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terça-feira, 25 de agosto de 2015

PROJETO MANDALLA, A ESPERANÇA DE UM FUTURO MELHOR

 

Cruz. Nos dias 11, 12 e 13 de maio, aconteceu uma capacitação sobre o Projeto Mandalla no Município de Cruz. O Curso sobre Práticas Alternativas de Sanidade e Produção Vegetal contou com a participação de Agricultores Familiares, homens e mulheres integraram a turma, que alternou aulas práticas com teoria recheada com vídeos onde mandalleiros mostravam suas experiências com esta nova modalidade de produzir alimentos saudáveis sem aplicação de agrotóxicos e usando alternativas de adubação por compostagem, controle de pragas por inseticidas naturais, além de aprenderem técnicas de produção de biofertilizantes naturais usando matéria prima local.

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Sec. Carlão – Dr. Ximenes - Dra Sara

O curso foi ministrado por dois técnicos da SDA, profundo conhecedores do segredo mandalla, Dr. Ximenes e Feijãozinho, Engenheiros Agrônomos com larga experiência em implantação de Mandallas com mais de 700 unidades já instaladas em todo o Ceará.

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Preparo da Compostagem

A capacitação foi uma antiga solicitação do Secretário de Agricultura do Município Carlos Cesar, que tem sido um grande incentivador de adoção de técnicas que venham a favorecer a Agricultura Familiar.

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Coentro

Com o incentivo e apoio técnico oferecidos aos horticultores, as mandallas já começam a mudar a paisagem rural com o verde exuberante das hortas que se espalham pelas diversas comunidade rurais. Cebola, coentro, alface, tomate, rúcula, pimentão, maxixe, banana e outros vegetais alimentícios já começam a despertar o interesse dos Agricultores Familiares.

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Cebola

 

Em visita técnica aos produtores, já se ouve relatos de famílias que sobrevivem da produção exclusiva de hortaliças.

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Dr. Feijãozinho - SDA

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Produtores ganham mais prazo para renegociar dívidas

 

Medida aprovada pelo CMN contempla operações do FCO, FNO e FNE

Brasília – (19.12) - Os produtores rurais com operações de crédito rural contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO) e do Nordeste (FNE) ganharam mais um ano para renegociar seus passivos. A decisão está na Resolução 4.387, do Banco Central (BC), que alterou duas resoluções anteriores, prorrogando o prazo, que venceria no final deste mês, para 30 de dezembro de 2015. O voto foi aprovado na última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional (CMN).

A medida contempla os produtores rurais inadimplentes em 31 de dezembro de 2012, que contrataram empréstimos junto aos três fundos até 31 de dezembro de 2008. Quem aderir à renegociação deve fazer uma amortização mínima de 10% do saldo devedor, parcelando o restante em até 10 anos, com um ano de carência. A regra vale tanto para as operações com risco total ou parcial do FCO, FNO e o FNE.

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone:
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domingo, 19 de outubro de 2014

CARE BRASIL REALIZA CURSO EM GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS EM CAMOCIM

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Cruz. O Projeto “Nós Fazemos a Diferença no Desenvolvimento Sustentável da Rota das Emoções” realizado pela CARE Brasil, com financiamento da União Europeia, em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará, COGERH e a Prefeitura Municipal de Camocim, através da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, realizou o Curso em Gestão de Bacias Hidrográficas em Camocim-CE.

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Participantes – 4º CREDE

O curso aconteceu no auditório da 4ª CREDE, Travessa João Tomé, S/N, nos dias 16 e 17 de outubro. Este curso objetivou proporcionar para o poder público e sociedade civil organizada uma visão ampla acerca do gerenciamento participativo das águas, voltado ao atendimento dos usos múltiplos e o desenvolvimento sustentável, tendo seus princípios fundamentais regidos pelas leis nacional e estadual dos recursos hídricos.

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Dr. Lima e a Técnica do Projeto São José

Estiveram participando do curso 32 representantes dos Municípios Barroquinha, Camocim, Chaval e Cruz, além de estudantes e técnicos do Projeto São José. Apesar da pouca participação, pois, era esperado um público bem maior, em um auditório climatizado com 100 lugares, o aproveitamento foi satisfatório, com abordagem de temas de interesse da população por se tratar de recursos hídricos tão escassos neste momento em que o País enfrenta uma forte crise de abastecimento de água, como consequência de três anos consecutivos de escassez de chuvas, principalmente no Semiárido Nordestino.

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Estudantes: Ana Alice, Evilanny, Kaise, Jr. e Cledeilson

A Tecnóloga em Gestão de Recursos Hídricos da COGERH Josefa Marciana Barbosa França abordou o tema O Papel da Bacia Hidrográfica no Desenvolvimento Sustentável – Uso do Solo e Recursos Hídrico com foco na Legislação Ambiental.

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Dr. Lima (Cruz) e Dra. Marciana (COGERH)

Adriana Camille Prado Pereira Guarani Mestra em Gestão de Recursos Hídricos com atuação no Escritório Regional da COGERH de Sobral falou sobre o Plano de Manejo dos Recursos Hídricos.

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Dra. Adriana Camille

Lucivânia Figueirêdo tratou sobre os Diferentes Conflitos Relacionados a Recursos Naturais, com destaque para a água, com indicação de mecanismos para manejos de Conflitos, Tipologias, Estudo de Casos e Dinâmica do Processo Conflituoso.

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Dr. Lima - Cruz André - CARE

Esteve representando a CARE Brasil, com escritório em Parnaíba – PI, o Assistente de Suprimento e Logística André Francisco de Albuquerque Rodrigues que esteve presente durante os dois dias. Também esteve presente ao momento de Abertura o Coordenador de Empreendedorismo e Cadeias de Valor João Martins.

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Momento de apresentação dos trabalhos de grupo.

A CARE Brasil é uma ONG brasileira, com título de OSCIP. A organização integra a CARE Internacional – uma Federação de 12 países-membros (Alemanha, Áustria, Austrália, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Japão, Noruega, Reino Unido e Tailândia).

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Momento de interação dos grupos

A Missão da CARE Brasil é combater a pobreza enfrentando suas causas estruturais em regiões rurais e urbanas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH.

A situação de recursos hídricos em alguns estados

A situação dos recursos hídricos no Semiárido Nordestino é preocupante, pois, na Paraíba, dos 124 açudes que são monitorados pela AESA, 5 estão sangrando, 14 estão com volume de água acima de 50%, enquanto 64 açudes acumulam menos de 30% de sua capacidade de armazenamento de água e 41 açudes estão com nível de água entre 30% e 50%.

No Ceará, a situação também não é diferente. Dos 149 açudes monitorados pela COGERH, apenas um (Gavião em Pacatuba), armazena mais de 90% de sua capacidade. 115 açudes estão com menos de 30% de sua capacidade de armazenamento. No Sertão de Crateús, 9 açudes estão com menos de 2% de seu volume normal.

No Rio Grande do Norte, várias cidades já tiveram o sistema de abastecimento das cidades desativados. O açude Gargalheiras, que abastece os municípios de Acari e Currais Novos, na região Seridó do Rio Grande do Norte, atingiu o pior volume de água de toda a sua história. O reservatório, que tem capacidade de aproximadamente 44 milhões de metros cúbicos de água, está com menos de 7% do total, quantidade suficiente para abastecimento por menos de 60 dias.

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Açude Gargalheiras – Acari – RN – Tribuna do Norte

Perímetros irrigados estão sendo desativados ou com fornecimento de água reduzido em vários estados.

A poluição das águas de rios, açudes e lençóis freáticos é outro problema que vem agravando ainda mais esta falta de água para o consumo de pessoas e animais.

Dr. Lima

terça-feira, 16 de setembro de 2014

OS EFEITOS DA ESTIAGEM SOBRE A CULTURA DO CAJUEIRO

 

Cruz. Após três anos consecutivos de escassez de chuvas no Município de Cruz, a falta de água tem trazido consequências desastrosas para a economia do município, principalmente, para a cultura do cajueiro, principal atividade econômica.

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Açude da Prata – CE - 085

O lençol freático está muito baixo, além de apresentar uma água com alto teor de sais tornando-a impropria para o consumo humano e animal.

As comunidades que não contam com sistema de abastecimento de água sofrem com a falta do precioso líquido e algumas são abastecidas por carros pipas.

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Açude da Prata – Cruz/CE

Vários projetos de abastecimento de água para as comunidades rurais bem como cisternas de plástico ainda não foram liberados.

As lagoas do município estão quase todas secas ou com pouca água. Os maiores reservatórios do município como a Lagoa de Jijoca e o Açude da prata encontram-se em situação preocupante, pois, resta pouca água e o nível de suas águas estão baixando de forma assustadora. O Açude da Prata está com o nível das águas tão baixo que descobriu troncos de árvores que não se via há mais de 30 anos.

A produção do caju este ano é uma das menores dos últimos trinta anos. A floração foi muito pouca e a produção de caju quase não existe. Ao percorrer a zona rural verifica-se que as flores dos cajueiros secaram e quase não se vê caju e os poucos que vingaram são muito pequenos e rachados. Muitos cajueiros já recuperaram a folhagem, mesmo sem ter havido produção de caju. As indústrias de beneficiamento do caju estão pagam a R$ 8,00 a caixa de 20 Kg, mas, não há o produto.

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Cajueiros – Cruz/CE

A alta temperatura e a baixa umidade do ar e o solo seco tem sido os responsáveis pela queima das flores dos cajueiros impedindo que ocorra a germinação dos frutos.

Em 2012, foram registrados 410mm de chuvas e o lençol freático subiu 4,5m. Em 2013, foram registrados 585 mm de chuva no município, mas, o lençol freático só subiu 1,5m e em 2014, choveu 600mm e o lençol freático somente subiu 0,50m e já baixou.

Andar pelos campos entre meio dia e três horas da tarde é quase impossível devido as altas temperaturas e o ar seco que provoca irritação na garganta e tosse. Mas, pela madrugada, até ao amanhecer, há muito frio na região contrastando com o intenso calor do meio dia. Há dias em que os campos ficam encoberto de névoas.

Os fortes ventos vindos do mar não são suficientes para abrandar o calor abrasador que fazem as águas evaporarem com uma velocidade nunca visto.

Dr. Lima

quarta-feira, 4 de junho de 2014

SOJA EM GRÃO SUPERA MINÉRIO DE FERRO E RESPONDE POR 13,9% DAS EXPORTAÇÕES

 

Cinco produtos agropecuários batem recorde de receitas e totalizam 23% das vendas externas

Brasília (04/06) - A soja em grão ultrapassou o minério de ferro e tornou-se o principal item da pauta de exportações do Brasil no acumulado de janeiro a maio deste ano. É o que mostra levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O grão foi responsável por 13,9% do total das vendas externas brasileiras no período, enquanto o minério de ferro respondeu por 13%. As exportações totais do país somaram US$ 90,1 bilhões até maio.

Para a CNA, a demanda internacional aquecida e a expectativa de uma boa colheita de soja nos Estados Unidos, em função da situação climática, são fatores que favoreceram os embarques do Brasil, especialmente para a China. O preço da commodity apresentou queda de 4,8%, o que impediu que a receita cambial crescesse no mesmo ritmo dos volumes embarcados. Enquanto o valor das exportações do grão de soja aumentou 22,1%, a quantidade exportada subiu 28,3%.

A CNA ressalta que a participação do complexo soja no total exportado pelo Brasil tem crescido desde os anos 1990 e, de forma mais expressiva, a partir dos anos 2000, com a intensificação do comércio com a China. Este movimento comprova a qualidade e a competitividade do grão brasileiro no mercado internacional. Só nos primeiros cinco meses deste ano, a soja em grão, o farelo e o óleo de soja somaram US$ 15,53 bilhões em vendas externas, representando 17,2% do total das exportações do país.

Além da soja em grão e do farelo de soja, outros três produtos agropecuários lideram a lista de recordistas de faturamento no ano. São eles: couros e peles (+24,2%), carne bovina (+14,2%) e celulose (+7,3%). Só esses cinco produtos são responsáveis por US$ 20,77 bilhões, 23% do total exportado pelo Brasil no período. A CNA destaca, também, o crescimento de 46,1% no valor dos embarques de bovinos vivos, confirmando o reconhecimento da sanidade do rebanho brasileiro pelo mercado internacional. 

O milho é um dos destaques negativos da balança comercial brasileira em 2014. A receita cambial recuou 53,8% e o volume embarcado caiu 34,9%. Os preços médios recuaram 29,1%, reflexo, segundo a CNA, da expectativa de uma boa safra nos Estados Unidos.

Também em queda, os preços do açúcar bruto tiveram redução de 17,6% no período entre janeiro e maio, diminuindo em 23,9% o valor das exportações brasileiras. O país responde por 50% do mercado mundial  de açúcar. Nas últimas quatro safras, a oferta do produto superou a demanda, pressionando para baixo os preços mundiais. As vendas para a União Europeia, submetidas ao regime de cotas e tarifas elevadas, têm caído nos últimos dois anos. Em 2014, as exportações para outras regiões, como a África e o Oriente Médio, também registram queda. Por outro lado, os embarques de açúcar em bruto para a China aumentaram em função do crescimento da demanda e das compras para reposição dos estoques locais.

Assessoria de Comunicação da CNA
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segunda-feira, 2 de junho de 2014

OIE reconhece sanidade do rebanho brasileiro de oito estados

 

Assessoria de Comunicação CNA


A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou a sanidade do rebanho brasileiro e declarou erradicada a febre aftosa nos estados de Alagoas, Maranhão, Paraíba, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e o norte do Pará. Com isto, toda a região Nordeste está, oficialmente, livre da doença, embora a maioria dos estados ainda tenha que vacinar os animais duas vezes por ano. A condição sanitária foi atestada nesta quinta-feira (29), pelos 178 países integrantes da OIE, reunidos em Paris, França.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL), Álvaro Arthur Lopes de Almeida, comemorou a decisão, ao lado do presidente da Federação do Maranhão, José Hilton Coelho de Sousa. “A classificação do nosso rebanho era de risco desconhecido. Foram 14 anos de muito trabalho, até o reconhecimento da área como de médio risco e, agora, livre de febre aftosa com vacinação”, explicou Álvaro de Almeida.
Para ele, o posicionamento da OIE vai impulsionar a atividade pecuária do Estado de Alagoas, até aqui restrita ao comércio de animais para estados onde também havia risco médio da doença. “Além de estimular a pecuária, o trânsito fica legalizado e caem as barreiras para os produtos lácteos”, afirmou presidente da FAEAL. Lembrou, ainda, a excelente qualidade genética do rebanho de seu estado, composto principalmente pelas raças zebu, holandês e girolando.

Com a certificação internacional, os pecuaristas de Alagoas poderão expor seus animais nas feiras agropecuárias mais importante do Brasil, que só permitem a participação do gado oriundo de regiões reconhecidas como livres da aftosa. A partir deste reconhecimento obtido pelos oito estados, sobe para 210 milhões o total de animais que estão em zonas livres de febre aftosa, ou seja, aproximadamente 99% do rebanho nacional de bovinos e bubalinos em 78% do território brasileiro.
Álvaro Almeida afirmou que o compromisso dos pecuaristas dos oito estados com a sanidade dos rebanhos continua. “Temos que seguir vacinando os animais em maio e novembro. Nossa responsabilidade agora é maior, porque temos que manter esta conquista. Não podemos recuar”, afirmou. A próxima meta é o reconhecimento de Alagoas como área livre de febre aftosa sem vacinação, status sanitário que, até agora no Brasil, é exclusividade de Santa Catarina.
Publicado em: 29/05/2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Plano Safra 2014/2015 disponibiliza R$ 156 bilhões a produtores

 

Da Agência Brasil

Yara Aquino e Kelly Oliveira - Repórteres da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

O Plano Safra 2014/2015 vai disponibilizar R$ 156,1 bilhões em recursos, sendo R$ 112 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimento. O valor representa alta de 14,7% sobre os R$ 136 bilhões do plano anterior.

Saiba Mais

O limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões.

Dos recursos disponibilizados nesta edição do Plano Safra, R$ 132,6 bilhões são com juros inferiores aos cobrados no mercado, um crescimento de 14,7% em relação aos R$ 115,6 bilhões previstos na temporada anterior. As taxas de juros anuais mais baixas estão nas modalidades voltadas para armazenagem, irrigação e inovação tecnológica, de 4% (5% no crédito de armazenagem para cerealistas); práticas sustentáveis, juros de 5%; médios produtores, de 5,5%; e máquinas e equipamentos agrícolas, de 4,5% a 6%.

De acordo com o Ministério da Agricultura, entre os destaques do plano estão o aperfeiçoamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), incentivo aos médios produtores, a ampliação da capacidade de armazenagem nas fazendas, a inovação tecnológica no campo e o desenvolvimento da pecuária de corte.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Produtores rurais podem iniciar inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) nesta semana

Governo publica Instrução Normativa com os procedimentos para registrar os imóveis rurais, primeiro passo para o processo de regularização ambiental

Brasília (6/5) - Os produtores rurais poderão, a partir desta semana, inscrever os seus imóveis no Cadastro Ambiental Rural (CAR), dando inicio à regularização dos passivos ambientais nas suas propriedades. Foi publicada nesta terça-feira (6/5), no Diário Oficial da União (DOU), a Instrução Normativa nº2, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), com os procedimentos para incluir os imóveis no CAR, em um prazo de dois anos – um ano, prorrogável por igual período.

“É o passo inicial para o produtor regularizar sua situação”, explica Rodrigo Brito, coordenador da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Independentemente de ter ou não áreas passíveis de regularização ambiental, todos devem fazer o cadastro. A inscrição no CAR é o primeiro passo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) nos estados e no Distrito Federal, no caso dos produtores com áreas pendentes.

Ontem, edição extra do DOU publicou o Decreto 8.253, que trouxe regras complementares ao PRA. Ao inscrever o imóvel no CAR, o produtor deve informar as áreas passíveis de regularização ambiental. Desta forma, os produtores firmam um termo de compromisso de regularização destes passivos por recuperação, recomposição, regeneração ou compensação das áreas nativas. Tanto o CAR quanto o PRA estão previstos no novo Código Florestal (Lei 12.651/12).

A inscrição e o registro do imóvel devem ser feitos por meio do Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (SICAR) e o procedimento é gratuito. Segundo Rodrigo Brito, após o produtor inscrever seu imóvel, o órgão ambiental estadual irá analisar as áreas cadastradas, incluídas aquelas a serem regularizadas, para verificar, entre outras informações, se há inconsistências ou não no CAR. “Os estados irão definir as áreas e as espécies que podem ser utilizadas na recomposição ou recuperação a por meio dos seus PRA´s”, afirma.

Ele explica que, para fins de regularização, seguindo os critérios definidos pelo novo Código Florestal, poderão ser somadas as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as áreas de reserva legal, desde que estejam conservadas ou em fase de recuperação. Após o produtor cumprir suas obrigações e ter a sua situação regularizada, as multas serão convertidas em serviços de preservação ambiental. A não regularização, além acarretar multas e punições, impede o acesso a financiamentos bancários, entre outras sanções.

A regularização do passivo vale para as APPs, dentre elas as margens de rios, nascentes e topos de morro, bem como as áreas de reserva legal e as áreas de uso restrito.

Assessoria de Comunicação CNA
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Equipamentos da Casa de Farinha

 

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O forno onde se faz a farinha, os beijus, as tapiocas e seca-se a goma

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Urupema que serve para peneirar a massa de fazer a farinha, a goma de fazer as tapiocas e a farinha, para retirar os caroços. Todo produto peneirado fica nessas coxas (espécie de tanque de madeira. Aí também é temperada a massa ou a goma, para a confecção de beijus e tapiocas.

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Aqui o secador da goma ou fécula da mandioca

DSCF1776 Aqui os tanques onde coloca-se a mandioca com água para pubar (azedar) para a fabricação da farinha de puba ou farinha amarela.

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O serrador da mandioca. Coloca-se a mandioca nesse caixão de madeira onde tem uma abertura que dá para o Caititu ou bola de tarisca, que é girada em alta velocidade que é puxada por um motor, transformando a mandioca em massa que será enxugada na prensa, que serve  retirar a manipueira (água da mandioca).DSCF1796

Prensa, que serve para secar a massa da mandioca

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Engenhoca, também chamada de carambola, que serve para puxar água da cacimba, puxada por uma corda.

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Cacimba de onde se tirava a água usada na casa de farinha.

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Caçoar. que serve para carregar a mandioca da roça até a casa de farinha. Cada burro, jumento ou cavalo carrega dois de cada vez. Uma arranca de roça equivale a seis cargas.

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Enquanto se faz os beijus e tapiocas no forno, que aquecido com lenha, usa-se as brasas para assar peixe para misturar com a tapioca

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Forno onde se faz a farinha amarela

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Uma senhora fazendo tapioca

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A minha tapioca é esta que já esta virada, ou seja, esta assando o segundo lado. É a terceira, da esquerda para a direita.

Esta Casa de Farinha pertence ao senhor José Gabriel, na Jijoca de Jericoacoara, onde estive nesse domingo 25.

Todo esse processo de confecção de farinha, goma, tapiocas e beijus, está diminuindo em função de os trabalhadores rurais estarem abandonando a agricultura e se profissionalizando nas áreas urbanas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Quem tem corágem, luta e vence

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Estive ontem (sábado 17/08)  visitando alguns sítios arquelógicos na Lagoa das Pedras, juntamente com Célio Cavalcante, Danusio Melo, pesquisadores do Centro de Sobralense de Pesquisa Ufológia e a senhora Bárbara Rodrigues, acadêmica de química. O ponto de apoio nessa paesuisa foi a casa do senhor Fracisco Evangelista, homem simples, que do altos dos seus mais de setenta anos, não vê obstáculos na convivência com o Semiárido Nordestino. Nos  fundo de sua casa construiu um açude para guardar aproveitar as águas da quadra invernosa. A água que cai sobre o telhado ele apara e enche uma sisterna, que servirá para beber durante o verão uma água maravilhosa, pois não tem coisa melhor que água de chuva.

No entorno do seu pequeno açude, ele planta batata, macaxeira, feijão, milho, tomate e outras verduras. uando voltamos da visitas às pinturas rupestres, fomos recebidos com agua fresca e milho assado.

Enquanto conversávamos, ele foi explicamdo a luta da vida no campo, inclusive das dificulades para arranjar que queira trabalhar. Mostrou para a nossa equipe  suas plantações que faz juntamente com sua família, mostrou inclusive seu fagão de lenha, onde assou as espigas de milho verde que nos ofertou.

Deuxou-nos uma impressão muito forte, de que o Sertão só é duro mesmo é pra quem é mole.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A 2ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário será realizada em Fortaleza, nos dias 19, 20 e 21 de agosto.

 

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A 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS) tem o objetivo de construir um Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PNDRSS) a partir de propostas sugeridas de forma participativa em conferências municipais, intermunicipais, territoriais, estaduais e setoriais que iniciou em abril deste ano. A 2ª CNDRSS é uma promoção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF).

O encontro estadual servirá de preparação para a Segunda Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, evento que irá discutir e gerar um plano nacional de desenvolvimento do meio rural brasileiro em Brasília.

Durante os três dias do encontro da 2ª Conferência Estadual, os delegados de todos os treze territórios do Ceará discutirão em grupos, com base nos sete eixos que pautam os objetivos da política dos territórios do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Os grupos serão assim divididos:

Grupo 1 – Atividades Produtivas da Agricultura Familiar;

Grupo 2 – Políticas Sociais (saúde, educação, cultura, esporte, assistência social e segurança pública);

Grupo 3 – Políticas para o Desenvolvimento Rural (abastecimento de água, saneamento básico e tratamento de resíduos);

Grupo 4 – Políticas de Infraestrutura (transporte, energia, habitação e comunicação);

Grupo 5 – Políticas de Gestão Ambiental;

Grupo 6 – Reforma Agrária; e

Grupo 7 – Estratégia Territorial e Gestão e Participação Social.

O Estado do Ceará foi dividido em treze Territórios assim denominados:

1) Território do Centro Sul e Vale do Salgado.

2) Território do Litoral Leste.

3) Território do Vale do Jaguaribe.

4) Território do Sertão Central.

5) Território do Cariri.

6) Território do Maciço do Baturité.

7) Território Metropolitano José de Alencar.

8) Território dos Sertões de Canindé.

9) Território Inhamuns/Crateús

10) Território da Serra da Ibiapaba

11) Território do Litoral Extremo Oeste

12) Território dos Vales do Curu e Aracatiaçu

A expectativa é de que a Segunda Edição da Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário reúna, em Brasília, 1,5 mil participantes, entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, camponeses, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, mulheres, jovens e organizações da sociedade civil.

Também serão debatidas na reunião as ações para o Ano Internacional da Agricultura Familiar (2014) e a criação do Comitê Brasileiro para a implementação das Diretrizes Voluntárias sobre Governança Responsável da Terra, dos Recursos Pesqueiros e Florestais, no contexto da Segurança Alimentas Nacional.

O Município de Cruz terá um representante na Segunda Conferencia do Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. Trata-se do Engenheiro Agrônomo Presidente da Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz Antonio dos Santos de Oliveira Lima que representará as Organizações Não Governamentais do município como Delegado.

Além de Delegado, estrarei exercendo a função de repórter fazendo a cobertura do evento para o Jornal A FOLHA e Rádio FM 6 de Abril, Cruz/CE.

Dr. Lima

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Prefeitura de Groaíras iniciará entrega de milho a produtores

 

O Prefeito Adail melo ordenou que a Secretaria de Agricultura, que tem como Secretário Pio Paiva, realizasse a entrega de 1.000 sacos de milhos aos criadores.
Esse milho é fruto de um programa do Governo Federal em parceria com Governo do Estado e órgãos, como Ematerce e Ceasa, onde o produtor adquiri o milho conforme seu rebanho,O milho tem um valor mais barato que o de mercado. A saca com 60 quilos varia de R$ 18,20 a R$ 21, dependendo do tamanho do rebanho do criador.
O objetivo da prefeitura é facilitar ao produtor o recebimento desse milho, que geralmente é entregue em Sobral, o que dificultava para o produtor, que além de gastar para buscar ainda enfrentava grandes filas.
A importância dessa distribuição se dá pelo principal motivo do nosso homem do campo precisar de apoio para ter uma vida melhor e essa ação da prefeitura tira de sua responsabilidade o gasto com a locomoção desses sacos de milho e lhe atribui tempo para trabalhar.
A Prefeitura vai entregar na primeira etapa cerca de 1000 sacos de milho, mas, a segunda etapa já está por vir. os nomes dos produtores que receberão essa primeira remessa estão sendo divulgados por meio de Rádio, e você pode consultar na Secretaria de Agricultura.
A entrega do milho se dará inicio amanhã(30) a partir das 8hrs e será realizado na antiga Curtidora, a entrega será coordenada pela Ematerce, juntamente com uma equipe da Secretaria.

Fonte: Blog da PMG

Postado por Artenio Mesquita

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CNA PROMOVE SEMINÁRIO EM PEQUIM PARA INCREMENTAR COMÉRCIO E ATRAIR INVESTIMENTOS PARA LOGÍSTICA DO BRASIL

 

Senadora Kátia Abreu convida ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, para participar do seminário

Brasília (13/06) – Incrementar as exportações brasileiras de carnes, produtos florestais, suco de laranja e café para a China, além de atrair investimentos do país asiático para a infraestrutura de transporte do Brasil. Esses são os principais objetivos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao organizar, para o mês de setembro, um seminário em Pequim, na China. Nesta quinta-feira (13/06), a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, reuniu-se, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, para falar das expectativas para esse encontro e convidá-lo para participar do seminário e de um encontro prévio, marcado para 1º de julho, em São Paulo , do qual devem participar cerca de 150 empresários do setor agroindustrial.

Segundo a presidente da CNA, os empresários credenciados para o seminário em São Paulo assistirão a uma série de palestras de especialistas no mercado chinês. Esse grupo viajará para a China em setembro em busca da ampliação das relações comerciais. Depois de participar nos últimos meses de uma série de reuniões, no Brasil e na China, com empresários e autoridades chinesas, a senadora Kátia Abreu explica que os compradores reivindicam a diversificação no número de fornecedores no setor agropecuário. “Eles não querem continuar negociando com poucas empresas”, afirmou.

Na reunião, o ministro Antônio Patriota afirmou que existem equipes especializadas em promoção comercial em muitas das embaixadas e consulados do Brasil no exterior. Uma dessas equipes trabalha no Consulado-Geral do Brasil em Cantão, no sul da China, grupo que pode auxiliar nas negociações voltadas à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Principal parceiro comercial do Brasil no mercado externo, a China importou US$ 4,86 bilhões em produtos do complexo soja (grão, óleo e farelo) no acumulado do ano até abril. Esse valor é 24% superior ao registrado em igual período de 2012.

Em relação aos produtos agropecuários cujo comércio para a China pode ser ampliado, a senadora Kátia Abreu lembrou que cada chinês toma, em média, três xícaras de café por ano, enquanto a média mundial é de 240 xícaras por ano. O consumo da bebida cresce aproximadamente 30% ao ano na China. Segundo a presidente da CNA, a criação de uma marca brasileira de café é fundamental para conquistar esse e outros mercados. Para ampliar o comércio de carnes, a presidente da CNA defende a instalação de churrascarias brasileiras na China como forma de popularizar o consumo do produto. Afirma que a qualidade da carne brasileira está assegurada, pois o controle sanitário é feito por meio da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), desenvolvida pela CNA em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Escritório em Bruxelas – A senadora Kátia Abreu também informou o ministro Antônio Patriota que, no próximo dia 19 de junho, a CNA inaugura um escritório em Bruxelas, na Bélgica, com o objetivo de consolidar e ampliar a participação dos produtos agropecuários brasileiros no mercado europeu e promover mais parcerias entre o Brasil e a União Europeia no setor agrícola. Ela apresentou ao ministro o plano de trabalho para seu novo centro de representação junto à União Europeia, que é o principal parceiro do comércio exterior agrícola brasileiro como bloco de países. O ministro das Relações Exteriores reconheceu a importância de uma ação focada na imagem positiva do agronegócio proposta pela CNA e se mostrou favorável às negociações com o bloco.

Nos últimos dez anos, as exportações agrícolas do Brasil para a União Europeia representaram em média 23% do total. Entre maio de 2012 e abril de 2013, as vendas chegaram a quase US$ 22 bilhões (ou cerca de 21,9% do total das exportações brasileiras), com destaque para a soja, produtos florestais, café, carnes e suco de laranja.

Segundo a presidente da CNA, “os produtos do Brasil já contribuem para reduzir os preços dos alimentos para os europeus e uma maior abertura do bloco às exportações brasileiras pode significar redução maior para o consumidor".

Assessoria de Comunicação CNA

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

CNA REGISTRA O AVANÇO DA NOVA LEI PARA OS PORTOS BRASILEIROS

O Brasil finalmente ganhou uma nova Lei dos Portos que traz estabilidade jurídica aos prestadores de serviços portuários, pavimentando o caminho do planejamento que irá revolucionar nossa estrutura logística. Em breve, o setor produtivo nacional poderá constatar profunda evolução no processo de exportação de seus produtos.

O Diário Oficial da União de 05 de junho de 2013 traz a Lei nº 12.815, que trata da exploração direta e indireta, pela União, de portos e instalações portuárias e das atividades desempenhadas pelos operadores portuários.

            A nova Lei, que tem como principais objetivos abrir espaço ao investimento privado e conferir maior agilidade à administração pública, entrou em vigor na data de sua publicação.

            Poucos foram os vetos presidenciais ao texto aprovado pelo Congresso Nacional. O Governo entendeu que o conceito de terminal indústria contido no texto aprovado pelo Parlamento retomava a distinção entre carga própria e de terceiros. Este ponto constava da antiga Lei dos Portos e era visto como um dos atrasos que se pretendia eliminar na nova legislação.

            A CNA considera acertados os vetos presidenciais. A nova Lei dos Portos foi publicada em perfeita harmonia com os comandos constitucionais e com as diretrizes estabelecidas pelo Governo para o setor.

O desafio é construir a total integração da navegação de cabotagem com os demais sistemas de transporte.

Pavimentou-se o caminho para a revolução na logística portuária. O Governo e o Congresso precisam, agora, preparar o terreno para o florescimento da navegação de cabotagem no Brasil.

Brasília, 6 de junho de 2013

SENADORA KÁTIA ABREU
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Dilma a produtores: 'gastem e terão mais'

Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, 4, em discurso no lançamento do Plano Safra 2013/2014, que se todos os recursos disponíveis forem gastos, haverá aporte de mais dinheiro para financiamento da produção. "São R$ 136 bilhões. Em todos os planos desde 2011 venho dizendo que, se os recursos forem gastos em todas as áreas previstas, não faltará recursos. Vamos complementar. Não olhamos a agricultura como problema, mas solução. Por isso, gastem e terão mais", afirmou. Ela disse ainda que o Brasil tem hoje uma das agriculturas mais produtivas, eficientes e competitivas do mundo.

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Segundo a presidente, o foco no médio produtor é algo essencial e que os juros do plano agrícola vão permitir maior acesso desse produtor aos recursos disponibilizados pelo governo para financiar a safra.

Dilma anunciou ainda que na quinta-feira, 6, será lançado o Plano Safra da Agricultura Familiar e acrescentou que, a partir do plano de safra atual, os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário irão atuar integrados. Ela citou como exemplo a Agência Nacional de Assistência Técnica (Anater), que será vinculada à Embrapa, mas atenderá aos dois ministérios.

Com relação ao Plano Safra do Semiárido, que será lançado na próxima semana no Nordeste, haverá quatro pontos principais. O governo vai suspender a excussão de dívidas contratadas junto ao Banco do Nordeste (BNB) e demais instituições financeiras, até dezembro de 2014. Também irá conceder desconto de até 85% para liquidação das operações de crédito rural contratadas até 2006 com valor de até R$ 35 mil por mutuário com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ou do Orçamento Geral da União.

Também irá lançar uma linha para composição de dívidas contratadas até 2006 cujo valor original era de até R$ 20 mil em até dez anos com recursos do FNE. A quarta medida será renegociar operações contratadas a partir de 2007 e que estavam inadimplentes em dezembro de 2011, para pagamento em até dez anos, com três anos de carência.

PPP

A presidente Dilma Rousseff disse ainda que a modernização dos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será feita por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). "Armazenagem é crucial. Temos condições de ter uma política agrícola com capacidade de armazenamento. Temos um setor privado dinâmico interessado na expansão do agronegócio e, de outro lado, temos os recursos que o Estado brasileiro tem condições de oferecer", afirmou. "Estão dadas as condições para que o setor privado se junte ao público e construa armazéns."

sábado, 18 de maio de 2013

PALESTRA NA ESCOLA EM CASTELHANO, ACARAÚ

 

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Cruz. Sexta feira, 17, estive na Escola João Lourenço Pereira Rocha para fazer uma palestra sobre Agricultura Orgânica, Agrotóxicos e Lixo para professores e alunos de 5ª à 8ª Series do Ensino Fundamental. Este ano, a escola conta com cerca de 300 alunos em três turnos. Foi um momento de muita recordação, pois, tive a oportunidade de rever as pessoas com quem tive o prazer de conviver durantes os anos em que estive atuando como professor de EJA naquela escola. Pouca coisa mudou: os professores e funcionários são quase todos os mesmos. A estrutura física da escola em nada mudou. Os alunos é que são diferentes. Muitos não me conheciam.

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A Escola João Lourenço Pereira Rocha fica situada na comunidade de Castelhano, Distrito de Aranaú, no Município de Acaraú, Litoral Oeste do Ceará.

Com olhares atentos, sentados no salão, as crianças ouviam o que estava sendo conversado.

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Queriam saber um pouco da história da minha vida. O local onde eu nasci, a escola que frequentei, o Titulo de Jornalista Amigo da Criança, que foi conferido pela ANDI em 2005, e o Titulo de Cidadão Cruzense, em 2012, sendo uma iniciativa do Vereador Lindomar Brandão. Disse que trabalhava em radio e escrevia para o Jornal A FOLHA de Sobral. Citei a importância da parceria com a EMBRAPA e a ONG Catavento Comunicações. Eles queriam saber o que faz o Engenheiro Agrônomo. Expliquei que sua principal função é produzir alimentos para combater a fome no Mundo, seja de origem animal ou vegetal. Usando uma linguagem apropriada para crianças, todos me ouviam atentamente.

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Durante uma hora, falei sobre a origem, o uso indiscriminado e os perigos dos agrotóxicos que eram aplicados para combater os insetos que atacavam as plantações. Muitas doenças podem ser causadas pelo uso de produtos contaminados com agrotóxicos como, por exemplo, doenças de pele, câncer, problemas respiratórios e de visão, dentre outras.

Por causa destes problemas, as pessoas resolveram praticar Agricultura Orgânica, onde não é usado nenhum tipo de veneno, além de adotarem praticas agrícolas como plantio direto, adubação orgânica e controle natural dos insetos para que os produtos agrícolas não prejudiquem a saúde das pessoas que os consumirem. O feijão, o milho, as frutas e verduras orgânicas são mais saudáveis.

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Além dos venenos usados na lavoura, outro problema que aflige a humanidade é o lixo, seja ele de origem residencial, comercia ou industrial.

O lixo enfeia os campos e as periferias das comunidades, polui o solo, o ar e as aguas dos rios lagos e até as subterrâneas. Atrai todo tipo de insetos que surgem a procura dos restos de alimentos.

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Diante destes problemas, as pessoas resolveram tomar uma atitude de combater ao lixo. Promulgaram leis para preservar o meio ambiente, diminuir o lixo produzido, dar um destino adequado e até punir quem não obedecer. A escola é a responsável pela educação das pessoas e as instituições como associações, igreja, Sindicatos e o comercio também devem colaborar. Foi criado um programa para diminuir o lixo denominado de 5R que é a letra inicial das palavras Reciclar, Reduzir, Reutilizar, Repensar e Rejeitar. Todos os significados foram explicados direitinho.

Os lixões a céu aberto são prejudiciais ao meio ambiente e por isto devem ser acabados até 2014 e o lixo levado para os Aterros Sanitários em um local apropriado e seguro.

Se estas medidas não forem adotadas com muita responsabilidade e cooperação de todos, quando as crianças de hoje se tornarem adultas não encontrarão um ambiente saudável para viver nem alimentos apropriados para serem consumidos sem causarem danos à saúde das pessoas.

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Além dos alunos, participaram os professores Jonas Carlos (Coordenador), Luciano, Nilton, Livramento (Moça), Jacira, Jordelia, Geice, Flaviana e funcionários. O convite para a palestra foi da Diretora Gelicleuda e faz parte dos preparativos para a Conferencia sobre o Meio Ambiente que será realizada na escola no final deste mês, em data ainda não definida.

Dr. Lima

terça-feira, 30 de abril de 2013

Ministro da Integração Nacional reúne-se com lideranças do MST para debater projetos de irrigação e enfrentamento à seca

 

Programas Mais Irrigação e Água para Todos integram as medidas para apoiar a produção nos assentamentos rurais

Brasília, 29/4/2013 – O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, recebeu nesta segunda-feira (29) lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dos estados de Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Maranhão, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. A pauta do encontro girou em torno de projetos de irrigação para assentamentos e perímetros públicos e de ações para enfrentar a estiagem em estados do Nordeste e da região Sul do país.

O ministro destacou que o Governo Federal tem tratado com prioridade as políticas públicas voltadas para irrigação. “No ano passado lançamos o programa Mais Irrigação, que vai garantir até 2014 aproximadamente 400 mil hectares irrigados em todo o Brasil, porém, com uma concentração maior no semiárido nordestino. A questão é que temos um cenário de baixa produção em quase 130 mil hectares do total de 330 mil, por razões diversas – ausência de assistência técnica, dificuldade de acesso ao crédito, entraves na comercialização. Por isso, o Mais Irrigação está introduzindo uma nova política de apoio a redes de empresas, que funcionarão como ‘âncoras agrícolas’, para dar suporte aos agricultores familiares”, pontuou.

A primeira experiência deverá acontecer no projeto Pontal, em Pernambuco, onde a empresa que coordenará a ocupação do perímetro vai fornecer todo o suporte necessário aos pequenos produtores. As empresas envolvidas vão identificar as melhores culturas para a região e estarão se comprometendo a fazer a seleção dos produtores usando o cadastro do MST e da Codevasf. “Eles darão capacitações, assistência técnica e garantirão crédito, pois muitas vezes o agricultor familiar perde no processo de negociação com o mercado. É uma experiência nova, mas que tem tudo para dar certo”, disse o ministro.

Fernando Bezerra Coelho destacou, também, a revitalização dos perímetros públicos federais, outro componente do programa Mais Irrigação. “Sabemos que alguns precisarão de novos sistemas de irrigação; noutros os solos foram salinizados e houve a queda da produtividade. Enfim, são várias situações já identificadas num diagnóstico feito pela Integração Nacional, justamente no sentido de recuperar todas essas áreas”, explicou o ministro. Um dos itens da pauta do Movimento, inclusive, o perímetro Icó-Lima Campos, no Ceará, receberá R$ 16 milhões em investimentos do Governo Federal.

Em atenção a um dos pleitos do MST, de o Ministério investir em projetos de irrigação nos assentamentos, Bezerra Coelho afirmou já ter conversado com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, sobre esta possibilidade. “Na ocasião do lançamento do Mais Irrigação fui procurado por lideranças do MST, da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Contag)  e de outros movimentos, que afirmaram, naquela ocasião, existir assentamentos com boas condições de produção, e que precisam somente de um aporte para alavancar. Nossa proposta é que o Movimento identifique, com respaldo do MDA, assentamentos com boa gestão para receber investimentos”, frisou, acrescentando que já foram selecionados para receber recursos 17 perímetros públicos – nove administrados pelo DNOCS e oito pela Codevasf – predominantemente ocupados por pequenos produtores.

Estiagem – Sobre as ações do Governo Federal para convivência com a seca, o ministro destacou o programa Água para Todos. “São investimentos em poços artesianos, pequenas barragens, sistemas de abastecimento de água simplificados, inclusão produtiva e outras frentes de atuação. Além das grandes obras estruturantes, estamos investindo em alternativas para beneficiar diretamente as comunidades rurais. Construiremos no semiárido, por exemplo, três mil barragens e seis mil sistemas de abastecimento simplificados, pois queremos a água chegando às torneiras das famílias que vivem na zona rural”, ressaltou.

Ele destacou ainda que a presidenta Dilma Rousseff, durante os anúncios feitos em Serra Talhada, em março, apresentou a possibilidade de os movimentos sociais participarem do conselho gestor do Água para Todos. “A Pastoral da Terra e a Contag já se manifestaram a favor disso e vêm buscando os meios para indicar seus representantes. Este é um canal importante de diálogo para que vocês acompanhem os desafios e conquistas do programa”, acrescentou Fernando Bezerra Coelho. O ministro sugeriu que o MST aponte, para avaliação do MI, prioridades que possam ser atendidas pelo Água para Todos. “Apresentem propostas e nós avaliaremos de que forma poderemos contemplar os assentamentos”, finalizou.

Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, avaliou como positiva a reunião do grupo com o ministro, que esteve acompanhado de gestores das secretarias de Irrigação, Infraestrutura Hídrica, Defesa Civil e Desenvolvimento Regional, além de representantes da Codevasf e DNOCS. “Estamos tendo uma rodada de reuniões com diversos ministros antes da audiência que teremos com a presidenta Dilma Rousseff. Hoje avançamos na pauta central do Movimento e, a partir das sugestões do ministro, vamos qualificar mais os detalhes e encaminhamentos para ver de que forma poderemos transformar nossos pleitos em ações concretas”, afirmou.

Ministério da Integração Nacional

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Estrangeirização" da terra no Brasil preocupa o mercado e autoridades

 

Giovanni Lorenzon

'Estrangeirização' da terra no Brasil preocupa o mercado e autoridades

A “estrangeirização” das terras brasileiras não é um movimento exatamente novo.

Mas enquanto as questões fundiárias e ambientais não estavam no topo da agenda e o mundo não demandava tanto alimento como hoje – até o gigante chinês ter despertado – a situação era vista como aceitável. Ou quase nem era “vista”. A realidade agora é outra: a acumulação aumentou muito nos últimos anos e desperta preocupação.

O último levantamento mais preciso, com dados de 2010, falava de 34,3 mil propriedades rurais sob domínio direto do capital externo, cuja extensão chegava a 4,5 milhões de hectares. O Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) está fazendo outro levantamento, mas já sabe que houve aumento.

Comenta-se que, daquele total, aproximadamente 1,5 milhão de hectares foram incorporados apenas nos últimos três anos.

Os defensores de restrições vão em todas as direções do espaço ideológico nacional – do ex-ministro neoliberal Delfim Netto e entidades de empresários do agronegócio, como a Abiove (setor óleo vegetal), a representantes de trabalhadores rurais e organizações contrárias à concentração de terras, tais quais a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a ActionAid Brasil.

Essa união de opostos foi seguida pelo governo federal, que elevou, em 2012, as exigências às compras de terras por pessoas físicas e jurídicas de fora, além de empresas brasileiras com domínio de capital estrangeiro. Uma das exigências é o pedido de autorização para investimento. Mas a União procura dar uma aparência de normalidade, especialmente para não vender a imagem de que está bloqueando a entrada de capital externo.

O tema está em debate no Congresso Nacional e, claro, há defensores desse tipo de recurso estrangeiro, com apoio de bancas de advogados que representam os interessados e dos bancos e fundos de investimentos.

O sentimento que mistura temores quanto à soberania nacional, neocolonialismo, desmatamentos, substituição de culturas não alimentícias, avanço em fronteiras de baixo desenvolvimento humano, entre outros elementos, foi sendo montando seguindo alguns movimentos no Brasil e no mundo.

O primeiro deles é o capital chinês que se espalhou pela África e já está presente cada vez mais no Brasil, atrás da soja em terras aráveis, além de minérios. Para assegurar mantimentos em seu país e depender menos das importações, houve anúncios recentes de intenções de investimentos no Brasil da ordem de US$ 11 bilhões. Na Bahia, o Chongqing Grain Group, divulgou planos de US$ 300 milhões no Oeste da Bahia, enquanto o Grupo Pallas apontou os estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, para falarmos em apenas dois movimentos.

“Eles compram a África e agora querem comprar o Brasil”, disse em entrevista Delfim Netto, enquanto o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, advertiu recentemente: “Eles estão procurando por terras, à procura de parceiros de confiança, mas o que gostariam mesmo de fazer é correr o show sozinhos”. Como estão fazendo na Argentina e Peru.

Por falar em parceiros e Argentina, há denúncias de que os empresários chineses – que sabidamente se articulam com o apoio do governo nos bastidores – estão usando testas-de-ferro argentinos na compra de terras no Brasil. Assim, eles não aparecem. Segundo consta, isso já despertou as atenções da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mas na conta dessa “invasão”, não são apenas os investidores da China que são alvo de reclamações. Há movimentos notados de capital do Oriente Médio – outra região altamente dependente de recursos naturais importados – e de europeus e americanos, que tentam fugir da crise. Estes últimos têm chegado ao Brasil, nos últimos anos, montados através de fundos de investimentos.

O problema, na visão dos agentes de mercado que querem regulamentar a entrada desse capital no setor agrário, entre os quais José Mário Schreiner, vice-presidente da poderosa Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), é o tamanho da fatia desejada. Nos estados vistos como última fronteira agrícola, notadamente aqueles citados anteriormente, aos quais pode-se juntar o Pará, todos de baixo desenvolvimento e com sérios problemas fundiários e sociais, os projetos envolvem grandes extensões rurais.

Mesmo porque nos estados mais desenvolvidos e naqueles com grande vocação para plantação de grãos, pouco espaço há disponível diante da ocupação de grandes latifúndios nacionais e internacionais.

Dados do Incra dão conta que em Mato Grosso, por exemplo, um dos principais produtores e exportadores de soja, com boa presença de algodão e milho também, os estrangeiros dominam perto de 500 mil hectares e respondem por 5% do plantio de grãos. E olha que o estado pode ser considerado de exploração agrícola mais recente, tanto que em número de imóveis rurais é de apenas 1,2 mil.

Já São Paulo, por exemplo, são 12,2 mil imóveis, mas a exploração é mais antiga. O componente que mais preocupa no estado é diferente dos demais. A procura dos estrangeiros é para projetos em usinas de açúcar e álcool, com aquisição e arrendamentos de canaviais, e na silvicultura. Obviamente que não são culturas alimentícias e que avançam sobre áreas férteis (em um estado menor e já densamente ruralizado), “expulsando”, pelo poder de compra, pequenos agricultores.

Este é outro viés das críticas ao modelo de entrada dos estrangeiros, na visão da Contag e do estudioso do tema, o professor Bernardo Mançano, da Unesp de Presidente Prudente.

O acadêmico lembra em artigo em Unesp Ciência (abril) um dos lados perversos dessa corrida por terras em países pobres, conhecida pela expressão inglesa land grab: a valorização desproporcional das terras. Se já não bastasse as terras brasileiras serem valorizadas por conta de qualidade e custo de mão-de-obra barata, a demanda pressiona a oferta.

Entre 2003 e 2012, segundo pesquisa de Mançano, o preço médio do hectare no Brasil repicou de R$ 2.280 a R$ 7.470. O pequeno e até médio agricultor não pode comprar para expandir seu negócio porque não faturam para isso; quando não, acabam vendendo por não suportarem os custos de insumos que crescem em paralelo à valorização, e muitas vezes voltam a viver à margem da sociedade.

A conotação que atingiu a participação de estrangeiros na exploração rural brasileira – que envolve até pirataria de asiáticos com madeira e compras ilegais de terras indígenas no Amazonas – está longe dos tempos em que os japoneses e proprietários rurais americanos emprestavam seus sotaques aqui e ali pelo Brasil, coisa que já vem mais acentuadamente desde os anos de 1970.