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quinta-feira, 28 de julho de 2022

'Povo paga gasolina cara e aumento dos produtos', diz Gleisi sobre R$ 87,8 bi de dividendos da Petrobrás a acionistas


Deputada federal classificou como 'absurda' a distribuição de dividendos exorbitantes da estatal enquanto o povo paga caro pelos combustíveis

28 de julho de 2022, 17:14 h Atualizado em 28 de julho de 2022, 18:08

www.brasil247.com - Gleisi Hoffmann e fachada da Petrobras Gleisi Hoffmann e fachada da Petrobras (Foto: Gustavo Beszerra/PT | REUTERS/Sergio Moraes)

247 - A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou, em suas redes sociais, a distribuição do montante de R$ 87,8 bilhões em dividendos da Petrobrás para acionistas privados, anunciada nesta quinta-feira (28).

"Mais uma leva de altos dividendos da Petrobras e desta vez os acionistas privados vão receber R$ 87,8 bilhões! É absurdo isso", escreveu a presidente nacional do PT em seu Twitter.

Para Gleisi, o problema está no paradoxo entre os altos preços cobrados pela gasolina da Petrobrás ao povo brasileiro, cujo bem-estar deveria ser a prioridade da estatal, e os lucros exorbitantes apresentados pela empresa. "O povo paga gasolina cara e também o aumento em cadeia dos produtos. Bolsonaro não resolve e ainda tira dinheiro dos estados pra tentar baixar o preço", completou a deputada.

Gleisi Hoffmann

@gleisi

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Mais uma leva de altos dividendos da Petrobras e desta vez os acionistas privados vão receber R$ 87,8 bilhões! É absurdo isso. O povo paga gasolina cara e também o aumento em cadeia dos produtos. Bolsonaro não resolve e ainda tira dinheiro dos estados pra tentar baixar o preço.

4:39 PM · Jul 28, 2022

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A Petrobrás alega que "a aprovação do dividendo proposto é compatível com a sustentabilidade financeira da companhia no curto, médio e longo prazo e está alinhada ao compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas, assim como às melhores práticas da indústria mundial de petróleo e gás natural."

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/povo-paga-gasolina-cara-e-aumento-dos-produtos-diz-gleisi-sobre-r-87-8-bi-de-dividendos-da-petrobras-a-acionistas

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Rogério Correia convoca ministros da Defesa, CGU e AGU por apoiar Bolsonaro no questionamento das urnas


Deputado federal questiona participação de ministros em evento golpista de Bolsonaro com embaixadores internacionais sobre urnas eletrônicas: "desvio de finalidade"

21 de julho de 2022, 15:18 h Atualizado em 21 de julho de 2022, 15:34

www.brasil247.com - (Foto: ABR)

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) convocou os ministros Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), Bruno Bianco, da Advocacia-Geral da União (AGU), e Paulo Sérgio Nogueira, da Defesa, para questionar a participação deles no evento golpista de Jair Bolsonaro (PL), que se reuniu com embaixadores internacionais para pôr em xeque a integridade do sistema eleitoral brasileiro ao afirmar que urnas eletrônicas podem ser fraudadas.

No requerimento apresentado à Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, obtido pelo Brasil 247, Correia afirma que busca "esclarecer as atividades institucionais dos ministérios que se caracterizam como desvio de finalidade a medida em que dão suporte a questionamentos infundados, já devidamente esclarecidos e sem qualquer indício de prova perpetrados pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, em relação à contestação das urnas eletrônicas e suspeição de fraudes nas futuras eleições, provocando instabilidade institucional em mais uma ameaça golpista."

O deputado mencionou reportagem do Estadão publicada nesta quinta-feira (21) que descreve como as estruturas da CGU e AGU foram aparelhadas para dar respaldo material e jurídico para a tese golpista de Bolsonaro. Diz a matéria: "Rosário cadastrou uma equipe de oito auditores para participar do processo na condição de órgão fiscalizador das eleições. (...) Em agosto do ano passado, a AGU enviou parecer ao STF em uma ação na qual a Rede pedia que a Corte cobrasse do presidente as supostas provas de fraude no pleito de 2018. (...) Segundo o órgão, o partido quis 'impor uma verdadeira censura ao direito fundamental da livre expressão do pensamento do cidadão Jair Bolsonaro.'”

Correia também citou a atuação de Nogueira, que, segundo o deputado, tem "promovido e corroborado a tese de insegurança das urnas eletrônicas e prometido promover apuração paralela das eleições, em total descompasso com a sua função atribuída constitucionalmente."

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/rogerio-correia-convoca-ministros-da-defesa-cgu-e-agu-por-apoiar-bolsonaro-no-questionamento-das-urnas

domingo, 10 de julho de 2022

Humberto Costa: "é estarrecedor o nível de ódio e violência política que estamos atravessando"


"Não é o primeiro episódio de violência, mas precisa ser o último", afirmou o senador do PT-PE

10 de julho de 2022, 10:53 h Atualizado em 10 de julho de 2022, 10:53

www.brasil247.com - Senador Humberto Costa (PT-PE) Senador Humberto Costa (PT-PE) (Foto: Pedro França/Agência Senado)

247 - O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou nesta domingo (10) que o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, é consequência "da intolerâcia proliferada" por Jair Bolsonaro (PL). "É estarrecedor o nível de ódio e violência política que estamos atravessando", disse no Twitter.

"A tragédia é fruto da intolerâcia proliferada por Bolsonaro e sua turma, que, já em 2018, dizia que iria 'fuzilar a petralhada'. Marcelo perdeu a vida enquanto a celebrava. Não é o primeiro episódio de violência, mas precisa ser o último. Não podemos permitir que o ódio vença", escreveu.

Outros nomes do partido como os deputados federais Zeca Dirceu (PR) e Gleisi Hoffmann (PR) também se pronunciaram.

Humberto Costa

@senadorhumberto

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10 de jul de 2022

É estarrecedor o nível de ódio e violência política que estamos atravessando. O Guarda Municipal e militante do PT, Marcelo Arruda, festejava o seu aniversário, quando teve a sua comemoração invadida por um bolsonarista e acabou morto a tiros. A festa tinha Lula como tema. (1/2)

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Humberto Costa

@senadorhumberto

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A tragédia é fruto da intolerâcia proliferada por Bolsonaro e sua turma, que, já em 2018, dizia que iria "fuzilar a petralhada". Marcelo perdeu a vida enquanto a celebrava. Não é o primeiro episódio de violência, mas precisa ser o último. Não podemos permitir que o ódio vença.

10:08 AM · 10 de jul de 2022

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Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/nordeste/humberto-costa-e-estarrecedor-o-nivel-de-odio-e-violencia-politica-que-estamos-atravessando

"Bolsonarismo mata", diz Zeca Dirceu, após assassinato político em Foz do Iguaçu


"O ódio, a violência, o fanatismo incentivado por Bolsonaro mata!", afirmou o deputado do PT-PR

10 de julho de 2022, 10:45 h Atualizado em 10 de julho de 2022, 10:46

www.brasil247.com - Zeca Dirceu e Marcelo Arruda Zeca Dirceu e Marcelo Arruda (Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados | Reprodução)

247 - O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) lamentou neste domingo (10) o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR). A vítima era tesoureiro do PT na cidade e foi alvo de um bolsonarista identificado como Jorge José da Rocha Guaranho, da Polícia Penal Federal (PPH).

"O Bolsonarismo mata! O ódio, a violência, o fanatismo incentivado por Bolsonaro mata!", escreveu o parlamentar no Facebook. "Meus sentimentos a toda a família e aos amigos de Marcelo neste momento de dor. Meus sentimentos pela tragédia que vivemos no Brasil!", acrescentou.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), cobrou do Judiciário medidas de proteção contra a violência política.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/bolsonarismo-mata-diz-zeca-dirceu-apos-assassinato-politico-em-foz-do-iguacu

Gleisi cobra do Judiciário 'medidas de prevenção e combate à violência política' após assassinato cometido por bolsonarista


"Alertamos ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal para que coíbam firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta", disse a presidente do PT

10 de julho de 2022, 10:28 h Atualizado em 10 de julho de 2022, 10:46

www.brasil247.com - Gleisi Hoffmann Gleisi Hoffmann (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), lamentou neste domingo (10) o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, alvo de um bolsonarista, que também morreu. Em nota assinada junto com Abdael Ambruster, Coordenador Nacional do Setorial de Segurança Pública do PT, a parlamentar afirmou que é necessário cobrar "das autoridades de segurança pública medidas efetivas de prevenção e combate à violência política".

"Alertamos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para que coíbam firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta fora dos marcos da democracia e da civilidade. Iniciativas nesse sentido foram devidamente apontadas pelo PT em várias oportunidades, junto ao Congresso Nacional, o Ministério Público e o Poder Judiciário", diz.

"Embalados por um discurso de ódio e perigosamente armados pela política oficial do atual Presidente da República, que estimula cotidianamente o enfrentamento, o conflito, o ataque a adversários, quaisquer pessoas ensandecidas por esse projeto de morte e destruição vêm se transformando em agressores ou assassinos".

Leia a íntegra da nota:

Mais um querido companheiro se foi nessa madrugada, vítima da intolerância, do ódio e da violência política. Em plena celebração de seu aniversário, em que comemorava seus 50 anos com familiares, amigos e companheiros, em Foz do Iguaçu, PR, nosso Marcelo Arruda foi assassinado por um bolsonarista que, pouco antes, havia interrompido a festa e ameaçado de armas na mão a todos os presentes, familiares, amigos, companheiros ali reunidos, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu.

Marcelo era guarda municipal e um grande militante do PT, tendo sido nosso candidato a vice-prefeito em Foz do Iguaçu nas eleições de 2020. As últimas imagens de sua vida, gravadas no momento em que cantavam o parabéns, registram sua alegria de viver, seu entusiasmo com a militância, seu compromisso de vida com o PT e o presidente Lula.

Antes de ser assassinado com três tiros pelo policial penal fascista que o abordou no estacionamento, Marcelo tentou ainda se defender com a arma funcional que tinha em seu carro e reagiu. O assassino de Marcelo também morreu no local.

Desde o começo do ano, quando lançou uma Campanha Nacional contra a Violência Política, o PT vem alertando a sociedade brasileira e as autoridades dos vários Poderes da República para a escalada de perseguição a parlamentares, filiados e filiadas, militantes de movimentos sociais e de outros partidos de esquerda e o crescimento da violência política no país.

Embalados por um discurso de ódio e perigosamente armados pela política oficial do atual Presidente da República, que estimula cotidianamente o enfrentamento, o conflito, o ataque a adversários, quaisquer pessoas ensandecidas por esse projeto de morte e destruição vêm se transformando em agressores ou assassinos.

Marcelo estava na flor da idade, tinha uma vida pela frente com sua família, esposa e quatro filhos, a quem prestamos nossa total solidariedade e apoio, e sonhava com um Brasil justo e democrático, fraterno e solidário, que queria construir com o povo brasileiro a partir da derrota do fascismo e da eleição de Lula Presidente.

Basta de violência! Basta de destruição! É tempo de reconstrução e transformação do Brasil e das relações entre brasileiros e brasileiras! Vamos chorar e enterrar mais um companheiro que tombou vítima da violência política, basta!

Cobramos das autoridades de segurança pública medidas efetivas de prevenção e combate à violência política, e alertamos ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal para que coíbam firmemente toda e qualquer situação que alimente um clima de disputa violenta fora dos marcos da democracia e da civilidade. Iniciativas nesse sentido foram devidamente apontadas pelo PT em várias oportunidades, junto ao Congresso Nacional, o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Marcelo, não esqueceremos de você, em sua memória continuaremos na luta contra a violência, a injustiça e a intolerância. Presente, hoje e sempre!

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/gleisi-cobra-do-judiciario-medidas-de-prevencao-e-combate-a-violencia-politica-apos-assassinato-cometido-por-bolsonarista

sábado, 9 de julho de 2022

Randolfe pede ao STF que general Braga Netto explique e-mails sobre pastores


“Cada dia que passa fica mais claro por que não querem instalar de a CPI do MEC”, diz senador

8 de julho de 2022, 22:54 h Atualizado em 8 de julho de 2022, 22:54

www.brasil247.com - Randolfe Rodrigues Randolfe Rodrigues (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Rede Brasil Atual - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu ao Supremo Tribunal Federal o depoimento do ex-ministro da Casa Civil, general Braga Netto, no inquérito que apura os crimes de propina no Ministério da Educação. “É importante que ele explique por que o Planalto interveio a favor dos senhores Arilton Moura e Gilmar Santos!”, justifica o parlamentar. “Cada dia que passa fica mais claro por que não querem instalar de imediato a CPI do MEC”, acrescenta ele.

Randolfe diz ainda, no Twitter, ter recebido a notícia de que o delegado Bruno Calandrini, responsável pela operação que prendeu Milton Ribeiro “e os bandidos que roubaram o MEC”, foi intimado para depor em uma sindicância aberta pela Polícia Federal. “Ou seja, o governo Bolsonaro e o seu ministro da Justiça, ao invés de desbaratar o esquema de corrupção do MEC, perseguem o delegado que está procedendo as investigações”, escreve o senador.

O senador encaminhou o pedido à ministra Carmén Lúcia, que em março determinou a abertura de inquérito para investigar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. Em maio, a ministra remeteu a investigação à Justiça Federal, atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão do Ministério Público Federal argumentou que, como Ribeiro deixou o MEC, perdeu o foro por prerrogativa de função no STF.

De acordo com e-mails divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo, o gabinete do general Braga Netto, então ministro da Casa Civil, solicita ao MEC que avalie a “pertinência em atender” o pastor da Assembleia de Deus Arilton Moura. Em uma segunda mensagem, o Planalto cobra o retorno sobre “as providências adotadas” pelo ministério, então chefiado por Milton Ribeiro, sobre a reunião.

Revelação implica Presidência

A revelação implica diretamente a Presidência da República. O ministro-chefe da Casa Civil é, na prática, a voz do presidente e do governo. Em outras palavras, da Presidência da República. O pastor Arilton é um dos investigados pela Polícia Federal por atuar na liberação de recursos do MEC mediante recebimento de propinas. Ele, o também pastor Gilmar Santos e o ex-ministro Ribeiro foram presos no mesmo dia, e soltos 24 horas depois por decisão judicial.

Ao determinar a abertura de inquérito para investigar Milton Ribeiro, Cármen Lúcia argumento a necessidade de se “investigar e esclarecer, de forma definitiva, a materialidade e a autoria das práticas com elementos objetivos e subsídios informativos definidos nos termos da legislação vigente, para se concluir sobre a autoria”.

A investigação da PF revela um “gabinete paralelo” em que Moura e Santos influenciavam a agenda do então ministro e a destinação das verbas públicas. Na época da CPI da Covid, os senadores mostraram que, no âmbito do Ministério da Saúde, também havia um gabinete paralelo que operava às margens das instituições, também envolvendo recebimento de propinas.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/randolfe-pede-ao-stf-que-general-braga-netto-explique-e-mails-sobre-pastores

quarta-feira, 6 de julho de 2022

PT apresenta notícia-crime no MP contra general Braga Netto por ameaça contra eleições


Fotos: Gustavo Bezerra/Lula Marques

A bancada do PT na Câmara, encabeçada pelo líder Reginaldo Lopes (MG) e pela presidenta do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), protocolou segunda-feira (4), no Ministério Público do Distrito Federal, uma notícia-crime contra o general Walter Souza Braga Netto (PL), pré-candidato a vice-presidente na chapa do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.

A bancada requer a instauração de procedimento de investigação criminal contra o general, e a adoção de medidas penais, cíveis e administrativas cabíveis, com base em palestra feita por ele, dia 24 do mês passado, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), durante a qual ameaçou que sem a auditoria dos votos defendida por Bolsonaro “não tem eleição”.

Para os deputados e deputadas do PT, trata-se de “uma ameaça grave à independência do Poder Judiciário e de seus integrantes, especialmente da Corte Eleitoral, bem como um ataque às instituições republicanas e à ordem democrática nacional”.  Na petição, afirmam que a fala do general, “representa uma postura ultrajante, desrespeitosa, ofensiva e criminosa”.

Incitação ao crime                 

Na petição, o PT afirma que o general incorreu em incitação ao crime, com uma ação que acaba por atrair “os radicais seguidores dos pré-candidatos portadores de discursos de ódio e todos os seus adeptos que já demonstraram em diversas oportunidades o desprezo pela ordem democrática, a Constituição Federal e as suas instituições”.  O general, segundo o PT, deixou “transparecer de forma cristalina o interesse em incentivar publicamente condutas contrárias à lei e à ordem”.

Segundo matéria publicada semana passada no site do jornal O Globo, o militar deixou empresários constrangidos no encontro da Firjan, ao falar sobre a disputa entre o bolsonarismo e o Tribunal Superior Eleitoral em torno das urnas eletrônicas. O general, segundo a matéria, repetiu a narrativa infundada de Bolsonaro sobre a segurança das urnas eletrônicas, que, ao contrário do que diz o capitão presidente, são seguras, referência mundial e garantem auditagem dos votos.

Constrangimento de empresários

Na representação, a Bancada observa que a fala de Braga Netto ocorreu dois dias antes de ele ser oficializado como pré-candidato a vice na chapa de Bolsonaro. A declaração teria causado grande constrangimento na plateia de cerca de 40 empresários selecionados pela federação empresarial para um encontro dedicado oficialmente à apresentação de pleitos do estado do Rio ao militar, que até então ocupava o cargo de assessor especial da Presidência da República.

Os parlamentares do PT recordam que o general Braga Netto há tempos, de forma sistemática, tem ameaçado a democracia e o sistema eleitoral brasileiro. Em julho do ano passado, por exemplo, quando era ministro da Defesa, vociferou que a realização das eleições de 2022 estaria condicionada ao voto impresso, proposta que acabou sendo derrubada pelo Congresso Nacional.

Ele teria feito essa ameaça ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). No dia 29 de setembro de 2021, o procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu apuração preliminar contra Braga Netto pelas ameaças às eleições.

Dupla antidemocrática

Os parlamentares do PT observam que Braga Netto alinha-se a Bolsonaro nas articulações contra o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas. Na petição, a Bancada observa que o próprio Bolsonaro “se recusou várias vezes a dizer se aceitará” o resultado das urnas no Brasil. “Aliás, ele vive atacando publicamente o sistema eleitoral brasileiro, colocando em dúvidas a segurança das urnas eletrônicas, afirmando ter havido fraude em 2018, sem nunca ter apresentado qualquer prova”. O ex-capitão se elegeu presidente em 2018 pelo sistema  urnas eletrônicas e a maior parte dos 28 anos em que exerceu mandato de deputado federal foi eleito igualmente pelo mesmo sistema.

A Bancada assinala na representação que não só Braga Netto mas vários integrantes e ex-integrantes do governo Bolsonaro, além de 14 apoiadores do ex-capitão e parlamentares bolsonaristas respondem a ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por ataques às instituições democráticas com teor idêntico e igual gravidade às que foram feitas pelo general na Firjan.

“Consabido que qualquer servidor público, no exercício do seu mister, tem o dever funcional de primar pelo respeito aos poderes constituídos e obediência às leis vigentes no país, sob pena de responsabilização pelos crimes capitulados no Código Penal e demais legislações aplicadas à espécie”, argumentam os parlamentares do PT.

A Bancada do PT requereu ao MP que seja requisitado da Firjan as imagens e gravações do evento que eventualmente possam servir ao conjunto probatório dos delitos cometidos pelo general Braga Netto.

A notícia-crime foi enviada à procuradora-geral de Justiça do DF,  Fabiana Costa Oliveira Barreto.

Leia a integra da representação:

Noticia Crime ex-Ministro Braga Netto – MPDFT – Ameaças eleições

Redação PT na Câmara

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/pt-apresenta-noticia-crime-no-mp-contra-general-braga-netto-por-ameaca-contra-eleicoes/

Bolsonaro gerou o caos e tenta enganar o povo com estelionato eleitoral, denuncia Reginaldo Lopes


Foto: Wesley Amaral/Câmara dos Deputados

O líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), acusou hoje (5) o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro de tentar praticar um verdadeiro estelionato eleitoral e enganar o povo brasileiro com a proposta de emenda à Constituição (PEC 01/22), que concede benefícios sociais de forma temporária, a três meses das eleições presidenciais. “O problema é que a fome, a carestia, a inflação, o desemprego e a miséria não terminam com as eleições”, comentou Lopes.

Segundo ele, a incompetência de Bolsonaro levou o Brasil ao caos em três anos e meio à frente do governo federal e agora tenta enganar o povo, com o aumento do auxílio financeiro de R$ 400,00 para R$600,00, bandeira defendida há tempos pelo PT e outros partidos da oposição mas até há pouco rejeitada pelo governo militar sob comando do ex-capitão. “Às vésperas de uma eleição, esse governo leva o Senado e a Câmara a serem cúmplices de um crime eleitoral”, denunciou Reginaldo Lopes. A criação de novos benefícios faltando menos de 90 dias para as eleições é crime eleitoral tipificado pela legislação em vigor.

PT a favor do aumento do auxílio à população

Lopes afirmou que a Bancada do PT não vai faltar com o povo brasileiro e é a favor de mais recursos financeiros para o povo, num momento em que 33 milhões de pessoas passam fome no País. Mas advertiu que a solução é temporária, de cunho eleitoral, e é errada. “A solução é colocar o governo para fora, acabar com a dolarização da economia, do petróleo e dos alimentos”.

A PEC, aprovada pelo Senado e agora em apreciação na Câmara dos Deputados, ainda reajusta o auxílio-gás e a cria o “voucher caminhoneiro”, de R$ 1.000,00. É apelidada de PEC do Desespero, diante do medo de Bolsonaro de perder a corrida eleitoral para o ex-presidente Lula. Os recursos para bancar as medidas são da ordem de R$ 41 bilhões, excluídos do teto de gastos, com o reconhecimento do Estado de Emergência previsto na proposta.

Governo elitista

Conforme Reginaldo Lopes, a demagogia de Bolsonaro não resolve o problema do povo brasileiro. Ele denunciou o ex-capitão por se aliar ao mercado financeiro e aos acionistas privados da Petrobras e gerar o “caos” na economia brasileira. “ Durante três anos e seis meses denunciamos nesta tribuna que a política de preços dos derivados de petróleo estava quebrando e endividando o Estado brasileiro e, mais grave, levando o Brasil à carestia”, afirmou o líder do PT.

Graças à incompetência e irresponsabilidade de Bolsonaro, explicou Lopes, a inflação explodiu, prejudicando a classe média e os trabalhadores. “Um litro de leite hoje nas prateleiras dos supermercados custa quase R$ 10,00, o bujão de gás até R$130,00 e o litro de óleo diesel mais que o da gasolina, num país continental em que 85% dos produtos são transportados por rodovias”, reclamou o parlamentar.

Constituição rasgada

Segundo ele, a PEC significa “rasgar a Constituição e todas as leis que regem a democracia e o sistema eleitoral”, diante de um governo inoperante que nada fez para solucionar os problemas econômicos, sociais e ambientais do País. O líder do PT destacou que o País, em vez de demagogia e projetos de ocasião, como a PEC 01/22, precisa é de “programas bem estruturados, capazes de resolver o problema do povo”.

“Nós precisamos encontrar soluções definitivas para o problema do Brasil”, disse, lembrando que doar R$ 1000,00 para caminhoneiros não vai resolver o problema da categoria, pois abastecer um caminhão custa mais de R$ 4 mil, além do fato de a manutenção da política de dolarização dos preços dos combustíveis continuar com efeitos colaterais sobre toda a economia brasileira.

Ele lembrou que os acionistas privados da Petrobras — a maior parte estrangeiros – continua com lucros bilionários e sem pagar impostos sobre os dividendos, além de as petroleiras estrangeiras também não pagarem impostos sobre exportações. “Mas o povo brasileiro, o pagador de imposto, que ganha até dois salários mínimos, continuará sustentando uma política que não tem nem início, nem fim.”

Preço dos alimentos nas alturas

O líder do PT afirmou que a dolarização da economia, enquanto o povo recebe em reais e é submetido a uma política de arrocho salarial, com reajustes abaixo da inflação ou simplesmente congelamento dos salários, tem levado o Brasil a uma profunda crise social e econômica. Disse que a inflação do preços dos alimentos é uma aberração, fruto direto da incompetência de Bolsonaro.

Reginaldo Lopes observou que o salário mínimo não teve ganho real com Bolsonaro e “hoje sequer compra uma cesta básica” . E completou: “Esse governo está enganando o povo brasileiro. É uma PEC do estelionatário eleitoral, da tentativa (de enganar), porque o povo brasileiro é inteligente e não aceitará essa ameaça, porque nós vamos derrotá-lo”.

Lopes lamentou o fato de o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não ter tido “coragem de apreciar nenhum dos mais de cem pedidos de impeachment” protocolados na Casa por causa de diferentes tipos de crime cometidos pelo capitão presidente.

Redação PT na Câmara

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/bolsonaro-gerou-o-caos-e-tenta-enganar-o-povo-com-estelionato-eleitoral-denuncia-reginaldo-lopes/

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Líder do PT denuncia o desespero de Bolsonaro ao apresentar “pacote de bondades” com fins eleitoreiros


Líder Reginaldo Lopes. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), usou a tribuna da Câmara nesta quarta-feira (29) para denunciar o desespero eleitoral do presidente Bolsonaro.  “Reconhecer que o Brasil está em Estado de Emergência — passados 4 anos desde o último processo eleitoral — é estar totalmente desconectado do mundo, da vida do povo brasileiro, do mundo real, do Brasil profundo”, afirmou. Ele se refere à proposta de emenda à Constituição (PEC 01/22), que está em apreciação no Senado, que aumenta R$ 200,00 no Auxílio Brasil, reajusta o auxílio-gás e a criação do “voucher caminhoneiro”, de R$ 1.000,00.  Para isso, os recursos para bancar o “Pacote de Bondade”, da ordem de R$ 38 bilhões, ficariam excluídos do teto de gastos, com o reconhecimento do Estado de Emergência previsto na proposta.

“Trata-se de um governo incompetente, que levou o País a uma situação de desemprego; que levou o Brasil de volta ao Mapa da Fome — 33 milhões de brasileiros —; que fez retroagir a economia brasileira ao nível em que estava há 10 anos; que destruiu a renda e o poder de compra da classe trabalhadora e do povo brasileiro; que desorganizou o programa mais reconhecido e premiado em uma centena de países no mundo, para fazer um programa provisório — o Auxílio Brasil — até dezembro, sem orçamento e sem critério de renda per capita para atender as famílias mais numerosas, que têm mais crianças. E, agora, esse governo encaminha no Senado uma proposta que propõe o reconhecimento de Estado de Emergência”, criticou.

Preço dos Combustíveis

Reginaldo Lopes afirmou que é esse mesmo governo que tenta terceirizar a culpa pela alta dos preços dos combustíveis, preços cuja responsabilidade é do próprio. “O governo Bolsonaro é o controlador majoritário da maior empresa de petróleo do País, que é a Petrobras. O governo terceirizou seus representantes do Conselho de Administração, fez um pacto com os acionistas minoritários internacionais e praticou preços exorbitantes, prejudicando toda a economia brasileira, prejudicando todas as famílias brasileiras, em especial, 78 milhões de pessoas, que hoje se encontram inadimplentes”, protestou.

O líder acusou ainda o governo Bolsonaro de prejudicar, em especial, aquela família que não tem uma casa própria para morar e enfrenta aumento do aluguel. “E o governo prejudicou também aquele trabalhador que precisa de um empréstimo consignado”, completou.

Aval para crime eleitoral

Com essa PEC, segundo Reginaldo Lopes, o governo quer que o Parlamento dê aval para “o maior crime eleitoral do País”. “Bolsonaro busca o aval para uma proposta eleitoreira que não resolverá o problema do Brasil, tentando comprar a consciência do nosso povo, porque este governo não tem capacidade de governar, e nós temos que colocar esse governo para fora”.

O líder disse, entretanto, que a Bancada do PT jamais faltará ao povo brasileiro. “Quero dizer que nós estamos preocupados, sim, em enfrentar esta crise econômica e social, fazer esta travessia, mas com um programa que seja consistente. Ter um programa consistente é gerar empregos, é fazer obras públicas, valorizar o salário mínimo, fazer programa social de transferência de renda do tamanho da necessidade do nosso povo, e não um programa provisório e eleitoreiro”, explicou.

Vânia Rodrigues

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/lider-do-pt-denuncia-o-desespero-de-bolsonaro-ao-apresentar-pacote-de-bondades-com-fins-eleitoreiros/

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Projeto susta decreto presidencial que faz da AGU assessoria de Bolsonaro para evitar crime eleitoral


Líder do PT, deputado Reginaldo Lopes. Foto: Gabriel Paiva

O líder do PT na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (MG), apresentou nessa segunda-feira (27), projeto de decreto Legislativo (PDL 268/22), que visa sustar o decreto de Jair Bolsonaro, sobre manifestações do advogado-Geral da União, Bruno Bianco. Pelo decreto, Bianco pode dar a última palavra a respeito da criação – por parte do governo – de benefícios sociais em ano eleitoral, como por exemplo, a adoção da bolsa para caminhoneiros de R$ 1 mil e a ampliação do Auxílio Brasil para R$ 600. No entanto, a lei eleitoral proíbe a criação de benefícios sociais em ano de eleições.

O projeto de decreto legislativo protocolado por Reginaldo Lopes critica o fato de caber à AGU o parecer final sobre a legalidade dos atos do Poder Executivo nas áreas eleitoral e financeira.

O texto do PDL é assertivo: “Em verdadeiro desvio de finalidade, seja em função da incompatibilidade da inclusão da temática no texto do Decreto, seja em função dos limites de atuação do Chefe da Advocacia-Geral da União, o Decreto que ora se visa sustar, incluiu dispositivo no texto do Decreto nº 9191/17 (art. 25-A), de modo a permitir que o Ministro Chefe da Advocacia-Geral da União possa respaldar, juridicamente, a despeito da clarividência da Legislação Eleitoral vigente, eventuais práticas vedadas ou incompatíveis com a regularidade, normalidade e, principalmente, igualdade de oportunidades que deve nortear o processo eleitoral já em curso”.

Inconstitucionalidade

Conforme Reginaldo Lopes, o decreto do governo Bolsonaro é inconstitucional e pode servir para burlar as regras eleitorais, ao interferir no processo eleitoral. O decreto presidencial “apresenta dupla inconstitucionalidade, na medida em que utiliza o Chefe da Advocacia-Geral da União como anteparo, em desvio de função e de finalidade, de eventuais práticas eleitorais vedadas, inclusive com reflexos no necessário equilíbrio de oportunidades do pleito, além de objetivar, antecipadamente, permitir que o Presidente da República, em campanha, possa desde logo, com o auxílio da AGU, superar (burlar) as regras eleitorais, de modo a legitimar práticas vedadas e incompatíveis, nesse período, com a regularidade do processo eleitoral”, escreve o líder petista no PDL.

A presidenta Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), também se manifestou pelas redes sociais sobre mais uma tentativa de burla do presidente da República.

“Bolsonaro deu poder à AGU pra legitimar possíveis crimes nas eleições. Ou seja, tá tentando se blindar porque quer usar a máquina do governo a todo custo por votos. É um transgressor contumaz, nunca fez nada de bom pro povo nem vai fazer”, escreveu no Twitter.

Gleisi Hoffmann

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Bolsonaro deu poder à AGU pra legitimar possíveis crimes nas eleições. Ou seja, tá tentando se blindar porque quer usar a máquina do governo a todo custo por votos. É um transgressor contumaz, nunca fez nada de bom pro povo nem vai fazer.

8:39 AM · 28 de jun de 2022

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Bolsonaro quer se proteger

O comunicado da Secretaria-Geral da Presidência tenta descaracterizar a clara tentativa do presidente de se proteger de eventuais processos que levem à impugnação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa à reeleição por propaganda antecipada. “No último ano do mandato presidencial, todos os governantes se deparam com as limitações da legislação eleitoral e da legislação financeira. Entre as restrições normativas, encontram-se dispositivos cujos contornos são ambíguos e geram muitas dúvidas na aplicação prática”, justifica a secretaria.

O decreto define que passou a valer, desde ontem, que as atribuições do advogado-geral da União envolvem emitir parecer sobre: “I — a constitucionalidade e a legalidade de propostas de atos normativos a ele submetidas; e II — os tópicos em propostas de atos normativos que gerem dúvidas quanto à conformação com as normas de Direito Eleitoral e de Direito Financeiro, no último ano do mandato presidencial”.

Benesses em ano eleitoral

A ideia é gerar segurança jurídica para que o presidente possa ampliar ou conceder novos benefícios sociais em ano eleitoral, a exemplo do aumento no Auxílio Brasil — que, segundo anúncio de Bolsonaro na semana passada, saltará de R$ 400 para R$ 600 —, do vale-gás e do “voucher caminhoneiro”. Este último é, sobretudo, a grande aposta do Palácio do Planalto, que pretende fazer repasses de R$ 1 mil para manter o apoio da categoria, tida como estratégica pela campanha à reeleição. O benefício alcançaria em torno de 700 mil motoristas.

Leia a íntegra do PDL:

PDL-268-2022

PT na Câmara com Correio Braziliense

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/projeto-susta-decreto-presidencial-que-faz-da-agu-assessoria-de-bolsonaro-para-evitar-crime-eleitoral/

terça-feira, 28 de junho de 2022

Pacheco deve instalar CPI do MEC e outra comissão em aceno a governistas


Segundo interlocutores, Pacheco “dificilmente” vai segurar a CPI do MEC, diante dos fatos já revelados

28 de junho de 2022, 14:28 h Atualizado em 28 de junho de 2022, 14:28

www.brasil247.com - CPI do MEC CPI do MEC (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Igor Gadelha, Metrópoles - Responsável por analisar os pedidos de CPI apresentados pelos senadores, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avisou a lideranças partidárias na Casa, nos últimos dias, só ver espaço para autorizar o funcionamento de duas comissões parlamentares de inquérito nesse ano eleitoral.

Pacheco tem conversado com os líderes de bancada sobre a logística desse funcionamento duplo de CPIs desde a semana passada. Nesta terça-feira (28/6), dia em que a oposição protocolou o pedido da CPI do MEC, o presidente do Senado terá novas conversas com senadores sobre o assunto.

Segundo interlocutores, Pacheco “dificilmente” vai segurar a CPI do MEC, diante dos fatos já revelados. “Ele fará uma análise puramente legislativa, e não política. Se preencher os requisitos, abre”, disse à coluna um aliado. Os requisitos são: mínimo de 27 assinaturas, fato determinado e orçamento.

Continue lendo no Metrópoles.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/pacheco-deve-instalar-cpi-do-mec-e-outra-comissao-em-aceno-a-governistas

Câmara aprova convite para ministro da Justiça se explicar sobre interferência em investigação no MEC


Comissão avança para averiguar interferência da Justiça e do Executivo em favor do ex-ministro Milton Ribeiro durante investigações sobre esquema de corrupção no MEC

28 de junho de 2022, 15:39 h Atualizado em 28 de junho de 2022, 15:39

www.brasil247.com - Anderson Torres, Jair Bolsonaro e Milton Ribeiro Anderson Torres, Jair Bolsonaro e Milton Ribeiro (Foto: Alan Santos/PR | ABr)

247 - A comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou, nesta terça-feira (28), o requerimento para que o ministro da Justiça, Anderson Torres, se explique quanto às denúncias de interferência nas investigações do Ministério da Educação (MEC), segundo o Antagonista.

A suspeita de interferência ganhou força após o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, revelar que Jair Bolsonaro (PL) o avisou com antecedência sobre uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) relacionada às investigações do escândalo de corrupção no MEC.

Além disso, o ex-ministro não foi transferido à Brasília para a audiência de custódia, como originalmente planejado pelos chefes da operação. O delegado responsável pelo pedido de prisão de Ribeiro, inclusive, chegou a afirmar que a investigação foi "prejudicada" em razão de tratamento diferenciado dado pela polícia ao ex-ministro de Bolsonaro.

O ministro da Justiça, em suas redes sociais, alegou que não vazou informações da investigação para Bolsonaro: "Asseguro categoricamente que, em momento algum, tratamos de operações da PF. Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa."

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/camara-aprova-convite-para-ministro-da-justica-se-explicar-sobre-interferencia-em-investigacao-no-mec

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Oposição reúne assinaturas suficientes para convocar CPI do MEC no Senado


Requerimento deve ser protocolado nesta terça-feira

27 de junho de 2022, 04:57 h Atualizado em 27 de junho de 2022, 05:37

www.brasil247.com - Plenário do Senado em Brasília Plenário do Senado em Brasília (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

247 - A oposição conseguiu a assinaturas de 28 senadores, uma a mais do necessário para convocar a CPI do MEC. Ao menos mais dois nomes podem se juntar aos que querem apurar o tráfico de influência praticado no MEC sob a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro. 

A Folha de S.Paulo apurou que os senadores da oposição querem ter força suficiente para pressionar o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a não impedir a instalação da CPI.

Para muitos senadores, as evidências de que houve interferência de Jair Bolsonaro nas investigações sobre o tráfico de influência no MEC aumentam essa pressão sobre o presidente do Senado.

A possibilidade de instalação de uma CPI do MEC ganhou força após a prisão, na última quarta-feira (22), do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, suspeito de atos de corrupção e tráfico de influência na liberação de verbas da pasta.

Pacheco vê com ressalvas a instalação de uma comissão sobre o tema. Ele afirmou considerar que a proximidade do período eleitoral "prejudica o escopo de uma CPI".

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/oposicao-reune-assinaturas-suficientes-para-convocar-cpi-do-mec-no-senado

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Senado aprova projeto do PT que compensa perdas de estados


Foto: Alessandro Dantas

Projeto do deputado Afonso Florence (PT-BA) susta portaria do Tesouro Nacional que considera como gasto com pessoal as parcerias dos estados com organizações sociais. Aprovação foi acertada com governadores para compensar parte da perda do ICMS;

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) o projeto de decreto legislativo (PDL 333/2020), do deputado Afonso Florence (PT-BA) que garante a manutenção da saúde financeira dos estados e municípios ao derrubar obrigação de considerar os gastos com organizações sociais (OS) despesas com pessoal. O texto vai à promulgação.

A iniciativa susta a Portaria nº 377/2020, da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia, que estabelecia o dia 31 de dezembro de 2021 como prazo final para os governos se adaptarem à regra.

A aprovação do PDL 333 fez parte de acordo com governadores firmado durante as negociações a respeito do PLP 18/2022, que reduziu o orçamento dos estados ao alterar o ICMS, ameaçando serviços essenciais como educação, saúde, assistência social segurança. Com o projeto do deputado do PT, os estados poderão compensar parte das perdas ocasionadas pelo PLP 18.

Segundo Afonso Florence, a portaria da STN “fere a espinha dorsal da área social brasileira” ao obrigar que os valores repassados para pagamento de recursos humanos nas parcerias sejam considerados equivalentes ao gasto com servidores públicos ativos, inativos e pensionistas e com outros gastos de pessoal. Esta equivalência representaria um aumento gigantesco das despesas de pessoal, o que levaria boa parte dos estados a ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos com pessoal a 60% do orçamento.

“Parceria não é terceirização”, adverte o deputado na justificativa do projeto, ao reforçar entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto. “As parcerias entre o poder público e a sociedade civil organizada não são uma forma de terceirização. A Constituição, leis federais, estaduais e municipais, além de inúmeros dispositivos infralegais, dão segurança jurídica a essa afirmação, desde que sejam corretamente aplicadas”.

Para o autor da proposta, “onde existir uso indevido de parceria apenas para contratação de mão de obra, isso deve ser apurado e submetido ao rigor da lei, porque é indevido”. Mas o uso indevido do instrumento não pode inviabilizar parcerias históricas que fortalecem o setor público há décadas. “Parcerias essenciais para o Brasil na saúde, na ciência e tecnologia, na cultura, na assistência social e em todas as demais áreas sociais estão ameaçadas. O cenário que se desenha retroage ao fim dos anos 1980, início dos anos 1990”, lembra Florence.

“Se esse cenário não for alterado e a portaria se concretizar, estaremos entre o risco de ficar inviabilizada a continuidade da imensa maioria das parcerias brasileiras ou de vermos adotado o ‘paliativo’ de abandono das contratações regulares e, aí sim, a opção por práticas de terceirização ou quarteirização, ampliando simultaneamente o custo e a precarização das relações de trabalho no interior das ações sociais”, conclui.

PT no Senado

Fonte: http://ptnacamara.org.br/site/senado-aprova-projeto-do-pt-que-compensa-perdas-de-estados/

sábado, 18 de junho de 2022

Pimenta provoca "falsos moralistas" a se manifestarem sobre viagem de Kassio Nunes às custas de advogado com ações no STF


O ministro do Supremo viajou de jatinho à Paris para assistir à final da Champions, ao Roland Garros e ao GP de Mônaco

18 de junho de 2022, 08:56 h Atualizado em 18 de junho de 2022, 09:28

www.brasil247.com - Paulo Pimenta e Kassio Nunes Marques Paulo Pimenta e Kassio Nunes Marques (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados | Nelson Jr./SCO/STF)

247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) provocou pelo Twitter neste sábado (18) os "falsos moralistas" a se manifestarem sobre a viagem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques à Paris, na França, às custas do advogado Vinícius Peixoto Gonçalves, que atua em processos em curso no STF.

"O que você pensaria se um juiz recebesse de presente de um advogado com ações em sua comarca um tour pela França com direito a final da Champions, Rolland Garros e ao GP de Mônaco? Pois é, isso aconteceu com o indicado de Bolsonaro ao STF, e até agora não vi um falso moralista se manifestar!", escreveu Pimenta.

Segundo reportagem do Metrópoles, a viagem do magistrado custou cerca de R$ 250 mil.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/pimenta-provoca-falsos-moralistas-a-se-manifestarem-sobre-viagem-de-kassio-nunes-as-custas-de-advogado-com-acoes-no-stf

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Bolsonaro vira alvo de notícia-crime no STF por "motociata" com Allan dos Santos, foragido da Justiça


Segundo o deputado autor da queixa-crime, Bolsonaro e o ministro Anderson Torres tinham obrigação de informar às autoridades a presença do blogueiro

14 de junho de 2022, 17:30 h Atualizado em 14 de junho de 2022, 18:25

www.brasil247.com -

247 - Líder da minoria na Câmara, o deputado federal Alencar Braga (PT), apresentou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Anderson Torres por terem participado, no último final de semana em Orlando, nos EUA, de uma motociata com o blogueiro foragido Allan dos Santos. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Segundo o deputado, Bolsonaro e o ministro Anderson Torres tinham obrigação de informar às autoridades a presença do blogueiro.  Santos é foragido da Justiça brasileira.

“A inércia dessas autoridades contraria a Constituição Federal e o ordenamento jurídico brasileiro, mostrando o descaso com a lei e com as instituições do país", diz a petição.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/bolsonaro-vira-alvo-de-noticia-crime-por-motociata-com-allan-dos-santos-foragido-da-justica

domingo, 12 de junho de 2022

Bolsonaro deve ser afastado por crime de traição à pátria, diz Randolfe


"Cabe mais um pedido de impeachment", acrescentou o senador da Rede-AP

12 de junho de 2022, 07:49 h Atualizado em 12 de junho de 2022, 08:16

www.brasil247.com - Joe Biden, Jair Bolsonaro, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Randolfe Rodrigues Joe Biden, Jair Bolsonaro, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Randolfe Rodrigues (Foto: Alan Santos/PR | Ricardo Stuckert | Geraldo Magela/Agência Senado)

247 - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) deveria ser afastado do cargo depois de pedir ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para agir contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.

"Darei entrada em notícia-crime sobre isso, pedindo investigação ao Supremo Tribunal Federal (STF), e ao mesmo tempo cabe mais um pedido de impeachment", disse o parlamentar à coluna de Chico Alves, no portal Uol.

De acordo com o senador, "seja na legislação norte-americana ou na legislação brasileira, ele devia ser afastado do cargo imediatamente e responder por traição à pátria".

Bolsonaro, disse Randolfe, "não é digno de ocupar o cargo que ocupa, nem de falar em nenhum lugar em nome do Brasil".

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-deve-ser-afastado-por-crime-de-traicao-a-patria-diz-randolfe

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Conheça 10 pontos contrários à implantação do ensino domiciliar no Brasil


Projeto do governo de Jair Bolsonaro que regulamenta o homeschooling no Brasil é criticado por entidades da Educação

18 de maio de 2022, 20:19 h Atualizado em 18 de maio de 2022, 20:44

www.brasil247.com - (Foto: Reprodução)

247 com Brasil de Fato - A Câmara dos Deputados discute nesta quarta-feira (18)  um projeto de lei que cria regras para a prática do ensino domiciliar no Brasil. A proposta altera a lei nº 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Prioridade para o governo de Jair Bolsonaro, o chamado homeschooling é criticado por especialistas em educação e entidades do setor, que consideram a medida equivocada, capaz de prejudicar a educação das crianças e agravar desigualdades.

Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não a respalda.

Além da decisão do STF, o Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando abandono intelectual. O CP define o crime como deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar e prevê detenção, de 15 dias a um mês, ou multa. Em junho de 2021, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou uma proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. O texto também aguarda análise do plenário.

O que diz o projeto?

O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A proposta exige que, assim como a educação escolar, o ensino domiciliar esteja vinculada ao mundo do trabalho e à prática social.

De acordo com o texto, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, "para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante".

Para que a matrícula seja efetivada, deverá ser apresentado um plano pedagógico individual, proposto pelos pais ou pelos responsáveis legais e a caderneta de vacinação atualizada da criança ou do adolescente. Certidões criminais da Justiça Federal e da Justiça Estadual ou Distrital também devem ser submetidas ao Ministério da Educação.

10 pontos contra a proposta, segundo a Campanha Nacional pelo Direito à Educação:

Na nota técnica em que constesta o PL, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação resumiu seu posicionamento em 10 pontos. Leia os tópicos abaixo e, para acessar o detalhamento dos argumentos, acesse a íntegra da nota, clicando aqui.

1. Da massiva contrariedade à educação domiciliar

Em 12/04/2021, a coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, participou de audiência pública sobre o tema, levando um mapeamento em que 142 entidades de diversos espectros políticos até então haviam se posicionado contrárias à prioridade e/ou ao mérito da proposta, sendo 14 dessas redes de abrangência nacional. Em 21/05/2021, mais de 350 entidades, inclusive a Campanha, se manifestaram contrárias à proposta.

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2. Do posicionamento da Campanha

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação considera que autorizar e regulamentar a Educação Domiciliar colocará em risco o direito à educação como direito humano fundamental e aumentará a desigualdade social e educacional no nosso país, assim como colocará em risco de violências e desproteções milhões de crianças e adolescentes. A regulamentação será fator agravante da crise que vivemos e há uma série de medidas e investimentos a serem feitos com urgência e nenhum deles passa pela regulamentação do homeschooling. Somos, portanto, contrários à prioridade da regulamentação da Educação Domiciliar e à pauta, no mérito.

3. Da prioridade à legislação vigente para a implementação e o orçamento públicos

No que se refere ao orçamento disponível para execução de uma nova política educacional, a educação domiciliar não é prioridade. Temos R$ 63 bilhões a menos na LOA (Lei Orçamentária Anual) 2022 do que deveríamos para garantir o piso mínimo emergencial. Ou seja, o orçamento disponível sequer é suficiente para o cumprimento do Plano Nacional de Educação, tendo sido exigido inclusive esclarecimentos da ONU sobre sua não implementação e para cumprir com o cenário emergencial. Não há espaço para aprovar uma nova política, que atende à demanda de um grupo pequeno e que exige desvio da dedicação orçamentária para planejamento, monitoramento, avaliação, e sistema dedicado.

4. Da prioridade ao enfrentamento emergencial dos impactos da Covid-19 na educação e na proteção de crianças e adolescentes

O contexto da pandemia parece não sensibilizar parlamentares, ministros e nem as famílias educadoras. Por isso, apontamos brevemente que temos em situação de exclusão escolar 5,5 milhões de crianças e adolescentes em todo o território nacional, ou seja, sem matrículas ou vínculo com escolas. Ainda, no mundo todo a pandemia de Covid-19 deixa as metas de erradicação da fome ainda mais distantes e o cenário no Brasil não é diferente. O desemprego atingiu 14,1% em novembro de 2020, 52 milhões de pessoas estão na pobreza e 13 milhões em situação de miséria. Mesmo com este cenário, argumenta-se que a demanda de uma minoria de famílias seria prioridade na pauta de educação do país, o que é inaceitável e contrário aos princípios de bem comum, de equidade, e de direito.

5. Da prioridade absoluta das crianças e adolescentes e da discussão legal

A criança, o adolescente e o jovem são sujeitos de direito e não devem ser negligenciados, pois tanto a Constituição Federal de 1988 como o Estatuto da Criança e o Adolescente definem que eles são prioridade. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei 9.394/1996, disciplina, de acordo com o art. 1o, § 1o, a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias, dando sentido sistemático ao postulado constitucional (art. 205) e legal de que a educação é atribuição do Estado e da família. Em recente julgado, o STF esclareceu que o entendimento que conflita a missão dos pais e da escola é juridicamente equivocado. Não há conflito jurídico, portanto, entre o direito das famílias de educar seus filhos - segundo seus valores, razões, crenças - e os processos de ensino regulados pelo Estado que, pela estrutura social brasileira, sua persistente desigualdade, discriminações estruturais, violências e exclusões, deve acontecer na escola.

6. Do mérito: inversão sobre o direito das famílias e/ou responsáveis versus de estudantes/do cumprimento com a liberdade das famílias de escolha da instituição escolar, de participação nas construções político-pedagógicas, e de religião

Usar o argumento do direito dos pais para retirar dos filhos o direito à educação escolar, para além dos processos formativos culturais, morais e religiosos que ocorrem no seio familiar, é afronta direta ao modo como o direito à educação foi pactuado em nossa Constituição, sua vocação para a formação de cidadãos autônomos e aptos ao convívio democrático com a diferença e a pluralidade. Segundo artigo da Procuradora Maria Mona Lisa Duarte Aziz, a Corte Europeia de Direitos Humanos entendeu que a frequência escolar compulsória não viola a liberdade religiosa, tampouco o direito de educar os filhos, uma vez que tais liberdades restam asseguradas através do direito de escolher a instituição de ensino na qual essas crianças vão estudar e do direito de recusa a frequentar as aulas de religião, que não podem ser obrigatórias. A legislação brasileira está em sintonia com tais marcos internacionais. Em nenhum momento a legislação presume interferência do Estado na educação das famílias. O que a legislação pretende com o ensino obrigatório em instituição escolar pública ou particular, laica ou confessional, comunitária ou filantrópica, conforme escolha da família e/ou responsáveis, é que a criança seja supervisionada, cuidada, observada, conhecida, entre outros objetivos, e de forma alguma negligenciada pelos adultos com os quais ela convive (ver mais nas páginas 36 a 40).

7. Do mérito: da gestão democrática e do direito dos estudantes de serem respeitados, de contestar critérios avaliativos e de participar da construção de sua educação

O Estatuto da Criança e do Adolescente informa que:

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - direito de ser respeitado por seus educadores;

III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer

às instâncias escolares superiores;

IV - direito de organização e participação em entidades estudantis

Não é possível assegurar tais direitos sob a educação domiciliar. É princípio fundamental do direito à educação a gestão democrática, garantindo, portanto, aos sujeitos da educação a construção crítica do processo educacional. Deste modo, a educação domiciliar não poderia ser utilizada como alternativa para uma educação de qualidade, posto que a qualidade deva ser discutida no bojo da gestão democrática e participativa do processo pedagógico. Exemplo disto, é que os estudantes foram pouquíssimo incluídos na discussão desta proposição.

8. Do mérito: do direito à educação

A educação domiciliar impossibilita:

- A educação como prática da liberdade;

- A  formação científica e pedagógica das e dos educadores e o deslocamento da responsabilidade para o autodidatismo dos estudantes;

- A educação inclusiva;

- A garantia do direito à educação pública e facilita a privatização da educação

9. Do mérito: dos riscos à proteção integral da criança e do adolescente

A educação domiciliar, para além de caminhar na contramão do arcabouço legal existente hoje para a garantia do direito à educação, ainda apresenta outros sérios riscos para a proteção da criança e do adolescente. Hoje, altas taxas de violência e abuso sexual e de trabalho infantil acontecem dentro do ambiente familiar e doméstico.

Segundo as estimativas do Ministério da Saúde, 68% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes acontece em ambiente doméstico. Em relação à autoria, os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 apontam que em 84,1% dos casos o autor era conhecido da vítima, o que, segundo o documento, sugere um grave contexto de violência intrafamiliar, no qual crianças e adolescentes são vitimados por familiares ou pessoas de confiança da família, muitas vezes por pessoas com quem tinham algum vínculo de confiança. Inúmeras são as crianças e adolescentes vítimas de violência intrafamiliar no Brasil.

De acordo com os dados do Disque 100, evidenciou-se que mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais, mães, padrastos ou outros parentes das vítimas. Ainda de acordo com os dados do anuário, 64% dos estupros ocorrem nos horários da manhã e tarde, ou seja, turnos em que as vítimas poderiam estar na escola.

A escola tem sido também espaço de identificação, denúncia e proteção das crianças e adolescentes das múltiplas violências, sobretudo da violência sexual, que por acontecer em âmbito privado e por violadores próximos das vitimas, são mais difíceis de serem denunciados por elas, que costumas ser ameaçadas pelos agressores e desacreditadas pelos adultos próximos. Assim, as instituições escolares e seus professores têm tido papel primordial no combate a violência e proteção dos e das estudantes.

Ainda, crianças e adolescentes estão também expostos em casa ao trabalho infantil doméstico. O trabalho infantil doméstico é uma das piores formas de trabalho infantil e consta da Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Decreto 6.481, de 12 de junho de 2008). Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD 2016/IBGE), do universo de 2,4 milhões de trabalhadores infantis, 1,7 milhão exerciam também afazeres domésticos de forma concomitante ao trabalho e, provavelmente, aos estudos.

A exploração sexual também é considerada uma das piores formas de trabalho infantil. O trabalho infantil doméstico também é uma das piores formas. Mais de 90% das exploradas são meninas e cumprem dupla jornada. 83,1% também realizam afazeres domésticos nas próprias casas.

Caso se autorize a educação domiciliar, o risco se agrava pois são reduzidas ainda mais as perspectivas de contrapesos para controle, identificação ou proteção dessas crianças e adolescentes.

10. Considerações finais e da ameaça à democracia

O Estado, até mesmo por suas características, não é uma instituição onisciente e onipresente, ainda mais com as dificuldades nos orçamentos de políticas sociais que enfrentamos atualmente. Por isso, mais difícil se torna fiscalizar, acompanhar e certificar famílias e casas, que são ambientes privados, logo, não estão abertos para escrutínio de funcionários públicos. Assim sendo, a presente nota expõe todas as dificuldades de se regulamentar o ensino domiciliar no Brasil, desde a questão orçamentária, legal, até as condições para sua realização, como criação da plataforma digital e fiscalização dessas famílias.

Por fim, a defesa da educação domiciliar é sintoma de uma sociedade cada vez mais individualista que desacredita nas construções coletivas, como a educação. É também resultado de um processo de isolamento ocasionado pela falta de reconhecimento do outro. Demonstra ainda a incapacidade da sociedade atual de produzir meios de convívio que conduzam a melhores formas de participação pública, tão fundamentais para o fortalecimento da democracia. Consequentemente, defender a educação domiciliar é negar que a educação está diretamente relacionada com a formação de uma sociedade plural e mais inclusiva, que aceita as diferenças e a diversidade de concepções. A educação domiciliar, portanto, é contrária à própria democracia.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/conheca-10-pontos-contrarios-a-implantacao-do-ensino-domiciliar-no-brasil

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Conselho de Ética da Câmara abre ação contra Eduardo Bolsonaro por debochar de tortura sofrida por Míriam Leitão


Representações do PT, Rede e PCdoB, pedem a cassação do mandato do parlamentar

4 de maio de 2022, 13:33 h Atualizado em 4 de maio de 2022, 13:39

www.brasil247.com - Eduardo Bolsonaro e Miriam Leitão Eduardo Bolsonaro e Miriam Leitão (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | Reprodução)

247 - O Conselho de Ética da Câmara abriu um processo disciplinar contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em função de postagem feita por ele nas redes sociais em que debochava das torturas feitas por agentes da ditadura militar contra a jornalista Míriam Leitão. 

As representações pedindo a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro foram impetradas pelo PT, Rede e PCdoB. O relator do processo ainda não foi definido pelo colegiado. A informação é do jornal O Globo.

As ações contra o parlamentar vieram na esteira de uma postagem feita por ele em abril, quando o o parlamentar compartilhou uma coluna da jornalista e escreveu “ainda com pena da cobra”, em referência a uma das sessões de tortura das quais ela foi vítima ela. Míriam Leitão foi presa e torturada enquanto estava grávida por agentes do governo durante a ditadura militar no Brasil. Em uma das sessões de tortura, ela foi deixada nua, trancada em uma sala escura junto a uma cobra.

Dois dias após a postagem, Eduardo Bolsonaro voltou a atacar a jornalista ao colocar em dúvida que ela tenha sido mesmo torturada durante o  período em que esteve presa em um batalhão do Exército localizado em Vitória.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/conselho-de-etica-da-camara-abre-acao-contra-eduardo-bolsonaro-por-debochar-de-tortura-sofrida-por-miriam-leitao