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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

TSE derruba vídeos de reunião em que Bolsonaro mentiu a embaixadores e fez ameaças golpistas


Decisão do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, atende a um pedido feito pelo PDT

24 de agosto de 2022, 14:24 h Atualizado em 24 de agosto de 2022, 14:24

www.brasil247.com - Bolsonaro em encontro com embaixadores Bolsonaro em encontro com embaixadores (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada das redes sociais dos vídeos que reproduzem a apresentação da reunião realizada por Jair Bolsonaro (PL) com diplomatas estrangeiros em que ele tentou desacreditar, sem provas, o sistema eleitoral, além de promover ameaças golpistas e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a decisão do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, atende a um pedido feito pelo PDT.

>>> PGR abre apuração preliminar contra Bolsonaro por ataques às urnas em reunião com embaixadores

A apresentação aos diplomatas estrangeiros foi realizada em julho, nas dependências do Palácio da Alvorada e já havia sido alvo de uma ação do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Na ação, o MPE também pediu que que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multasse Jair Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada, além de pedir que a Corte determinasse a remoção dos vídeos das redes sociais.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/tse-derruba-videos-de-reuniao-em-que-bolsonaro-mentiu-a-embaixadores-e-fez-ameacas-golpistas

Maior fundo soberano mundial tirou mais de R$ 18 bi em investimentos no Brasil durante o governo Bolsonaro


Fundo de Pensão do Governo na Noruega, maior fundo soberano do mundo, que em 2019 destinou 0,9% dos recursos disponíveis para o Brasil, reduziu para apenas 0,4% em 2021

24 de agosto de 2022, 13:52 h Atualizado em 24 de agosto de 2022, 13:52

www.brasil247.com - Bolsonaro, notas de dólares e bandeira da Noruega Bolsonaro, notas de dólares e bandeira da Noruega (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Reuters)

247 - O Fundo de Pensão do Governo na Noruega, maior fundo soberano do mundo, cortou em US$ 3,69 bilhões (cerca R$ 18,8 bilhões) o volume dos investimentos realizados no Brasil entre 2019 e 2021, período do governo Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a coluna do jornalista Jamil Chade, do UOL, “ao contrário do que fez no Brasil, o fundo ampliou seus investimentos no mundo, passando de US$ 1,1 trilhão em 2019 para US$ 1,4 trilhão ao final de 2021”.

“No Brasil, porém, o volume vem caindo, assim como a proporção do país no total de investimentos pelo fundo. Em 2019, os escandinavos destinavam US$ 9,6 bilhões ao Brasil, dos quais 10% iam para a Petrobras. Um ano depois, o valor foi de US$ 6,8 bilhões. Se no final de 2019 os noruegueses destinavam 0,9% do fundo ao Brasil, a taxa caiu para 0,5% em 2020”, ressalta o jornalista.

Ainda segundo a reportagem, o volume de investimentos voltou a cair no ano passado, quando o “fluxo foi de US$ 6 bilhões, apenas 0,4% de todo fluxo de recursos do fundo norueguês ao mundo. Pela cotação do dólar naquele momento no final do ano passado, o valor do corte significava praticamente uma redução de 20 bilhões de reais nos fluxos ao país”.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/maior-fundo-soberano-mundial-tirou-mais-de-r-18-bi-em-investimentos-no-brasil-durante-o-governo-bolsonaro

Economia venezuelana crescerá 18,7% no 2º trimestre de 2022


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a parada do Dia do Trabalho, em Caracas, 1º de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.08.2022

© AP Photo / Ariana Cubillos

O presidente do Banco Central da Venezuela, Calixto Ortega, informou nesta terça-feira (23) que, segundo as primeiras estimativas da entidade, a economia do país crescerá 18,7% no segundo trimestre de 2022.

"A primeira estimativa que temos do setor privado nos dá um valor de 18,7% de crescimento", explicou Ortega durante uma transmissão do canal estatal Venezolana de Televisión.

O presidente da entidade financeira explicou que no primeiro trimestre do ano, o crescimento foi de 17,4%, e destacou que é o maior aumento registrado na América Latina.

Ortega enfatizou que por quatro trimestres consecutivos, de 2021 a julho de 2022, a Venezuela registrou um crescimento sustentado de dois dígitos.

"É um trabalho árduo onde as políticas fiscal, monetária e cambial foram fortalecidas e avançamos nos objetivos principais de estabilização, redução da inflação e entrada com força na fase de crescimento", disse Calixto Ortega.

Ortega ainda comentou que, "juntamente com o setor privado, as autoridades venezuelanas aprenderam muito e há motivos suficientes para estar otimistas no restante de 2022 e no próximo ano, 2023".

Trabalhadores venezuelanos movimentam contêiner na Ponte Internacional Francisco de Paula Santander que liga Cúcuta, Colômbia, e Urena, estado de Táchira, Venezuela, em 8 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 19.08.2022

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Lideranças de Colômbia e Venezuela se reúnem em prol de salto comercial entre países para US$ 1,2 bi

19 de agosto, 11:37

Por sua vez, o presidente, Nicolás Maduro, destacou que um novo modelo econômico está sendo desenvolvido no país como resultado dos efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos.

"Depois de ter enfrentado as consequências mais duras dessas medidas criminosas, dessas sanções penais contra nosso país, hoje podemos dizer que a Venezuela encontrou seu caminho para o crescimento", disse ele.

Segundo o governo da Venezuela, desde 2015 foram executadas mais de 500 sanções contra o país com o objetivo de afetar todo o seu sistema produtivo, o que levou à deterioração do poder de compra do venezuelano, em até 90%.

Em 23 de agosto, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) elevou em 10% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do país caribenho. Em abril, a empresa suíça de serviços financeiros Credit Suisse estimou que a economia venezuelana poderia atingir um crescimento de 20% em 2022.

Por sua vez, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que o PIB venezuelano crescerá 1,5% este ano, segundo dados publicados em seu relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante cerimônia com movimentos sociais - Sputnik Brasil, 1920, 20.08.2022

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Quais os grupos econômicos interessados na retomada das relações entre Brasil e Venezuela?

20 de agosto, 09:02

Fonte:

O mundo como ele é - Estados Unidos admitem derrota na Ucrânia

Celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre Augusto Aras e empresários bolsonaristas


Troca de mensagens pode trazer embaraços para o PGR, que também é procurador-geral eleitoral

23 de agosto de 2022, 17:31 h Atualizado em 23 de agosto de 2022, 19:19

www.brasil247.com - (Foto: Reprodução | ABR)

247 - A Polícia Federal (PF) apreendeu celulares que tinham uma troca de mensagens do procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, com empresários bolsonaristas, alvos de uma operação da PF, nesta terça-feira (23), por terem defendido um golpe de Estado se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar a eleição. 

De acordo com informações do site Jota, fontes da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram a troca de mensagens entre empresários e o procurador, indicado por Jair Bolsonaro (PL) para o cargo em 2019 sem que estivesse na lista tríplice do MP. Aras também ficou irritado com a operação policial desta terça.

"As mensagens ainda são mantidas sob sigilo, mas já viraram tema entre ministros do STF", informou o Jota.

Um dos amigos de Aras é o empresário Meyer Nigri, da construtora Tecnisa, citado nominalmente no discurso de posse de Aras como procurador. “Não posso deixar de cumprimentar um amigo de todas as horas neste momento em que vivenciamos. E faço uma homenagem especial ao amigo Meyer Nigri, em nome de quem cumprimento toda a comunidade judaica, que comemorou 5.780 anos nos últimos dias", disse Aras.

"Ficaria difícil para mim nominar cada amigo. Então peço vênia para, em nome de Meyer Nigri, cumprimentar a todos presentes, especialmente aos amigos da Bahia aos quais não teria como nominar um a um e a todos os colegas e amigos aqui presentes”.

De acordo com assessores de Aras, o procurador não trocou informações sobre as diligências policiais contra empresários bolsonaristas. E afirmam que as mensagens enviadas por Aras a um dos empresários, agora alvo da investigação, são comentários "superficiais".

JOTA

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EXCLUSIVO: Celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre Aras e empresários bolsonaristas. Aras, além de PGR, é o procurador-geral-eleitoral. Troca de mensagens pode trazer embaraços para ele nesta posição.

jota.info

Celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre Aras e empresários bolsonaristas

Aras, além de PGR, é o procurador-geral-eleitoral. Troca de mensagens pode trazer embaraços para ele nesta posição

5:02 PM · 23 de ago de 2022

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Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/celulares-apreendidos-mostram-troca-de-mensagens-entre-augusto-aras-e-empresarios-bolsonaristas

Chefe da Otan admite que Europa pagará preço por apoiar Ucrânia


Jens Stoltenberg disse que fornecer assistência militar a Kiev não foi fácil

24 de agosto de 2022, 03:16 h Atualizado em 24 de agosto de 2022, 03:25

www.brasil247.com - Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg (Foto: REUTERS/Johanna Geron)

TASS - O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse em entrevista à ZDF nesta terça-feira (23), que é necessário continuar prestando assistência à Ucrânia, mas admitiu que seria difícil e que a Europa pagaria um preço por seu apoio a Kiev.

"O que estamos vendo é um apoio sem precedentes dos aliados europeus da Otan, Alemanha, Canadá, Estados Unidos e muitos outros países ao redor do mundo. Apoiamos a Ucrânia e vamos apoiá-la enquanto for necessário. Esta é a mensagem dos aliados da Otan", disse Stoltenberg ao canal de TV alemão.

No entanto, ele disse que fornecer assistência militar a Kiev não foi fácil. "Não estou a dizer que é fácil. Requer trabalho árduo. Estou empenhado em trabalhar com outros líderes da Aliança na Europa e na América do Norte para assegurar que continuamos a assegurar o apoio", disse o secretário-geral da Otan. Ele apontou para a contribuição significativa da Alemanha e disse que esperamos que o governo alemão faça mais.

Stoltenberg também alertou que o próximo inverno seria difícil. "Pagaremos um preço por nosso apoio à Ucrânia como consequência das sanções e, claro, do fato de a Rússia usar a energia como arma", disse ele na entrevista. "Mas devemos entender que não há alternativa ao nosso apoio."

O chefe da Otan instou o Ocidente a "maximizar a probabilidade de um resultado aceitável da guerra do ponto de vista da Ucrânia". "O melhor que podemos fazer é fornecer apoio militar, financeiro, humanitário e econômico à Ucrânia", enfatizou.

Pode levar anos para apoiar a Ucrânia, mas haverá consequências, advertiu Stoltenberg, "não apenas na esfera militar, mas também nas indústrias. Precisamos aumentar a produção", disse ele. "Como Otan, temos dois papéis: devemos apoiar a Ucrânia, um parceiro próximo. A outra tarefa é garantir" que não haja escalada, alertou, referindo-se ao artigo 5º do Tratado de Washington, assinado em 1949, que prevê uma resposta a um ataque armado contra todos e cada um dos membros da Aliança.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/chefe-da-otan-admite-que-europa-pagara-preco-por-apoiar-ucrania

Mídia chinesa diz que Reino Unido tem que cumprir resoluções da ONU sobre as Ilhas Malvinas


Os políticos britânicos precisam ver claramente que o colonialismo e o hegemonismo não têm cabimento na atualidade, indica comentário da mídia chinesa

24 de agosto de 2022, 05:11 h Atualizado em 24 de agosto de 2022, 05:17

www.brasil247.com - (Foto: Aquiles Lins)

Rádio Internacional da China - Recentemente a Embaixada do Reino Unido na Argentina lançou um concurso de vídeos curtos para os universitários argentinos, dizendo que os vencedores podem viajar gratuitamente às Ilhas Malvinas por uma semana. Sobre o assunto, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina publicou uma nota para expressar sua firme oposição, acrescentando que o ato do Reino Unido tem como objetivo mostrar a real "ocupação" das Ilhas Malvinas pelos britânicos, e exigindo que o país respeite as resoluções das Nações Unidas sobre a questão e inicie o diálogo.

A parte britânica alegou que o objetivo do planejamento do concurso era permitir que os estudantes universitários possam entender a história e a cultura das Malvinas.

Do ponto de vista histórico, a essência dessa questão é o legado do colonialismo. Em 1816, a Argentina herdou a soberania sobre as Ilhas Malvinas quando se tornou independente do domínio colonial espanhol. Mas quando os britânicos expandiram colonialmente na América do Sul, ocuparam as Ilhas Malvinas à força em 1833. Em 1965, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Resolução No. 2065, que incluiu a questão das Malvinas na categoria de "descolonização" e instou a Grã-Bretanha e a Argentina a resolverem as disputas por meio de negociações.

Em 1982, eclodiu uma guerra entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das Malvinas, que durou 74 dias, e o Reino Unido venceu. Mas a Argentina nunca desistiu de sua reivindicação. O Comitê Especial das Nações Unidas para a Descolonização emitiu mais de 30 resoluções incentivando o governo britânico a negociar com a Argentina. O lado argentino também enviou muitos convites, mas todos foram rejeitados pelo Reino Unido.

Em março de 2016, a Comissão sobre os Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas determinou que as Malvinas estão localizadas nas águas territoriais da Argentina. Na América Latina e no Caribe, quase todos os países apoiam a posição da Argentina na questão das Malvinas. A China também apoia firmemente a reivindicação legítima do país sul-americano.

Essas vozes justas são baseadas na justiça internacional da questão das Malvinas, que reflete o respeito e a defesa das resoluções das Nações Unidas, e também expressa a aspiração comum da comunidade internacional contra o colonialismo. Os políticos britânicos precisam ver claramente que o colonialismo e o hegemonismo não têm mercado hoje. Eles devem cumprir as resoluções da ONU, negociar com a Argentina sobre a questão das Malvinas o mais rápido possível e devolver o território ao país sul-americano.

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/midia-chinesa-diz-que-reino-unido-tem-que-cumprir-resolucoes-da-onu-sobre-as-ilhas-malvinas

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Rússia, China e Irã não questionam soberania do Brasil na Amazônia, países da OTAN sim, diz militar


Brasil bandeira - Sputnik Brasil, 1920, 23.08.2022

© Foto / Marcos Corrêa / Palácio do Planalto

A Sputnik Brasil conversou com especialista militar para saber como estão as relações do Brasil com seus aliados, de que forma a política externa brasileira está conduzindo seus interesses nacionais com esses parceiros e quais diretrizes podem surgir caso um governo de oposição comece em 2023.

Diante da crise econômica mundial gerada pela pandemia de COVID-19 e, logo em seguida amplificada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, as cadeias globais de valor estão sofrendo um grande impacto, levando diversos paíse a correrem contra o tempo para se reorganizarem diante do turbilhão.

No caso do Brasil não é diferente, o país busca fazer novas alianças ou fortalecer as existentes com aliados antigos a fim de manter seu fluxo de produção, principalmente agrícola.

No histórico de aliados brasileiros, os EUA sempre tiveram muita influência em no país e algumas vezes exerceram protagonismo tão profundo que impactaram políticas internas brasileiras. No entanto, essa parceria, mesmo após a Cúpula das Américas deste ano, se encontra enfraquecida.

Para Robinson Farinazzo, especialista militar e oficial da reserva da Marinha do Brasil entrevistado pela Sputnik Brasil, o governo do presidente, Jair Bolsonaro, teve duas fases com Washington: a primeira aconteceu quando o ex-presidente, Donald Trump, ainda estava no comando do país. Pela ligação do mandatário brasileiro com o homólogo norte-americano, a relação Brasil-EUA estava mais fortalecida.

Presidente da República Jair Bolsonaro, durante encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, na Cúpula das Américas, 9 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.08.2022

Presidente da República Jair Bolsonaro, durante encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, na Cúpula das Américas, 9 de junho de 2022

© Alan Santos / Palácio do Planalto / CCBY 2.0

Após a entrada de Joe Biden começou uma nova fase, agora não tão próspera, uma vez que a agenda do democrata não se alinha com a de Bolsonaro. Na visão de Farinazzo, Biden só não está tão focado na Amazônia porque há outras questões em destaque.

"Biden só não está arrumando mais problemas com a nossa soberania na Amazônia porque está muito ocupado com a crise em Taiwan e na Ucrânia."

Ações que evidenciariam essa comunicação mais travada seriam as visitas feitas por autoridades-chave do governo estadunidense ao Brasil, como a do diretor da CIA, William Burns; do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan; da subsecretária de Estado, Victoria Nuland, entre outras, toda essa movimentação em sequência e em poucos meses mostra que "de certa forma, o Partido Democrata, tem seus percalços em relação ao presidente Bolsonaro", afirma o comandante.

O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) William Burns testemunha perante o Comitê de Inteligência do Senado em 10 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 05.05.2022

Notícias do Brasil

Chefe da CIA disse ao governo Bolsonaro para não duvidar do sistema eleitoral no Brasil, diz Reuters

5 de maio, 11:36

Com certos contrastes e oposições, o governo federal percebeu que precisava buscar outros mercados e novas alianças, e para o comandante, Bolsonaro acertou em fortalecer seus laços com Moscou.

"Ele [Bolsonaro] fez uma reaproximação com a Rússia de forma saudável e pragmática, não deixando os EUA de lado. Acredito que caso seja reeleito, ele mantenha esse pragmatismo até o final do governo Biden pelo menos [...], mas acredito que o governo Bolsonaro deve buscar afinar relações com a Rússia e o BRICS no geral", analisa.

Farinazzo também aponta que a parceira do Ocidente (EUA-Europa principalmente) é impositiva com o Brasil, faz pressão sobre a Amazônia, enquanto os países-mebros do BRICS não interferem em assuntos internos de seus integrantes.

"No dia 3 de dezembro de 2021, a Rússia vetou no Conselho de Segurança da ONU uma resolução climática que poderia gerar sérios problemas à soberania da nossa Amazônia", relembra.

Ao mesmo tempo, o comandante frisa que os países do Ocidente, "representados" pela OTAN na crise ucraniana, são as mesmas nações que questionam a soberania da Amazônia, portanto, o Brasil precisa ter cuidado e não identificar a aliança militar com sendo parceira.

"Não estou dizendo que devemos nos alinhar à Rússia na questão ucraniana [...], nós estamos mantendo uma posição de neutralidade como sempre tivemos diante de todos os conflitos, mas não devemos esquecer das pretensões dos países líderes da OTAN em relação à nossa Amazônia. Precisamos olhar esses interesses predatórios dos países-membros da Aliança Atlântica. Irã, Rússia e China nunca fizeram pressões nem questionaram nossa soberania na Amazônia."

O primeiro enviado especial da China ao Chifre da África, Xue Bing, centro-esquerda, ouve o conselheiro de segurança nacional da Etiópia, Redwan Hussein, falar no pódio durante uma conferência de imprensa em Adis Abeba, Etiópia, 20 de junho de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 23.08.2022

O primeiro enviado especial da China ao Chifre da África, Xue Bing, centro-esquerda, ouve o conselheiro de segurança nacional da Etiópia, Redwan Hussein, falar no pódio durante uma conferência de imprensa em Adis Abeba, Etiópia, 20 de junho de 2022

© AP Photo

Indagado sobre como os EUA podem reagir à visível aproximação entre países da América do Sul e da África com China e Rússia, Farinazzo acredita que, após anos de relegação norte-americana sobre essas regiões, agora, Washington precisa fazer "contrapartidas para esses países ou vai acabar perdendo a influência nessas duas regiões que estão cada vez mais ganhando notoriedade".

"Atualmente, no campo militar há a Rússia, mostrando todo seu poderio militar, tem também a China, mas sua relevância é ainda mais forte no campo comercial [neste tópico]. Pequim é um competidor fora de série, o qual os EUA não tiveram [igual] nem na época da União Soviética [...] portanto, o país norte-americano precisam encontrar alternativas ou vão perder estes mercados", analisa.

O diretor do FBI, Christopher Wray, fala na Biblioteca Reagan em Simi Valley, Califórnia, 31 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 01.02.2022

Panorama internacional

China é maior ameaça à segurança econômica e inovação dos EUA, diz diretor do FBI

1 de fevereiro, 09:30

E se Lula for eleito?

Para o especialista, caso não haja uma reeleição do atual governo e entre o ex-presidente Lula para ocupar o cargo mais alto do Planalto, em matéria de política externa, como o petista pode vir a conduzir o assunto "é uma incógnita".

"Se formos lá atrás, foram durante os anos do PT [no poder] que o acrônimo BRICS começou a fazer sentido [...], mas temos que lembrar também, nos últimos meses, o ex-presidente teve uma aproximação muito grande com a União Europeia, então não sabemos para onde ele vai".

Contudo, o comandante acredita que pelo perfil mais pacificador do petista, "ele deve tentar tirar o que der de todos os lados".

"Acontecendo um continuísmo do governo Bolsonaro ou se o Lula voltar, acho que a relação com o BRICS não vai dar marcha à ré, ela só tem um caminho que é seguir em frente porque os fatos vão acabar se impondo", disse o especialista.

Hacker codificando vírus ransomware (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 11.08.2022

Notícias do Brasil

'Hacker aqui': BRICS dá lições ao Brasil para combater espionagem dos EUA

11 de agosto, 15:34

Robison Farinazzo é especialista militar responsável pelo canal Arte da Guerra no YouTube e oficial da reserva da Marinha do Brasil. No pleito deste ano, o comandante será candidato a deputado estadual pelo estado de São Paulo.

Fonte: https://sputniknewsbrasil.com.br/20220823/russia-china-e-ira-nao-questionam-soberania-do-brasil-na-amazonia-paises-da-otan-sim-diz-militar-24353384.html

Autorizada por Moraes, operação da PF contra empresários golpistas irrita o Planalto


Ação no dia do encontro entre Moraes e o ministro da Defesa e a inclusão de Luciano Hang no rol de investigados aumentam a revolta do entorno de Bolsonaro

23 de agosto de 2022, 09:34 h Atualizado em 23 de agosto de 2022, 12:57

www.brasil247.com - Alexandre de Moraes Alexandre de Moraes (Foto: Pedro França/Agência Senado | Antonio Augusto/Secom/TSE | PF)

247 - O Palácio do Planalto reagiu com "irritação", segundo Andréia Sadi, do g1, à operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (23) contra empresários que, em um grupo de WhatsApp, defenderam um golpe de Estado no Brasil caso o ex-presidente Lula (PT) vença a eleição.

A operação partiu de uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou buscas e apreensões, o bloqueio das contas bancárias dos empresários, o bloqueio das contas dos investigados nas redes sociais, a tomada de depoimentos e quebra de seus sigilos bancários.

Dois fatores aumentaram a revolta do Planalto com a operação: 1) ela acontece no mesmo dia em que Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se reunirá com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; 2) a inclusão de Luciano Hang, dono das lojas Havan e aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro (PL), no rol de investigados foi vista como "provocação".

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/ordenada-por-moraes-operacao-da-pf-contra-empresarios-golpistas-irrita-o-planalto

Aras se irrita com operação da PF contra empresários bolsonaristas


Ação foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes

23 de agosto de 2022, 14:48 h Atualizado em 23 de agosto de 2022, 14:53

www.brasil247.com - Procurador-geral da República, Augusto Aras Procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: ABr)

247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, teria demonstrado irritação com a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (23) que teve como alvos empresários bolsonaristas que discutiram em um grupo de WhatsApp o apoio a um eventual golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença a eleição. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, "o procurador-geral avalia que o gesto de Moraes, que também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pode implodir os esforços de atores do Executivo e do Judiciário em busca de um acordo de harmonia, que faça Jair Bolsonaro (PL) cessar declarações golpistas e contra as cortes”.

Aras também teria demonstrado irritação pelo fato da Procuradoria Geral da República (PGR) só ter sido intimada sobre a operação na véspera da sua deflagração, o que teria a margem para opinar a respeito das diligências autorizadas por Moraes.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão solicitados pela PF contra oito empresários no âmbito do inquérito que apura a atuação das milícias digitais, responsável pela disseminação de fake news e ataque às instituições. O ministro também determinou o bloqueio de contas bancárias e das redes sociais, além de autorizar as quebras de sigilo bancário e telemático, dos empresários investigados.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/aras-se-irrita-com-operacao-da-pf-contra-empresarios-bolsonaristas-e-teme-recuo-em-esforcos-para-acalmar-tensao-entre-os-poderes