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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Alexandre Abreu será o novo presidente do Banco do Brasil

 

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Vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, será o novo presidente da instituição; a indicação foi confirmada pela presidente Dilma Rousseff em comunicado ao mercado na tarde desta sexta-feira 6; ele substituirá Aldemir Bendine, anunciado hoje para a presidência da Petrobras; o nome de Abreu era defendido pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e já vinha sendo preparado para assumir o cargo; ele foi um dos implementadores da redução dos juros no BB

6 de Fevereiro de 2015 às 11:18

247 - O vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, será o novo presidente da instituição financeira. Sua indicação foi confirmada na tarde desta sexta-feira 6 pela presidente Dilma Rousseff, em comunicado divulgado ao mercado.

Ele substituirá Aldemir Bendine, que está no comando do BB desde abril de 2009. Bendine foi escolhido por Dilma para assumir a presidência da Petrobras no lugar de Graça Foster, que renunciou essa semana em meio às investigações da Lava Jato.

A escolha de Abreu para a presidência do BB era defendida pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Ele já vinha sendo preparado para assumir o cargo.

Mineiro, Abreu foi um dos implementadores da redução dos juros no BB. Ele também já havia sido cotado para a presidência do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Alexandre Abreu substituirá Bendine na presidência do Banco do Brasil

Wellton Máximo – O vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil (BB), Alexandre Abreu, será o novo presidente da instituição financeira. A informação foi confirmada há pouco pelo banco, que divulgou comunicado ao mercado financeiro, após o fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo.

Responsável pela definição das tarifas bancárias e taxas de juros para pequenos e médios clientes do banco, Abreu teve participação ativa na política de expansão do crédito público nos últimos anos. Na ocasião, o governo incentivou a concessão de empréstimos pelos bancos públicos para estimular o consumo no auge da crise econômica de 2008 e de 2009.

Funcionário do Banco do Brasil desde 1986, Abre é formado em administração de empresas com MBA em gestão e marketing. Entrou como escriturário na agência de Cariacica (ES). Foi diretor de Cartões, Previdência e Capitalização, Seguridade e vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações.

Abreu assumirá o banco no lugar de Aldemir Bendine, que deixou o BB para ser o novo presidente da Petrobras. Bendine substitui Graça Foster, que teve o pedido de demissão confirmado ontem (5) pela petroleira.

Brasil 247

Altman: com Bendine, Dilma “vira o jogo na Petrobras”

 

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Quem apostou que a presidente "bateria novamente a mão no tatame, entregando mais uma trincheira estratégica do Estado para operadores do capital, agora morde a língua", analisa o jornalista Breno Altman sobre a escolha de Aldemir Bendine para o comando da Petrobras; "O atual chefe do BB representa linha de resistência diante da escalada de forças privatistas para tomar de assalto a estatal do petróleo", diz; "A nomeação de Bendine constitui resposta ousada. Apesar de não ser quadro do PT ou da esquerda, com carreira inteiramente construída no Banco do Brasil, é aliado inquestionável do processo de mudanças iniciado em 2003"; em nota, a estatal confirmou a indicação

6 de Fevereiro de 2015 às 15:20

247 – "É mais do que uma surpresa" a escolha da presidente Dilma Rousseff por Aldemir Bendine, do Banco do Brasil, para assumir a presidência da Petrobras no lugar de Graça Foster, afirma Breno Altman, do portal Opera Mundi e colunista do 247. "O atual chefe do BB representa linha de resistência diante da escalada de forças privatistas para tomar de assalto a estatal do petróleo", opina ele.

"Muitos apostaram que Dilma bateria novamente a mão no tatame, entregando mais uma trincheira estratégica do Estado para operadores do capital, no afã de relaxar o crescente cerco sobre o governo. Quem assim o previu, agora morde a língua. Incluindo o modesto signatário desse blog", escreve o jornalista, que classifica a nomeação como uma "resposta ousada" do governo. Leia um trecho de seu artigo:

Apesar de não ser quadro do PT ou da esquerda, com carreira inteiramente construída no Banco do Brasil, é aliado inquestionável do processo de mudanças iniciado em 2003. Ainda que não sejam conhecidas publicamente suas posições sobre regime de partilha e política de conteúdo nacional, por exemplo, seria difícil imaginar que venha a ser capturado por interesses de grupos privatistas. Além do mais, conhece bastante bem a empresa que irá assumir e apresenta inegável expertise no tratamento de imbróglios financeiros, como é o caso.

Ele ressalta que "sindicatos dos bancários reclamam de sua mão de ferro em embates e negociações salariais, mas é obrigatório reconhecer que os laços de lealdade e identidade de Bendine se entrelaçam com o campo progressista". Este é o motivo, diz Altman, de "as ações da Petrobrás despencaram após a divulgação de seu nome como presidente da empresa", como acontece nesta sexta-feira 6.

Leia aqui a íntegra do texto em seu blog parceiro do 247.

Lula defende Vaccari: 'fique com o companheiro'

 

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O ex-presidente Lula defendeu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, no congresso do partido, em Belo Horizonte; "na dúvida, fique com o companheiro", disse ele; posição contrasta com a de outros petistas, como o ex-governador gaúcho Tarso Genro, que defendem a investigação do tesoureiro; Lula afirmou ainda que não vai “admitir a criminalização das doações privadas ao partido” e afirmou que a Operação Lava Jato, assim como a Ação Penal 470, é um processo "político, e não jurídico"; PT deve fazer desagravo a Vaccari na festa dos seus 35 anos

6 de Fevereiro de 2015 às 16:50

Minas 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao participar do congresso do PT, em Belo Horizonte, que também comemora os 35 anos do partido.

"Na dúvida, fique com o companheiro", disse Lula, que em várias ocasiões afirmou colocar a mão no fogo por Vaccari.

Ele também afirmou que não vai “admitir a criminalização das doações privadas ao partido”. Disse ainda que, assim como na Ação Penal 470, o chamado "mensalão", o processo “é político, e não jurídico”.

Ontem, Vaccari teve que prestar depoimento no âmbito da Lava Jato e foi acusado por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, de receber propinas de US$ 200 milhões em nome do PT. Segundo Lula, as acusações de Barusco "não têm sustentação".

Brasil 247

Petrobras confirma Bendine e novo diretor financeiro

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Estatal afirma, em nota, que o Conselho de Administração aprovou por maioria, nesta sexta-feira 6, a indicação da presidente Dilma por Aldemir Bendine para a presidência da companhia e o de Ivan de Souza Monteiro como diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores; petroleira também indicou diretores interinos para outras quatro áreas

6 de Fevereiro de 2015 às 16:05

Daniel Mello e Bruno Bocchini - Repórteres da Agência Brasil

A Petrobras informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (6), aprovou, por maioria, a eleição de Aldemir Bendine para ocupar o cargo de presidente da companhia, em substituição à atual presidente, Maria das Graças Silva Foster. A eleição é válida até a próxima Assembleia Geral de Acionistas. Maria das Graças Silva Foster se desligou também do Conselho de Administração da Companhia.

Aldemir Bendine era presidente e membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil. É graduado em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com MBA em Finanças e em Formação Geral para Altos Executivos.

O Conselho de Administração também elegeu, por maioria, Ivan de Souza Monteiro como diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, em substituição a Almir Guilherme Barbassa. Ivan Monteiro era vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil desde junho de 2009, onde já havia ocupado cargos de diretor Comercial, vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores, além de presidente do Conselho de Supervisão da BB AG. É graduado em Engenharia Eletrônica e Telecomunicações pela Inatel-MG, com MBA em Finanças e Gestão.

Foram eleitos para a diretoria da Petrobras a atual gerente executiva de Exploração e Produção Corporativa, Solange da Silva Guedes, como diretora de Exploração e Produção, em substituição a José Miranda Formigli Filho. Solange Guedes é doutora em engenharia de petróleo, com experiência de 30 anos na Petrobras onde já ocupou diversas posições gerenciais, todas relacionadas à área de exploração e podução.

Leia a íntegra:

Petrobras anuncia novos presidente e diretores

A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (06/02), aprovou, por maioria, a eleição de Aldemir Bendine para ocupar o cargo de presidente da Petrobras, em substituição à atual presidente, Maria das Graças Silva Foster.

Maria das Graças Silva Foster também está se desligando do Conselho de Administração da Companhia, que elegeu Aldemir Bendine como novo conselheiro. Essa eleição, conforme dispõem a Lei das Sociedades Anônimas e o Estatuto Social da Petrobras, é válida até a próxima Assembleia Geral de Acionistas.

Aldemir Bendine era presidente e membro do Conselho de Administração do Banco do Brasil. É graduado em Administração de Empresas pela PUC-Rio, com MBA em Finanças e em Formação Geral para Altos Executivos.

O Conselho de Administração também elegeu, por maioria, Ivan de Souza Monteiro como diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, em substituição a Almir Guilherme Barbassa. Ivan Monteiro era vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, desde junho de 2009, onde já havia ocupado cargos de diretor Comercial, vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores, além de presidente do Conselho de Supervisão da BB AG. É graduado em Engenharia Eletrônica e Telecomunicações pela INATEL-MG, com MBA em Finanças e Gestão.

Além disso, foram eleitos, por maioria, para exercerem interinamente a função de diretor os seguintes executivos:

- A atual gerente executiva de Exploração e Produção Corporativa, Solange da Silva Guedes, como diretora de Exploração e Produção, em substituição a José Miranda Formigli Filho. Solange Guedes é doutora em Engenharia de Petróleo, com experiência de 30 anos na Petrobras, onde já ocupou diversas posições gerenciais, todas relacionadas à área de Exploração e Produção.

- O atual gerente executivo de Logística do Abastecimento, Jorge Celestino Ramos, como diretor de Abastecimento, em substituição ao diretor José Carlos Cosenza. Jorge Celestino é formado em Engenharia Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Engenharia de Processamento de Petróleo pelo CENPRO, com especialização em Tecnologia de Produção de Álcool pela COPPE/UFRJ e MBA em Administração e Marketing. Trabalha há 32 anos na Petrobras onde já ocupou diversas posições gerenciais na área de Abastecimento e na Petrobras Distribuidora.

- O atual gerente executivo de Gás e Energia Corporativo, Hugo Repsold Júnior, como diretor de Gás e Energia, em substituição a José Alcides Santoro Martins. Hugo Repsold é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Economia, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e é mestre em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe / PPE / UFRJ). Trabalha há 30 anos na companhia, onde já ocupou diversas posições gerenciais nas áreas de Exploração e Produção, Estratégia e Desempenho Empresarial e Gás e Energia.

- O atual gerente executivo de Engenharia para Empreendimentos Submarinos, Roberto Moro, como diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais em substituição a José Antônio de Figueiredo. Roberto Moro é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Gama Filho, com especialização em Gerenciamento de Projetos. Trabalha há 33 anos na Petrobras onde já ocupou diversas posições gerenciais na área de Engenharia.

A Petrobras agradece à presidente e conselheira Graça Foster e aos diretores Almir Barbassa, José Formigli, José Cosenza, José Alcides Santoro e José Antônio de Figueiredo pela competência técnica, o profissionalismo e a dedicação no exercício desses cargos.

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/169292/Petrobras-confirma-Bendine-e-novo-diretor-financeiro.htm

Barusco diz receber propina desde o governo FHC

 

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Ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse em depoimento de delação premiada na Operação Lava Jato que começou a cobrar propina de empresas que pretendiam firmar contratos com a Petrobras em 1997 ou 1998, com a holandesa SBM, quando ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Inslações

6 de Fevereiro de 2015 às 06:46

André Richter – Enviado especial da Agência Brasil/EBC - O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco detalhou em depoimento de delação premiada na Operação Lava Jato como começou a cobrar propina de empresas que pretendiam firmar contratos com a Petrobras. Barusco disse que começou a receber os pagamentos indevidos em 1997 ou 1998 da empresa holandesa SBM, quando ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Inslações.

Aos investigadores, Barusco relatou a sistemátiva da cobrança de propina. Ele disse que tinha relação próxima com Júlio Faerman, representante da SBM, e a iniciativa de fazer os negócios com cobrança de propina partiu de ambas as partes.

Conforme o depoimento, os pagamentos variavam de acordo com o valor do contrato, ficando entre U$ 25 milhões e U$ 50 milhões. Entre as obras que tiveram pagamentos ilegais, o ex-diretor citou um acordo, firmado em 1997 ou 1998, para o fornecimento de um navio para a Transpetro.

As declarações de Barusco foram divulgadas após decisão do juiz federal Sérgio Moro, que retirou o sigilo das investigações da nona fase da Operação Lava Jato, iniciada ontem (5).

A Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com os representantes da SBM no Brasil.

Brasil 247

Como Dilma pode desmontar o golpe de FHC

 

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"Presidente deve denunciar à sociedade que corruptos da oposição que antes operavam para engavetar investigações hoje querem parar a 'faxina' e impedir a reforma política", diz Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual; leia a íntegra

6 de Fevereiro de 2015 às 06:45

Com uma frase, Dilma desmontaria o golpe pretendido por FHC

Por Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), do alto de seus 83 anos, tendo vivenciado como poucos brasileiros vivos todos os vícios das estruturas de poder, deveria ser o primeiro a se posicionar a favor de uma reforma política transformadora do grande problema institucional brasileiro, raiz do subdesenvolvimento, do patrimonialismo e da corrupção.

Em vez disso, prega um golpe paraguaio, defendendo o uso do Poder Judiciário como instrumento político para derrubar uma presidenta da República eleita pela maioria dos brasileiros. Quem te viu, quem te vê, FHC. No entardecer da vida, prefere servir aos mesmos golpistas que um dia combateu. E servir-se deles.

Primeiro foi um artigo publicado domingo em dois jornais da imprensa corporativa – de longa tradição em defender golpes de Estado e ditaduras em benefício dos interesses oligárquicos e econômicos próprios – estimulando o golpe por meio do Judiciário. Depois seu advogado encomendou um parecer do jurista Yves Gandra Martins para fundamentar um eventual processo de impeachment com base não em crimes da presidenta, porque não existem, mas em suposta responsabilidade por crimes dos outros.

Ora, bons advogados colocam no papel qualquer coisa que o dinheiro possa comprar, mas falta combinar com o povo.

Dilma tem suas dificuldades, tem sua cota de impopularidade pela agenda negativa que domina a pauta política e noticiosa (bem menor do que aquela da desvalorização do real e dos escândalos bancários que marcaram os primeiros dias do segundo governo FHC). Mas tem também sua cota de crédito junto à população, pois acabou de ser reeleita. Enquanto isso, a reputação popular do Congresso está bem abaixo da dela, para o parlamento se credenciar a julgá-la. Digamos que a maioria da população, se tivesse de escolher, preferiria comprar um carro usado de Dilma do que da maioria dos parlamentares.

O povo veria a presidenta como vítima, se julgada por parlamentares acusados diretamente e pessoalmente de corrupção, enquanto não há nada contra ela, nem mesmo sinais exteriores de riqueza. Para piorar o cenário da oposição, alguns deputados e senadores foram demonizados pela própria imprensa adepta do golpismo e pelo noticiário com mensagem antipolítica.

Calada, a presidenta poderia cair, mas cabeças rolariam junto de toda a classe política. Como é impensável que um processo político de impeachment se dê com a presidenta e sua base de apoio calada, ela também tem suas armas para enfrentar um duelo contra o golpe. Se chegasse a esse ponto, ela mesmo poderia dizer em alto e bom som a todo povo brasileiro que estaria sofrendo um golpe justamente dos corruptos da oposição que querem paralisar a “faxina”, para usar uma expressão popular que não deixa margem para dúvidas, e também impedir a reforma política moralizadora. Lembrando ao povo que a oposição que quer derrubá-la é a mesma que quando esteve no governo tucano operava para engavetar as investigações.

Não por acaso, a presidenta incluiu em seu discurso da primeira reunião ministerial e na mensagem ao Congresso na abertura no ano legislativo, o tema corrupção, reiterando a meta proposta durante a campanha eleitoral de enviar leis de endurecimento e que aumentem a eficiência contra a impunidade. Falta melhorar a comunicação governamental para que essa mensagem chegue a todos os brasileiros.

Como se vê, por mais que o ex-presidente venha a querer transformar o instituto que leva seu nome em um Ibad ou Ipes (os centros de conspiração participaram da arquitetura do golpe de 1964), não há chance de dar certo. É dura a vida de aspirante a golpista do ex-presidente FHC no entardecer da vida.

Brasil 247

Tijolaço: Moro arrombou o estado de Direito

 

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Jornalista Fernando Brito classifica como "repugnantes" os métodos do juiz Sergio Moro, na decisão de conduzir coercitivamente João Vaccari, tesoureiro do PT, para depor; "A condução coercitiva do tesoureiro do PT à Polícia Federal, hoje, é mais um dos sinais de que voltamos ao arbítrio. Nem as citações ao nome de João Vacari Neto são novas, nem ele se encontra desaparecido, nem mesmo foi intimado a depor e não compareceu", diz ele; único objetivo do constrangimento parece ter sido criar um pequeno espetáculo, desnecessário, para o Jornal Nacional, de William Bonner

6 de Fevereiro de 2015 às 06:32

O fim do Estado de Direito

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Sou de uma geração que cresceu tendo o Estado de Direito como um dos sinônimos de democracia.

O outro era o voto direto.

Custou-nos muito, nossa juventude, trazê-los de volta.

E, certamente por isso, é assustador ver que ele vai sendo, progressivamente, abolido em nosso país.

Com os arreganhos do Ministério Público, do Judiciário e sob os calorosos aplausos da imprensa.

A opinião pública, sobretudo a mais informada, patina à beira da histeria do “prende e arrebenta”, que julgávamos ido com Figueiredo.

Para alguns, porque para os que se dispõem atender às intenções dos “investigadores”, movidos por um cínico “arrependimento” que pode lhes deixar impunes, há quase que o carinho midiático.

A condução coercitiva do tesoureiro do PT à Polícia Federal, hoje, é mais um dos sinais de que voltamos ao arbítrio.

Nem as citações ao nome de João Vacari Neto são novas, nem ele se encontra desaparecido, nem mesmo foi intimado a depor e não compareceu.

Serviu, apenas, para simular uma “prisão”, causar um constrangimento, uma exposição que, afinal, só será merecida se houver provas.

Porque doações de empresas, especificamente de empreiteiras e, mais especificamente, de empreiteiras envolvidas na “Lava Jato” há para o PT, o PMDB, o PSDB e mais um monte de partidos.

Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas em São Paulo, com documentos da Justiça suíça comprovando o recebimento de dinheiro no exterior, não foi conduzido “sob vara”.

Roubam um processo de sonegação de um bilhão de reais da Globo e não convocam sequer um infeliz a depor.

É claro que, se há acusações, Vaccari deve ser intimado a depor. Ele não é diferente, melhor ou pior, que qualquer cidadão brasileiro, por ser dirigente do PT.

Mas não transformado em personagem de um processo midiático de “suposta prisão”.

A condução coercitiva a interrogatório já é, por si só, de duvidosa legalidade – porque o interrogatório é meio de defesa, não de acusação ou produção de prova, essencialmente.

Muito menos quando isso se faz sem que haja negativa de comparecer a esclarecimentos.

Tornaram-se repugnantes os métodos desta investigação, na prática conduzida – e só isso é um absurdo, Juiz conduzir investigação -, pelo Dr. Sérgio Moro.

Os ladrões confessos pontificam, com uma quase “presunção da verdade” sobre tudo o que dizem, numa inversão de valores total.

Pessoas são metidas na cadeia e lá permanecem por meses , até que “resolvam” acusar “agentes políticos”.

O juiz “exige”, para soltá-los, que se rompam todos os contratos de entes públicos com as empresas, haja ou não indícios de irregularidades neles.

Falta algo para que estejamos diante do arbítrio?

Ah, sim, a revogação daquela outra “coisinha” que tive, na juventude, como sinônimo de democracia.

O voto direto da população.

Brasil 247

FHC nega golpismo: 'sempre fui democrata'

 

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Ligado ao parecer de Ives Gandra que Martins, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff por omissão no caso Petrobras, ex-presidente FHC se defende: “Não há ameaças golpistas, a não ser na imaginação de partidários do governo que sentindo o descalabro procuram justificativas jogando a responsabilidade em ombros alheios”; parecer de Ives Gandra sobre impeachment foi encomendado por advogado ligado ao Instituto FHC e o próprio ex-presidente afirmou, em artigo, que o Judiciário deve agora fazer o papel dos 'golpes militares'

6 de Fevereiro de 2015 às 05:31

247 – Após aparecer por trás do parecer capenga de Ives Gandra Martins, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff por omissão no caso Petrobras, ex-presidente FHC se defende e rebate tentativa de golpe. O documento foi pedido pelo advogado José Oliveira Costa, que atua no Instituto FHC.

“Sou e sempre fui intrinsecamente um democrata”, declarou o tucano no Facebook. Leia:

Na terça-feira, li opinião de um jurista, publicada na Folha de São Paulo, sobre um possível processo de impeachment contra a Presidente Dilma.

No corpo do artigo, há a informação de que José de Oliveira Costa o havia inquirido sobre o tema.

Oliveira Costa é membro do Conselho do IFHC e como advogado tem atendido, circunstancialmente, casos meus. Não é homem de vida política e muito menos partidária. Não me consultou antes de solicitar um parecer sobre o impedimento, até por descabido, pois está em pleno exercício de suas funções advocatícias.

Posteriormente articulistas, notadamente o blog de Ricardo Kotscko, buscaram atribuir-me ter dado um toque de clarim para pôr em marcha um chamado “golpe paraguaio”, deposição do governante pela Justiça, que estaria sendo urdido pelas forças antidemocráticas do nosso país.

Diante desse disparate, sou obrigado a reiterar o óbvio: sou e sempre fui intrinsecamente um democrata. Não será aos 83 anos que mudarei essa convicção.

No caso do mensalão (com razões suficientes para responsabilizar Lula), opus-me a qualquer impeachment por julgar que derrubar um presidente eleito (coisa que o PT tentou comigo; lembram-se do Fora FHC?) pode fazer mal para a formação da cultura democrática. Tal iniciativa só se justifica quando há razões politicas e criminais comprovadas. Por que mudaria agora o modo de pensar?

A suposição atribuída a mim tem mais a ver com a situação delicada em que se encontra o governo da Presidenta Dilma diante das vinculações entre governo, empreiteiras e o mundo político, arrastando de roldão a Petrobrás. O descalabro é enorme e a perda de apoio político evidente.

Não foi, esclareço mais uma vez, no sentido de “golpe” ou de impeachment que argumentei no último artigo que escrevi. Pedi que a Justiça chegasse a quem devesse chegar, ressaltando sempre que punições deveriam haver, se culpados houvesse, nunca prejulgando. E repudiei qualquer hipótese de pressão militar, que de resto inexiste.

Mais ainda, acredito que, dada a gravidade da situação, mesmo que a Justiça exerça seu papel, como deve, a solução para sairmos da crise é política. Se eu estivesse na Presidência nestas circunstâncias apelaria a todas as forças políticas e sociais para uma união contra as ameaças sérias que pesam sobre o futuro do país.

Não há ameaças golpistas.

Lamento, como muitos brasileiros, inclusive que votaram na Presidente Dilma, ter ela organizado um ministério com mero propósito de obter “maioria” no Congresso, ou para calar a gritaria do mercado financeiro. O objetivo político aparentemente não funcionou, dada a fragorosa derrota na eleição da mesa da Câmara dos Deputados. E lamento também que até agora a Presidenta não tenha feito qualquer gesto efetivo de repúdio à podridão que invadiu os costumes políticos nacionais, onda que, eventualmente, pode engolfá-la, mesmo que sem sua culpa direta.

Não há ameaças golpistas, a não ser na imaginação de partidários do governo que sentindo o descalabro procuram justificativas jogando a responsabilidade em ombros alheios.

Brasil 247

Por que Vaccari teve que depor coercitivamente?

 

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Em nota assinada pelo advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que representa João Vaccari, tesoureiro do PT, questiona-se uma arbitrariedade da Operação Lava Jato: o fato de seu cliente ter sido conduzido coercitivamente para depor, quando bastaria intimá-lo; Vaccari disse que "há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal"; ao longo do dia, diversos sites noticiaram que policiais tiveram que pular o muro da casa, porque Vaccari não quis abrir o portão; como mostram as imagens, o dia nem sequer havia raiado; Vaccari disse ainda que, nesta sexta-feira, participará do Congresso do PT em Belo Horizonte

5 de Fevereiro de 2015 às 20:38

247 - Escolhido como alvo do dia da Operação Lava Jato, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi exposto a humilhações desnecessárias.

Foi levado para depor de forma coercitiva, sem que jamais tenha desrespeitado qualquer intimação judicial. Em nota, seu advogado, Luiz Flávio Borges D'Urso, questionou a arbitrariedade. Primeiro, disse que seu cliente "há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal".

Depois, ressaltou que a condução coercitiva foi desnecessária, "pois bastaria intimá-lo, que o Sr. Vaccari comparece e presta todas as informações solicitadas".

Ao longo do dia, diversos sites noticiaram que policiais tiveram que pular o muro da casa do tesoureiro do PT, porque ele não abriu os portões – informação que foi enfatizada também pelo apresentado William Bonner, no Jornal Nacional.

Um vídeo revela, no entanto, que os federais chegaram à casa de Vaccari antes mesmo que o dia raiasse. Assista aqui:

Leia, abaixo, a nota do advogado de Vaccari:

JOÃO VACCARI NETO, Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores – PT, por sua defesa, vem a público para dizer que há muito ansiava pela oportunidade de prestar os esclarecimentos que nesta data foram apresentados à Polícia Federal, para de forma cabal, demonstrar as inúmeras impropriedades publicadas pela imprensa nos últimos meses, envolvendo seu nome.

Reitera, mais uma vez, que o Partido dos Trabalhadores – PT, não tem caixa dois, nem conta no exterior, que não recebe doações em dinheiro e somente recebe contribuições legais ao partido, em absoluta conformidade com a Lei, sempre prestando as respectivas contas às autoridades competentes.

Sua defesa registra ainda, que o Sr. Vaccari permanece à disposição das autoridades, para prestar todos e quaisquer esclarecimentos, e que sua condução coercitiva, desta data, entendeu-se desnecessária, pois bastaria intimá-lo, que o Sr. Vaccari comparece e presta todas as informações solicitadas, colaborando com as investigações da operação “Lava Jato”, como sempre o fez.

São Paulo, 05 de fevereiro de 2015.

Prof. Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso
OAB/SP 69.991”

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Governistas ficam com cargos na Mesa Diretora do Senado

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência BrasilEdição: Stênio Ribeiro

Terminou sem acordo a votação para a Mesa Diretora do Senado, mas com a eleição da chapa apresentada pelos governistas por 46 votos a 2. A Casa vinha enfrentando dificuldades de entendimento para a manutenção da regra de proporcionalidade, e acabou vendo surgir duas chapas, de governo e de oposição, para a ocupação dos cargos. No fim, sem acordo para manter o critério de tamanho das bancadas para as indicações de cada cargo, a oposição se retirou do plenário e a chapa governista ganhou a eleição como única apresentada.

A chapa vencedora é formada por Jorge Viana (PT-AC) na primeira vice-presidência, Romero Jucá (PMDB-RR) na segunda vice-presidência, Vicentinho Alves (PR-TO) na primeira secretaria, Zezé Perrela (PDT-MG) na segunda secretaria, Gladson Cameli (PP-AC) na terceira secretaria e Ângela Portela (PT-RR) na quarta secretaria. Os suplentes serão os senadores Sérgio Petecão (PSD-TO), João Alberto Souza (PMDB-MA) e Douglas Cintra (PTB-PE).

A chapa apresentada pela oposição, que segue a ordem da proporcionalidade, era composta por Jorge Viana na primeira vice-presidência, Romero Jucá na segunda vice-presidência, Paulo Bauer (PSDB-SC) na primeira secretaria, Ângela Portela na segunda secretaria, Zezé Perrela na terceira secretaria e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) na quarta secretaria.

A votação aconteceu depois de muito bate-boca entre oposicionistas e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no plenário do Senado. Os senadores de PSDB, PSB e DEM apontavam um movimento de retaliação para que PSB e PSDB não fizessem parte da Mesa Diretora, e acusavam o presidente de estar “atropelando” a oposição. Os três partidos apoiaram a candidatura do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que disputou a presidência com Renan e perdeu.

“O que se fez foi tramar uma manobra, foi constituir um bloco de forças políticas nesta Casa, com o objetivo de excluir da Mesa Diretora o PSDB e o Partido Socialista Brasileiro, isso é o que se fez. Não sei quem fez isso, alguém liderou esse processo. Houve uma questão política grave”, acusou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) no plenário.

Em consonância com a declaração dele, o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB) acusou Renan Calheiros de estar beneficiando seus aliados. “O presidente Renan fez a opção clara de dividir o Senado e ser presidente apenas dos 49 senadores que o elegeram”, disse o líder, que acusou o presidente do Congresso ainda de fazer “manobra inaceitável e acordo de conchavo e coxia”.

Depois de bater boca com Renan no plenário, em que foi acusado de estar ressentido por ter perdido as eleições presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o presidente do Senado rompeu relações com a oposição. “Infelizmente, o presidente eleito do Congresso Nacional não compreendeu a dimensão do cargo que ocupa, acha que o Senado Federal pode ser instrumento de uma aliança até, quem sabe, para protegê-lo”, disse Aécio, justificando a retirada da oposição da disputa pela Mesa Diretora.

Renan, por sua vez, pediu diversas vezes para os líderes que tentassem acordo, mas disse que não suspenderia a sessão. Ele garantiu que defendia a manutenção do critério de proporcionalidade, mas não poderia interferir, porque o acordo deveria ser feito pelos líderes partidários. “Eu posterguei até hoje a eleição da Mesa do Senado por falta de acordo e entendimento entre os líderes. Quem inscreve a chapa são os líderes, não é o presidente. Se os líderes concordam, faremos a eleição com chapa única. Eu não sei ainda que chapa os líderes inscreveram. Se dependesse de mim, eu inscreveria uma chapa de consenso absoluto, mas essa tarefa não é minha, é dos líderes partidários. Eu quero o entendimento, a conciliação, o consenso”, disse.

Ao fim da sessão, Renan Calheiros abriu o prazo para que os partidos indiquem os nomes dos senadores para ocupar as presidências das comissões, e voltou a apelar para que eles façam isso seguindo o critério da proporcionalidade. Não há ainda data marcada para as votações nas comissões.

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