamento da ONG Todos pela Educação, o maior corte, 35%, está no apoio ao desenvolvimento da Educação Básica, de onde foram tirados R$ 324 milhões. Neste setor estão programas como o de fomento às escolas de ensino médio em tempo integral, que repassa recursos para estados e municípios ampliarem a oferta de vagas, e os programas para a implantação da Base Nacional Comum Curricular e do novo ensino médio, que entrou em vigor este ano e já tem sido implementado de maneira desigual pelo país.

"O MEC não para de diminuir seus recursos. O que aumenta só aumenta porque é obrigatório e constitucional, que é o caso do Fundeb, por exemplo", denuncia Lucas Hoogerbrugge, líder de Relações Governamentais no Todos Pela Educação. "Cortando nas discricionárias, por onde se faz a política educacional, é como se o governo estivesse dizendo: agora o MEC só aperta botão e só paga o que está na lei".

O corte para aquisição de veículos de transporte escolar - especialmente importantes em cidades menores onde estudantes não têm outra opção de locomoção - foi de R$ 22 milhões. No orçamento de 2021, o programa consumiu cerca de R$ 770 milhões e foi destinado a 5.256 municípios. "Nesse momento, precisávamos ampliar os investimentos para atrair as crianças de volta à escola. O transporte escolar tem um papel importante para controlar a evasão e o abandono", diz Hoogerbrugge.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/bolsonaro-veta-orcamento-do-mec-destinado-ao-transporte-escolar-e-ensino-integral

domingo, 19 de dezembro de 2021

Dono da ITA, que deixou milhares sem voos nos aeroportos, comprou cobertura de R$ 12 milhões no litoral


Companhia aérea ITA deixou 40 mil no solo enquanto seu dono comprou cobertura na refinada praia da Riviera de São Lourenço

19 de dezembro de 2021, 07:08 h Atualizado em 19 de dezembro de 2021, 07:14

www.brasil247.com - Sidnei Piva, dono da ITA Sidnei Piva, dono da ITA (Foto: Divulgação ITA)

247 - Sidnei Piva, dono da ITA (do grupo Itapemirim), que cancelou todos os voos da empresa na sexta-feira (17), comprou há pouco tempo uma cobertura de R$ 12 milhões na refinada Riviera de São Lourenço, um condomínio praiano na cidade de Bertioga (SP). O dono da companhia aérea deixou 40 mil passageiros sem poder viajar neste fim de ano, naquilo que o jurista qualificou como um “crime planejado contra o consumidor”.

Piva pagou cerca de R$ 12 milhões pelo imóvel, no edifício Athenas. Estima-se que tenha gasto mais R$ 5 milhões na reforma que fez no apartamento, que não apresentava as condições ideais para moradia, segundo Piva -informa o jornalista Lauro Jardim em O Globo.

Além do caso da companhia aérea, o grupo Itapemirim é acusado de outro golpe por centenas de investidores, ao lado das empresas Extrading Exchange & Trading Platform e Future Design Solutions Ltda (FDS). O grupo não devolveu cerca de R$ 400 mil investidos nas criptomoedas CrypTour, moeda digital lançada em julho deste ano pela Itapemirim, e não deu mais mais acesso à plataforma da Extrading, que foi retirada do ar, para pedir o resgate ou simplesmente ter acesso a informações sobre o destino do dinheiro.

Assista dois vídeos com protestos nos aeroportos que se espalharam desde a sexta-feira:

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/dono-da-ita-que-deixou-milhares-sem-voos-nos-aeroportos-comprou-cobertura-de-r-12-milhoes-no-litoral

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Bolsonaro mente e omite queimadas na Amazônia


Durante evento com investidores, em Dubai, Jair Bolsonaro também afirmou que a "Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo"

15 de novembro de 2021, 07:34 h Atualizado em 15 de novembro de 2021, 07:34

(Foto: Reuters)

247 - Jair Bolsonaroafirmou nesta segunda-feira (15) durante evento com investidores em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que "não são justos" os ataques contra a gestão do governo dele em relação ao desmatamento. Os relatos foram publicados em reportagem do portal Uol.

"Nós queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato. Uma viagem e um passeio pela Amazônia é algo fantástico, até para que os senhores vejam que a nossa Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo. Que os senhores vejam realmente o que ela tem. Com toda certeza, uma viagem inesquecível", disse ele a abertura do evento "Invest in Brasil Forum", em Dubai.

"Além de turismo, conhecer aquilo que seria um paraíso aqui na Terra. A Amazônia é um patrimônio, a Amazônia é brasileira. E vocês lá comprovarão isso e trarão realmente uma imagem que condiz com a realidade. Os ataques que o Brasil sofre quando se fala em Amazônia não são justos. Lá, mais de 90% daquela área está preservada, está exatamente igual quando foi descoberto no ano de 1500. A Amazônia é fantástica", complementou.

O número de focos de queimadas (28.060) na Floresta Amazônica superou a média histórica para o período. Em junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou o maior número de focos para o mês em 14 anos.

Entre agosto de 2019 e setembro de 2020, o mesmo Inpe, vinculado ao governo federal, mostrou que mais de um terço dos quase 150 mil focos de queimadas ona Amazônia no período aconteceram em terras públicas sem destinação.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-mente-e-omite-queimadas-na-amazonia

Sem cargo na política, Magno Malta vai a Dubai para a farra com dinheiro público


"Temos um país abençoado por Deus que tem tudo, o comunismo não vai tirá-lo de nós!", afirmou o ex-senador ao postar foto em Dubai junto com outros integrantes do governo Jair Bolsonaro. Magno Malta está sem cargo público desde 2018 e atualmente integra o PL

15 de novembro de 2021, 06:22 h Atualizado em 15 de novembro de 2021, 06:34

Ex-senador Magno Malta (no meio) em viagem da comitiva presidencial em Dubai Ex-senador Magno Malta (no meio) em viagem da comitiva presidencial em Dubai (Foto: Reprodução (Instagram))

247 - O ex-senador Magno Malta (PL-ES), pastor evangélico, viajou a Dubai, nos Emirados Árabes, junto com a comitiva do governo Jair Bolsonaro. O ex-parlamentar não tem cargo público desde 2018.

"Com o Presidente @jairmessiasbolsonaro na torre mais alta do mundo! Aqui do nada fizeram tudo isso! Temos um país abençoado por Deus que tem tudo, o comunismo não vai tirá-lo de nós! Deus acima de todos!", postou Bolsonaro no Twitter.

Pedro Ronchi

@PedroRonchi2

Por que o Magno Malta tá em Dubai torrando dinheiro público sem ter cargo público?

Imagem

9:54 PM · 13 de nov de 2021

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/sem-cargo-na-politica-magno-malta-vai-a-dubai-para-a-farra-com-dinheiro-publico

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Farra do governo Bolsonaro em Dubai vai custar quase R$ 4 milhões ao país: 69 pessoas na delegação


O governo Jair Bolsonaro deve desembolsar no mínimo R$ 3,6 milhões com viagem de 69 pessoas a Dubai, nos Emirados Árabes. O gasto em diárias deve ser maior, mas não aparece nos Portais de Transparência e os ministérios não informaram a estimativa total. Viagem que deveria ser a trabalho tornou-se uma turnê de férias e farras

14 de outubro de 2021, 08:23 h Atualizado em 14 de outubro de 2021, 08:31

(Foto: Agência Brasil | Reprodução)

247 - Desde setembro, uma comitiva de 69 pessoas foi enviada pelo governo Bolsonaro para Dubai, nos Emirados Árabes, numa viagem que ainda continua. Em tese, seria uma viagem a trabalho para participação em feiras e exposições em Dubai. Mas as fotos e vídeos que os membros da comitiva têm postado nas redes sociais mostram que na verdade, trata-se de uma viagem de turismo paga pelos cofres públicos. Devem sair dos cofre públicos no mínimo R$ 3,6 milhões. A informação é do jornal O Globo.

O gasto em diárias deve elevar o valor muito acima de R$ 4 milhões, mas não aparece nos Portais de Transparência e os ministérios não informaram a estimativa total. A legislação prevê uma diária que varia entre US$ 300 e US$ 350 para uma viagem aos Emirados Árabes. Com o câmbio atual, é um gasto de R$ 1.652 a R$ 1.927 por dia por pessoa.

A Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) contratou gastos em divulgação nos Emirados: R$ 2,3 milhões com a montagem da exposição; R$ 922 mil com material promocional; R$ 380 mil com apresentações de "cunho artístico"; R$ 50 mil com réplica do Cristo Redentor, de acordo com o Diário Oficial da União (DOU).

A comitiva participa da Expo Dubai 2020 (adiada devido à pandemia) ou de eventos relacionados. Para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, por exemplo, foram enviadas cerca de 45 pessoas a Nova York (EUA). O valor total das viagens à cidade ficou em R$ 1,1 milhão. Diferentemente da excursão a Dubai, essa soma já inclui a maioria dos gastos em diárias.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/farra-do-governo-bolsonaro-em-dubai-vai-custar-quase-r-4-milhoes-ao-pais-69-pessoas-na-delegacao