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domingo, 13 de junho de 2021

Aposta do Brasil no agronegócio é um desastre econômico e ambiental, diz Ladislau Dowbor


Em entrevista ao programa Ecologizando 247, o economista, professor e escritor Ladislau Dowbor discorre sobre a economia brasileira, sua relação com o meio ambiente e o impacto do agronegócio na descapitalização do país. Assista

11 de junho de 2021, 22:24 h Atualizado em 12 de junho de 2021, 15:33

Ladislou Dowbor / agronegócio Ladislou Dowbor / agronegócio (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)

Por Victor Castanho – Em entrevista ao programa Ecologizando 247 da TV 247 no último domingo (06/06), o economista Ladislau Dowbor, professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, consultor de diversas agências das Nações Unidas, enfrentou com coragem um problema central da economia brasileira: a sua dependência em relação ao agronegócio voltado para a exportação nos moldes atuais. “A orientação do Brasil à agroexportação é um desastre ambiental, que não rende nada para o País e entrega a política para o interesse global de multinacionais de commodities”, diz o economista.

Circuito do agronegócio e interesses de grandes empresas

O também professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo aponta que o agronegócio atualmente depende de um circuito insustentável que se perpetua nas bordas da Amazônia. O professor detalha o passo-a-passo:

  1. “Inicialmente o garimpo se instaura em um local e promove a desagregação do sistema legal abrindo as portas para o desmatamento”, diz Ladislau. Nessa etapa, o professor afirma que a grilagem e o garimpo forçam a expansão ilegal dentro de áreas protegidas.
  2. A segunda etapa consiste na retirada de madeira e queimada da floresta: “Depois da extração ilegal da madeira, realiza-se uma queimada para que as cinzas sejam incorporadas ao solo, permitindo algumas safras muito boas de soja”, diz Ladislau. “Isso interessa aos grupos do agro e da comercialização da commodity de grãos internacional porque é um processo barato mas que esteriliza o solo pois se tem erosão hídrica, erosão eólica e erosão química e a formação dos solos amazônicos é frágil”, afirma Ladislau.
  3. Após as colheitas, recomeça-se o ciclo com o garimpo e “vai-se desmatando e queimando mais e mais”, diz o economista. 

Os danos ambientais são claros e o crescimento do PIB é ínfimo. Por quê? “No Brasil existe a lei Kandir, [que faz com que] a agroexportação não gere impostos”, responde o professor. Ainda acrescenta: “Você precisa de 200 hectares de soja para gerar um emprego. Ou seja, geram-se pouquíssimos empregos. Porém, são gerados desastres ambientais, tanto pelo desmatamento quanto pela contaminação por agrotóxicos”. Além disso, essa ênfase na primarização da economia previne um projeto de industrialização que poderia ocorrer no próprio agronegócio.

O professor aponta os maiores beneficiados por esse processo: “São 16 grupos que controlam no mundo o sistema de comercialização de commodities”. Entre eles está o grupo BlackRock que vem investindo fortemente no Brasil nos últimos anos. “Os ativos [desse grupo] totalizam 8,7 trilhões de dólares, segundo dados de 2021. Isso é 5 vezes o PIB do Brasil em uma empresa!”, aponta Ladislau.

Nesse contexto de exploração insustentável, o economista, que já orientou setores da ONU, afirma: “Em termos propriamente econômicos, o que a gente está fazendo é uma descapitalização”.

Descapitalização do Brasil e os moldes atuais do agronegócio
“Quando perdemos, só nas regiões do semiárido, 73 mil quilômetros quadrados de solo por ano, o está se perdendo? O capital. Estamos reduzindo nossa capacidade de produção”, cauciona. Ao tratar da economia como subsistema de um todo ecológico, o economista demonstra que é impensável falar do campo econômico sem levar em conta a capacidade do meio ambiente de recuperação. Como exemplo cita a sobrepesca: “quando liquidamos a vida nos mares (os recursos haliêuticos) pescando mais do que a capacidade de reprodução das espécies, estamos descapitalizando, deixando de produzir no futuro”. Se continuarmos nesse ritmo, o professor afirma que estaremos “comendo nosso futuro”. O economista cita o livro Killing the Host: how financial parasites and debt destroy the global economy de Michael Hudson e traça um paralelo com a situação ambiental do País. Embora o livro trate sobretudo da financeirização da economia, a ideia the “killing the host”, ou seja, de morte do hospedeiro através de sua exploração insustentável, exemplifica o processo insustentável do agronegócio: estamos matando o solo, nossa maior fonte de capital tentando extrair seus recursos.Segundo um estudo publicado no periódico científico Science por pesquisadores da Universidade de Cornell, cerca de 12 milhões de hectares são destruídos e abandonados anualmente por causa de práticas agrícolas insustentáveis. A esterilização do solo em escala frenética previne o crescimento de lavouras, florestas e outros sistemas bióticos e descapitaliza o território. Ainda, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a produção per capita de grãos, que é responsável pela alimentação de 80% do mundo, vem diminuindo desde 1984 devido à erosão insustentável do solo e, segundo o livro Land Degradation de Christopher J. Barrow, só na América do Sul, entre 30 e 40 toneladas de solo por hectare são erodidas por ano. Ladislau denuncia esse processo e afirma: “isso aqui está indo para o brejo. É uma catástrofe para os nossos filhos e nossos netos”.

“A agroexportação em si não é ruim”

Apesar das duras críticas ao atual modus operandi do agronegócio, o economista sustenta: “A agroexportação em si não é ruim”. “[No mundo], estamos saindo da era da agroindústria nos moldes da Revolução Verde e entrando na era da agricultura de precisão que leva em conta os impactos sobre a água, os impactos ambientais e coisa do gênero”, acrescenta o professor. A Revolução Verde a qual o professor se refere é o conjunto de inovações científicas dos anos 1960 que permitiram o aumento na produtividade agrícola através do uso intensivo de produtos químicos, modificação genética de sementes e massificação de lavouras. Embora tenha permitido a diminuição do preço de muitos alimentos, esse modelo causa uma exacerbada degradação ambiental e desgasta exageradamente recursos hídricos.

“Os agricultores estão buscando outros rumos. Vale a pena refletir sobre essa discussão que está se dando no planeta a respeito dos sistemas de produção” diz Ladislau. Otimista, ainda diz: “Há, nesse setor, a consciência de que nós estamos destruindo a principal base da economia”.

Ladislau pontua a alternativa para o circuito insustentável: “Uma coisa é você produzir soja e exportar soja. Agora outra coisa é você produzir soja [e] internalizar, substituindo importações, todos os insumos da produção da soja para que sejam produzidos aqui”. O professor enxerga a agroindústria ecológica como o futuro econômico desse setor: “Ao invés de se exportar soja, podemos exportar óleo de soja, farelo de soja, enfim, produtos derivados desse bem primário. É uma forma de nos industrializarmos”.

O professor ainda cita a lei Kandir e demonstra que, embora vários países se interessem por nossos grãos, “esse dinheiro não volta para desenvolver o país, porque se transforma em lucros financeiros que se podem transformar em mais desmatamento da Amazônia revestindo esse sistema admnistrativo”.  Dando nome aos bois, o professor diz que “são 16 empresas grupos que controlam no mundo o sistema de comercialização de commodities” e aponta a BlackRock como um desses. “Os ativos [desse grupo] totalizam 8,7 trilhões de dólares, dados de 2021. Isso é 5 vezes o PIB do Brasil em uma empresa”, diz Ladislau.

Fonte: https://www.brasil247.com/meioambiente/ladislau-dowbor-priorizar-agroexportacao-como-se-faz-no-brasil-e-nos-entregar-ao-interesse-de-multinacionais-de-commodities

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Maior produtor de soja do mundo, Blairo diz que Bolsonaro pode matar o agronegócio


O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi alerta para os riscos da política de Jair Bolsonaro para os ruralistas; "Acho que teremos problemas sérios. Não tem essa que o mundo precisa do Brasil. Talvez precisem dos agricultores brasileiros em outros países, mas somos apenas um player e, pior: substituível. O mundo depende de nós agora, mas daqui a pouco se inverte e ficamos chupando dedo", disse

15 de agosto de 2019, 18:48 h Atualizado em 15 de agosto de 2019, 19:24

  • 247 - O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi,  acionista da Amaggi, maior trading do agronegócio de capital nacional, alertou para os riscos ao agronegócio da política de Jair Bolsonaro em relação ao Meio Ambiente.

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    Para Maggi, o governo Bolsonaro está "uma verdadeira confusão". "O governo não fez nenhuma mudança aqui internamente, não facilitou a vida de ninguém, no entanto estamos pagando um preço muito alto. Acho que teremos problemas sérios. Não tem essa que o mundo precisa do Brasil. Talvez precisem dos agricultores brasileiros em outros países, mas somos apenas um "player" e, pior: substituível. O mundo depende de nós agora, mas daqui a pouco se inverte e ficamos chupando dedo", disse ele em entrevista ao Valor Econômico.

    O ex-ministro chama a atenção para a cláusula do acordo do Mercosul-UE que permite que a Europa barre importações do Brasil. "Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo", acrescentou.

    Fonte: Maior produtor de soja do mundo, Blairo diz que Bolsonaro pode matar o agronegócio

    domingo, 21 de setembro de 2014

    Regras fixadas no julgamento do caso Raposa Serra do Sol são aplicadas à demarcação no MS

       Os produtores rurais de todo o Brasil obtiveram mais uma importante vitória no Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de garantir a estabilidade jurídica reclamada pelo setor produtivo em relação à demarcação de terras indígenas. Ao julgar o Recurso Ordinário em Mandado de Segurança 29087, a Segunda Turma do STF, com os votos de três ministros – Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello – definiu que os referenciais fixados no julgamento do caso Raposa Serra do Sol devem servir de base para a decisão de casos semelhantes que envolvam demandas indígenas sobre terras produtivas.

    No voto proferido na sessão da última terça-feira (16/09), o ministro Celso de Mello reafirmou o entendimento definido no julgamento anterior do caso Raposa Serra do Sol, segundo o qual “a proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios, considerando-se, para efeitos desta ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição”. Isto quer dizer que somente serão consideradas terras indígenas aquelas por eles ocupadas em 5 de outubro de 1988.

    Estabelecido o marco temporal de 5 de outubro de 1988, como há muito vem defendendo a CNA em favor da paz no campo, ocupações posteriores a esta data não contam com o benefício da proteção constitucional que garante aos índios a titularidade das áreas tradicionalmente por eles ocupadas.

    Neste julgamento, o ministro Celso de Mello ressaltou, ainda, o alcance das condicionantes expressas na decisão do STF no caso Raposa Serra do Sol: “Trata-se de orientações que não são apenas direcionadas àquele caso, mas a todos os processos sobre o mesmo tema.” Segundo o consultor jurídico da CNA, Carlos Bastide Horbach, este julgamento é mais um precedente que reforça a jurisprudência do Supremo no sentido de serem as condicionantes aplicáveis a todos os processos envolvendo demarcações de terras indígenas. “É o que há muito vem defendendo a CNA”, destaca o consultor.

    A decisão deixa claro que, quando houver necessidade comprovada de uma nova demarcação envolvendo terras legalmente tituladas em nome de produtores rurais, o Estado deverá substituir o processo convencional de demarcação por uma “declaração expropriatória”. Segundo o consultor jurídico da CNA, isto deverá implicar a abertura de um processo de desapropriação, com pagamento de justa indenização aos proprietários. Na demarcação convencional, com base no artigo 231 da Constituição, os produtores recebem apenas pelas benfeitorias.

    No julgamento do Recurso, a Segunda Turma do Supremo reconheceu não haver posse indígena no que se refere a uma fazenda em Mato Grosso do Sul, que havia sido declarada como “área de posse imemorial” (permanente) da etnia Guarani-kaiowá. A questão preocupa muito a CNA porque, só no Mato Grosso do Sul, são 86 as fazendas produtivas hoje invadidas por indígenas.

    “A CNA sempre acreditou na Suprema Corte como o foro para ajudar a encontrar a equação de um problema tão complexo, fazendo justiça a todos; não apenas aos brasileiros índios, mas também aos brasileiros que produzem no campo”, afirma o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, ao destacar que o entendimento da CNA é semelhante ao expresso pela Segunda Turma do STF.

    Assessoria de Comunicação CNA
    Telefone: (61) 2109 1411/1419
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    CNA PARTICIPA DO DEBATE SOBRE OS RUMOS DA POLÍTICA DE COMÉRCIO EXTERIOR

     

    O agronegócio defende uma maior atuação do governo na abertura de novos mercados

    Brasília (12/09) – A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Tatiana Palermo, defendeu o envolvimento do Brasil nas negociações que resultem em acordos bilaterais, para que o país possa ampliar sua participação no comércio mundial. Segundo ela, esta é uma das alternativas para reduzir as altas tarifas, cotas e outras barreiras que dificultam uma maior expansão das exportações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais.

    “Precisamos negociar com países grandes e garantindo acesso a mercados”, afirmou. Segundo ela, os acordos comerciais assinados pelo Brasil e que já estão em vigor representam acesso a pouco mais de 6% do mercado mundial. “Precisamos sair da posição de defesa comercial para o ataque”, afirmou.

    “Os rumos da política de comércio exterior do Brasil” foi tema de um seminário, realizado esta semana em São Paulo, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A superintendente da CNA falou sobre “Agronegócio: um retrato do Brasil nas correntes internacionais de comércio” e lembrou que o setor tem sustentado o superávit da balança comercial do Brasil. No acumulado do ano, foi responsável por 44% das exportações totais, enquanto os minérios e o petróleo, por 24%, e outros produtos, por 32%.

    Segundo ela, a competitividade do agronegócio foi garantida pelo grande avanço tecnológico que resultou no aumento da produtividade das lavouras. No caso de grãos e fibras, nas últimas quatro décadas, a área plantada cresceu apenas 44%, enquanto a produtividade por hectare cresceu 180% e a produção triplicou. “O país está à frente da China, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália na produtividade agropecuária e ainda preserva 61% do território nacional com vegetação nativa”, afirmou.

    Para que este diferencial seja aproveitado, é preciso que o país se mantenha atuante no sistema multilateral do comércio, único foro disponível para questionar e restringir subsídios agrícolas e políticas distorcivas de formação de estoques públicos.

    De acordo com a superintendente, a agilidade na negociação de protocolos e certificados sanitários e fitossanitários também é prioritária para conseguir ampliar as exportações. É necessário, ainda, reforçar a atuação do governo brasileiro nas discussões sobre a harmonização de normas técnicas, regras sanitárias e fitossanitárias, além de acompanhamento de padrões privados.

    Outro desafio é a inserção do Brasil de forma competitiva no comércio mundial. “Apesar de apresentar vantagens quanto à estabilidade política - por não estar envolvido em nenhum conflito político, guerra ou sanções, o Brasil tem o desafio de abrir a sua economia”, afirmou. Ela citou o índice da Heritage Foundation de 2013, segundo o qual o grau de abertura comercial do Brasil ficou bem abaixo da média mundial: 69,7 para o Brasil contra 74,6 para o mundo.

    Assessoria de Comunicação CNA
    Telefone: (61) 2109 1411/1419
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    terça-feira, 16 de setembro de 2014

    OS EFEITOS DA ESTIAGEM SOBRE A CULTURA DO CAJUEIRO

     

    Cruz. Após três anos consecutivos de escassez de chuvas no Município de Cruz, a falta de água tem trazido consequências desastrosas para a economia do município, principalmente, para a cultura do cajueiro, principal atividade econômica.

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    Açude da Prata – CE - 085

    O lençol freático está muito baixo, além de apresentar uma água com alto teor de sais tornando-a impropria para o consumo humano e animal.

    As comunidades que não contam com sistema de abastecimento de água sofrem com a falta do precioso líquido e algumas são abastecidas por carros pipas.

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    Açude da Prata – Cruz/CE

    Vários projetos de abastecimento de água para as comunidades rurais bem como cisternas de plástico ainda não foram liberados.

    As lagoas do município estão quase todas secas ou com pouca água. Os maiores reservatórios do município como a Lagoa de Jijoca e o Açude da prata encontram-se em situação preocupante, pois, resta pouca água e o nível de suas águas estão baixando de forma assustadora. O Açude da Prata está com o nível das águas tão baixo que descobriu troncos de árvores que não se via há mais de 30 anos.

    A produção do caju este ano é uma das menores dos últimos trinta anos. A floração foi muito pouca e a produção de caju quase não existe. Ao percorrer a zona rural verifica-se que as flores dos cajueiros secaram e quase não se vê caju e os poucos que vingaram são muito pequenos e rachados. Muitos cajueiros já recuperaram a folhagem, mesmo sem ter havido produção de caju. As indústrias de beneficiamento do caju estão pagam a R$ 8,00 a caixa de 20 Kg, mas, não há o produto.

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    Cajueiros – Cruz/CE

    A alta temperatura e a baixa umidade do ar e o solo seco tem sido os responsáveis pela queima das flores dos cajueiros impedindo que ocorra a germinação dos frutos.

    Em 2012, foram registrados 410mm de chuvas e o lençol freático subiu 4,5m. Em 2013, foram registrados 585 mm de chuva no município, mas, o lençol freático só subiu 1,5m e em 2014, choveu 600mm e o lençol freático somente subiu 0,50m e já baixou.

    Andar pelos campos entre meio dia e três horas da tarde é quase impossível devido as altas temperaturas e o ar seco que provoca irritação na garganta e tosse. Mas, pela madrugada, até ao amanhecer, há muito frio na região contrastando com o intenso calor do meio dia. Há dias em que os campos ficam encoberto de névoas.

    Os fortes ventos vindos do mar não são suficientes para abrandar o calor abrasador que fazem as águas evaporarem com uma velocidade nunca visto.

    Dr. Lima

    sábado, 2 de agosto de 2014

    CRESCE PARTICIPAÇÃO DO AGRONEGÓCIO NO RESULTADO DA BALANÇA COMERCIAL

     

    Safra e ampliação das vendas para mercados tradicionais justificam crescimento

    Brasília (31/07) – O crescimento da produção de grãos e a ampliação das vendas para mercados já abastecidos pelo Brasil elevaram para 44,4% a participação do agronegócio no resultado da balança comercial do país no primeiro semestre de 2014. A partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apurou que o setor respondeu por 41,3% das vendas externas do país no consolidado de 2013. Em 2012, esta fatia foi de 39,5%.

    No primeiro semestre de 2014, as exportações do agronegócio somaram US$ 49,6 bilhões, resultado que assegurou um superávit de US$ 40,8 bilhões. O desempenho do setor contrasta com o resultado negativo da balança comercial do país, que teve déficit de US$ 3 bilhões no acumulado de 2014. As exportações totais somaram US$ 110,5 bilhões e as importações, US$ 113 bilhões.

    Estimativas oficiais indicam um crescimento de 2,8% na produção de grãos na safra 2013/2014. A colheita de soja, que liderou o ranking de produtos exportados, foi 5,9% superior. De acordo com o boletim do Agronegócio Internacional, elaborado pela Superintendência de Relações Internacionais da CNA, a soja em grão respondeu por 14,8% do total das exportações brasileiras no acumulado do ano. As vendas renderam US$ 16,1 bilhões.

    O principal destino dos embarques de soja foi a China, que comprou, de todos os seus fornecedores, 34,2 milhões de toneladas no primeiro semestre, um aumento de 24,4% em relação ao volume importado em igual período de 2013. No acumulado deste ano, as vendas brasileiras de soja para a China renderam US$ 12,2 bilhões, um aumento de 9,4% em valor e de 14,5% em volume.

    No boletim, a CNA também avalia o cenário do comércio agrícola do Brasil com os Estados Unidos, a União Europeia e a Rússia. No bloco europeu, destaque para o crescimento de 7,5% nas importações de carne de frango industrializada no Brasil em função da redução do ritmo de desembarque da carne proveniente da Tailândia.

    De acordo com os dados comerciais de 2014, a Rússia passou a ser o 4º destino das exportações brasileiras do agronegócio. Até o ano passado, o país ocupava o 6º lugar. Nos seis primeiros meses do ano, os principais produtos exportados para Moscou foram: complexos carnes (US$ 989,7 milhões), sucroalcooleiro (US$ 244,4 milhões) e soja (US$ 196 milhões).

    Acesse a análise na íntegra:
    - Boletim do Agronegócio Internacional - Edição 2

    Assessoria de Comunicação CNA
    Telefone: (61) 2109 1411/1419
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    terça-feira, 29 de julho de 2014

    PLENÁRIA DO TERRITÓRIO LITORAL EXTREMO OESTE

     

    Cruz. Dia 18, reuniram-se os membros do Colegiado Territorial para Plenária Territorial representando os doze municípios que constituem o Território Litoral Extremo Oeste do Ceará, sendo eles: Acaraú, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Chaval, Cruz, Granja, Jijoca de Jericoacoara(ausente), Marco, Martinópole, Morrinhos e Uruoca.

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    Sec. Agricultura de Acaraú - Malu

    A reunião aconteceu na cede da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde – CRES, em Camocim, e teve como mediadora a Assessora Técnica Territorial Maria da Conceição do Nascimento e expositor o Secretário Executivo do Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural Dr. Marcos Castro.

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    Assessoras Ana Vládia e Maria Conceição

    O objetivo da reunião era a discursão da Política Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, preparação para atualização do Colegiado – eleição do Núcleo Dirigente, apresentação, discursão e aprovação do PROINF – 2014, incluindo a elaboração de um projeto para aquisição de equipamentos para um Centro de Recebimento e Distribuição dos Produtos da Agricultura Familiar para todos os municípios que integram este Território com recursos da ordem de R$ 410.000,00 a ser rateado entre todos os municípios.

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    Janaina-Bela Cruz e Carlão-Cruz

    Os municípios ficam com a responsabilidade de entrarem com a contrapartida de 4%, estrutura física e dois funcionários mediante compromisso assumido com termos de doação.

    Na relação de equipamentos propostos consta de uma câmara fria, balança, caixas, computador, mesas, ar condicionado, geladeiras e outros itens relacionados com a atividade de receber e distribuir os produtos da Agricultura Familiar permitidos no regulamento.

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    Grupo de trabalho em Acaraú

    Dia 23, outra plenária foi realizada no Auditório da Secretaria de Ação Social de Acaraú e teve como anfitriã, a Secretária de Agricultura e Pesca Maria Lúcia Soares (Malu).

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    Representantes de Martinópole

    Nesta plenária, foi discutido e aprovado o texto final do projeto a ser encaminhado para a Secretaria do Desenvolvimento Agrário - SDA.

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    Representantes de Bela Cruz, Cruz e Camocim

    Nas duas plenárias, em Camocim, com a presença de onze municípios e em Acaraú com nove municípios, Jijoca de Jericoacoara foi o único município que não esteve presente. Barroquinha e Chaval não estiveram em Acaraú, mas justificam as suas ausências e encaminharam toda a documentação necessária. Na quinta-feira, a Assessora dos Territórios Conceição e o Secretário de Agricultura de Cruz Carlos César estiveram em Jijoca conversando com o Prefeito Lindomar e o Secretário José Arteiro sobre a ausência do município nestas plenárias e a importância deste centro para o Fortalecimento da Agricultura Familiar do Município, os quais se comprometeram em providenciar a documentação em prazo prefixado para sua incluso no projeto.

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    Claudia-Granja e Janaina-Bela Cruz

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    Entre os participantes, nossa reportagem conversou com a Secretária de Formação e Organização Sindical – STTR – do Município de Granja Claudia Avelino Bacharel em Matemática; o Coordenador da Agricultura Familiar do Acaraú Roberto Campos; a Agente de Economia Solidária e estudante universitária do curso de Serviço Social e representante o Município de Bela Cruz Janaina Rodrigues; o Secretário de Agricultura do Município de Cruz Carlos César de Carvalho (Carlão) e a Secretária de Agricultura e Pesca de Acaraú Maria Lúcia Soares(Malu). Todos enalteceram a importância deste empreendimento em prol do fortalecimento da Agricultura Familiar de seus municípios.

    Presidente da FAC Dr. Lima

    O membro do Colegiado dos Territórios e Presidente da Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz - FAC Engenheiro Agrônomo Antonio dos Santos de Oliveira Lima participou de todas as Plenária representando a instituição e o representante do STTR.

    A próxima Plenária dos Territórios tem como propósito a eleição do Núcleo Dirigente em local e data a serem determinados. Ressaltamos a importância de uma representação dos Sindicatos da Agricultura Familiar – SINTRAF – no Colegiado dos Territórios. Os interessados devem entrar em contato com a Assessora Técnica dos Territórios Maria da Conceição do Nascimento para mais esclarecimentos.

    A participação da sociedade organizada nestes debates é de fundamental importância para conquistas das reinvindicações feitas pelos movimentos sociais. Para isto “precisamos ser fortes e ativos”.

    Dr. Lima

    segunda-feira, 28 de julho de 2014

    FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR INSENTIVA PRODUTORES

     

    Cruz. A Prefeitura Municipal de Cruz, através da Secretaria da Agricultura, está realizando, semanalmente, A Feira da Agricultura Familiar, com o objetivo de incentivar a produção agropecuária que usa a mão de obra familiar para produzir alimentos sem agrotóxicos e de maneira sustentável. Todas as sextas feiras, pequenos produtores, artesãos e extrativistas levam sua produção e produtos manufaturados para serem comercializados no Mercado do Produtor que fica ao lado do Terminal Rodoviário, no Centro de Cruz.

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    Dona Maria Luciene

    Tudo que há de produção está à venda: farinha, queijo, ovos, macaxeira, peixes, bolos, frutas, pequenos animais, mel, doces caseiros, Jerimum, galinhas caipiras, suínos, chás, café e uma grande variedade de artesanatos. Além de estimular a produção, pretende-se eliminar a figura do atravessador com a venda direta ao consumidor reduzindo preços ao consumidor e obtendo melhores preços para os produtores fazendo com que ambos sejam beneficiados.

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    Liliane- Jenipapeiro

    Apesar das dificuldades enfrentadas pelos produtores, em terem o que vender, por causa de uma sequência de três anos de escances de chuvas, que dizimou a produção agrícola e reduziu o rebanho de animais, mesmo assim, de todas as localidades da zona rural chegam agricultores e criadores que trazem um pouco de sua produção.

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    Maria do Socorro -Sulflores

    O Secretário de Agricultura Carlos César de Carvalho (Carlão) e sua equipe de auxiliares: a Zootecnista Carolina Vasconcelos, a Secretária Vanusia Sousa, o Professor Manoel e o Engenheiro Agrônomo Antonio dos Santos não medem esforços para que esta feira seja uma grande conquista dos pequenos produtores.

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    Luciene – Caiçara de Baixo

    Várias reuniões foram feitas com a coordenação do Território Litoral Extremo Oeste, que congrega 12 municípios, com o objetivo de elaborar um projeto para aquisição de um Posto de Recebimento e Distribuição dos produtos da Agricultura Familiar para todos os Municípios do Território que compreende Acaraú, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Chaval, Cruz, Granja, Jijoca de Jericoacoara (ausente), Marco, Martinópole, Morrinhos e Uruoca. Uma estrutura que irá beneficiar os feirantes.

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    José Edivalso – piscicultor de Prata

    Os recursos são provenientes da SDA e Ministério da Agricultura em um montante de R$ 410.000,00. As reuniões aconteceram em Camocim, dia 18 e, em Acaraú, dia 23.

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    Rosimeire e Amiga Bonecos de Rosimeire

    Em conversa com a nossa reportagem alguns feirantes falaram de suas expectativas bastante otimistas em relação a feira. Conversamos com Rosa Meire da cidade de Cruz, Liliane da Comunidade de Jenipapeiro, Maria do Socorro Silva da sede do município e dona do Atelier Sulfores, Luciene Silva Santos da Comunidade de Caiçara de Baixo, Maria Luciene que vendia lindos bonecos e José Edivalso um criador de peixes da Comunidade de Prata.

    Com um objetivo de organizar a feira e capacitar os feirantes e produtores, a Prefeitura de Cruz, na pessoa do Gestor Municipal Adauto Mendes - PT, firmou parceria com o SEBRAE para que os produtores sejam induzidos para uma visão mais empreendedora dos negócios da Cadeia Produtiva da Agricultura Familiar.

    Sem dúvida uma missão corajosa, pois, tenta superar barreiras para estimular a Agricultura Familiar e reconhecer a importância do pequeno produtor para a cadeira produtiva do município, valorizando quem sempre esteve a margem da sociedade rural.

    Numa visão mais audaciosa, a comissão organizadora da feira irá até ao produtor para ajudá-lo a superar as suas dificuldades e lavar uma mensagem de otimismo e encorajamento como forma de reconhecimento de seu trabalho. Após, cada feira, a equipe faz uma avaliação dos pontos fracos e fortes que foram observados durante a feira. Os técnicos conversam com produtores e consumidores ouvindo suas opiniões.

    Dr. Lima

    sexta-feira, 18 de julho de 2014

    Empresários chineses discutem investimentos em novos projetos do agronegócio

     

    CNA indicou setores como os de logística e infraestrutura como opções de negócios

    Brasília (17/07) - Um grupo de 35 empresários chineses integrantes da comitiva oficial do presidente da China, Xi Jiping, interessados em conhecer áreas para futuros investimentos no segmento do agronegócio, participou de reunião com a diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Durante o encontro, os chineses conheceram o atual estágio da produção agrícola brasileira e as oportunidades de negócio para novos projetos em infraestrutura e logística.

    A reunião, realizada na noite desta quarta-feira (16), foi aberta pelo vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel. Ele classificou o encontro como um dos mais importantes e estratégicos para o estreitamento das relações comerciais entre os dois países, “nesses 40 anos de retomada formal da diplomacia entre o Brasil e a China”. Riedel lembrou que os chineses são hoje o maior parceiro comercial do país, “sendo o principal destino das nossas exportações de grãos”.

    O ex-embaixador chinês no Brasil, Chen Duqing, atualmente integrante da China Forex Investment Summit (CFIS), destacou o trabalho da CNA no fortalecimento das relações comerciais entre os dois países, lembrando que “o momento atual é oportuno para o incremento dessa cooperação”. O chefe da delegação empresarial chinesa, Zhang Xiaobin, lembrou que a abertura econômica de seu país permitiu um aprofundamento das relações econômicas entre as duas nações, “com mais conhecimento mútuo e novas oportunidades de negócio”.

    Logística e infraestrutura - O superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, e o consultor de Logística, Luiz Antônio Fayet, apresentaram o quadro atual do agronegócio brasileiro e as dificuldades existentes em setores como os de infraestrutura, obstáculos para a participação ainda maior do agronegócio brasileiro no comércio internacional. Fayet informou aos empresários chineses sobre os elevados custos existentes no transporte de produtos agrícolas no país.

    Em 2013, segundo ele, “o escoamento de uma tonelada de produtos agropecuários custou US$ 92, valor muito superior aos gastos de outros países produtores de alimentos concorrentes do Brasil no mercado internacional”. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos, cujo gasto é de US$ 23 por tonelada, e da vizinha Argentina, US$ 20 por tonelada.

    Segundo Antônio Fayet, no ano passado, era possível transportar 25 milhões de toneladas de produtos agrícolas por 6.500 quilômetros de rodovias. Com novos investimentos, avaliou o consultor, tal capacidade poderá elevar para 120 milhões de toneladas a capacidade de transporte num total de 9.500 quilômetros de rodovias. Isso até 2031. Para atingir tal meta, no entanto, serão necessários investimentos privados de R$ 9 bilhões, além de outros R$ 17 bilhões do setor publico.

    Produtividade elevada - Bruno Lucchi mostrou aos chineses que o desenvolvimento da agropecuária brasileira, ao longo dos últimos 38 anos, deu-se a partir de forte inovação tecnológica com preservação do meio ambiente. Ele mostrou que, na safra 1976/77, o país produzia 46,9 milhões de toneladas de grãos, volume que saltou para 186,6 milhões de toneladas no biênio 2013/14.

    Destaca-se que, apesar do forte crescimento da produção de grãos no país, foram preservados 61% do território brasileiro. Manteve-se intacto o equivalente a 517 milhões de hectares da vegetação nativa. O aumento da produção de grãos foi, segundo ele, consequência do uso intensivo de tecnologias modernas que permitiu aumentar a produtividade, entre 1976 e 2011, por exemplo, em 148,5%.

    Os empresários chineses mostraram-se interessados em aprofundar a troca de informações sobre oportunidades de investimento, pedindo dados adicionais sobre os setores mencionados pela CNA abertos à participação do capital estrangeiro. Empresários do noroeste da China, presentes na reunião, pediram dados sobre a produção de laticínios no Brasil já avaliando possíveis parcerias entre os dois países nessa área da agropecuária.

    Assessoria de Comunicação CNA
    Telefone: (61) 2109 1411/1419
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    COMUNICADO OFICIAL SOBRE RETIRADA DO EMBARGO CHINÊS À CARNE BOVINA NO BRASIL

     

    A retirada do embargo chinês à carne bovina brasileira, anunciado hoje pelos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da China, Xi Jinping, é o resultado de um intenso trabalho da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao lado do governo brasileiro. Desde dezembro de 2012, quando as autoridades sanitárias brasileiras identificaram um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), conhecida como doença da vaca louca, a China sustentava o embargo às exportações brasileiras do produto, contrariando a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que manteve o Brasil na classificação de “risco insignificante” em relação à doença.

    De posse dos argumentos técnicos do mais importante organismo internacional em assuntos de sanidade, a CNA fez incontáveis gestões junto a autoridades brasileiras e chinesas na tentativa de remover o embargo. Foram cinco missões à China, sob o comando da então presidente – hoje licenciada do cargo – senadora Kátia Abreu. Em novembro passado, a presidência da CNA levou este pleito diretamente ao presidente Xi Jinping.

    A liberação das exportações para os chineses é estratégica para a pecuária brasileira, tendo em vista que a China é o mais importante parceiro comercial do Brasil e o mais promissor mercado mundial para as nossas carnes, devido ao crescente consumo de proteína animal.

    Fica resolvido, portanto, o principal entrave à ampliação do comércio Brasil-China, mas ainda é preciso agilizar a habilitação de novas plantas frigoríficas. É o que espera o presidente da CNA, João Martins, uma vez que, hoje, apenas oito estabelecimentos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para o mercado chinês. Desde o ano passado, o Brasil aguarda uma visita das autoridades sanitárias da China para concluir o processo de habilitação.

    Brasília, 17 de julho de 2014.
    Assessoria de Comunicação da CNA

    quinta-feira, 3 de julho de 2014

    FEIRA MUNICIPAL DA AGRICULTURA FAMILIAR DE CRUZ

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    Cruz. A Comissão Organizadora da Feira da Agricultura Familiar de Cruz, após várias reuniões, debates e questionamentos, definiu toda a programação para a realização da Feira da Agricultura Familiar do Município de Cruz, que será realizada dia 12 de julho, sábado, pela manhã, no Mercado do Produtor Bernardino José de Farias, que fica ao lado do Terminal Rodoviário, Rua Coronel Teixeira Pinto, Centro de Cruz.

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    Comissão Organizadora

    Na reunião desta quarta-feira, 2, a Comissão Organizadora fez os acertos finais fechando a programação que consta de exposição de produtos da Agricultura Familiar, animais, artesanato, comidas típicas, shows de música regional com repentistas e sanfoneiro, equipamentos usados pelos agricultores e criadores, além de palestras e informações aos produtores. Participaram desta reunião representante do Sindicato Rural, da EMATERCE, da Federação das Associações, os Secretários da Agricultura Carlos César, do Meio Ambiente Ricardo do Nascimento Leite, do Turismo Agnaldo Menezes, da Educação Pedro Fernandes, a Primeira Dama Andrea Vânia do Nascimento, o Procurador do Município e outros integrantes da Comissão Organizadora.

    A Feira está prevista para iniciar às seis horas e contará com as presenças do Prefeito Municipal Adauto Mendes, Secretários Municipais, representantes de Sindicatos, da Federação das Associações, expositores, convidados e consumidores.

    Quem ainda não se cadastrou poderá fazer até dia quatro, na Secretaria de Agricultura, com a Zootecnista Carolina Vasconcelos nos horários de expediente.

    A Coordenação avisa aos criadores que pretenderem trazer animais para a feira que compareçam à Secretária da Agricultura para aquisição da TGA e apresentar a Ficha Sanitária, pois, sem a qual não poderá expor seus animais.

    A ideia é que a feira tenha continuidade todas as sextas feiras e seja um espaço para os agricultores comercializarem seus produtos diretamente ao consumidor eliminando a figura do atravessador.

    A Analista de Programa na ONG CARE Brasil Ana Cristina Marinho, com escritório em Parnaíba– Piauí, está sendo esperada para participar do evento como convidada especial e que muito nos honrará com a sua presença, juntamente com Francisca da Associação baruc, Felitita Silva da Secretaria de Turismo de Chaval e Marcos da Chavaltur.

    A Feira é uma promoção da Prefeitura Municipal de Cruz, Sindicatos, Secretaria da Agricultura e EMATERCE.

    A Secretaria da Agricultura é comandada pelo Senhor Carlos César de Carvalho que tem desenvolvido um excelente trabalho em prol do desenvolvimento da Agropecuária Familiar do Município de Cruz. Conta com uma excelente equipe de apoio: a Zootecnista Carolina de Vasconcelos, a Secretária Vanusia Sousa, Professor Manoel Aldair da Silveira e o Coordenador do PAA Leandro Matias.

    O Prefeito Adauto (Odair José Mendes de Vasconcelos) – PT – tem dedicado a maior atenção possível a agropecuária buscando projetos e alternativas para o incentivo e o desenvolvimento da produção agropecuária do município. São projetos de irrigação, ovino caprinocultura, apicultura, abastecimento de água, habitação rural, esporte, estrada e saúde com o propósito de assegurar melhor qualidade de vida, mobilidade e bem estar social ao povo de Cruz.

    Toda a população de Cruz é convidada para participar deste evento que tem como objetivos: integrar produtores e consumidores em um clima de parceria e troca de informações.

    Dr. Lima

    quinta-feira, 26 de junho de 2014

    FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR EM CRUZ

     

    Cruz. A Prefeitura Municipal de Cruz, Secretaria de Agricultura do Município, Sindicato Rural e Ematerce estão preparando a Feira da Agricultura Familiar do Município de Cruz a ser realizada dia 12 de julho no Mercado do Produtor, ao lado do Terminal Rodoviário, na Rua Coronel Teixeira Pinto, Centro e Cruz.

    Para participar do evento, estão sendo convidados todos os produtores rurais e consumidores para participarem do evento seja vendendo seus produtos ou fazendo aquisição para consumo a preço baixo.

    As pessoas interessadas em exporem seus produtos deverão comparecer a Secretaria de Agricultura, no Centro Administrativo, no horário comercial para fazerem suas inscrições e reservarem seus stands de exposição de seus produtos.

    As inscrições vão até o dia quatro de julho, e os interessados deverão comparecer à Secretaria de Agricultura, munidos de seus documentos pessoais e, em caso de criadores que irão expor seus animais, deverão apresentar a ficha sanitária dos animais a serem levados para exposição e/ou comercialização.

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    A Zootecnista Carolina Vasconcelos está responsável pela inscrição e esclarecimentos sobre o evento, com atendimento no Centro Administrativo, Prédio da Prefeitura, na Secretaria de Agricultura, Primeiro Andar. Telefone: (88)3660-1277 (horário comercial).

    Dr. Lima

    quarta-feira, 4 de junho de 2014

    SOJA EM GRÃO SUPERA MINÉRIO DE FERRO E RESPONDE POR 13,9% DAS EXPORTAÇÕES

     

    Cinco produtos agropecuários batem recorde de receitas e totalizam 23% das vendas externas

    Brasília (04/06) - A soja em grão ultrapassou o minério de ferro e tornou-se o principal item da pauta de exportações do Brasil no acumulado de janeiro a maio deste ano. É o que mostra levantamento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O grão foi responsável por 13,9% do total das vendas externas brasileiras no período, enquanto o minério de ferro respondeu por 13%. As exportações totais do país somaram US$ 90,1 bilhões até maio.

    Para a CNA, a demanda internacional aquecida e a expectativa de uma boa colheita de soja nos Estados Unidos, em função da situação climática, são fatores que favoreceram os embarques do Brasil, especialmente para a China. O preço da commodity apresentou queda de 4,8%, o que impediu que a receita cambial crescesse no mesmo ritmo dos volumes embarcados. Enquanto o valor das exportações do grão de soja aumentou 22,1%, a quantidade exportada subiu 28,3%.

    A CNA ressalta que a participação do complexo soja no total exportado pelo Brasil tem crescido desde os anos 1990 e, de forma mais expressiva, a partir dos anos 2000, com a intensificação do comércio com a China. Este movimento comprova a qualidade e a competitividade do grão brasileiro no mercado internacional. Só nos primeiros cinco meses deste ano, a soja em grão, o farelo e o óleo de soja somaram US$ 15,53 bilhões em vendas externas, representando 17,2% do total das exportações do país.

    Além da soja em grão e do farelo de soja, outros três produtos agropecuários lideram a lista de recordistas de faturamento no ano. São eles: couros e peles (+24,2%), carne bovina (+14,2%) e celulose (+7,3%). Só esses cinco produtos são responsáveis por US$ 20,77 bilhões, 23% do total exportado pelo Brasil no período. A CNA destaca, também, o crescimento de 46,1% no valor dos embarques de bovinos vivos, confirmando o reconhecimento da sanidade do rebanho brasileiro pelo mercado internacional. 

    O milho é um dos destaques negativos da balança comercial brasileira em 2014. A receita cambial recuou 53,8% e o volume embarcado caiu 34,9%. Os preços médios recuaram 29,1%, reflexo, segundo a CNA, da expectativa de uma boa safra nos Estados Unidos.

    Também em queda, os preços do açúcar bruto tiveram redução de 17,6% no período entre janeiro e maio, diminuindo em 23,9% o valor das exportações brasileiras. O país responde por 50% do mercado mundial  de açúcar. Nas últimas quatro safras, a oferta do produto superou a demanda, pressionando para baixo os preços mundiais. As vendas para a União Europeia, submetidas ao regime de cotas e tarifas elevadas, têm caído nos últimos dois anos. Em 2014, as exportações para outras regiões, como a África e o Oriente Médio, também registram queda. Por outro lado, os embarques de açúcar em bruto para a China aumentaram em função do crescimento da demanda e das compras para reposição dos estoques locais.

    Assessoria de Comunicação da CNA
    Fone: (61) 2109-1419/1411
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    terça-feira, 20 de maio de 2014

    Plano Safra 2014/2015 disponibiliza R$ 156 bilhões a produtores

     

    Da Agência Brasil

    Yara Aquino e Kelly Oliveira - Repórteres da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

    O Plano Safra 2014/2015 vai disponibilizar R$ 156,1 bilhões em recursos, sendo R$ 112 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimento. O valor representa alta de 14,7% sobre os R$ 136 bilhões do plano anterior.

    Saiba Mais

    O limite de financiamento de custeio, por produtor, foi ampliado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão, enquanto o destinado à modalidade de comercialização passou de R$ 2 milhões para R$ 2,2 milhões.

    Dos recursos disponibilizados nesta edição do Plano Safra, R$ 132,6 bilhões são com juros inferiores aos cobrados no mercado, um crescimento de 14,7% em relação aos R$ 115,6 bilhões previstos na temporada anterior. As taxas de juros anuais mais baixas estão nas modalidades voltadas para armazenagem, irrigação e inovação tecnológica, de 4% (5% no crédito de armazenagem para cerealistas); práticas sustentáveis, juros de 5%; médios produtores, de 5,5%; e máquinas e equipamentos agrícolas, de 4,5% a 6%.

    De acordo com o Ministério da Agricultura, entre os destaques do plano estão o aperfeiçoamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), incentivo aos médios produtores, a ampliação da capacidade de armazenagem nas fazendas, a inovação tecnológica no campo e o desenvolvimento da pecuária de corte.

    terça-feira, 15 de abril de 2014

    FATURAMENTO DO SETOR AGROPECUÁRIO DEVE CRESCER 6,3% EM 2014

     

    Segundo a CNA, Valor Bruto da Produção deve chegar a R$ 456,3 bilhões neste ano, impulsionado pela safra recorde e carne bovina

    Brasília (15/04) – O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário em 2014 será de R$ 456,3 bilhões, alta de 6,3% em relação ao ano passado, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Este aumento de faturamento bruto da atividade “da porteira pra dentro” será impulsionado principalmente pela expectativa de produção recorde de grãos e fibras na safra 2013/2014, que deve superar 190 milhões de toneladas, “apesar da instabilidade climática verificada desde o final de 2013”, e pelo desempenho da pecuária.

    Segundo o levantamento técnico da CNA, o VBP da agricultura deve totalizar R$ 294,8 bilhões, crescimento de 7% na comparação com 2013, puxado pela soja, cujo faturamento deve subir 10,1%, chegando a R$ 96,3 bilhões. A produção da oleaginosa para esta safra está estimada 86,1 milhões de toneladas, 5,6% a mais do que na safra anterior. Outros produtos que devem ter faturamento elevado são o arroz (25,7%), café (23,4%) e o algodão (15%). 

    Em relação ao milho, houve decréscimo de 10,5% na estimativa de faturamento frente ao ano anterior, e o VBP do cereal deve ficar em R$ 34,43 bilhões. A redução de 7,4% da produção e a volatilidade nos preços frente às condições climáticas desfavoráveis fizeram com que o rendimento do setor recuasse. Entretanto, ressalta a CNA, “a expectativa é que os agricultores tenham boas oportunidades de negociação para a produção de milho e que os preços tendem a ficar mais firmes do que o ano passado”.

    Para a pecuária, estima-se um VBP de R$ 161,56 bilhões em 2014, 5% a mais do que em 2013. O desempenho deste segmento será puxado pela carne bovina, que deve ter faturamento de R$ 71,84 bilhões, alta de 8,7% na comparação com o ano passado, em decorrência da restrição de oferta, que tem sustentado os preços. “Os preços seguem a tendência altista, verificada ao longo dos últimos meses em decorrência da oferta restrita, resultado da dificuldade para recuperação das pastagens devido à seca e, consequentemente, da dificuldade de engorda dos animais”, explica o estudo técnico da CNA.

    O segmento da carne suína deve ter aumento de 4,4% neste ano, totalizando R$ 14,74 bilhões. De acordo com a CNA, a alta se justifica pela projeção de recuo de 2% na produção, restringindo a oferta de animais, e pela demanda interna firme, o que sustentará a alta dos preços do animal vivo e da carne. “Além disso, a retomada das exportações vem se confirmando, o que pode reforçar os aumentos nos valores praticados no mercado doméstico”, diz o levantamento.

    Assessoria de Comunicação CNA
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    domingo, 8 de setembro de 2013

    XVII SEMINÁRIO NORDESTINO DE PECUÁRIA – PECNORDESTE 2013

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    Cruz. Aconteceu nos dias 3, 4 e 5 de setembro, no Centro de Eventos do Ceará, Pavilhão Leste, o XVII Seminário Nordestino de Pecuária – PECNORDESTE, que contou com a presença de 45 caravanas de produtores de municípios do Estado do Ceará que participaram de diversas atividades da cadeia produtiva do Agronegócio de nove segmentos da agropecuária: Suinocultura, Artesanato, Turismo Rural, Avicultura, Aquicultura e Pesca, Equinocultura, Apicultura, Caprinovinocultura e Bovinocultura. Houve palestras ministradas por especialistas, cursos, oficinas, mesas redondas, seminários e painéis.

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    O evento foi promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Ceará – SENAR/CE, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará – SEBRAE/CE e os Sindicatos dos Produtores Rurais, que este ano debateu a temática “Viver Bem no Semiárido”.

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    Público alvo: produtores rurais, micro e pequenos empresários e profissionais liberais ligados ao agronegócio; estudantes, médicos veterinários, Engenheiros Agrônomos, Zootecnistas, Técnicos Agrícolas e pesquisadores. Instituições Públicas Municipais, Estaduais e Federais, Associações, Sindicatos Rurais e Órgãos Governamentais e Empresas Privadas.

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    Turismo no espaço rural e natural

    Eu estive participando do Evento junto com uma caravana do Município de Cruz, que foi coordenada pelo SEBRAE sob a responsabilidade do técnico Yuri que, gentilmente, nos acompanhou e nos orientou durante todo o evento. Aproveitei a oportunidade e participei de palestras sobre Turismo no Espaço Rural e Natural, que nos conferiu um Certificado.

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    “O turismo no meio rural é “o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”.

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    O turismo no meio rural é uma das diferentes modalidade de turismo, praticada por famílias de agricultores dispostos a compartilhar seu modo de vida com os habitantes do meio urbano e rural.

    É conhecido que os agricultores, que oferecem serviços de qualidade, valorizam e respeitam como ninguém o meio ambiente e obviamente a ruralidade, assim como, a cultura local ou tradicional. Assim, neste tipo de turismo, perante os órgãos oficiais e governamentais dos respectivos países e estados, comprometem-se a dar conhecer aos seus hóspedes dessa maneira de convivência com o meio rural, sempre buscando não modificar ou danificar o meio ambiente.

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    O turismo no meio rural ajuda a estabilizar a economia local, criando empregos nas atividades diretamente ligadas à atividades ao próprio turismo, como hospedagem, lazer e recreação. Com relação aos benefícios ambientais, pode-se mencionar o estímulo à conservação ambiental e à multiplicação de espécies de plantas e animais, entre outros, pelo aumento da demanda turística. Economicamente, pode-se mencionar como exemplo de vantagens associadas ao turismo no meio rural, a possibilidade de agregar valor aos produtos agrícolas do estabelecimento e a instalação de indústrias artesanais, por exemplo para a produção de alimentos regionais típicos. Além disso, desperta a atenção para o manejo, conservação e recuperação de áreas degradadas e da vegetação florestal e natural”.

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    Jornalista Anacélia – FIEC Rita de Cassia e Anacélia

    Durante o evento, tive a oportunidade de conversar com a jornalista Anacélia do Instituto FIEC de Responsabilidade Social que trabalha com as comunidades indígenas do Ceará. Foi uma conversa bastante proveitosa, pois, abordamos a questão do índio, seus costumes e tradições, e a luta pela preservação de sua cultura. O encontro aconteceu durante uma visita que fiz ao stand de artesanato de Rita de Cassia. Também visitei os stands de artesanato do Município de Madalena e da Associação TAMBORIART do Município de Tamboril onde conversei com a expositora Aradene.

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    Na parte referente a Agropecuária, o estaque ficou por conta dos animais da Fazenda Teotônio do Grupo Edson Queiroz, que apresentou animais de excelente performance.

    Dr. Lima

    sexta-feira, 6 de setembro de 2013

    Oficina de Babaçu: produção de carvão e uso da machadinha

     

    Por Expedito Torres

    A comunidade de Terra Nova, no município de Massapê, foi testemunha da primeira Oficina de Beneficiamento do Babaçu. O objeto desta vez foi a experimentação da extração da amêndoa do babaçu, através do uso de um machado invertido e a produção de carvão com tambores de metal de 200 litros.

    Desde a década de 70 que os quebradores de babaçu da Serra da Meruoca utilizam a marreta, para quebrar o coco (foto). Este processo porém  produz  amêndoas  esfareladas, de baixa qualidade e rejeitadas pelo Mercado. Por Isso o Instituto Carnaúba, buscou soluções para o problema, o que levou a equipe do projeto ao Maranhão, estado que tem quase 80% do coco no Brasil. Onde foram encontradas duas soluções.

    A  primeira foi uma maquina de corte do coco (foto)  que estará entrando em operação em breve. A segunda  foi  a adoção do machado invertido, que é largamente usado por cerca de 200 mil quebradeiras de coco no maranhão (foto).

    Carvão

    A técnica de produção de carvão, com tambores metálicos de 200 litros foi selecionada por se tratar de um método de fácil transporte, rapidez no processo de carbonização e de baixo custo. Como os babaçuais da Meruoca estão há muito tempo sem coleta, há uma enorme quantidade de cocos “velhos” para serem transformados em carvão, e ainda o uso da casca do babaçu, após extração da amêndoa.

    Ressalte-se que o babaçu é uma fonte renovável de energia, contribuindo para evitar desmatamentos de mata nativa.

    O machado

    Segundo o depoimento dos presentes a oficina, a adoção do machado tem como efeito imediato o aumento da qualidade da amêndoa produzida, aumento da renda, inclusão produtiva das mulheres, e gerando um resíduo (casca) de valor estratégico. 

    Máquina de quebra de coco babaçu

    Turma que participou da oficina do babaçu

    terça-feira, 20 de agosto de 2013

    AGRONEGÓCIO DO BRASIL APRESENTA SALDO COMERCIAL DE US$ 49 BILHÕES NOS PRIMEIROS SETE MESES DE 2013

     

    Estudo da CNA destaca bom desempenho do setor agrícola apesar das quedas nos preços das commodities  no mercado internacional

    Brasília (20/8) - O saldo da balança comercial do agronegócio brasileiro cresceu 10,2% no acumulado de janeiro a julho de 2013, atingindo US$ 49 bilhões frente aos US$ 44,5 bilhões registrados mesmo período do ano passado. Apesar do cenário mundial adverso, com a tendência de queda dos preços das commodities no mercado internacional, o setor agropecuário tem mantido excelente desempenho.

    Estudos técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que os resultados positivos das exportações de produtos agrícolas vêm sendo sustentados especialmente pelas vendas externas do chamado complexo soja. Nos primeiros sete meses do ano, esse segmento exportou o equivalente a US$ 21,3 bilhões, um incremento de 11,4% em comparação com as receitas alcançadas nos sete primeiros meses de 2012.

    Peso dos Estados Unidos - O documento destaca, no entanto, que as “boas expectativas em relação ao clima e outras condições favoráveis ao crescimento da produção de soja nos Estados Unidos, deverão exercer pressão e influenciar numa possível queda nas cotações internacionais do produto nos próximos meses”.

    O dado negativo foi o desempenho do milho. É que a melhora na produção nos Estados Unidos, cuja cultura havia sido afetada pela seca na safra passada, influenciou o desempenho do Brasil. Só no mês de julho, no comparativo com o mesmo período de 2012, a queda nas exportações chegou a quase 56%, com receita de US$ 187 milhões, e vendas ao exterior de 733 mil toneladas.

    A China continua sendo a maior importadora de produtos agrícolas do Brasil, deixando em segundo lugar a União Europeia. O mercado chinês, de janeiro a julho deste ano, absorveu 26,5% das exportações brasileiras, enquanto que o mercado europeu foi destino de 21,9% dos produtos agropecuários do país.

    Sinais de recuperação – A nota técnica da CNA relata, ainda, que a economia dos países desenvolvidos começou a dar sinais concretos de recuperação e melhora no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, no caso dos países da Comunidade Econômica Europeia, o índice de desemprego ainda continua elevado devido às medidas de austeridade fiscal e monetária adotadas pelos governos locais.

    Já os Estados Unidos vêm dando mostras mais consistentes de recuperação de sua economia.  Segundo mostra o estudo, “o índice de desemprego vem apresentando sucessivas quedas na medida em que a maior economia do mundo se recupera da crise financeira iniciada em 2008.” 

    Emergentes - Mesmo com a perspectiva de recuperação das economias das nações desenvolvidas, “a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) acredita que os países emergentes – motores da economia mundial durante a crise financeira – devem desacelerar seu ritmo de crescimento no decorrer dos próximos meses”.

    As economias da China, Brasil e Índia continuam perdendo força, levando os governos locais a buscarem estratégias políticas para estimular o crescimento, mostra a CNA.  O governo chinês divulgou que irá tomar medidas monetárias expansionistas com o objetivo de facilitar o consumo e superar os entraves ao desenvolvimento.

    Enquanto isso, o Brasil busca, por meio da desvalorização cambial  e outras medidas de caráter monetário e fiscal, recuperar o ritmo de crescimento econômico, explica a nota técnica.

    Confira a Nota Técnica na íntegra no Canal do Produtor: http://www.canaldoprodutor.com.br

    Assessoria de Comunicação da CNA
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    sexta-feira, 12 de julho de 2013

    SENADO APROVA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS DE PRODUTORES DO NORDESTE ATINGIDOS PELA SECA

     

    Medidas beneficiam mais de 500 mil famílias e texto segue para sanção presidencial. Para presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, relatório traz “grandes avanços”

    O Senado aprovou nesta quinta-feira (11/7) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 17/2013, originário da Medida Provisória (MP) 610, que prevê uma série de medidas para produtores rurais nordestinos atingidos pela seca na região. A matéria, relatada pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), permitirá, entre outros pontos, a liquidação ou a renegociação de dívidas de operações de crédito rural, provenientes de várias fontes de recursos, contratadas até 2006 e que estavam em situação de inadimplência até 2011, contemplando mais de 500 mil famílias de agricultores. Com a aprovação, o Congresso Nacional conclui a votação do texto, que antes passou por análise de uma comissão mista para avaliar a MP e pela Câmara dos Deputados, e segue agora para sanção presidencial.

    Ao defender a aprovação do PLV, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, destacou que o texto trouxe “grandes avanços”, incluindo não apenas os pequenos produtores, mas também os médios, que encontravam muitas dificuldades para renegociar seus passivos financeiros junto aos bancos.  No entanto, ressaltou a necessidade de implantação de tecnologias eficientes de pesquisa e inovação, para que os produtores possam conviver com a seca sem perdas na produção. “É assim que acontece nos países onde as vegetações são cobertas com gelo. Temos que buscar soluções com pesquisa, com inovação, para adaptarmos a atividade rural à seca no semiárido mais populoso do mundo”, disse.

    Pelo relatório, haverá descontos que variam de 40% a 85% para liquidação de operações contratadas até 31 de dezembro de 2006, cujo valor original seja de até R$ 100 mil, incluindo também os contratos renegociados no âmbito dos programas de securitização, PESA (Programa Especial de Saneamento de Ativos) e os débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), Fundos Constitucionais de Financiamento (FNE), entre outros. A regra vale para operações contratadas até 2006, que estavam inadimplentes ou que haviam sido renegociadas até dezembro de 201. Pelo texto, os produtores do semiárido terão descontos maiores em relação ao restante da região. Para os débitos até R$ 15 mil, o rebate concedido será de 85% no semiárido, e de 65% para os produtores que vivem nas áreas de abrangência da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).

    No caso das dívidas entre R$ 15 mil e R$ 35 mil, o desconto sobre o saldo devedor será de 75% para o semiárido, e de 45% no restante das áreas abrangidas pela Sudene. Para os valores acima de R$ 35 mil até R$ 100 mil, os descontos para liquidação serão de 50% (semiárido) e 40% (demais regiões), respectivamente. Quem optar pela amortização parcial do débito, poderá financiar o restante do saldo devedor em até 10 anos, incluídos nesse prazo três anos de carência, com juros de 3,5% ao ano. Este mesmo prazo será concedido para renegociação das dívidas acima de R$ 100 mil e inferiores a R$ 200 mil. Nos casos de liquidação total ou parcial da dívida, assim como de repactuação do passivo, a data final é 31 de dezembro de 2014.

    Outro dispositivo do PLV autoriza a suspensão das cobranças judiciais e a execução de dívidas até 31 de dezembro de 2014. O relatório prevê, ainda, a negociação de operações de crédito rural contratadas depois de 2007 e inadimplentes em dezembro de 2011, em condições que serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O relatório ampliou, ainda, os valores pagos pelo Garantia-Safra e Auxílio Financeiro Emergencial, para R$ 560 e R$ 320, respectivamente, para produtores atingidos pela seca na safra passada, e autoriza a distribuição de milho, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para venda do grão a pequenos pecuaristas.

    Assessoria de Comunicação CNA

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    quinta-feira, 11 de julho de 2013

    Seminário do Projeto Babaçu no Pocinhos, em Graça

    Aconteceu no dia 15 de junho, na Comunidade de Pocinhos, no Município de Graça, o Seminário para Coordenadores, Lideranças e Famílias Beneficiadas pelo Projeto “Conservação, recuperação e uso econômico sustentável do Babaçu nas serras da Meruoca e da Ibiapaba”, com o objetivo de promover uma maior divulgação das Políticas Públicas e Programas para empreendimentos da cadeia do Babaçu.

    O evento contou com a participação de Técnicos do Projeto e lideranças da comunidade que discutiram a realidade da cadeia produtiva do babaçu, percebendo potencialidades e problemas. Foi realizada também a Apresentação do Projeto Babaçu, ressaltando as metas, atividades e execução, onde o diferencial será o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes de extração da amêndoa, trazendo a possibilidade de gerar um maior valor econômico aos derivados do babaçu e consequentemente, o fortalecimento da cadeia produtiva.

    O projeto traz como foco a Promoção de Políticas Públicas e Programas Sociais, Educação Ambiental, Geração de ganho ambiental, social e econômico, equipar e instalar unidades de produção de base familiar em toda a cadeia produtiva do babaçu valorizando a Caatinga e as famílias extrativistas.

    Ana Katia

    Técnica de Campo