Confúcio foi alvo de processo de cassação por ter distribuído almoço e refrigerantes para mais de 2.000 pessoas que participaram da convenção do partido em Porto Velho que o escolheu como candidato à reeleição. Ele foi absolvido das acusações.
Reportagem de Felipe Amorim, do UOL, mostra cópia da liberação de pagamento, datada de 23 de outubro de 2015, no valor de R$ 140 mil para o escritório do advogado Gustavo do Vale Rocha atuar na defesa do governador junto ao TSE. Em 2015, o fundo partidário distribuiu R$ 867 milhões aos partidos. Só o PMDB recebeu R$ 92,8 milhões.
"A verba do fundo partidário tem destino próprio previsto na Lei dos Partidos Políticos, ou seja, esse recurso somente poderá ser aplicado nas despesas do interesse exclusivo da agremiação, jamais para o patrocínio de demandas judiciais pessoais dos seus dirigentes", disse o advogado eleitoral Antonio Aleixo da Costa disse, ao ser apresentado a uma descrição dos fatos, mas sem saber a que caso específico se referia.
Um técnico do TSE ouvido pelo UOL sob a condição de anonimato disse que a utilização de recursos do fundo partidário na contratação de advogados para atuar em causas como a de Confúcio tem indício de irregularidades. "O dinheiro do fundo é para manter o partido, não para manter mandatos", disse o técnico, que atua na análise das prestações de contas dos partidos.
O governador Confúcio Moura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi responsável pela contratação do escritório de Rocha e que os questionamentos deveriam ser feitos ao PMDB. "O governador não fez qualquer contrato a ser quitado com verbas de fundo partidário", diz nota enviada por e-mail pela assessoria do governador.
Questionado pela reportagem, o PMDB não respondeu aos questionamentos. Apesar da assinatura na liberação do pagamento, a reportagem não diz que quem liberou o pagamento foi Michel Temer.
Leia na íntegra a reportagem.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/260664/Temer-liberou-fundo-partid%C3%A1rio-do-PMDB-para-defesa-de-governador.htm
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